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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Recordações

Folheando as páginas da memória,
Ainda menino em suas travessuras,
Lembro da simplicidade dos velhos dias,
Da lamparina e do fogão a lenha,
Das brincadeiras inocentes,
Das gostosuras da vovó.
A beleza da vida em traços pueris,
Da ferida nas aventuras sem medo,
Da liberdade de ser sem nada temer.
As cores eram diferentes,
Nestes quadros poluentes,
De gentes decadentes doentes,
Desfigurando a vida condizente.
Éramos crianças inocentes,
Em seus sonhos grandiosos,
Fantasiosos e divertidos.
A velha estrada,
O amigo velho,
A casa antiga em seus sabores,
Gostos simples em brandura.
O tempo sem tempo,
Tudo mudou e ficaram as lembranças,
Ocaso perene em seus destinos,
Onde perdeu-se o tom da cantiga de roda,
Dos velhos hábitos da dignidade,
No profundo respeito aos senis,
Crianças desoladas em seus silêncios,
Sufocadas em suas sabedorias,
Deixadas ao relento,
Reminiscências perdidas,
Aos olhos dos energúmenos,
Fratricidas suicidas do século.
412
Richard Teixeira

Richard Teixeira

SOLITÁRIO

Eu vejo você em sombras
Seu rosto em cinzas
Sua boca em fogo
Seus olhos na água.
Eu vejo você através dos espelhos
Com sua silhueta em outra.
Te vejo através das paredes
Seu corpo nu indo de encontro a outro.
Te vejo no escuro
Com seus lábios indo de encontro a boca
Te vejo como furacão
Com suas palavras ao vento
Te vejo no mar
Remando contra as marés
Te vejo de longe
Distante de mim.
Te vejo sempre
Em cada esquina
Em cada mensagem
Em cada sofrimento
Em cada lágrima
Em cada olhar.
Te vejo ao vivo
Sem poder te encostar!
284
natalia nuno

natalia nuno

este poema...

neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...

este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...

natalia nuno

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296
Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Meu ego

Quero muito mais
Do que um café com açucar,
Quero um café amargo,
Que penetre em minha
Memória, e leve-me além,
Muito além da minha
Imaginação.
Ou quem sabe uma dose
Qualquer,
Que rasgue a minha garganta,
E faça eu dizer
– Coloque outra,
Hoje chegarei em casa embriagado!
Quero muito mais do que beijos,
Cafuné, um simples consolo
De que nem tudo é como
Deve ser, que tudo pode mudar
Ao longo do tempo,
E que o tempo sabe falar,
E quando fala é sábio.
Quero muito mais do que uma pedra,
A argumentar o que se passa no
Mundo – não quero saber de nada!
Quero tudo o que eu tenho direito,
Quero principalmente o coração
Do universo, quero tudo
Para depois entregar-lhe de presente,
E doar-me a você.
Quero muito mais, e o seu querer,
Quero o seu querer,
E juntos vários quereres a se
Complementar – eu e você!
Quero tudo àquilo que for puro,
Quero a água da cisterna
Para beber,
E depois me benzer,
E seguir em frente.
Quero que a minha mente
Regresse apenas
Para ver os melhores momentos
Da minha vida, e quanto aos piores,
Ahhhh, quero sorrir, e dizer,
Que muito tenho vencido na vida.
Meu eu egoísta, quer muito mais,
Quero o que de fato me pertence,
Quero possuir o que de fato me
Pertence, ou tudo àquilo
Que creio eu me pertencer:
– Quem sabe o seu amor?
Oh, vida, de quimeras!
Um asilo já não nos caberia
Mais.

Valter Bitencourt Júnior
3 146
Richard Teixeira

Richard Teixeira

AMBIÇÃO HUMANA

Será que os fins justificam os meios?
Ou é preciso ter para ser?
A sobriedade humana impõe padrões de vida,
os vícios contrapõem com os desejos.
Ter dinheiro compra felicidade?
Traz saúde?

O que move o mundo é a ambição.
O que nos condiz é a beleza ou a riqueza?

