Pedro António Correia Garção

Pedro António Correia Garção

1724–1772 · viveu 48 anos PT PT

Pedro António Correia Garção foi um poeta português, notável pela sua contribuição para a poesia neoclássica em Portugal. A sua obra é marcada pela clareza, pela busca da perfeição formal e por temas que evocam a antiguidade clássica, a natureza e os sentimentos humanos de uma forma contida e elegante. Garção é lembrado como um dos expoentes do Arcadismo em Portugal, valorizando a razão, a harmonia e a inspiração nos modelos greco-latinos. Embora a sua vida tenha sido relativamente curta, o seu legado poético deixou uma marca significativa na literatura portuguesa do século XVIII.

n. 1724-04-29, Lisboa · m. 1772-11-10, Lisboa

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Soneto

Três vezes vi, Marília, de alva lua,
Cheio de luz o rosto prateado,
Sem que dourasse o campo matizado,
A linda aurora da presença tua.

Então subindo à serra calva e nua,
De um íngreme rochedo pendurado,
Os olhos alongando pelo prado,
Chamava, mas em vão, a morte crua.

Ali comigo vinham ter pastores,
Que meus suspiros férvidos ouviam,
Cortados do alarido dos clamores.

Tanto que a causa do meu mal sabiam,
Julgando sem remédio minhas dores,
Por não poder-me consolar, fugiam.

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Poemas

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Soneto

Três vezes vi, Marília, de alva lua,
Cheio de luz o rosto prateado,
Sem que dourasse o campo matizado,
A linda aurora da presença tua.

Então subindo à serra calva e nua,
De um íngreme rochedo pendurado,
Os olhos alongando pelo prado,
Chamava, mas em vão, a morte crua.

Ali comigo vinham ter pastores,
Que meus suspiros férvidos ouviam,
Cortados do alarido dos clamores.

Tanto que a causa do meu mal sabiam,
Julgando sem remédio minhas dores,
Por não poder-me consolar, fugiam.

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