Otacílio de Azevedo

Otacílio de Azevedo

1892–1978 · viveu 86 anos BR BR

Otacílio de Azevedo é um poeta cuja obra se caracteriza por uma sensibilidade ímpar e uma profunda exploração da alma humana. Os seus versos, muitas vezes envoltos numa atmosfera de contemplação e melancolia, abordam a fugacidade da vida, a beleza encontrada no quotidiano e a complexidade das emoções. A sua escrita distingue-se pela musicalidade e pelo rigor formal, que conferem às suas composições uma elegância subtil. Apesar de não ter alcançado notoriedade massiva, Otacílio de Azevedo deixou um contributo valioso para a poesia, marcado por uma voz autêntica e uma visão lírica sobre a existência.

n. 1892-02-11, Redenção · m. 1978-04-03, Fortaleza

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Catavento

"Alto, de frente ao revoltoso oceano,
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.

Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.

Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...

É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"

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Biografia

Identificação e contexto básico

Otacílio de Azevedo é um poeta português, cuja obra poética é marcada por uma forte carga lírica e reflexiva. Informações detalhadas sobre o seu nome completo, pseudónimos ou heterónimos, bem como sobre a sua origem familiar, classe social e contexto cultural de origem, não são amplamente documentadas em fontes públicas acessíveis. A sua nacionalidade é portuguesa e a língua de escrita predominante é o português. O contexto histórico em que viveu e produziu a sua obra, e a sua relação com este contexto, não são facilmente identificáveis em registos disponíveis.

Infância e formação

Dados específicos sobre a infância e formação de Otacílio de Azevedo, incluindo o seu ambiente familiar e social, educação formal e autodidatismo, não são amplamente divulgados. Igualmente, as suas influências iniciais, sejam elas literárias, culturais, religiosas ou políticas, bem como a sua relação com movimentos literários, filosóficos ou artísticos, e eventos marcantes da sua juventude, permanecem como aspetos pouco documentados da sua vida.

Percurso literário

O início da carreira literária de Otacílio de Azevedo, a forma como começou a escrever poesia, e a evolução do seu estilo ao longo do tempo são aspetos que requerem investigação aprofundada. A cronologia da sua obra, as suas eventuais colaborações em publicações periódicas ou antologias, e a sua atividade como crítico, tradutor ou editor, não são informações facilmente acessíveis em fontes públicas.

Obra, estilo e características literárias

As obras principais de Otacílio de Azevedo, juntamente com as datas de produção e contexto, não são extensivamente detalhadas em fontes disponíveis. Os temas dominantes na sua poesia, que podem incluir amor, morte, tempo, natureza ou espiritualidade, assim como a forma e estrutura dos seus poemas, os recursos poéticos utilizados, e o tom e voz poética, são elementos que podem ser analisados diretamente na sua obra, mas que não são compilados em análises secundárias acessíveis. A sua relação com a tradição literária e com a modernidade, bem como a sua associação a movimentos literários específicos, são também áreas que necessitam de um estudo mais detalhado.

Contexto cultural e histórico

Informações sobre a relação de Otacílio de Azevedo com acontecimentos históricos, círculos literários ou outros escritores contemporâneos, a sua posição política ou filosófica, ou a influência da sociedade e cultura na sua obra, não são facilmente encontradas em registos públicos. A sua geração ou movimento literário, e os diálogos ou tensões com outros autores da sua época, são aspetos que permanecem pouco documentados.

Vida pessoal

Detalhes sobre a vida pessoal de Otacílio de Azevedo, como as suas relações afetivas e familiares, amizades e rivalidades literárias, experiências de vida, profissões paralelas, ou crenças pessoais, não são amplamente divulgados em fontes públicas. Igualmente, posições políticas e envolvimento cívico são aspetos que não são documentados.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento de Otacílio de Azevedo na literatura nacional e internacional, bem como a atribuição de prémios ou distinções, não são informações facilmente acessíveis. A receção crítica da sua obra, tanto na sua época como posteriormente, e a sua popularidade ou reconhecimento académico, são aspetos que requerem uma pesquisa mais específica.

Influências e legado

Não há informações disponíveis sobre os autores que influenciaram Otacílio de Azevedo, nem sobre os poetas ou movimentos que ele, por sua vez, influenciou. O seu legado literário, impacto na literatura nacional ou internacional, a sua entrada no cânone literário, ou estudos académicos dedicados à sua obra, são áreas que necessitam de investigação aprofundada.

Interpretação e análise crítica

As interpretações da obra de Otacílio de Azevedo, os temas filosóficos e existenciais abordados, e quaisquer debates críticos em torno da sua poesia, são aspetos que podem ser explorados através da leitura direta da sua obra e de eventuais estudos especializados, mas que não são amplamente discutidos em fontes secundárias acessíveis.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Aspetos menos conhecidos da personalidade de Otacílio de Azevedo, contradições entre vida e obra, episódios marcantes ou anedóticos, objetos, lugares ou rituais associados à sua criação poética, hábitos de escrita, ou a existência de manuscritos, diários ou correspondência, não são informações que se encontrem facilmente disponíveis em registos públicos.

Morte e memória

As circunstâncias da morte de Otacílio de Azevedo e a existência de publicações póstumas são informações que não estão documentadas em fontes acessíveis publicamente.

Poemas

3

Morria o Sol no Ocaso

Morria o sol no ocaso e o olhar de minha amada
qual rubro sol distante, a rutilar, morria...
Gemia o seu soluço errando pela estrada
e errando pela estrada eu, mísero, gemia!

Perdia o sol tombando, a clara luz doirada
e o vulto dela, ao longe, aos poucos, se perdia.
Fugia o meu olhar no curso da jornada
e o seu magoado olhar tristíssimo fugia...

O sol tombou no poente em nuvens de oiro e arminha,
e Cleonice, chorando, à curva do meu caminho,
entre as sombras da noite, exânime tombou...

Entanto, o mesmo sol que desmaiara outrora,
vem todas as manhãs ao despontar da aurora,
só ela, nunca mais, oh! nunca mais voltou!

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Catavento

"Alto, de frente ao revoltoso oceano,
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.

Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.

Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...

É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"

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Carro de Boi

Rodam, tardas, gemendo, as rodas, arrastando
os pesados pranchões de pau-darco. Angustiado
ora altivo e roufenho, ora moroso e brando,
todo carro de bois é um soluço abafado...

A hora viúva e glacial do crepúsculo quando
o sol desce, o seu canto é tão doce e magoado
que ora nos prende à terra, ora nos vai levando
na asa de oiro de sonho a um longínquo passado.

Choram, tristes, à frente, os bois mortos de sono...
Há uma vaga tristeza, uma ansiedade em tudo
e a paisagem dir-se-ia um por-de-sol, no outono...

Oh! Natureza — Mãe! Sei quanto sofres, pois
vejo, ansioso, rolar todo o teu pranto mudo
pelos bons olhos melancólicos dos bois.

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