Poemas neste tema
Beleza
Marcelo Perrone
Teu Sorriso
Teu Sorriso é o que vem antes.Porque és a minha primeira.
Teu sorriso é o mais belo de todosPorque és a mais bela das mulheres
Teu Sorriso...
Teu sorriso me afoga.Os teus labios salvam-me.Teus olhos devoram-meTeu toque me apazigua.
Se esqueçer-me de teu sorriso,Esquecerei o motivo d’eu viver.Porque teu sorriso é minha razãoE tu és a minha primeira.
Teu Sorriso é o que vem antes.Teu sorriso é tudo para mim.Mas nada é como teu sorriso.
Para minha namorada Heloisa Ballura Castelo Branco.
A serem divulgadas no Jornal de Poesia
-Sem Data-
Teu sorriso é o mais belo de todosPorque és a mais bela das mulheres
Teu Sorriso...
Teu sorriso me afoga.Os teus labios salvam-me.Teus olhos devoram-meTeu toque me apazigua.
Se esqueçer-me de teu sorriso,Esquecerei o motivo d’eu viver.Porque teu sorriso é minha razãoE tu és a minha primeira.
Teu Sorriso é o que vem antes.Teu sorriso é tudo para mim.Mas nada é como teu sorriso.
Para minha namorada Heloisa Ballura Castelo Branco.
A serem divulgadas no Jornal de Poesia
-Sem Data-
1 051
José Maria da Costa e Silva
A Corila
Vês, Corila, aquela rosa
Emulando a cor da aurora
Quando, Febo a porta abrindo,
Leda sai do Ganges fora? ...
Que maior valor tivera,
Quão mais grata fora à gente,
Se natura não a armasse
De um espinho tão pungente ...
Sua púrpura esmaltando
De seu folhame o verdor,
E nos ares difundindo
Seu aroma encantador,
Convidaram-te a colhê-la,
Mas teu dedo alabastrino
Rasgado com dor penosa
Verteu veio purpurino:
Eis, Corila, o teu retrato,
Pois se és rosa na beleza,
Tens também de rosa espinhos
Nos desdéns e na fereza.
Ah! Muda esse gênio esquivo,
Que requinta a formosura
Exalar de quando em quando
Um suspiro de ternura.
À formosa, em cujos olhos
Não arde o fogo do amor,
Eu prefiro a muda estátua,
Que formou destro escultor.
Emulando a cor da aurora
Quando, Febo a porta abrindo,
Leda sai do Ganges fora? ...
Que maior valor tivera,
Quão mais grata fora à gente,
Se natura não a armasse
De um espinho tão pungente ...
Sua púrpura esmaltando
De seu folhame o verdor,
E nos ares difundindo
Seu aroma encantador,
Convidaram-te a colhê-la,
Mas teu dedo alabastrino
Rasgado com dor penosa
Verteu veio purpurino:
Eis, Corila, o teu retrato,
Pois se és rosa na beleza,
Tens também de rosa espinhos
Nos desdéns e na fereza.
Ah! Muda esse gênio esquivo,
Que requinta a formosura
Exalar de quando em quando
Um suspiro de ternura.
À formosa, em cujos olhos
Não arde o fogo do amor,
Eu prefiro a muda estátua,
Que formou destro escultor.
883
Manuel Bandeira
Jacqueline
Jacqueline morreu menina.
Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos.
Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma.
Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas.
Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora para a pequena imagem de Jacqueline morta.
Eras tão bonita!
Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline
— Pura como Jacqueline.
Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos.
Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma.
Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas.
Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora para a pequena imagem de Jacqueline morta.
Eras tão bonita!
Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline
— Pura como Jacqueline.
1 173
Morais Filho
A mulata
Eu sou mulata vaidosa,
Linda, faceira, mimosa,
Quais muitas brancas não são!
Tenho requebros mais belos;
Se a noite são meus cabelos,
O dia é meu coração.
Sob a camisa bordada,
Fina, tão alva, arrendada,
Treme-me o seio moreno:
É como o jambo cheiroso,
Que pende ao galho frondoso
Coberto pelo sereno.
Nos bicos da chinelinha,
Quem voa mais levezinha,
Mais levezinha do que eu?...
Eu sou mulata tafula;
No samba, rompendo a chula,
Jamais ninguém me venceu!
Ao afinar da viola,
Quando estalo a castanhola,
Ferve a dança e o desafio;
Peneiro dum mole anseio,
Vou mansa num bamboleio
Qual vai a garça no rio.
Aos moços todos esquiva,
Sendo de todos cativa,
Demoro os olhares meus;
Mas, se murmuram: "maldita!
Bravo, mulata bonita!"
Adeus, meu ioiô, adeus ...
Minhas iaiás da janela
Me atiram cada olhadela,
Ai dá-se! mortas assim...
E eu sigo mais orgulhosa
Como se a cara raivosa
Não fosse feita pra mim.
