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mcegonha

mcegonha

De teu nome Catarina Eufémia


 Catarina jovem mãe morta cobardemente,

algures numa aldeia alentejana um tiro de tirou a vida.

Continuam os tempos incultos e ignorantes onde os assassinos ficam impunes,

os cobardes aglomeram e aumentam de amplitude.

Catarina jovem mãe, com um feto na barriga vida sem conhecer a vida.

Vinte seis anos apenas o teu trabalho cumprias para ganhar o teu pão honestamente,

em todos os momentos errados da vida tu apenas foste a vitima.

De teu nome Catarina Eufémia.



Os anos passaram mas não estás esquecida, em tudo a humanidade nada aprendeu desde 1954 ano fatídico da tua abalada, deixando o exemplo que devia ser ensino.

Eterno cobarde sem perdão o teu assassínio.

És exemplo da coragem que na terra deixaste com a bravura que defendeste as causas nobres dos pobres e humilhados.

Dos esquecidos e empobrecidos.



A realidade continua em 2022 nesta humanidade insana e decadente que em nada aprendeu desde o teu caso até ao hoje então.



Catarina Eufémia as almas continuam a chorar de dor com tanto desamor, os cobardes e tiranos vão esmagando os mais frágeis entre lutas desiguais,

Sobra a luta dos exemplos, deixados por almas como tu.

De teu nome Catarina Eufémia alma luz que um dia a terra iluminou,

defendendo as injustiças desta humanidade empodrecida.



Com a sua vida pagou no peito um tiro levou e assim  vinte seis anos apenas.

Mãe e filho ao espiritual voltou.
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desconhecida

desconhecida

vida

voçê aceitaria pegar uma pá, para ajudar-me a desenterrar algumas boas emoções? qualquer uma serve, não sou lá muito muito exigente. Ás vezes, a carne clama por qualquer ponto caloroso de felicidade. 

-Autoral
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gabrielabonfim

gabrielabonfim

Devaneio

Percorro caminhos em um eterno devaneio
Com os pés descalços vou pisando na grama molhada
A terra vai me seguindo pela pele marcada
Sigo,  com as mãos deslizando nas folhas das árvores surradas
Passam por mim andarilhos de todos os tipos e jeitos, dos pecadores aos recém chegados na linha cruzada
Quem deles eu sou?
Não sei, talvez nenhum, talvez todos
Se for do pecado, que me seja lançando a condenação
Mas, se for recém chegada, lhes digo:
Vindo dele já me tive pela angústia, então, será possível ser esse o mundo que foi me preparado?!
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Pedi aos Deuses do além

Ontem bailei com a noite
falei silenciosamente com a madrugada
pedi ao mar uma gota água 
pedi ao Céu uma estrela
pedi ao mundo a coisa mais bela,
que fosse ela mais bonita que uma cinderela.
Pedi uma flor ao nosso jardim.
Pedi aos Deuses do além 
que terminasse esta maldita guerra também.

Luzerna, 16.05.2022, João Neves
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Nada, fora o novo ...








Nada, fora o novo,
Sempre o mesmo,
Digo de mim pra
Mim, sem sentido.

Não é tragédia,
É a vida em que
Sentado vivo, quotidiana,
À nona dimensão

Dum outro, tendo
A consciência como
Escarro curvo, apenas crosta do
Que se sente, do que se crê

Que se vê, se conhece, se viu
Como crivo obstruído
De um lado apenas,
Presente amargo,

Simbolismo decadente,
Continuar o que não
Tem efeito nem sentido,
Pelo menos pra multidão

De vida suposta, suposta
A minha que imita sons
Incoerentes, mais prático
Seria ouvir que reconhecer

Útil o piano da boca,
O equívoco pouco casto,
Poluído, em que me equivoquei,
Sem tacto no queixo, presa fácil,

Mal definido nato em novelo de rato,
A única verdade minha é aquela
Que admito espessa por esparsa
Que a alusão me seja, aja solta

Ou presa …

 

 

 

Jorge Santos (Março 2022)

 

 

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XXXVII Jaezes de vida e morte

Por aí, ando sem haver luz, como se coisa alguma temesse mais.

Pernas faziam-se bambas e as mãos nunca abertas,

a pele suava, o coração sentia minhas obras inacabadas.

Sinto-me nem mais, nem menos fraca, apenas cansada.