Somos quem podemos ser,
ou emulamos o espelho?
Nada ou Tudo?
Ser ou ter?
Somente uma resposta: dê a Narciso ou que é de pertence!
455
natalia nuno

natalia nuno

o tempo põe e dispõe...

despenha-se a alma no vazio
desprendendo-se inteira
extinguindo-se,
deixando o corpo no calafrio,
como um sol que regressa à sua fonte
sumindo-se no horizonte...
não sou nada neste silêncio arrebatado
neste vazio solitário
onde meu corpo ficou esquecido
e o coração encerrado.

comovido a chegar ao fim meu dia,
caminhei exausta por entre labaredas
de melancolia,
adormeço em vão, nestes dias perdidos
um a um, vivo dum resto de ilusão
o tempo põe e dispõe
enquanto o coração recolhe a dor
duma saudade triste que faz doer

com esperança sempre a irromper
em mais um dia a morrer
rasgo o medo que envelhece
e logo outro dia amanhece....

natalia nuno
rosafogo
287
natalia nuno

natalia nuno

a dúvida...

Dias cheios de nada
a porta aberta de par
em par
anda a vida agastada
gritando suas dores
algumas dúvidas algumas certezas
e eu amando até ao delírio
já esqueci
se me sorriste, se me olhaste
essa interrogação me ponho...
Será que me amaste?
Ou foi apenas sonho?

Neste tempo sério
o silêncio me envolve
já tudo é mistério
eu a vivê-lo porque te amo.

natalia nuno

328
natalia nuno

natalia nuno

se adormeço...

O meu Mundo acaba, quando surge o desalento
Os sonhos deixam de esvoaçar, mas os reenvento.
Cresce em mim uma dúvida e é tal a obscuridade
Que adormeço num sono de morte
Aí imploro imortalidade.
Abandono-me neste sonho, caminhando sem norte.
Ao longe já as estrelas se apagaram.
Restam na minha alma rumores de vento
No seio do sonho, seres que me amaram
Tudo eu carrego para meu tormento.

Entro num rio de margens pouco seguras
Que me atraem na sua direcção
E lá volto às minhas loucuras
E a sofrer de novo, fica o coração.

Quando alguém me acorda para que regresse
Volto ao mundo real de onde minha vida depende.
Por ele passa o tempo a galope e me esquece.
E tampouco, nem ele, nem ninguém me entende.

natalia nuno


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333
natalia nuno

natalia nuno

memórias de mim...pequena prosa poética...

não havia excesso de afectos mas havia o suficiente para nos sentirmos seguros, ao mesmo tempo um respeito e uma ligeira distância quase intransponível entre pais e filhos. Fui até tarde uma criança crescida sempre pronta a sentar nos joelhos do pai, no colo da mãe ou a dormir com a avó paterna, estas lembranças são feitas de ternura e pertencem-me inteiramente, quando o dia começa a declinar e a aumentar o silêncio da noite, escrevo, escrevo para me proteger da saudade dos meus mortos e invade-me uma terna melancolia... e meu temperamento mantém-se no seio do silêncio e da solidão, e aí fico muda como uma flor, surda como pedra, sem ninguém, só eu e meus pensamentos a palavra escrita e o passar do tempo...escrevo com uma rapidez nervosa, e nem sempre corrijo e não sei muito bem o que escrevi para trás, e tudo fica tremendamente complexo, como nas sombras do crepúsculo, mas eu sei que está tudo lá, o rio, o céu, as árvores, a luz , a sombra, a inocência e eu canto tudo em minha poesia, a escrita é uma necessidade interior, vem ao encontro daquilo que desejo, sinto uma alegria instantânea que é gerada pela memória...assim recordar, chorar sorrir é essencial à vida, pois se convertem numa força que nos leva a caminhar. Como um pássaro recém-nascido volto sempre ao passado com vontade de voar...da vida pouco sabemos a não ser que é uma viagem caprichosa que fazemos e da qual não prevemos em que estação o combóio pára de vez...ai esta minha insónia que me deixa de olhos abertos.

natalia nuno
fiodamemoria.blogspot.pt
232
natalia nuno

natalia nuno

memórias de mim...pequena prosa poética

meu coração se abre ao sol e deixa penetrar nele o calor da vida, tal como um passarinho que abre asas e vai voando na expectativa de respirar em liberdade o perfume da terra quente, a minha alegria também renasce a cada manhã clara olhando as giestas ou avistando as sarças por entre o trigo, de tal forma que minha tranquilidade se alheia ao tumultuar da vida e eu fico num mundo diferente ladeado de muralhas de coisa nenhuma...daí que nas minhas dúvidas reste sempre um pouco de certeza, de que ainda corre uma fogueira dentro do coração cuja chama nada nem ninguém consegue apagar. Meu mundo de criança era um mundo de fragrãncias, coisas que não voltam, mas que recordo com saudade... pois o sol é promessa de cada dia, a esperança sempre um recomeço e são novas as forças a voltarem-me aos braços e às mãos que não cansam... como as gaivotas que seguem os barcos...com uma beleza sempre densa aos meus olhos, apesar da minha timidez infinita, continuarei por aqui a deixar-me sonhar.