Na fronte ainda que baça,
Me assenta o torço de cassa,
Melhor que coroa gentil;
E eu posso dizer ufana,
Que, qual mulata baiana.
Outra não há no Brasil.
Nos meus pulsos delicados
Trago corais engraçados
Contas de ouro e coralinas;
Prendo meu pano à cintura,
Que mais realça à brancura
Das saias de rendas finas.
Se arde um desejo agora,
De meus afetos senhora,
Sei encontrá-lo no amor;
Minha alma é qual borboleta,
Que voa e voa inquieta
Pousando de flor em flor.
Meus brincos de pedraria
Tombam, fazendo harmonia
Com meu cordão reluzente;
Na correntinha de prata,
Tem sempre e sempre a mulata
Figuinhas de boa gente.
Eu gosto bem desta vida,
Que assim se passa esquecida
De tudo que é triste e vão;
Um dito repinicado,
Um mimo, um riso, um agrado
Cativam meu coração.
Nos presepes da Lapinha,
Só a mulata é rainha,
Meiga a mostrar-se de novo;
De minha face ao encanto,
Vai-se o fervor pelo santo,
Pra o santo não olha o povo!...
Minha existência é de flores,
De sonhos, de luz, de amores,
Alegre como um festim!
Escrava, na terra um dono,
Outro no céu sobre um trono,
Que é meu Senhor do Bonfim!
Na fronte ainda que baça,
Me assenta o torço de cassa
Melhor que coroa gentil;
E eu posso dizer ufana,
Que, por mulata baiana,
Outra não há no Brasil.
Linda, faceira, mimosa,
Quais muitas brancas não são!
Tenho requebros mais belos;
Se a noite são meus cabelos,
O dia é meu coração.
Sob a camisa bordada,
Fina, tão alva, arrendada,
Treme-me o seio moreno:
É como o jambo cheiroso,
Que pende ao galho frondoso
Coberto pelo sereno.
Nos bicos da chinelinha,
Quem voa mais levezinha,
Mais levezinha do que eu?...
Eu sou mulata tafula;
No samba, rompendo a chula,
Jamais ninguém me venceu!
Ao afinar da viola,
Quando estalo a castanhola,
Ferve a dança e o desafio;
Peneiro dum mole anseio,
Vou mansa num bamboleio
Qual vai a garça no rio.
Aos moços todos esquiva,
Sendo de todos cativa,
Demoro os olhares meus;
Mas, se murmuram: "maldita!
Bravo, mulata bonita!"
Adeus, meu ioiô, adeus ...
Minhas iaiás da janela
Me atiram cada olhadela,
Ai dá-se! mortas assim...
E eu sigo mais orgulhosa
Como se a cara raivosa
Não fosse feita pra mim.
Na fronte ainda que baça,
Me assenta o torço de cassa,
Melhor que coroa gentil;
E eu posso dizer ufana,
Que, qual mulata baiana.
Outra não há no Brasil.
Nos meus pulsos delicados
Trago corais engraçados
Contas de ouro e coralinas;
Prendo meu pano à cintura,
Que mais realça à brancura
Das saias de rendas finas.
Se arde um desejo agora,
De meus afetos senhora,
Sei encontrá-lo no amor;
Minha alma é qual borboleta,
Que voa e voa inquieta
Pousando de flor em flor.
Meus brincos de pedraria
Tombam, fazendo harmonia
Com meu cordão reluzente;
Na correntinha de prata,
Tem sempre e sempre a mulata
Figuinhas de boa gente.
Eu gosto bem desta vida,
Que assim se passa esquecida
De tudo que é triste e vão;
Um dito repinicado,
Um mimo, um riso, um agrado
Cativam meu coração.
Nos presepes da Lapinha,
Só a mulata é rainha,
Meiga a mostrar-se de novo;
De minha face ao encanto,
Vai-se o fervor pelo santo,
Pra o santo não olha o povo!...
Minha existência é de flores,
De sonhos, de luz, de amores,
Alegre como um festim!
Escrava, na terra um dono,
Outro no céu sobre um trono,
Que é meu Senhor do Bonfim!
Na fronte ainda que baça,
Me assenta o torço de cassa
Melhor que coroa gentil;
E eu posso dizer ufana,
Que, por mulata baiana,
Outra não há no Brasil.
1 514
Guido Cavalcanti
Soneto IV
Quem é esta que vem, que cada um mira,
que faz de claridade o ar vibrar
e traz consigo Amor, tal que falar
homem algum pode, e apenas suspira?
Ah, Deus, que olhar é esse que admira,
diga o Amor, que eu não vou saber contar:
tem tanto de humildade, dama ímpar,
que as outras perto dela chamo ira.
Não me poria a contar sua gentileza,
a ela se inclina toda virtude,
e a beleza, como sua deusa, a empossa.
