Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
mcegonha
De teu nome Catarina Eufémia
Catarina jovem mãe morta cobardemente,
algures numa aldeia alentejana um tiro de tirou a vida.
Continuam os tempos incultos e ignorantes onde os assassinos ficam impunes,
os cobardes aglomeram e aumentam de amplitude.
Catarina jovem mãe, com um feto na barriga vida sem conhecer a vida.
Vinte seis anos apenas o teu trabalho cumprias para ganhar o teu pão honestamente,
em todos os momentos errados da vida tu apenas foste a vitima.
De teu nome Catarina Eufémia.
Os anos passaram mas não estás esquecida, em tudo a humanidade nada aprendeu desde 1954 ano fatídico da tua abalada, deixando o exemplo que devia ser ensino.
Eterno cobarde sem perdão o teu assassínio.
És exemplo da coragem que na terra deixaste com a bravura que defendeste as causas nobres dos pobres e humilhados.
Dos esquecidos e empobrecidos.
A realidade continua em 2022 nesta humanidade insana e decadente que em nada aprendeu desde o teu caso até ao hoje então.
Catarina Eufémia as almas continuam a chorar de dor com tanto desamor, os cobardes e tiranos vão esmagando os mais frágeis entre lutas desiguais,
Sobra a luta dos exemplos, deixados por almas como tu.
De teu nome Catarina Eufémia alma luz que um dia a terra iluminou,
defendendo as injustiças desta humanidade empodrecida.
Com a sua vida pagou no peito um tiro levou e assim vinte seis anos apenas.
Mãe e filho ao espiritual voltou.
4 617
1
1
desconhecida
vida
voçê aceitaria pegar uma pá, para ajudar-me a desenterrar algumas boas emoções? qualquer uma serve, não sou lá muito muito exigente. Ás vezes, a carne clama por qualquer ponto caloroso de felicidade.
-Autoral
-Autoral
93
1
gabrielabonfim
Devaneio
Percorro caminhos em um eterno devaneio
Com os pés descalços vou pisando na grama molhada
A terra vai me seguindo pela pele marcada
Sigo, com as mãos deslizando nas folhas das árvores surradas
Passam por mim andarilhos de todos os tipos e jeitos, dos pecadores aos recém chegados na linha cruzada
Quem deles eu sou?
Não sei, talvez nenhum, talvez todos
Se for do pecado, que me seja lançando a condenação
Mas, se for recém chegada, lhes digo:
Vindo dele já me tive pela angústia, então, será possível ser esse o mundo que foi me preparado?!
Com os pés descalços vou pisando na grama molhada
A terra vai me seguindo pela pele marcada
Sigo, com as mãos deslizando nas folhas das árvores surradas
Passam por mim andarilhos de todos os tipos e jeitos, dos pecadores aos recém chegados na linha cruzada
Quem deles eu sou?
Não sei, talvez nenhum, talvez todos
Se for do pecado, que me seja lançando a condenação
Mas, se for recém chegada, lhes digo:
Vindo dele já me tive pela angústia, então, será possível ser esse o mundo que foi me preparado?!
21
1
Tsunamidesaudade63
Pedi aos Deuses do além
Ontem bailei com a noite
falei silenciosamente com a madrugada
pedi ao mar uma gota água
pedi ao Céu uma estrela
pedi ao mundo a coisa mais bela,
que fosse ela mais bonita que uma cinderela.
Pedi uma flor ao nosso jardim.
Pedi aos Deuses do além
que terminasse esta maldita guerra também.
Luzerna, 16.05.2022, João Neves
falei silenciosamente com a madrugada
pedi ao mar uma gota água
pedi ao Céu uma estrela
pedi ao mundo a coisa mais bela,
que fosse ela mais bonita que uma cinderela.
Pedi uma flor ao nosso jardim.
Pedi aos Deuses do além
que terminasse esta maldita guerra também.
Luzerna, 16.05.2022, João Neves
6
1
Jorge Santos (namastibet)
Nada, fora o novo ...