natalia nuno
rosafogo
323
Richard Teixeira

Richard Teixeira

EXISTÊNCIA

Ser diferente ou indiferente?
Quão sabedoria exige de nós, meros mortais!
Quando me deparo frente ao espelho,
vejo marcas, traços da vida.
Quando me vejo, observo o que sou, minh'alma!
A vezes reparo na beleza de meus olhos, dos meus olhos!
E vejo quão profundos são, feitos buraco negro!
Em instantes, como um raio ao vagar o espaço
me vem em mente uma breve lembrança.
Quando me lembrei, vi que a vida passou
passo a passo, como uma criança aprendendo a andar.
Quando voltei a realidade,
não pude deixar de chorar.
Tudo o que eu tinha
agora não tenho mais...
Meus pais!
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natalia nuno

natalia nuno

doce recordação...

é este o tempero da vitória
escrever palavras enzeitadas
lembranças açucaradas
retidas na memória...
solto-as como uma revoada
de pássaros por sobre
as folhas do milheiral,
e o sol que tudo doura
na minha imaginação,
é açucar e é sal
tempero do meu coração

olho o dia de ontem
como doce recordação
mesmo se o destino parece adverso
eu canto a vida num verso
ponho todo o meu afâ
e com pezinhos de lã
a palavra trato com fulgor
de esperança adoço sonhos
e basta-me só um pouco d' amor.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

ébrias fantasias...

o olhar é um poço sem fundo,
verde como o esplendor do mundo
vibrante e quente o coração
inundado de emoção,
e nos corredores da mente ébrias fantasias
onde a felicidade é agora saudade.
o inverno dita o rigor dos dias
mas a vida agita.se feliz diante do nada,

cansada, assim vai vivendo e morrendo
na dor que dói e permanece,
mas ainda sonha a mão que escreve,
e a dor esquece...
a palavra percorre-lhe o sangue
molda-se e cresce no papel
vogais, consoantes, acariciam-lhe a pele.
dos sonhos nascem adjectivos
que tece e destece
memórias e desmemórias,
sonhos que se agitam vivos
vindo do seu desmesurado coração
metáforas brotam-lhe dos dedos
mais formosas que o vento batendo na ondulação
sem medos, uma alegria antiga
traz ao seu sossego,
sonhos de amor e paixão...

natália nuno
323
natalia nuno

natalia nuno

soneto.... saudade onde me faço cais

Sou barca, vogando em maré-cheia
sem destino neste monótono mar...
Barca fantasma sem rumo ou ideia,
que anda à procura sem se encontrar.

Sou barca à deriva num poema lento
olhando fins de tarde buscando certeza
uma saudade imensa e nu o pensamento,
na boca beijos a que ainda estou presa.

Remoto o tempo na distância percorrida
derradeira esperança levo ingenuamente!
Não paro que o tempo me leva de vencida

navego neste mar... Onde não sou mais
nem onda, ou maré, ou sequer corrente
apenas saudade onde me faço cais...

Natália Canais Nuno, in "A Melodia do Tempo", página 33, edições Lua de Marfim, Outubro de 2013.
305
natalia nuno

natalia nuno

e já não somos...

são intensos os momentos
que levo dentro de mim,
já a juventude envelheceu,
hoje sou só o canto do rouxinol,
a vaguear ao acaso nas ramadas da saudade...
caindo na agonia
como quem de tudo se despede
sem prisão, apenas com a paixão
p'la poesia...
que se arrasta ardente nas minhas veias
singela, sem peias,
às vezes envenenada
de saudade, de solidão
mas sempre a sonhar deter
o tempo fugitivo
aquele beijo cativo
o sonho que fomos...

e já não somos!
é a verdade e é tudo
nem o ar, nem a brisa
apenas o esquecimento mudo.

natalia nuno
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Antonio Aury

Antonio Aury

Revolution

Revolution
REFRÂO:
Os Estados Unidos fizeram
As Reformas ditatoriais
O Brasil se transformou
No maior dos seus quintais!
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Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Sistema

Crianças tão inocentes
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E... Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta...
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?...
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.

Valter Bitencourt Júnior
1 987
natalia nuno

natalia nuno

o inverno da vida...