É a exaustão por temer algo que há tanto se atrasa.


 O que se mostra adiante já nem mais basta,

e para ti tantas coisas adiantam.

À direita, insanidade, à esquerda, melancolia.

E ainda me puxa ao alto para que eu viva pior agonia.

Que castigo!

 

Mal chega a criatividade botando-te em palavras e já queres as últimas.

Que doença é esta que me faz pensar só haver você?

Escrevo por cima do que já havia dito, por vergonha,

e por ainda querer ser lida, mesmo que incompreendida.

Que eu me torne morta, se é a vida que me faz perdida.
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KAREN MARTINS

KAREN MARTINS

salve-me de mim

chores não,por favor,
serei tão breve quando a vida,
chores não pois a natureza me deixa sorrir,
os cânticos de sua voz me levaram acima
chores não pois,fui fraca,perante a mim...]
fui cruel a minha própria alma 
dolorida por machucados inexistente
mas meu coraçao não suportará
esse rio de solidão que eu mesma me afoguei
salve-se de mim por favor........
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Cedric Constance

Cedric Constance

PARA NÃO ME SENTIR SÓ

Nas noites mais escuras, de solitude
Quando meu corpo não pode ter o teu calor
Minha alma busca refugio na quietude
E adormeço, desejando ardentemente meu amor...

Para não me sentir só, te invento
Nas estrelas vejo o brilho do teu olhar
Posso sentir teu cheiro ao sabor do vento,
Mesmo que tão distante daqui tu possa estar...

Tantos dias e noites, perdi-me na ilusão...
Para não me sentir só, no silêncio profundo
Carrego-te em pensamento, fugindo da solidão.

Há vezes em que a saudade é o pior castigo
E para não me sentir só, crio um mundo
Onde eu posso viver eternamente contigo...

- Cedric Constance

Imagem por Michalina Woźniak
solidão
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Bailo ao som do vento

Bailo ao som do vento,
lindas canções de embalar.
Por mais que tento,
não sais do meu pensar.
Escrevo poemas ao relento,
não paro de gritar,
Canto canções com sentimento,
penso os teus lábios beijar,
esse teu corpo de tormento,
desejo e por sempre quero desejar,
Nesse teu lindo corpo sedento, quero naufragar.

Luzern,17.05.2019, João Neves...

Bailo al son del viento,
hermosas canciones de embalar.
Por mucho que lo intento,
no te me sales de mi pensamiento.
Escribo poemas al aire libre,
y no puedo dejar de gritar.
Canto canciones con sentimiento,
pienso en tus labios besar.
Ese tu cuerpo de tormento,
yo quiero por siempre caríciar,
Y en tus ojos color del mar
quiero eternamente navegar.

Lucerna, 17.05.2019, João Neves...
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Amigos de coração

Vou-me lembrando da minha mocidade,
e vou soluçando baixinho,
entre lágrimas de saudade,
daquele tempo que era um mocinho...
Prós de então, amigos de peito,
recebam esta flor que tem a forma de coração,
pois encontraram dentro dela, um perfume diferente,
um cheirinho de amizade e da minha por vós grande afeição.

Luzerna, 20.04.2022. João Neves
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POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA

OS BALÕES E OS SONHOS



A festa da liberdade
Sorriso de criança é felicidade
Balões no céu
Corações alegres
Pureza que coloca poesia em meu olhar
A criança a brincar
E a mágica da vida acontece
Por causa da leveza dos sonhos.

( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
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hellena

hellena

Nas sombras desta noite

Nas sombras desta noite
Eu gritarei por ti
Rolarei por toda a cama 
Por querer-te em mim

Nas sombras desta noite
Eu chorarei por ti
Meus olhos se entristessem 
Ao vê-la partir

Nas sombras desta noite
Eu vou perder você de novo
Não pedirei que fique 
Não seria assim tão tolo  

Nas sombras desta noite
Na ausência da tal sorte 
Nesta triste e precoce morte 
Meu amor não foi tão forte

H.A
11/2019
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MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Guerras globais

