Lista de Poemas

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Artur de Azevedo
Artur de Azevedo

Soneto

Recitado por Dias Braga no espetáculo
comemorativo do 50o. aniversário do
falecimento de Martins Pena.

De Martins Pena foi bem triste a sorte:

2 915
Hardi Filho
Hardi Filho

Artista

No atelier da vida, solitário,
somente em comunhão com a fantasia,
eu fui o artista que criou miragens
para conforto de ânsias infinitas.

Eu …

1 154
José Afonso
José Afonso

PELA QUIETUDE DAS TUAS MÃOS UNIDAS

Pela quietude das tuas mãos unidas.
Desce o eterno e a paz.
Nada perturba o silêncio posto nas tuas pálpebras.
É a morte o templo, a plenitude infinda.

1 336
Alfonsina Storni
Alfonsina Storni

Tu que nunca serás

Sábado foi caprichoso o beijo dado,
Capricho de varão, audaz e fino
Mas foi doce o capricho masculino
A este meu coração, lobinho alado.

Não …

1 546
Joaquim Cardozo
Joaquim Cardozo

Velhas Ruas

Velhas ruas!
Cúmplices da treva e dos ladrões,
Escuras e estreitas, humildes pardieiros
Quanta gente esquecida e abandonada!

As varandas se a…

1 502
Adão José Pereira
Adão José Pereira

Quem Seria

Quem Seria

Quem seria o arquiteto
Habilidoso, capaz de projetar
Sem em nada falhar,
Numa obra de tamanha grandeza?
E do nada criar tud…

874
Bruna Lombardi
Bruna Lombardi

Cio

Quero dormir com você ou pelo menos
te dar um beijo na boca
o meu amor não tem pudor, nem acanhamento
não tem paciência, não aguenta mais
a urgência …

2 312
Guilherme de Almeida
Guilherme de Almeida

Natureza-Morta

Na sala fechada ao sol seco do meio-dia
sobre a ingenuidade da faiança portuguesa
os frutos cheiram violentamente e a toalha é fria
e alva na mesa.
<…

3 538
Lindolf Bell
Lindolf Bell

Manuel Bandeira do Brasil

Todos fizeram seus versos para o poeta.
Também vou fazer os meus.

Quando um poeta morre
os outros fazem silêncio
ainda que ninguém tome conhe…

1 803
Ana Cristina Cesar
Ana Cristina Cesar

Casablanca

Te acalma, minha loucura!
Veste galochas nos teus cílios tontos e habitados!
Este som de serra de afiar facas
não chegará nem perto do teu canteiro de taqu…

3 930
Edmir Domingues
Edmir Domingues

Canção perplexa, diante de Bob assassinado.

Há um país onde a bondade
é um passaporte (para a morte).
Onde se fala de igualdade
e se pratica a distinção.
Seu filho diz que ê irmão dos povos.
Nem m…

401
Cruz e Sousa
Cruz e Sousa

Mãos

Ó Mãos ebúrneas, Mãos de claros veios,
esquisitas tulipas delicadas,
lânguidas Mãos sutis e abandonadas,
finas e brancas, no esplendor dos seios.

2 278
António José Forte
António José Forte

Poema


Alguma coisa onde tu parada
fosses depois das lágrimas uma ilha,
e eu chegasse para dizer-te adeus
de repente na curva duma estrada

a…

2 996
Edmir Domingues
Edmir Domingues

Saltimbancos

Seremos saltimbancos nesta noite
que é preciso que alguém envergue o traje
das púrpuras e guizos, no vazio.

Todo silêncio é triste. E a madrugada
que e…

856
Helena Ortiz
Helena Ortiz

Prioridade para o social em tempos de FHC

Enquanto uns
sorriem e freqüentam os salões
do exterior
no interior os excluídos
ao relento cerram bocas.
Enquanto uns
dormem em suites…

747
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa

A ciência, a ciência, a ciência...

A CIÊNCIA, a ciência, a ciência...
Ah, como tudo é nulo e vão!
A pobreza da inteligência
Ante a riqueza da emoção!

Aquela…

6 122
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa

Terceira: D. PEDRO, REGENTE DE PORTUGAL

Claro em pensar, e claro no sentir,
É claro no querer;
Indiferente ao que há em conseguir
Que seja só obter;
Dúplice dono, sem me div…

5 524
Herberto Sales
Herberto Sales

Bruma Rubra

Na bruma rubra
busco teu corpo,
na fome da indermida nudez de tuas formas,
que em seus túmidos relevos
são meu repasto e minha bilha.

1 375
Gláucia Lemos
Gláucia Lemos

Poemas da Distância

Como se fosses chegar
na hora seguinte.
Estendo os meus olhos
para lá da poeira
mas meus olhos imergem
nas águas do mar...

Se e…

1 018
Susana Thénon
Susana Thénon

Onde

"Só o mistério
Nos faz viver.
Só o mistério."
F. García Lorca

Abaixo a teoria da gestalt
as estatísticas anuais
o observador no pólo
os …

698
Joaquim Pessoa
Joaquim Pessoa

Soneto Primeiro

Não foi Guevarra, mãe, quem te rasgou
Com os punhais do frio pela manhã.
Foi quando eu te feri que um cão ladrou.
Das rosas veio um cheiro a hortelã!

1 337
Ruy Belo
Ruy Belo

Poema quase apostólico

Está sereno o poeta
Desprende-se-lhe dos ombros e cai
depois em pregas por ele abaixo a manhã
Não pertencem ao dia os gestos que ele tem
não morrerão…

3 624
Cruz e Sousa
Cruz e Sousa

Pressago

Nas águas daquele lago
Dormita a sombra de Iago...

Um véu de luar funéreo
Cobre tudo de mistério...

Há um lívido abandono

4 585
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen

Madrugada

Um leve tremor precede a madrugada
Quando mar e céu na mesma cor se azulam
E são mais claras as luzes dos barcos pescadores
E para além de insânias e rumores

3 061