Hoje não vou à fonte
Deixo-me ficar neste entretém
Fico a olhar o horizonte
No silêncio eu e ele, mais ninguém.
Mais logo as estrelas vão surgir
Vou agarrar uma se puder
Para quando a solidão vier
Iluminar o meu existir.

Escondo-a num abrigo do coração
Bem ao pôr-do-sol da minha Vida
Ao anoitecer deste meu céu escuro!?
E assim a Vida não terei ainda perdida.
Pode o Mundo parecer-me duro.
Ser até meu caminho feito pó
Colherei ainda o que semeei
E assim não me sentirei,
Nunca só.

Deixo a fonte lá bem distante
Ouço-lhe apenas o rumor!
Que a Vida é um só instante
Nesta hora, como o sol, perde calor.
A Vida é uma migalha
Não penso que é eterna!?
A morte chega não falha.
A noite é fria, e a vida já inverna.

natalia nuno


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296
Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Felicidade

Só quero seu sorriso
Transbordante nas areias
Cristalinas, feito um raio
A cegar os meus olhos,
E sentir na chuva da
Primavera você brotar
Como uma flor rósea!
Quero retomar você...
Em poesias, em seus dias
Rotos.
Quero no espelho
Ver você sorrir pra mim
E para todos feito um reflexo
Encharcando o dia de uma
Grande aurora.

Valter Bitencourt Júnior
1 115
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Corpo nu

Ao meu pecado esculpido,
Cúmplice desejo me anima,
Silhueta poética, minha cobiça;
Ondas deste corpo me devora,
Altar adorado doce rito.
Extasia-me todo encanto,
Cálido movimento enredado,
Tal fraqueza induzida,
Cortês convite inegável,
Nobre sentido afagado.
Desnudo anjo me aquebranta,
Aguerrido prazer ostenta,
Curvas impetuosas queima,
Ígnea paixão transborda,
Vasto amor obstina.
468
Ana Maria Oliveira

Ana Maria Oliveira

Vivo!


Em cada passo de chão que os meus pés pisam
Permanece a marca da determinação
O desenho onde perpassa a mensagem de gratidão
A pintura que perdura na existencial dimensão
Vivo!
Porque a morte é o acontecer metamórfico
Mais grandioso do que a minha consciência
Pode neste momento compreender
Mas sinto que o fogo não se pode extinguir
Alimento-o com o sonho de um amor
Que é escudo à invasão de medos e raivas
Transfigurando-se num atenuativo à dor
Vivo!
Porque este bem-estar que me invade
Traz-me de volta a força apropriadora de vida
E as criaturas geram no meu âmago reconhecimento
Enquanto envergo as roupas do otimismo
Saio para a rua que me empurra para o riso
E abro os braços ao céu bendizendo o mar
Venero a montanha e é tudo o que preciso
Vivo!
Cada dia como doce presente
E quando em silêncio e de olhos fechados
Planar em direção às estrelas longínquas
É na escuridão abismal que a paz me visita
Me aconchega e acarinha e a alma vibrante me enfeita
Há uma sabedoria na condescendência
E na tolerância que une os entes
Então nesta unidade esvoaço e diluo-me
Transformo-me e perpetuo-me!
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manoelserrao1234

manoelserrao1234

BEM QUE NOS QUER [Manoel Serrão]





Todo o saber de si,

É o "mal" maior que o bem nos quer.


 

1 717
natalia nuno

natalia nuno

meu pai....soneto

MEU PAI

Sempre em mim o sonho de menina
Querendo dar-te um carinhoso abraço
Como fazia quando era pequenina
Quando aprendia o meu primeiro passo.

Hoje, trago-te nas minhas lembranças
Neste escrever triste sem esperanças
Recordo que partiste uma tarde,foi duro
E a custo ainda agora meu pranto seguro.

Num mar de lágrimas banhada
Minha alegria já é quase nada!
Lembro-me de ti a todo o instante.

Teus olhos azuis que não voltarei a ver
Oprime-se me a garganta só de te dizer
Que nosso encontro pode já não ser distante.

natalia nuno

O meu pai era um homem do campo, analfabeto, mas
nem por isso e apesar das mãos calejadas me deixou
de acarinhar, hoje o recordo com saudade.




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277
Richard Teixeira

Richard Teixeira

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Há dias que não vejo o sol,

Só um céu escuro, sem cor!

Tal liberdade que dei ao tempo

Tornou obscuro o que me restou.
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