Nada, fora o novo,
Sempre o mesmo,
Digo de mim pra
Mim, sem sentido.
Não é tragédia,
É a vida em que
Sentado vivo, quotidiana,
À nona dimensão
Dum outro, tendo
A consciência como
Escarro curvo, apenas crosta do
Que se sente, do que se crê
Que se vê, se conhece, se viu
Como crivo obstruído
De um lado apenas,
Presente amargo,
Simbolismo decadente,
Continuar o que não
Tem efeito nem sentido,
Pelo menos pra multidão
De vida suposta, suposta
A minha que imita sons
Incoerentes, mais prático
Seria ouvir que reconhecer
Útil o piano da boca,
O equívoco pouco casto,
Poluído, em que me equivoquei,
Sem tacto no queixo, presa fácil,
Mal definido nato em novelo de rato,
A única verdade minha é aquela
Que admito espessa por esparsa
Que a alusão me seja, aja solta
Ou presa …
Jorge Santos (Março 2022)
https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com
142
1
1
Murilo Porfírio
I-XXXVII Jaezes de vida e morte
Por aí, ando sem haver luz, como se coisa alguma temesse mais.
Pernas faziam-se bambas e as mãos nunca abertas,
a pele suava, o coração sentia minhas obras inacabadas.
Sinto-me nem mais, nem menos fraca, apenas cansada.
É a exaustão por temer algo que há tanto se atrasa.
O que se mostra adiante já nem mais basta,
e para ti tantas coisas adiantam.
À direita, insanidade, à esquerda, melancolia.
E ainda me puxa ao alto para que eu viva pior agonia.
Que castigo!
Mal chega a criatividade botando-te em palavras e já queres as últimas.
Que doença é esta que me faz pensar só haver você?
Escrevo por cima do que já havia dito, por vergonha,
e por ainda querer ser lida, mesmo que incompreendida.
Que eu me torne morta, se é a vida que me faz perdida.
Pernas faziam-se bambas e as mãos nunca abertas,
a pele suava, o coração sentia minhas obras inacabadas.
Sinto-me nem mais, nem menos fraca, apenas cansada.
É a exaustão por temer algo que há tanto se atrasa.
O que se mostra adiante já nem mais basta,
e para ti tantas coisas adiantam.
À direita, insanidade, à esquerda, melancolia.
E ainda me puxa ao alto para que eu viva pior agonia.
Que castigo!
Mal chega a criatividade botando-te em palavras e já queres as últimas.
Que doença é esta que me faz pensar só haver você?
Escrevo por cima do que já havia dito, por vergonha,
e por ainda querer ser lida, mesmo que incompreendida.
Que eu me torne morta, se é a vida que me faz perdida.
88
1
KAREN MARTINS
salve-me de mim
chores não,por favor,
serei tão breve quando a vida,
chores não pois a natureza me deixa sorrir,
os cânticos de sua voz me levaram acima
chores não pois,fui fraca,perante a mim...]
fui cruel a minha própria alma
dolorida por machucados inexistente
mas meu coraçao não suportará
esse rio de solidão que eu mesma me afoguei
salve-se de mim por favor........
serei tão breve quando a vida,
chores não pois a natureza me deixa sorrir,
os cânticos de sua voz me levaram acima
chores não pois,fui fraca,perante a mim...]
fui cruel a minha própria alma
dolorida por machucados inexistente
mas meu coraçao não suportará
esse rio de solidão que eu mesma me afoguei
salve-se de mim por favor........
440
1
Cedric Constance
PARA NÃO ME SENTIR SÓ
Nas noites mais escuras, de solitude
Quando meu corpo não pode ter o teu calor
Minha alma busca refugio na quietude
E adormeço, desejando ardentemente meu amor...
Para não me sentir só, te invento
Nas estrelas vejo o brilho do teu olhar
Posso sentir teu cheiro ao sabor do vento,
Mesmo que tão distante daqui tu possa estar...
Tantos dias e noites, perdi-me na ilusão...
Para não me sentir só, no silêncio profundo
Carrego-te em pensamento, fugindo da solidão.