Nunca foi tão alta a mente que é nossa,
nem já foi posta em nós tanta saúde,
que prontamente a tomem na inteireza.
588
Mirella Márcia
Terceiro Soneto
Meu amor é uma louca feiticeira
Condenada na perdida Idade Média.
Dançando, meu amor foi p’ra fogueira,
Gozando nesta hora de tragédia.
O carrasco encantado com a surpresa
De tal riso dado em meio à agonia
Rezava pela bruxa sem certeza
Se o que via era fato ou fantasia.
Pelos tempos, o incêndio que ainda cresce
Vai queimando tão bela bailarina
Assistida pelo seu carrasco em prece
Que não entende que aquilo que a fascina
É na chama haver espelho que enternece
Pois o fogo tem um rosto de menina.
Condenada na perdida Idade Média.
Dançando, meu amor foi p’ra fogueira,
Gozando nesta hora de tragédia.
O carrasco encantado com a surpresa
De tal riso dado em meio à agonia
Rezava pela bruxa sem certeza
Se o que via era fato ou fantasia.
Pelos tempos, o incêndio que ainda cresce
Vai queimando tão bela bailarina
Assistida pelo seu carrasco em prece
Que não entende que aquilo que a fascina
É na chama haver espelho que enternece
Pois o fogo tem um rosto de menina.
840
Mirella Márcia
Quarto Soneto
Os lírios que me vêem te olhar
Não sabem quando é noite ou quando é dia,
Nem sabem se é do sol ou do luar
A luz que os meus olhos extasia.
Os campos que me ouvem te chamar
Não lembram se é pranto ou melodia
Os sons que eu componho nesse mar
Remoto lá em minha fantasia.
De que valem todos esses campos?
De que vale no vale qualquer lírio,
Se não fia nem tece o teu rosto
Embuçado com os panos do delírio?
De que vale toda a natureza
Se eu já trago em mim tua beleza?
Não sabem quando é noite ou quando é dia,
Nem sabem se é do sol ou do luar
A luz que os meus olhos extasia.
Os campos que me ouvem te chamar
Não lembram se é pranto ou melodia
Os sons que eu componho nesse mar
Remoto lá em minha fantasia.
De que valem todos esses campos?
De que vale no vale qualquer lírio,
Se não fia nem tece o teu rosto
Embuçado com os panos do delírio?
De que vale toda a natureza
Se eu já trago em mim tua beleza?
846
Maria Lúcia Dal Farra
La dame à la Licorne
A Vanessa Droz
A dama se faz acompanhar do unicórnio
em todas as telas
– ele passeia pelos sentidos dela.
Faz gosto vê-lo assim,
doméstico,
mimoso animal de estimação
indeciso entre cão e gato.
Dela,
a vista se espraia
pelo corno branco de lua
enquanto tateia na pluma que o recobre
a ave de cascos suspensa
sobre o espírito da tapeçaria.
Dele,
o focinho inspira flores ao derredor,
ramagens, maçã, perfumes:
o meigo bichinho ensina à dama o regime do sol.
Sua voz indivisa é guia
e a dama apanha as cifras:
são raízes, fósseis que se desprendem das pedras,
ocultas nascentes reclamando o ouvido.
Ele passa-lhe tudo o que sabe.
Mas é o amor dela que lhe dá sentido.
A dama se faz acompanhar do unicórnio
em todas as telas
– ele passeia pelos sentidos dela.
Faz gosto vê-lo assim,
doméstico,
mimoso animal de estimação
indeciso entre cão e gato.
Dela,
a vista se espraia
pelo corno branco de lua
enquanto tateia na pluma que o recobre
a ave de cascos suspensa
sobre o espírito da tapeçaria.
Dele,
o focinho inspira flores ao derredor,
ramagens, maçã, perfumes:
o meigo bichinho ensina à dama o regime do sol.
Sua voz indivisa é guia
e a dama apanha as cifras:
são raízes, fósseis que se desprendem das pedras,
ocultas nascentes reclamando o ouvido.
Ele passa-lhe tudo o que sabe.
Mas é o amor dela que lhe dá sentido.
691
Manuel Bandeira
Louvado
Louvo o Padre, louvo o Filho,
O Espírito Santo louvo.
E a com que me maravilho
Louvo após, que um sofrer novo
Trouxe a esta via afanosa,.
Sem fé nem vez, nem defesa:
Aquela que tem da rosa
O nome, o aroma, a beleza.
Juntei ao corpo de Vênus
Sua cabeça, e estou quite
Com o meu destino, que ao menos
Uma feminafrodite
Criei para ressarcir-me
Desta paixão que, ignorada,
Nem por isso é menos firme
Nem mais mal-aventurada.
Cada vez me maravilho
Mais com o que nela há de novo:
Louvo o Padre, louvo o Filho,
O Espírito Santo louvo.
O Espírito Santo louvo.