As guerras do Norte
transpõem as fronteiras
e as armas da morte
perenes campeiam

Em rotas efêmeras
e por acordos vis
adentram em eras
que nunca se viu 

O sangue transborda
nas redes e nos corpos
Às vidas cansadas
impõe-se o fim 

Memórias  narradas
em acordos horrendos
desfilam empávidas
no gozo do gozo  

Em guerra e sem paz
tem-se apreensão
O acordo se impôe
com incorporação 

Violações e sangrias
em territórios armados
Mulheres açuladas
Corpos devassados 

'- A guerra é de quem?
-  É contra quem?
-  Por quê o combate? 
Todes em escuta! (A resposta não vem).
Fátima Rodrigues, expedicionarios, João Pessoa, Paraíba  Brasil em 15 de abril de 2022.
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_elenrangel19_

_elenrangel19_

Sobre Ela

Ela é como um mar 
Composta por ondas e furacão
Quando acha necessário
Passa sem dar explicação

Uma hora é serena 
Outra, uma confusa ondulação
Veio de terras secas e longínquas
Mas sabe, aonde está seu coração

É bonita para quem aprecia 
De longe uma grande calmaria 
Para quem mergulha ao norte 
Sabe da profunda agitação

Quem com ela caminha 
Encontra uma vasta melodia 
Da liberdade que vivência
Nas extensões de suas rebeldias
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allycia

allycia

Desculpa a falta de amar

Desculpe a minha não reciprocidade 
É que passei tanto tempo amando alguém 
Que agora necessito que eu me ame.
Desculpe a falta de amar.

Desculpe não corresponder 
Será impossível nesse momento para mim amar você 
E me parte o coração saber que dessa vez
Não sou eu quem estou a sofrer.

Desculpe pelo alvoroço 
Se quiser posso ir embora agora 
Não precisaremos passar por isso
Não me deixe ver as lágrimas escorrendo em teu rosto.

Desculpe que em sua chegada não há um tapete de boas vindas
Eu retirei-o porque amores agora não me são bem-vindos
Decidi que preciso de mim, 
E não de meus milhares de amores que sempre estive a amar.

Peço que se vá
Mas não chore
Porque teu choro machuca-me a alma.

Desculpe a minha não reciprocidade 
Se vá, não é um bom momento agora 
Para cultivar esperanças e alusões 
Porque não poderei corresponder a qualquer sinal seu
Desculpe. 

A.R / Faro - Portugal 
07/04/2022
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joaoeuzebio

joaoeuzebio

A ILUSÃO DE SER

QUEM PODERIA

ME DAR

AQUELE OLHAR

ATREVIDO

SÃO MEUS

SEXTO SENTIDO

MINHAS

ILUSOES

AQUELA

PAIXÕES

PASSAGEIRAS

BRINCADEIRAS

SEM SENTIDO

CORES

INVERTIDAS

PERDIDAS

PELAS PAREDES

REDES

AO SABOR

DO VENTO

LAMENTOS

DESILUSÕES

QUE PENA

SER ASSIM

POIS PARA MIM

AINDA FALTA... VOCÊ.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XXXIII Jaezes de vida e morte

As vezes que evoquei seu nome,

confesso, não tive fé.

Temi estender tempos que nada servem.

 

Oro por cautela, por alguns dias, não muitos.

E se, com o pouco, ter eu alguma certeza,

livre-me então das marcas que me remetem à demência.

 

Que eu toneladas pese,

suficiente para ter de Sansão ambas as suas mãos.

Que eu ocupe seu tempo e lhe atrase os sonhos.

Que seus fios testemunhem as besteiras que me consomem.

 

Quero gabar-me dos meus medos e rir de seus animais.

Quero dizer que o que diz é mentira, justificada por coisas banais.

E terei sempre razão, pois o que tens para dizer de ti, tens guardado para si.

Em vão.
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ivygobeti

ivygobeti

Plena Fico em Cada Contradição

Suspiro de realidade
Conto-me em paixão
Plena fico
Em cada contradição.
Essa é a minha hora:
Tema sem exatidão,
Esse é o meu título:
Tempo sem previsão.
Tic-tac soam meus passos
No chão:
Donos do compasso eles são.
Tic-tac: ouço dos meus pés
A estação
Com a minha noção de tempo:
Caminho eles são.
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iam____luan

iam____luan

Sem vontade de viver!