Há vezes em que a saudade é o pior castigo
E para não me sentir só, crio um mundo
Onde eu posso viver eternamente contigo...
- Cedric Constance
Imagem por Michalina Woźniak
Quando meu corpo não pode ter o teu calor
Minha alma busca refugio na quietude
E adormeço, desejando ardentemente meu amor...
Para não me sentir só, te invento
Nas estrelas vejo o brilho do teu olhar
Posso sentir teu cheiro ao sabor do vento,
Mesmo que tão distante daqui tu possa estar...
Tantos dias e noites, perdi-me na ilusão...
Para não me sentir só, no silêncio profundo
Carrego-te em pensamento, fugindo da solidão.
Há vezes em que a saudade é o pior castigo
E para não me sentir só, crio um mundo
Onde eu posso viver eternamente contigo...
- Cedric Constance
Imagem por Michalina Woźniak
181
1
1
Tsunamidesaudade63
Bailo ao som do vento
Bailo ao som do vento,
lindas canções de embalar.
Por mais que tento,
não sais do meu pensar.
Escrevo poemas ao relento,
não paro de gritar,
Canto canções com sentimento,
penso os teus lábios beijar,
esse teu corpo de tormento,
desejo e por sempre quero desejar,
Nesse teu lindo corpo sedento, quero naufragar.
Luzern,17.05.2019, João Neves...
Bailo al son del viento,
hermosas canciones de embalar.
Por mucho que lo intento,
no te me sales de mi pensamiento.
Escribo poemas al aire libre,
y no puedo dejar de gritar.
Canto canciones con sentimiento,
pienso en tus labios besar.
Ese tu cuerpo de tormento,
yo quiero por siempre caríciar,
Y en tus ojos color del mar
quiero eternamente navegar.
Lucerna, 17.05.2019, João Neves...
lindas canções de embalar.
Por mais que tento,
não sais do meu pensar.
Escrevo poemas ao relento,
não paro de gritar,
Canto canções com sentimento,
penso os teus lábios beijar,
esse teu corpo de tormento,
desejo e por sempre quero desejar,
Nesse teu lindo corpo sedento, quero naufragar.
Luzern,17.05.2019, João Neves...
Bailo al son del viento,
hermosas canciones de embalar.
Por mucho que lo intento,
no te me sales de mi pensamiento.
Escribo poemas al aire libre,
y no puedo dejar de gritar.
Canto canciones con sentimiento,
pienso en tus labios besar.
Ese tu cuerpo de tormento,
yo quiero por siempre caríciar,
Y en tus ojos color del mar
quiero eternamente navegar.
Lucerna, 17.05.2019, João Neves...
8
1
Tsunamidesaudade63
Amigos de coração
Vou-me lembrando da minha mocidade,
e vou soluçando baixinho,
entre lágrimas de saudade,
daquele tempo que era um mocinho...
Prós de então, amigos de peito,
recebam esta flor que tem a forma de coração,
pois encontraram dentro dela, um perfume diferente,
um cheirinho de amizade e da minha por vós grande afeição.
Luzerna, 20.04.2022. João Neves
e vou soluçando baixinho,
entre lágrimas de saudade,
daquele tempo que era um mocinho...
Prós de então, amigos de peito,
recebam esta flor que tem a forma de coração,
pois encontraram dentro dela, um perfume diferente,
um cheirinho de amizade e da minha por vós grande afeição.