E a com que me maravilho
Louvo após, que um sofrer novo
Trouxe a esta via afanosa,.
Sem fé nem vez, nem defesa:
Aquela que tem da rosa
O nome, o aroma, a beleza.
Juntei ao corpo de Vênus
Sua cabeça, e estou quite
Com o meu destino, que ao menos
Uma feminafrodite
Criei para ressarcir-me
Desta paixão que, ignorada,
Nem por isso é menos firme
Nem mais mal-aventurada.
Cada vez me maravilho
Mais com o que nela há de novo:
Louvo o Padre, louvo o Filho,
O Espírito Santo louvo.
1 085
Maria Lucia Miranda Afonso
Delicadeza
Delicadeza
Uma pessoa tão delicada...
como uma chuva de cristal caindo nas rochas:
inútil tentar segurá-la com as mãos,
inevitável que algumas gotas se despedacem...
Tenho compaixão por ela,
é tão delicado ser delicado!
É tão duro ser delicada consigo mesma
quando se é tão delicada...
É tão duro, e tão delicado!
Uma pessoa tão delicada...
como uma chuva de cristal caindo nas rochas:
inútil tentar segurá-la com as mãos,
inevitável que algumas gotas se despedacem...
Tenho compaixão por ela,
é tão delicado ser delicado!
É tão duro ser delicada consigo mesma
quando se é tão delicada...
É tão duro, e tão delicado!
932
Manuel Bandeira
Madrigal Tão Engraçadinho
Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na minha vida, inclusive o porquinho-da-índia que me deram quando eu tinha seis anos.
1 685
Vitor Casimiro
Cadência
Não conto
Estrelas
Me contento
Em vê-las
Sem lupas ou lentes
Vejo estrelas
Algumas imóveis
Outras C
a
d
e
n
t
e
s.
Estrelas
Me contento
Em vê-las
Sem lupas ou lentes
Vejo estrelas
Algumas imóveis
Outras C
a
d
e
n
t
e
s.
951
Martins Napoleão
O Destino da Lira
Dói recolher, na concha e na alma, o alheio pranto
— orvalho a gotejar de outras raízes...
Mas é tão doce a dor de o transformar num canto
Que console infelizes!...
O destino da Lira é como o das estrelas,
Belas e inúteis, aparentemente:
Mas a força vital infinita que há nelas
Faz brotar a semente.
O destino da Lira é o destino das rosas,
morrendo mas deixando o aroma que erra,
Ou no ar ou no esplendor das mulheres formosas,
Como um bem feito à terra.
— orvalho a gotejar de outras raízes...
Mas é tão doce a dor de o transformar num canto
Que console infelizes!...
O destino da Lira é como o das estrelas,
Belas e inúteis, aparentemente:
Mas a força vital infinita que há nelas
Faz brotar a semente.
O destino da Lira é o destino das rosas,
morrendo mas deixando o aroma que erra,
Ou no ar ou no esplendor das mulheres formosas,
Como um bem feito à terra.
866
Gerard Manley Hopkins
Lanterna Externa
Uma lanterna move-se na noite escura,
Que às vezes nos apraz olhar. Quem anda
Ali? – medito. De onde, para onde o manda
Dentro da escuridão essa luz insegura?
Homens passam por mim, cuja beleza pura
Em molde ou mente ou mais um dom maior demanda.
Chovem em nosso ar pesado a sua branda
Luz, até que distância ou morte os desfigura.
Morte ou distância vêm. Por mais que para vê-los
Volteie a vista, é em vão: eu perco o que persigo.
Longe do meu olhar, longe dos meus desvelos
Cristo vela. E o olhar de Cristo, em paz ou perigo,
Os vê, coração quer, amor provê, pé ante pé, com suaves zelos:
Resgate e redenção, primeiro, íntimo e último amigo.
(tradução de Augusto de Campos)
:
The Lantern out of Doors
Gerard Manley Hopkins
SOMETIMES a lantern moves along the night,
That interests our eyes. And who goes there?
I think; where from and bound, I wonder, where,
With, all down darkness wide, his wading light?
Men go by me whom either beauty bright
In mould or mind or what not else makes rare:
They rain against our much-thick and marsh air
Rich beams, till death or distance buys them quite.
Death or distance soon consumes them: wind
What most I may eye after, be in at the end
I cannot, and out of sight is out of mind.
Christ minds: Christ’s interest, what to avow or amend
There, éyes them, heart wánts, care haúnts, foot fóllows kínd,
Their ránsom, théir rescue, ánd first, fást, last friénd.
Que às vezes nos apraz olhar. Quem anda
Ali? – medito. De onde, para onde o manda
Dentro da escuridão essa luz insegura?
Homens passam por mim, cuja beleza pura
Em molde ou mente ou mais um dom maior demanda.
Chovem em nosso ar pesado a sua branda
Luz, até que distância ou morte os desfigura.
