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Lista de Poemas

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Bertolt Brecht

Bertolt Brecht

Apenas quando somos instruídos pela

Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la.
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Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade

A independência tem um preço,

A independência tem um preço, sempre o soube, e nunca me recusei a pagá-lo.
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Charlie Chaplin

Charlie Chaplin

A vida é uma peça

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente; antes que a cortina se feche e a peça acabe sem aplausos
6 265
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Confúcio

Confúcio

Se você tem uma laranja

Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas.
3 780
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Bertolt Brecht

Bertolt Brecht

O que é roubar um

O que é roubar um banco comparado a fundar um?
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Pablo Neruda

Pablo Neruda

Se nada nos salva da

Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida. = Trecho (...) si nada nos libra de la muerte,/al menos que el amor nos salve de la vida. '''Javier Velaza''', in: Los arrancados *
14 364
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Almeida Garrett

Almeida Garrett

Bem nasce em todos os

Bem nasce em todos os climas a semente da liberdade; mas desde que lhe germinam as folhas seminais, há-de haver um Washington que a monde, e ampare, ou os espinhos são tantos logo, tantos os cardos e abrolhos, que a afogam.
1 660
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Machado de Assis

Machado de Assis

Eu não sou homem que

Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado.
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Henry David Thoreau

Henry David Thoreau

O melhor governo é aquele

O melhor governo é aquele que menos governa (...) e quando estivermos preparados para isso, serei a favor de um governo que não governa
1 533
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Audre Lorde

Audre Lorde

Uma litania para a sobrevivência

Para aqueles entre nós que vivem no litoral
em pé frente às arestas constantes da decisão
cruciais e sós
para aqueles entre nós que não podem dar-se ao luxo
dos sonhos passageiros da decisão
que amam de passagem por soleiras
nas horas entre auroras
olhando para dentro e para fora
no instante antes e depois
buscando um agora que possa gerar
futuros
como pão na boca de nossos filhos
para que seus sonhos não reflitam
a nossa morte:
Para aqueles entre nós
que foram impressos com o medo
como uma linha tênue no centro de nossas testas
aprendendo a temer com o leite de nossas mães
pois por esta arma
esta ilusão de alguma segurança a ser achada
os de passos pesados esperavam silenciar-nos
Para todos nós
esse instante e esse triunfo
Nunca fomos destinados a sobreviver.
E quando o sol se ergue temos medo
que talvez não permaneça
quando o sol se põe temos medo
que talvez não se erga de manhã
quando nossos estômagos estão cheios temos medo
da indigestão
quando nossos estômagos estão vazios temos medo
que talvez nunca mais comamos
quando nós amamos temos medo
que o amor desaparecerá
quando estamos sós temos medo
que o amor jamais voltará
e quando falamos temos medo
que nossas palavras não sejam ouvidas
nem benvindas
mas quando estamos em silêncio
ainda assim temos medo
Então é melhor falar
lembrando-nos
de que nunca fomos destinados a sobreviver
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
A litany for survival
Audre Lorde
For those of us who live at the shoreline
standing upon the constant edges of decision
crucial and alone
for those of us who cannot indulge
the passing dreams of choice
who love in doorways coming and going
in the hours between dawns
looking inward and outward
at once before and after
seeking a now that can breed
futures
like bread in our children's mouths
so their dreams will not reflect
the death of ours:
For those of us
who were imprinted with fear
like a faint line in the center of our foreheads
learning to be afraid with our mother's milk
for by this weapon
this illusion of some safety to be found
the heavy-footed hoped to silence us
For all of us
this instant and this triumph
We were never meant to survive.
And when the sun rises we are afraid
it might not remain
when the sun sets we are afraid
it might not rise in the morning
when our stomachs are full we are afraid
of indigestion
when our stomachs are empty we are afraid
we may never eat again
when we are loved we are afraid
love will vanish
when we are alone we are afraid
love will never return
and when we speak we are afraid
our words will not be heard
nor welcomed
but when we are silent
we are still afraid
So it is better to speak
remembering
we were never meant to survive
7 647
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Cecília Meireles

Cecília Meireles

Lembrete :Flora Figueiredo:Não deixe portas

Lembrete :Flora Figueiredo :Não deixe portas entreabertas :Escancare-as :Ou bata-as de vez. :Pelos vãos, brechas e fendas :Passam apenas semiventos, :Meias verdades :E muita insensatez. :in: Calçada de Verão, :Editora Nova Fronteira :Rio de Janeiro, 1989 *
2 703
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Paolo Mantegazza

Paolo Mantegazza

A infância é a idade

A infância é a idade das interrogações, a juventude a das afirmações, a velhice a das negações.
1 003
2
Noémia de Sousa

Noémia de Sousa

Teias da memória

Na baça melancolia do tecto
bilros de teia bordam solidão
enquanto meigos sussurros de sombra
no brilhante mutismo do espelho
recitam estrofes de poeira.