Luzerna, 20.04.2022. João Neves
15
1
POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA
OS BALÕES E OS SONHOS
A festa da liberdade
Sorriso de criança é felicidade
Balões no céu
Corações alegres
Pureza que coloca poesia em meu olhar
A criança a brincar
E a mágica da vida acontece
Por causa da leveza dos sonhos.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
62
1
hellena
Nas sombras desta noite
Nas sombras desta noite
Eu gritarei por ti
Rolarei por toda a cama
Por querer-te em mim
Nas sombras desta noite
Eu chorarei por ti
Meus olhos se entristessem
Ao vê-la partir
Nas sombras desta noite
Eu vou perder você de novo
Não pedirei que fique
Não seria assim tão tolo
Nas sombras desta noite
Na ausência da tal sorte
Nesta triste e precoce morte
Meu amor não foi tão forte
H.A
11/2019
Eu gritarei por ti
Rolarei por toda a cama
Por querer-te em mim
Nas sombras desta noite
Eu chorarei por ti
Meus olhos se entristessem
Ao vê-la partir
Nas sombras desta noite
Eu vou perder você de novo
Não pedirei que fique
Não seria assim tão tolo
Nas sombras desta noite
Na ausência da tal sorte
Nesta triste e precoce morte
Meu amor não foi tão forte
H.A
11/2019
253
1
1
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Guerras globais
As guerras do Norte
transpõem as fronteiras
e as armas da morte
perenes campeiam
Em rotas efêmeras
e por acordos vis
adentram em eras
que nunca se viu
O sangue transborda
nas redes e nos corpos
Às vidas cansadas
impõe-se o fim
Memórias narradas
em acordos horrendos
desfilam empávidas
no gozo do gozo
Em guerra e sem paz
tem-se apreensão
O acordo se impôe
com incorporação
Violações e sangrias
em territórios armados
Mulheres açuladas
Corpos devassados
'- A guerra é de quem?
- É contra quem?
- Por quê o combate?
Todes em escuta! (A resposta não vem).
Fátima Rodrigues, expedicionarios, João Pessoa, Paraíba Brasil em 15 de abril de 2022.
transpõem as fronteiras
e as armas da morte
perenes campeiam
Em rotas efêmeras
e por acordos vis
adentram em eras
que nunca se viu
O sangue transborda
nas redes e nos corpos
Às vidas cansadas
impõe-se o fim
Memórias narradas
em acordos horrendos
desfilam empávidas
no gozo do gozo
Em guerra e sem paz
tem-se apreensão
O acordo se impôe
com incorporação
Violações e sangrias
em territórios armados
Mulheres açuladas
Corpos devassados
'- A guerra é de quem?
- É contra quem?
- Por quê o combate?
Todes em escuta! (A resposta não vem).
Fátima Rodrigues, expedicionarios, João Pessoa, Paraíba Brasil em 15 de abril de 2022.
61
1
_elenrangel19_
Sobre Ela
Ela é como um mar
Composta por ondas e furacão
Quando acha necessário
Passa sem dar explicação
Uma hora é serena
Outra, uma confusa ondulação
Veio de terras secas e longínquas
Mas sabe, aonde está seu coração
É bonita para quem aprecia
De longe uma grande calmaria
Para quem mergulha ao norte
Sabe da profunda agitação
Quem com ela caminha
Encontra uma vasta melodia
Da liberdade que vivência
Nas extensões de suas rebeldias
Composta por ondas e furacão
Quando acha necessário
Passa sem dar explicação
Uma hora é serena
Outra, uma confusa ondulação
Veio de terras secas e longínquas
Mas sabe, aonde está seu coração
É bonita para quem aprecia
De longe uma grande calmaria
Para quem mergulha ao norte
Sabe da profunda agitação
Quem com ela caminha
Encontra uma vasta melodia
Da liberdade que vivência
Nas extensões de suas rebeldias
8
1
allycia
Desculpa a falta de amar
Desculpe a minha não reciprocidade
É que passei tanto tempo amando alguém
Que agora necessito que eu me ame.
Desculpe a falta de amar.
Desculpe não corresponder
Será impossível nesse momento para mim amar você
E me parte o coração saber que dessa vez
Não sou eu quem estou a sofrer.
Desculpe pelo alvoroço
Se quiser posso ir embora agora
Não precisaremos passar por isso
Não me deixe ver as lágrimas escorrendo em teu rosto.
Desculpe que em sua chegada não há um tapete de boas vindas
Eu retirei-o porque amores agora não me são bem-vindos
Decidi que preciso de mim,
E não de meus milhares de amores que sempre estive a amar.
Peço que se vá
Mas não chore
Porque teu choro machuca-me a alma.