Morte ou distância vêm. Por mais que para vê-los
Volteie a vista, é em vão: eu perco o que persigo.
Longe do meu olhar, longe dos meus desvelos
Cristo vela. E o olhar de Cristo, em paz ou perigo,
Os vê, coração quer, amor provê, pé ante pé, com suaves zelos:
Resgate e redenção, primeiro, íntimo e último amigo.
(tradução de Augusto de Campos)
:
The Lantern out of Doors
Gerard Manley Hopkins
SOMETIMES a lantern moves along the night,
That interests our eyes. And who goes there?
I think; where from and bound, I wonder, where,
With, all down darkness wide, his wading light?
Men go by me whom either beauty bright
In mould or mind or what not else makes rare:
They rain against our much-thick and marsh air
Rich beams, till death or distance buys them quite.
Death or distance soon consumes them: wind
What most I may eye after, be in at the end
I cannot, and out of sight is out of mind.
Christ minds: Christ’s interest, what to avow or amend
There, éyes them, heart wánts, care haúnts, foot fóllows kínd,
Their ránsom, théir rescue, ánd first, fást, last friénd.
912
Martins Napoleão
O Poema da Forma Eterna
(Ó infinito sonho!
O grande céu azul desfolhado no espaço!
O homem pequeno e louco
E o barro úmido às mãos do oleiro cego!)
Expressar cada um
O seu minuto culminante de beleza,
O seu instante de bondade extrema,
O seu momento de heroísmo,
Na subitânea íntegra pureza
De uma forma imperecível!
Como o coágulo de luz no diamante sem jaça,
Qual se a gota de orvalho, porventura,
Imagem matinal do sorriso da luz,
Se condenasse repentinamente.
Não a forma perfeita,
Porém aquela, exata e duradoura,
De um ápice de síntese.
Forma que se transfunda, num jato, a substância
De um momento imortal entre dois limites inúteis do tempo fugaz.
Uma forma que seja — nos limites do vário e mutável — perene.
E possa traduzir a integração, a plenitude e a culminância
Do glorioso momento da vida:
O desejo de fixar o efêmero para o tornar eterno.
Como o oleiro inocente, com as mãos carregadas de sonho,
Procurar transmitir ao barro paciente,
Numa manhã feliz em que os deuses se vestem de luz,
O movimento, a vida, a elástica e nervosa agilidade
Da asa de um pássaro voando...
E o pintor, com os olhos impregnados de cores viventes,
Anseia revelar, numa combinação imprevista de tintas,
Em que a luz e a névoa se misturem,
E a virgindade da manhã se case
À difusa tristeza do crepúsculo,
Num tom maravilhoso,
O úmido olhar do amor que pecou por prazer...
E o músico, de coração sangrante de harmonias,
Tenta subjugar, num acorde que encerre
O resumo de todas as únicas notas supremas
Arrancadas das cordas soluçantes
Dos violinos de todos os artistas
Que morreram em êxtase de sonho.
A expressão musical das primeiras estrelas
Que iluminam o silêncio da tarde,
Como lágrimas de adolescentes...
E o atleta, que tem o sentido dos ritmos nos músculos submissos,
Busca perpetuar, numa imagem que esplenda
Clara e vibrátil como uma ode pindárica,
E tenha a assustadora beleza da vitória sobre a morte,
Ao pasmo olhar da multidão de fôlego suspenso,
O salto sobre o abismo.
E o herói, que mede o valor da vida pela beleza oportuna da morte,
Ambiciona cunhar, numa imagem que ostente
O soberano orgulho do desprezo
E a coragem consciente do perigo,
O simbólico exemplo
Do primeiro soldado que tombou
Com um sorriso nos lábios e uma rosa de sangue no peito.
E o santo que transcende as leis humanas
Aspira a eternizar, numa imagem que seja,
A própria infinitude de todos os êxtases
E todas as bondades sem nenhuma recompensa
O gesto irrepetível
Do instante de humildade e de renúncia
Em que se debruçou para beijar o leproso na boca,
Como um lírio num charco...
E o poeta, flauta cheia do sopro divino
Quer reunir, a um acesso instintivo de forças genésicas
Num canto absoluto
o irrelevado espírito das coisas,
A harmonia que ninguém ousou captar,
A beleza invisível para os outros.
E o lavrador, que espera a bendição de Deus,
Deseja aprender, numa imagem que vibre
Como a entranha da agreste companheira
Sob as primícias da maternidade,
A alegria da terra,
Rasgando o próprio seio sem doer
Para as eclosões das primeiras sementes.
Como o oleiro o seu momento de inocência criadora,
E o pintor, o seu momento de domínio incomparável da matéria plástica,
E o músico o seu momento de cósmica integração,
E o atleta o seu momento de vitória espetacular,
E o santo o seu momento de êxtase supremo
E o lavrador, o seu momento de esperança milagrosa
E o poeta o momento de seu canto absoluto
Todos aspiram a perpetuar-se
Moldando o grande sonho em forma eterna.