3 266
2
Peter Drucker

Peter Drucker

O que os administradores precisam,

O que os administradores precisam, para serem aceitos como autoridade legítima, é de um princípio de moralidade.
820
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Clarice Lispector

Clarice Lispector

Eu sou o meu próprio

Eu sou o meu próprio espelho. E vivo de achados e perdidos. É o que me salva. Estou metida numa guerra invisível entre perigos. Quem vence? Eu sempre perco.
1 891
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Gustavo Adolfo Bécquer

Gustavo Adolfo Bécquer

A solidão é muito bela,

A solidão é muito bela, mas quando se tem perto de si alguém a quem o dizer.
1 164
2
Ernest Hemingway

Ernest Hemingway

Todo o homem termina a

Todo o homem termina a vida da mesma forma. Trata-se apenas pelos detalhes de como ele viveu e morreu para distinguir um homem de outro.
3 350
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César Vallejo

César Vallejo

LXXV Estais mortos

Estais mortos.
Que estranha maneira de estar mortos. Quem quer que seja diria que não o estais. Mas, na verdade, estais mortos.

Flutuais nadamente por trás dessa membrana que, pêndulo do zénite ao nadir, vem e vai de crepúsculo a crepúsculo, vibrando diante da sonora caixa de uma ferida que não vos dói. Digo-vos, pois, que a vida está no espelho, e que sois o original, a morte.

Enquanto a onda vai, enquanto a onda vem, quão impunemente se está morto. Só quando as águas se quebram, nas margens enfrentadas e se dobram e dobram, então transfigurai-vos e, julgando morrer, descobris a sexta corda que já não é vossa.

Estais mortos, não tendo nunca antes vivido. Quem quer que seja diria que, não sendo agora, fosses em outro tempo. Mas, em verdade, vós sois os cadáveres de uma vida que nunca foi. Triste destino. O não ter sido senão mortos sempre. O ser folha seca sem ter sido verde jamais.
Orfandade de orfandades.

E contudo, os mortos não são, não podem ser cadáveres de uma vida que ainda não viveram. Morreram sempre de vida.

Estais mortos.

4 384
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Juan Gelman

Juan Gelman

Amar-te é isto...

Amar-te é isto:
uma palavra que está por dizer
uma árvore sem folhas
que dá sombra
2 165
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Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr.

Pela violência você pode matar

Pela violência você pode matar um assassino, mas não pode matar o assassinato. Pela violência pode matar o mentiroso, mas não pode estabelecer a verdade. Pela violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não pode matar o ódio. A escuridão não pode extinguir a escuridão. Só a luz pode.
4 310
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Voltaire

Voltaire

Não é aos homens que

Não é aos homens que me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres, de todos os homens e de todos os tempos (…). Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos fracos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas nossas opiniões insensatas (…) que todas essas pequenas nuances que distinguem os átomos chamados homens não sejam motivos de perseguição.
2 349
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Machado de Assis

Machado de Assis

O tempo, que a tradição

O tempo, que a tradição mitológica nos pinta com alvas barbas, é, pelo contrário, um eterno rapagão; só parece velho àqueles que já o estão; em si mesmo traz a perpétua e versátil juventude.
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Machado de Assis

Machado de Assis

Não há decepções possíveis para

Não há decepções possíveis para um viajante, que apenas vê de passagem o lado belo da natureza humana e não ganha tempo de conhecer-lhe o lado feio.
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Jiddu Krishnamurti

Jiddu Krishnamurti

Mas há aqueles que matam:

Mas há aqueles que matam: matam por desporto, por divertimento, matam para obter lucro – por exemplo, a indústria da carne. São os mesmos que destroem a Terra, espalham gases venenosos, poluem o ar, as águas, e poluem-se uns aos outros. É o que estamos a fazer à Terra e a nós próprios. Viver sem causar sofrimento ou morte a outros significa não matar um ser humano nem qualquer animal, por desporto ou para sustento.
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