Desculpe a minha não reciprocidade
Se vá, não é um bom momento agora
Para cultivar esperanças e alusões
Porque não poderei corresponder a qualquer sinal seu
Desculpe.
A.R / Faro - Portugal
07/04/2022
É que passei tanto tempo amando alguém
Que agora necessito que eu me ame.
Desculpe a falta de amar.
Desculpe não corresponder
Será impossível nesse momento para mim amar você
E me parte o coração saber que dessa vez
Não sou eu quem estou a sofrer.
Desculpe pelo alvoroço
Se quiser posso ir embora agora
Não precisaremos passar por isso
Não me deixe ver as lágrimas escorrendo em teu rosto.
Desculpe que em sua chegada não há um tapete de boas vindas
Eu retirei-o porque amores agora não me são bem-vindos
Decidi que preciso de mim,
E não de meus milhares de amores que sempre estive a amar.
Peço que se vá
Mas não chore
Porque teu choro machuca-me a alma.
Desculpe a minha não reciprocidade
Se vá, não é um bom momento agora
Para cultivar esperanças e alusões
Porque não poderei corresponder a qualquer sinal seu
Desculpe.
A.R / Faro - Portugal
07/04/2022
779
1
joaoeuzebio
A ILUSÃO DE SER
QUEM PODERIA
ME DAR
AQUELE OLHAR
ATREVIDO
SÃO MEUS
SEXTO SENTIDO
MINHAS
ILUSOES
AQUELA
PAIXÕES
PASSAGEIRAS
BRINCADEIRAS
SEM SENTIDO
CORES
INVERTIDAS
PERDIDAS
PELAS PAREDES
REDES
AO SABOR
DO VENTO
LAMENTOS
DESILUSÕES
QUE PENA
SER ASSIM
POIS PARA MIM
AINDA FALTA... VOCÊ.
ME DAR
AQUELE OLHAR
ATREVIDO
SÃO MEUS
SEXTO SENTIDO
MINHAS
ILUSOES
AQUELA
PAIXÕES
PASSAGEIRAS
BRINCADEIRAS
SEM SENTIDO
CORES
INVERTIDAS
PERDIDAS
PELAS PAREDES
REDES
AO SABOR
DO VENTO
LAMENTOS
DESILUSÕES
QUE PENA
SER ASSIM
POIS PARA MIM
AINDA FALTA... VOCÊ.
5
1
Murilo Porfírio
I-XXXIII Jaezes de vida e morte
As vezes que evoquei seu nome,
confesso, não tive fé.
Temi estender tempos que nada servem.
Oro por cautela, por alguns dias, não muitos.
E se, com o pouco, ter eu alguma certeza,
livre-me então das marcas que me remetem à demência.
Que eu toneladas pese,
suficiente para ter de Sansão ambas as suas mãos.
Que eu ocupe seu tempo e lhe atrase os sonhos.
Que seus fios testemunhem as besteiras que me consomem.
Quero gabar-me dos meus medos e rir de seus animais.
Quero dizer que o que diz é mentira, justificada por coisas banais.
E terei sempre razão, pois o que tens para dizer de ti, tens guardado para si.
Em vão.
confesso, não tive fé.
Temi estender tempos que nada servem.
Oro por cautela, por alguns dias, não muitos.
E se, com o pouco, ter eu alguma certeza,
livre-me então das marcas que me remetem à demência.
Que eu toneladas pese,
suficiente para ter de Sansão ambas as suas mãos.
Que eu ocupe seu tempo e lhe atrase os sonhos.
Que seus fios testemunhem as besteiras que me consomem.
Quero gabar-me dos meus medos e rir de seus animais.
Quero dizer que o que diz é mentira, justificada por coisas banais.
E terei sempre razão, pois o que tens para dizer de ti, tens guardado para si.
Em vão.
69
1
ivygobeti
Plena Fico em Cada Contradição
Suspiro de realidade
Conto-me em paixão
Plena fico
Em cada contradição.
Essa é a minha hora:
Tema sem exatidão,
Esse é o meu título:
Tempo sem previsão.