Todos desejam essa alegria perfeita
Da forma em que se transfunda, num jato, a substância
Do momento imortal, único, entre os dois limites extremos e inúteis do tempo fugaz.
O grande céu azul desfolhado no espaço!
O homem pequeno e louco
E o barro úmido às mãos do oleiro cego!)
Expressar cada um
O seu minuto culminante de beleza,
O seu instante de bondade extrema,
O seu momento de heroísmo,
Na subitânea íntegra pureza
De uma forma imperecível!
Como o coágulo de luz no diamante sem jaça,
Qual se a gota de orvalho, porventura,
Imagem matinal do sorriso da luz,
Se condenasse repentinamente.
Não a forma perfeita,
Porém aquela, exata e duradoura,
De um ápice de síntese.
Forma que se transfunda, num jato, a substância
De um momento imortal entre dois limites inúteis do tempo fugaz.
Uma forma que seja — nos limites do vário e mutável — perene.
E possa traduzir a integração, a plenitude e a culminância
Do glorioso momento da vida:
O desejo de fixar o efêmero para o tornar eterno.
Como o oleiro inocente, com as mãos carregadas de sonho,
Procurar transmitir ao barro paciente,
Numa manhã feliz em que os deuses se vestem de luz,
O movimento, a vida, a elástica e nervosa agilidade
Da asa de um pássaro voando...
E o pintor, com os olhos impregnados de cores viventes,
Anseia revelar, numa combinação imprevista de tintas,
Em que a luz e a névoa se misturem,
E a virgindade da manhã se case
À difusa tristeza do crepúsculo,
Num tom maravilhoso,
O úmido olhar do amor que pecou por prazer...
E o músico, de coração sangrante de harmonias,
Tenta subjugar, num acorde que encerre
O resumo de todas as únicas notas supremas
Arrancadas das cordas soluçantes
Dos violinos de todos os artistas
Que morreram em êxtase de sonho.
A expressão musical das primeiras estrelas
Que iluminam o silêncio da tarde,
Como lágrimas de adolescentes...
E o atleta, que tem o sentido dos ritmos nos músculos submissos,
Busca perpetuar, numa imagem que esplenda
Clara e vibrátil como uma ode pindárica,
E tenha a assustadora beleza da vitória sobre a morte,
Ao pasmo olhar da multidão de fôlego suspenso,
O salto sobre o abismo.
E o herói, que mede o valor da vida pela beleza oportuna da morte,
Ambiciona cunhar, numa imagem que ostente
O soberano orgulho do desprezo
E a coragem consciente do perigo,
O simbólico exemplo
Do primeiro soldado que tombou
Com um sorriso nos lábios e uma rosa de sangue no peito.
E o santo que transcende as leis humanas
Aspira a eternizar, numa imagem que seja,
A própria infinitude de todos os êxtases
E todas as bondades sem nenhuma recompensa
O gesto irrepetível
Do instante de humildade e de renúncia
Em que se debruçou para beijar o leproso na boca,
Como um lírio num charco...
E o poeta, flauta cheia do sopro divino
Quer reunir, a um acesso instintivo de forças genésicas
Num canto absoluto
o irrelevado espírito das coisas,
A harmonia que ninguém ousou captar,
A beleza invisível para os outros.
E o lavrador, que espera a bendição de Deus,
Deseja aprender, numa imagem que vibre
Como a entranha da agreste companheira
Sob as primícias da maternidade,
A alegria da terra,
Rasgando o próprio seio sem doer
Para as eclosões das primeiras sementes.
Como o oleiro o seu momento de inocência criadora,
E o pintor, o seu momento de domínio incomparável da matéria plástica,
E o músico o seu momento de cósmica integração,
E o atleta o seu momento de vitória espetacular,
E o santo o seu momento de êxtase supremo
E o lavrador, o seu momento de esperança milagrosa
E o poeta o momento de seu canto absoluto
Todos aspiram a perpetuar-se
Moldando o grande sonho em forma eterna.
Todos desejam essa alegria perfeita
Da forma em que se transfunda, num jato, a substância
Do momento imortal, único, entre os dois limites extremos e inúteis do tempo fugaz.
912
Clodoveu A. de Almeida
Vênus
Tu já enlouqueceste
Santo Antão e Pasteur.
Foi apenas com
teu corpo de mulher.
és o inferno e o céu também
Num conjunto escultural.
és a pureza, é o bem, junto ao vício universal!
Tu tens harmonia
e sonância e cadência
tens tantas coleações
de um piton oriental
Que és o ponto nau da grande intercedência
das estéticas leis diabólicas do mal!
és o incógnito Avatar,
a crispação da fera,
a luz do rosicler.