Mais um dia se passou
E eu não consigo tirar essa dor de mim
O que posso fazer por mim?
A cada dia que se passa eu vejo o mundo desabar
Sentido minhas forças acabar

Será que eu deveria tirar minha própria vida?
É que aqui está tudo tão confuso
Aqui está tudo tão escuro
E não posso mais ver o meu reflexo
Não posso mais sentir o que já senti

Sou muito jovem para sofrer
Será que eu posso fazer algo por mim? Talvez não
Aos poucos eu percebo que a morte seria a melhor opção a se ter
Eu não estou vivendo como deveria viver
Sou um jovem com enormes feridas incapaz de dissolver
Dissolver feridas que jamais serão curadas 
Elas sempre farão parte de mim

E será que eu suportar tudo isso em minha mente?
Eu sei que sou forte
Mas sei que não vou conseguir
Não consigo vencer essa batalha, infelizmente
Não é possível aprender a viver novamente.

Seria Deus a minha salvação?
Poderia ele tirar de mim essa tentação?
Procuro respostas e não consigo encontrar.
Deveria deixar o tempo me mostrar?
Não sei, a única alternativa que me resta é esperar.

Sou apenas um jovem
Que tenta mudar sua própria história.
Histórias essas de dores e sofrimento
Que caem junto de mim no esquecimento.
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aunntt

aunntt

dê para mim, algo místico



Sentir, estes joelhos no chão
Ardem
Doem

Apenas quero entregar-lhe meu coração
Para que haja verdade na minha existencia 
Toma para ti, tudo místico em mim
Toma para ti, toda a vida que tenho
Mas apenas me mostre qual é a verdadeira palavra 

Quero estar a cima dos tolos
Quero estar ao lado do conhecimento 
Quero entender tudo o que toca em meu corpo
Quero olhar tudo o que vive neste mundo 
E tudo o que não podemos enxergar 

Sentir meus joelhos neste lugar
Tanto quanto assustador 
Pois mudar, é loucura 
Mas lhe daria tudo, para que existisse um pouco de voce em mim
Toma para ti, toda a vida que tenho
E dê para mim, tudo que é místico em voce.
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Jéssica Iancoski

Jéssica Iancoski

A ARTE DE ESTENDER O INSTANTE

o maior desafio é sempre este:
dominar a arte de estender o instante

comece primeiro estendendo
a melancolia noturna de domingo
enquanto uma nova lua irrompe o dia

depois — um pouco antes —
estenda o instante que precede o fim:

o fim daquele livro que você nunca irá terminar;
o fim daquele filme que o ator não ganhará o oscar;
o fim daquela história mais ou menos de amor;

então aprenda a estender o instante
não unicamente para você
mas para aqueles que lhe são importantes

estenda o instante da partida de um ente querido
com palavras generosas;

depois estenda o instante do ápice da alegria
com o poder de uma rosa;

só então estenda aquele último instante de vazio
no mais singelo sentimento de paixão;

porque a vida é esta tentativa finita
de fazer ficar qualquer instante que finda;
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Filipe Malaia

Filipe Malaia

Mãe

Não me recordo mãe, confesso, do teu rosto
Com a clara nitidez que tanto desejava
Como raio último de um sol há muito posto
No poço da memória que, cruel, o tempo escava

Nem da tua voz, mãe, nem do teu cheiro
Nem sequer do teu sorriso que imagino
Adormeceram nas lembranças de um menino
Que homem se fez, sem te ter por inteiro

Mas deixa-me dizer-te mãe, com a ternura
Que do alto dessa luz de eterno amor
Por vida gerares, a chama acendeste

Que ainda hoje na face sinto o calor
Por mais fria que seja a noite escura
Daquele último beijo que me deste...
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XXXVIII Jaezes de vida e morte

De pé, diante do crime,

vejo que sorte a minha estar em seu time.

Estavam desoladas em dias romanos,

esmolando o corpo a Giacomo,

por noites longe do chão de Marco,

que sobre Teodoro fez-se espaço.

 

Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:

Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.

Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.

Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam

que quiseram conceber famílias.

 

Mas o castigo de quem fala é bala,

e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
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Bruna Ribeiro Carvalho

Bruna Ribeiro Carvalho

Maria Madalena


Sentindo a flor da pele, domino todos os prazeres com minhas próprias mãos. 

A energia afrodisíaca da terra é minha vida em manifestação. 

Reconheço dentro de mim toda beleza da criação.

Adentrar em meu interior é o reencontro  com a essência universal. 

Viver o divino de forma suficientemente 

resplandecente e imprescindível.
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