Tic-tac soam meus passos
No chão:
Donos do compasso eles são.
Tic-tac: ouço dos meus pés
A estação
Com a minha noção de tempo:
Caminho eles são.
Conto-me em paixão
Plena fico
Em cada contradição.
Essa é a minha hora:
Tema sem exatidão,
Esse é o meu título:
Tempo sem previsão.
Tic-tac soam meus passos
No chão:
Donos do compasso eles são.
Tic-tac: ouço dos meus pés
A estação
Com a minha noção de tempo:
Caminho eles são.
15
1
iam____luan
Sem vontade de viver!
Mais um dia se passou
E eu não consigo tirar essa dor de mim
O que posso fazer por mim?
A cada dia que se passa eu vejo o mundo desabar
Sentido minhas forças acabar
Será que eu deveria tirar minha própria vida?
É que aqui está tudo tão confuso
Aqui está tudo tão escuro
E não posso mais ver o meu reflexo
Não posso mais sentir o que já senti
Sou muito jovem para sofrer
Será que eu posso fazer algo por mim? Talvez não
Aos poucos eu percebo que a morte seria a melhor opção a se ter
Eu não estou vivendo como deveria viver
Sou um jovem com enormes feridas incapaz de dissolver
Dissolver feridas que jamais serão curadas
Elas sempre farão parte de mim
E será que eu suportar tudo isso em minha mente?
Eu sei que sou forte
Mas sei que não vou conseguir
Não consigo vencer essa batalha, infelizmente
Não é possível aprender a viver novamente.
Seria Deus a minha salvação?
Poderia ele tirar de mim essa tentação?
Procuro respostas e não consigo encontrar.
Deveria deixar o tempo me mostrar?
Não sei, a única alternativa que me resta é esperar.
Sou apenas um jovem
Que tenta mudar sua própria história.
Histórias essas de dores e sofrimento
Que caem junto de mim no esquecimento.
E eu não consigo tirar essa dor de mim
O que posso fazer por mim?
A cada dia que se passa eu vejo o mundo desabar
Sentido minhas forças acabar
Será que eu deveria tirar minha própria vida?
É que aqui está tudo tão confuso
Aqui está tudo tão escuro
E não posso mais ver o meu reflexo
Não posso mais sentir o que já senti
Sou muito jovem para sofrer
Será que eu posso fazer algo por mim? Talvez não
Aos poucos eu percebo que a morte seria a melhor opção a se ter
Eu não estou vivendo como deveria viver
Sou um jovem com enormes feridas incapaz de dissolver
Dissolver feridas que jamais serão curadas
Elas sempre farão parte de mim
E será que eu suportar tudo isso em minha mente?
Eu sei que sou forte
Mas sei que não vou conseguir
Não consigo vencer essa batalha, infelizmente
Não é possível aprender a viver novamente.
Seria Deus a minha salvação?
Poderia ele tirar de mim essa tentação?
Procuro respostas e não consigo encontrar.
Deveria deixar o tempo me mostrar?
Não sei, a única alternativa que me resta é esperar.
Sou apenas um jovem
Que tenta mudar sua própria história.
Histórias essas de dores e sofrimento
Que caem junto de mim no esquecimento.
189
1
aunntt
dê para mim, algo místico

Sentir, estes joelhos no chão
Ardem
Doem
Apenas quero entregar-lhe meu coração
Para que haja verdade na minha existencia
Toma para ti, tudo místico em mim
Toma para ti, toda a vida que tenho
Mas apenas me mostre qual é a verdadeira palavra
Quero estar a cima dos tolos
Quero estar ao lado do conhecimento
Quero entender tudo o que toca em meu corpo
Quero olhar tudo o que vive neste mundo
E tudo o que não podemos enxergar
Sentir meus joelhos neste lugar
Tanto quanto assustador
Pois mudar, é loucura
Mas lhe daria tudo, para que existisse um pouco de voce em mim
Toma para ti, toda a vida que tenho
E dê para mim, tudo que é místico em voce.
