Citações
Citações para inspirar e refletir
Zero igual a zero: a única evidência. As outras sempre se prestam a discussões.
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Elegemos políticos para nos representar e depois duvidamos que o façam, porque sabe como é um político.
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Há um problema grave, porque toda vez que se combate a corrupção ela aparece mais na imprensa, e passa para a sociedade a impressão de que há mais corrupção exatamente porque se está a combatê-la. entrevista à TV francesa, exibida no programa de TV Fantástico (jul 2005)
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O número normal de zonas erógenas num corpo humano é de 177 — desde que, claro, se contem o cotovelo e o vão atrás do joelho duas vezes e o rego entre os dedos do pé oito vezes. (Cf. Orgasmo )
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O polo aquático começou em Portugal há muitos anos, mas só recentemente decidiram eliminar os cavalos, que sujavam muito as piscinas.
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Toda ciência ou é física ou é colecionar selos
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Todo governo deve ver o povo apenas como massa.
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O político está metido na vida, não se sabe onde. O esteta foge da vida, não se sabe para onde.
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Estar satisfeito com a nossa própria riqueza é a maior e mais segura riqueza. [...] Nada é mais revelador de um espírito pequeno e mesquinho do que o amor à riqueza; nada mais honroso do que desprezar o dinheiro se não o possuímos, mas dedicá-lo à beneficência se o possuímos.
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Por meios honestos se conseguires, mas por quaisquer meios faz dinheiro.
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Átila, o Huno, foi o inventor do aristocrático desporto do polo a cavalo; mais tarde substituíram as pessoas por uma bola.
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O governo deve ter uma transparência permanente.
3
O Onofre está tão bem de vida que passa a pão e laranja!
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Que a palavra escrita seja a corporificação naturalmente necessária de um pensamento, e não o invólucro socialmente aceitável de uma opinião.
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Creonte: Nada suscitou nos homens tantas ignomínias como o dinheiro. É capaz de arruinar cidades, de expulsar os homens dos seus lares; seduz e deturpa o espírito nobre dos justos, levando-os a acções abomináveis. Ensina ao mortal os caminhos da astúcia e da perfídia, e o induz a realizar obras amaldiçoadas pelos deuses.
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Quando um sujeito idiota faz alguma coisa de que se envergonha, diz sempre que o faz por obrigação
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O Jorge Luis Borges dizia que o escritor publica os seus livros para se livrar deles, para não ficar a reescrevê-los ao infinito. Mas Borges, que nunca fez um texto muito longo, foi um grande exemplo de quem sempre soube onde parar.
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Quando surgiu a propriedade e o ouro foi descoberto, a força e a beleza perderam muito do seu brilho. Pois não importa quão belos ou fortes sejam os homens, eles em geral seguem atrás do mais rico.
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O que fazemos por necessidade devemos fazer parecer que o foi por vontade nossa
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O comum dos homens só se interessa pela sua própria pessoa, mas o poeta só se interessa pelo seu próprio eu.
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O presidente Lula não gosta de ser um executivo, reunir equipas, levar relatórios para casa, pegar retornos técnicos e, com base nisso, tomar decisões. Nesse sentido, ele não preside. O presidente gosta do poder, é encantado pelo cerimonial do palácio e por tudo o que é externo ao ato de governar. Gosta de fazer discursos com temáticas pessoais e exerce uma “Presidência do espetáculo”
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Os ingleses têm pouco que desvie a sua atenção do trabalho ou que diminua o domínio que tem sobre eles aquela propensão que é a paixão dos que não têm nenhuma outra e cuja satisfação compreende tudo o que eles imaginam como sendo sucesso na vida — o desejo de tornar-se mais rico.
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De um autor inglês do saudoso século XIX: “O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente.”
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Quando fazemos tombar a cinza do cigarro sentimo-nos ainda no tempo do cinema silencioso.
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Hoje me choca ver gente que sofreu sob a ditadura no Brasil cortejando ditadores que querem a bomba atómica, que encerram, torturam e matam adversários políticos, fraudam eleições, perseguem a imprensa livre
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Somos pós-hegelianos, pós-marxistas, pós-keynesianos, pós-freudianos, pós-modernos e pré-falimentares.
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Não gosto de me comprometer com o céu e o inferno – vê bem, tenho amigos em ambos os lugares.
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O que há de mais admirável nas democracias é a facilidade com que qualquer pessoa pode passar da crónica policial para a crónica social.
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Há ocasiões em que não basta fazer o que se pode; tem-se de fazer o que é preciso
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A porta aberta do carro determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso não ouviste o primeiro aviso. “Olha a porta aberta!” É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e caíres mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
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Porteiros de cinema foram os últimos exemplos de austeridade moral na nossa história. Com menos de dezoito anos não entrava, e pronto. A vida era proibida até dezoito anos.
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Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo.
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É absolutamente necessário que, ao sair de uma grande revolução, um governo seja duro.
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Antes, se alguém começava a ouvir vozes, era adorado como um santo ou queimado como um bruxo. Agora, é simplesmente encaminhado ao psiquiatra.
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O que entra no ouvido com facilidade também sai com facilidade. O que entra com dificuldade também sai com dificuldade. Isto vale muito mais para a escrita do que para a música.
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Agradeçamos aos idiotas. Não fosse por eles não faríamos tanto sucesso.
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Sempre defendi que em política não existe isso que chamam de princípios. Eles servem para a geometria. Na política, há apenas as circunstâncias históricas, e são elas que definem o que se deve fazer.
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Aquilo que o homem atual típico deseja conseguir com o dinheiro é mais dinheiro, com o objetivo de ostentar e sobrepujar àqueles que eram até então seus iguais. [...] Mais que isso: fez-se do dinheiro a medida aceite da inteligência. Aquele que ganha muito é esperto; aquele que não, não é. Ninguém gosta de ser visto como um tolo.
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O comércio é natural e, portanto, vergonhoso. O menos vil de todos os comerciantes é o que diz: “Sejamos virtuosos, já que assim ganharemos mais dinheiro que os tolos desonestos”. Para o comerciante até a honestidade é especulação financeira.
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O diabo pode citar a Escritura para os seus propósitos. A cobrança de juros, em O Mercador de Veneza
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O pagamento em dinheiro tornou-se o único vínculo entre um homem e outro.
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Deficiência que faz com que um autor só consiga escrever como pode.
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A mais diligente das épocas — a nossa — não sabe o que fazer com a sua diligência e o seu dinheiro, exceto cada vez mais dinheiro e mais diligência: é preciso mais génio para gastar do que para adquirir! — Bem, nós teremos os nossos “netos”!
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Os fantasmas também sofrem de visões: somos nós...
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Fui de esquerda quando ser de esquerda dava cadeia. Hoje dá emprego
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A porta é a primeira coisa que as pessoas veem. Como o prefácio de um livro, ela deve preparar as pessoas para o que vão encontrar, dentro de casa, mas sem dizer tudo. Deve sugerir, despertar o interesse sem estragar a surpresa.
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Todos os atos públicos requerem força, continuidade e unidade.
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Numa hora distante e ainda insuspeita, posso até mesmo imaginar a Inglaterra desfazendo-se de todos os pensamentos de riqueza possessiva e devolvendo-os às nações bárbaras em meio às quais eles originariamente surgiram.
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