E gritam gênios ao pálido luar,
mulher! mulher! mulher1
Um dia cairás sob o meu braço ileso
qual Nero, eu tornarei o mundo inteiro aceso,
com um lança-chamas abrasado, em riste,
para mostrar ao universo em pêso,
que a felicidade sôbre a terra existe!
E na piramidal orgia desvairada
bradará comigo o cosmos a "una voce"
que tão somente a cinza universal do nada
suporta ser a glória eterna desta posse!
Santo Antão e Pasteur.
Foi apenas com
teu corpo de mulher.
és o inferno e o céu também
Num conjunto escultural.
és a pureza, é o bem, junto ao vício universal!
Tu tens harmonia
e sonância e cadência
tens tantas coleações
de um piton oriental
Que és o ponto nau da grande intercedência
das estéticas leis diabólicas do mal!
és o incógnito Avatar,
a crispação da fera,
a luz do rosicler.
E gritam gênios ao pálido luar,
mulher! mulher! mulher1
Um dia cairás sob o meu braço ileso
qual Nero, eu tornarei o mundo inteiro aceso,
com um lança-chamas abrasado, em riste,
para mostrar ao universo em pêso,
que a felicidade sôbre a terra existe!
E na piramidal orgia desvairada
bradará comigo o cosmos a "una voce"
que tão somente a cinza universal do nada
suporta ser a glória eterna desta posse!
882
Manuel Bandeira
Maçã
Por um lado te vejo como um seio murcho
Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda o cordão placentário
És vermelha como o amor divino
Dentro de ti em pequenas pevides
Palpita a vida prodigiosa
Infinitamente
E quedas tão simples
Ao lado de um talher
Num quarto pobre de hotel.
Petrópolis, 25.2.1938
Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda o cordão placentário
És vermelha como o amor divino
Dentro de ti em pequenas pevides
Palpita a vida prodigiosa
Infinitamente
E quedas tão simples
Ao lado de um talher
Num quarto pobre de hotel.
Petrópolis, 25.2.1938
3 260
1
Casimiro de Brito
45
Sobre nuvens mais tranqüilas do que a minha
Sombra penso na suprema imperfeição
Das coisas — as presentes e as ausentes —
Que flutuam: Água que fere ao de leve
O coração da terra; destroços
De cabanas; breves pegadas de deuxes
Balbuciantes. Tomo no pulso a frágil
Perfeição do mar, suas barcas. Aproximam-se
Do seu pó
Tal como eu agora sobrevôo
Ilhas atlânticas. A luz e o vento
Circulam felizes por entre as ruínas
De outras nuvens, poeira, corações humanos.
Sombra penso na suprema imperfeição
Das coisas — as presentes e as ausentes —
Que flutuam: Água que fere ao de leve
O coração da terra; destroços
De cabanas; breves pegadas de deuxes
Balbuciantes. Tomo no pulso a frágil
Perfeição do mar, suas barcas. Aproximam-se
Do seu pó
Tal como eu agora sobrevôo
Ilhas atlânticas. A luz e o vento
Circulam felizes por entre as ruínas
De outras nuvens, poeira, corações humanos.
1 840
Renato Rezende
Mito
Para viver o homem é preciso
Refazer a Beleza e o Amor.
A Beleza é mito; e o Amor, mito.
Reescrever a palavra, o mito.
O homem se debate dentro do mito:
Por você, poesia, eu sinto
O ódio maior, mais bonito.
Refazer a Beleza e o Amor.
A Beleza é mito; e o Amor, mito.
Reescrever a palavra, o mito.
O homem se debate dentro do mito:
Por você, poesia, eu sinto
O ódio maior, mais bonito.
1 033
Bruno Seabra
Moreninha
— Moreninha, dás-me um beijo.
— E o que me dá, meu senhor?
— Este cravo...
— Ora, esse cravo!
De que me serve uma flor?
Há tantas flores nos campos!
Hei de agora, meu senhor,
Dar-lhe um beijo por um cravo?
É barato; guarde a flor.
— Dá-me o beijo, moreninha,
Dou-te um corte de cambraia.
— Por um beijo tanto pano!
Compro de graça uma saia!
Olhe que perde na troca,
Como eu perdera com a flor;
Tanto pano por um beijo...
Sai-lhe caro, meu senhor.
— Anda cá... ouve um segredo...
— Ai, pois quer fiar-se em mim?
Deus o livre; eu falo muito,
Toda mulher é assim...
E um segredo... ora um segredo. ..
Pelos modos que lhe vejo
Quer o meu beijo de graça,
Um segredo por um beijo?!
— Quero dizer-te aos ouvidos
Que tu és uma rainha...
Acha, pois? e o que tem isso?
Quer ser rei, por vida minha?
— Quem dera que tu quisesses...
— Não duvide, que o farei;
Meu senhor, case com ela,
A rainha o fará rei...