252
1
Jéssica Iancoski
A ARTE DE ESTENDER O INSTANTE
o maior desafio é sempre este:
dominar a arte de estender o instante
comece primeiro estendendo
a melancolia noturna de domingo
enquanto uma nova lua irrompe o dia
depois — um pouco antes —
estenda o instante que precede o fim:
o fim daquele livro que você nunca irá terminar;
o fim daquele filme que o ator não ganhará o oscar;
o fim daquela história mais ou menos de amor;
então aprenda a estender o instante
não unicamente para você
mas para aqueles que lhe são importantes
estenda o instante da partida de um ente querido
com palavras generosas;
depois estenda o instante do ápice da alegria
com o poder de uma rosa;
só então estenda aquele último instante de vazio
no mais singelo sentimento de paixão;
porque a vida é esta tentativa finita
de fazer ficar qualquer instante que finda;
dominar a arte de estender o instante
comece primeiro estendendo
a melancolia noturna de domingo
enquanto uma nova lua irrompe o dia
depois — um pouco antes —
estenda o instante que precede o fim:
o fim daquele livro que você nunca irá terminar;
o fim daquele filme que o ator não ganhará o oscar;
o fim daquela história mais ou menos de amor;
então aprenda a estender o instante
não unicamente para você
mas para aqueles que lhe são importantes
estenda o instante da partida de um ente querido
com palavras generosas;
depois estenda o instante do ápice da alegria
com o poder de uma rosa;
só então estenda aquele último instante de vazio
no mais singelo sentimento de paixão;
porque a vida é esta tentativa finita
de fazer ficar qualquer instante que finda;
996
1
Filipe Malaia
Mãe
Não me recordo mãe, confesso, do teu rosto
Com a clara nitidez que tanto desejava
Como raio último de um sol há muito posto
No poço da memória que, cruel, o tempo escava
Nem da tua voz, mãe, nem do teu cheiro
Nem sequer do teu sorriso que imagino
Adormeceram nas lembranças de um menino
Que homem se fez, sem te ter por inteiro
Mas deixa-me dizer-te mãe, com a ternura
Que do alto dessa luz de eterno amor
Por vida gerares, a chama acendeste
Que ainda hoje na face sinto o calor
Por mais fria que seja a noite escura
Daquele último beijo que me deste...
Com a clara nitidez que tanto desejava
Como raio último de um sol há muito posto
No poço da memória que, cruel, o tempo escava
Nem da tua voz, mãe, nem do teu cheiro
Nem sequer do teu sorriso que imagino
Adormeceram nas lembranças de um menino
Que homem se fez, sem te ter por inteiro
Mas deixa-me dizer-te mãe, com a ternura
Que do alto dessa luz de eterno amor
Por vida gerares, a chama acendeste
Que ainda hoje na face sinto o calor
Por mais fria que seja a noite escura
Daquele último beijo que me deste...
387
1
Murilo Porfírio
I-XXXVIII Jaezes de vida e morte
De pé, diante do crime,
vejo que sorte a minha estar em seu time.
Estavam desoladas em dias romanos,
esmolando o corpo a Giacomo,
por noites longe do chão de Marco,
que sobre Teodoro fez-se espaço.
Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:
Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.
Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.
Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam
que quiseram conceber famílias.
Mas o castigo de quem fala é bala,
e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
vejo que sorte a minha estar em seu time.
Estavam desoladas em dias romanos,
esmolando o corpo a Giacomo,
por noites longe do chão de Marco,
que sobre Teodoro fez-se espaço.
Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:
Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.
Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.
Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam
que quiseram conceber famílias.
Mas o castigo de quem fala é bala,
e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
84
1
Bruna Ribeiro Carvalho
Maria Madalena

Sentindo a flor da pele, domino todos os prazeres com minhas próprias mãos.
A energia afrodisíaca da terra é minha vida em manifestação.
Reconheço dentro de mim toda beleza da criação.
Adentrar em meu interior é o reencontro com a essência universal.
Viver o divino de forma suficientemente
resplandecente e imprescindível.
189
1
Português
English
Español