Orlando Teixeira

Orlando Teixeira

n. 1965 PT PT

Orlando Teixeira foi um poeta cuja obra se insere no panorama literário português. A sua poesia explorou temas recorrentes como a condição humana, o tempo e a efemeridade da existência, muitas vezes com uma abordagem introspectiva e lírica. A sua contribuição para a poesia portuguesa destaca-se pela sensibilidade e pela reflexão sobre as complexidades da vida.

n. 1965-01-01, Portugal

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Oração ao Diabo

Grande deus Satanás, vermelho deus maldito,
Rei do inferno, senhor absoluto da trevas;
Espírito que o mal domina e que o ódio leva,
Arrastado após si, pelo eterno infinito;

Grande deus Satanás, minha alma de precito,
Branca de misticismo, à tua alma se eleva,
E reza esta oração cheia de fé, coeva
Da antiga crença azul do boi Ápis, no Egito.

Dizem que se a alma tens de qualquer desgraçado
Em troca tu lhe dás das fortunas o açoite,
E de outros não sei eu que a teu eleito vençam;

Se tanto for mister para que seja amado
Pela dos risos bons, a dos olhos de noite,
Grande deus Satanás, lança-me tua bênção.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Orlando Teixeira é um poeta português. A sua obra poética centra-se na exploração da condição humana, do tempo e da efemeridade da vida, apresentando uma abordagem lírica e introspectiva.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância, formação, influências iniciais e eventos marcantes na juventude de Orlando Teixeira não são amplamente divulgadas em fontes públicas.

Percurso literário

O percurso literário de Orlando Teixeira é marcado pela sua produção poética, que se foca em temas universais como a existência, o tempo e a reflexão sobre a vida. Não há registos de colaborações extensas em publicações ou atividades críticas significativas em fontes acessíveis.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Orlando Teixeira caracteriza-se por um tom lírico e introspectivo. Os temas dominantes incluem a efemeridade da vida, a passagem do tempo e a busca por sentido. A forma poética tende a ser cuidada, com uma linguagem que privilegia a expressividade e a profundidade de pensamento. A sua poesia dialoga com a tradição lírica portuguesa, mantendo uma voz pessoal e reflexiva.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico O contexto cultural e histórico específico em que Orlando Teixeira desenvolveu a sua obra não é detalhadamente documentado em fontes de acesso público. A sua poesia, no entanto, reflete uma sensibilidade contemporânea às questões existenciais universais.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal, relações afetivas, familiares, amizades, crises pessoais ou crenças filosóficas de Orlando Teixeira não são amplamente conhecidos ou divulgados publicamente.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento e a receção crítica da obra de Orlando Teixeira, bem como a sua posição na literatura nacional, não são extensivamente documentados em fontes de acesso geral.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências que moldaram a obra de Orlando Teixeira, bem como o seu legado e impacto em gerações futuras de poetas, não são explicitamente detalhados em informações disponíveis.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica Análises críticas aprofundadas e interpretações específicas da obra de Orlando Teixeira não são facilmente acessíveis em fontes públicas.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos curiosos, anedóticos ou menos conhecidos sobre a personalidade, hábitos de escrita ou outros episódios da vida de Orlando Teixeira não são documentados em fontes acessíveis.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre a morte de Orlando Teixeira e eventuais publicações póstumas não estão disponíveis em fontes de referência pública.

Poemas

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Oração ao Diabo

Grande deus Satanás, vermelho deus maldito,
Rei do inferno, senhor absoluto da trevas;
Espírito que o mal domina e que o ódio leva,
Arrastado após si, pelo eterno infinito;

Grande deus Satanás, minha alma de precito,
Branca de misticismo, à tua alma se eleva,
E reza esta oração cheia de fé, coeva
Da antiga crença azul do boi Ápis, no Egito.

Dizem que se a alma tens de qualquer desgraçado
Em troca tu lhe dás das fortunas o açoite,
E de outros não sei eu que a teu eleito vençam;

Se tanto for mister para que seja amado
Pela dos risos bons, a dos olhos de noite,
Grande deus Satanás, lança-me tua bênção.

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Paisagem Espiritual

Abro as portas do Sonho, alvas de mármore, e entro.
Entro o páramo azul do meu sonho bendito:
Um misticismo bom e suave como um rito,
Avesso ao mundo, avesso ao mal, paira lá dentro.

Ela em tudo, Ela em toda a parte, ansioso fito,
Em cima, em baixo, além, adiante, atrás, no centro;
Essa em quem todos os meus afetos concentro,
Nossa Senhora do meu amor infinito.

Ela e este grande amor com que os dias iludo,
Tudo vive no quadro assombroso, onde a imagem
Do estranho deus avulta e os fiéis ao culto chama;

Tudo de luz se inunda, e, dominando tudo,
Cheio da própria luz, sobressai na paisagem,
O correto perfil dessa que me não ama.

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