— Casar-me?... ainda sou tão moço...
— Como é criança esta ovelha!
Pois eu pra beijar crianças,
Adeusinho, já sou velha.
— E o que me dá, meu senhor?
— Este cravo...
— Ora, esse cravo!
De que me serve uma flor?
Há tantas flores nos campos!
Hei de agora, meu senhor,
Dar-lhe um beijo por um cravo?
É barato; guarde a flor.
— Dá-me o beijo, moreninha,
Dou-te um corte de cambraia.
— Por um beijo tanto pano!
Compro de graça uma saia!
Olhe que perde na troca,
Como eu perdera com a flor;
Tanto pano por um beijo...
Sai-lhe caro, meu senhor.
— Anda cá... ouve um segredo...
— Ai, pois quer fiar-se em mim?
Deus o livre; eu falo muito,
Toda mulher é assim...
E um segredo... ora um segredo. ..
Pelos modos que lhe vejo
Quer o meu beijo de graça,
Um segredo por um beijo?!
— Quero dizer-te aos ouvidos
Que tu és uma rainha...
Acha, pois? e o que tem isso?
Quer ser rei, por vida minha?
— Quem dera que tu quisesses...
— Não duvide, que o farei;
Meu senhor, case com ela,
A rainha o fará rei...
— Casar-me?... ainda sou tão moço...
— Como é criança esta ovelha!
Pois eu pra beijar crianças,
Adeusinho, já sou velha.
931
Chico Noronha
Jacumã
antes que o orvalho lave teu rosto
colherei
flores do campo
e com elas prenderei
a rebeldia
de teus cabelos
colherei
flores do campo
e com elas prenderei
a rebeldia
de teus cabelos
914
Castro Alves
Conções de Gounod
I
QUANDO cantas pendida
Por sobre o peito meu,
Ouves tu minha vida
Falando-te do céu?
A indolente cantiga
Desmaia de languor.
Cantai, formosa amiga!
Cantai, cantai, amor!
II
Quando ris, nesta boca
Rebenta amor a flux,
E minhaalma vai louca
Arder-se em tua luz.
Teu sorriso é quem briga
Em perfume coa flor.
Cantai, formosa amiga!
Cantai, cantai amor!
III
Quando dormes tão pura,
Dos astros ao clarão,
Teu alento murmura
Dos beijos a canção.
Manto ou véu não te abriga
O marmóreo palor...
Cantai, formosa amiga!
Cantai! cantai amor!
QUANDO cantas pendida
Por sobre o peito meu,
Ouves tu minha vida
Falando-te do céu?
A indolente cantiga
Desmaia de languor.
Cantai, formosa amiga!
Cantai, cantai, amor!
II
Quando ris, nesta boca
Rebenta amor a flux,
E minhaalma vai louca
Arder-se em tua luz.
Teu sorriso é quem briga
Em perfume coa flor.
Cantai, formosa amiga!
Cantai, cantai amor!
III
Quando dormes tão pura,
Dos astros ao clarão,
Teu alento murmura
Dos beijos a canção.
Manto ou véu não te abriga
O marmóreo palor...
Cantai, formosa amiga!
Cantai! cantai amor!
1 704
Mário Donizete Massari
Olhos
Pra que tentar com
palavras
dizer o que os olhos
vêem?
A menina passa
e joga graça na praça.
É virgem
(a manhã)
e a menina cresceu
fruta madura
no quintal do prazer.
Os olhos avançam
acompanham a silhueta
da virgem manhã,
a desnudar a menina.
É virgem ainda
a manhã.
palavras
dizer o que os olhos
vêem?
A menina passa
e joga graça na praça.
É virgem
(a manhã)
e a menina cresceu
fruta madura
no quintal do prazer.
Os olhos avançam
acompanham a silhueta
da virgem manhã,
a desnudar a menina.
É virgem ainda
a manhã.
937
Cludia Nobre de Oliveira
Poetas
Toda beleza que Deus criou o homem só pode alcançar por palavras
suas eternas companheiras bem como seu coração
para expressar e soar aos sentidos alheios toda essa vibração
e ecoar no fundo da alma aquilo que se tem de melhor a emoção
que leva a campos floridos, mares abertos vidas e seres complexos
dessa natureza só bem escrita e bem trabalhada pelas mãos do poeta
maior Deus criador dessa beleza e o homem pequenino ser dessa
reprodução divina.
de, sede de vida.
suas eternas companheiras bem como seu coração
para expressar e soar aos sentidos alheios toda essa vibração
e ecoar no fundo da alma aquilo que se tem de melhor a emoção
que leva a campos floridos, mares abertos vidas e seres complexos
dessa natureza só bem escrita e bem trabalhada pelas mãos do poeta
maior Deus criador dessa beleza e o homem pequenino ser dessa
reprodução divina.
de, sede de vida.
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