Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
Jonatan Carlos Reis
Coração de pedra
A Baby? Ela não me quer mais
A outra disse nunca mais
A loira abastada? Uma noite apenas, nada mais.
A de sorriso estonteante e olhos penetrantes?
Fraquejei, e por medo, a abandonei.
Medo de gostar, de amar, de me machucar.
Decepções e ilusões endureceram esse coração
Agora, coração de pedra.
Sem amor, paixão, ou emoção.
Como companhia, Whisky e Jazz
E melancolia...
Junto com a Noite e a solidão.
Mas mesmo assim, carrego todas elas.
Em pensamento, em mente.
Nostalgia e emoção.
Cada uma delas, dentro do meu coração.
Nossos encontros, nossos romances.
Para mim, nunca foram em vão.
313
natalia nuno
pobre coração...
Meu coração selvagem
Potro enlouquecido
Sofrendo na viagem
Até já de si esquecido.
Galopa sem perceber
Que o sonho não alcançou
Cavalo solto a abater
Para não morrer...parou!
Corria veloz como aragem
Com raiva, num desafio.
Viandante de coragem
Traz a Vida por um fio!
Pobre coração tão desolado
Parou à sombra do caminho
E de cansado, tão cansado!
Ali espera morrer sózinho.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=94001 © Luso-Poemas
Potro enlouquecido
Sofrendo na viagem
Até já de si esquecido.
Galopa sem perceber
Que o sonho não alcançou
Cavalo solto a abater
Para não morrer...parou!
Corria veloz como aragem
Com raiva, num desafio.
Viandante de coragem
Traz a Vida por um fio!
Pobre coração tão desolado
Parou à sombra do caminho
E de cansado, tão cansado!
Ali espera morrer sózinho.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=94001 © Luso-Poemas
243
natalia nuno
pedaços de mim...prosa poética
pequena prosa poética
Quem experimenta um tal amor pelo lugar onde nasceu, sente-se duplicado em tudo, é um amor perfeito que nos inspira e é como uma dávida benfazeja. As lembranças, são colheradas de açucar, que adoçam o coração, ainda vejo a vela acesa na lareira e as feições da mãe na penumbra, embora com alguma dificuldade, mas ainda assim fico plena de júbilo, e alimento a minha alma.
A minha musa é a natureza, a minha força é pensamento, e a memória não dorme...a inocência o sorriso a gargalhada a liberdade o alvoroço, imagens vivas que pulsam tal como meu coração.
Crescem dentro de mim árvores numa longa avenida onde me perco e me encontro, onde me inquieto, onde me comovo, sorrio e sonho, esquecendo a dificuldade da descida.
Dou guarida às aves, deixo esvoaçar as borboletas, ouço os delírios das flores, ancoram em mim as estrelas, meus olhos bravos olham o vermelho dos cravos, existirei na essência de todas as coisas?
Crescem as begónias no jardim interior, as tempestades serenam e eu subo ao céu...apenas assim!
Num vôo de gaivota, leveza de mim.
natalia nuno
Quem experimenta um tal amor pelo lugar onde nasceu, sente-se duplicado em tudo, é um amor perfeito que nos inspira e é como uma dávida benfazeja. As lembranças, são colheradas de açucar, que adoçam o coração, ainda vejo a vela acesa na lareira e as feições da mãe na penumbra, embora com alguma dificuldade, mas ainda assim fico plena de júbilo, e alimento a minha alma.
A minha musa é a natureza, a minha força é pensamento, e a memória não dorme...a inocência o sorriso a gargalhada a liberdade o alvoroço, imagens vivas que pulsam tal como meu coração.
Crescem dentro de mim árvores numa longa avenida onde me perco e me encontro, onde me inquieto, onde me comovo, sorrio e sonho, esquecendo a dificuldade da descida.
Dou guarida às aves, deixo esvoaçar as borboletas, ouço os delírios das flores, ancoram em mim as estrelas, meus olhos bravos olham o vermelho dos cravos, existirei na essência de todas as coisas?
Crescem as begónias no jardim interior, as tempestades serenam e eu subo ao céu...apenas assim!
Num vôo de gaivota, leveza de mim.
natalia nuno
285
sanjamacedonia
a través de lágrimas y risas
A través de lágrimas y risas lo prometo,
Voy a ver el amanecer
desde la corteza de la manzana
Lo muerdo,
Te devolveré
Arreglaré todas tus arrugas
Te amaré como antes
Rechazaré el rigor y la perfección,
Me arrepentiré en amor contigo,
A través de lágrimas y risas, lo prometo
en las promesas enterradas, permanecí.
Voy a ver el amanecer
desde la corteza de la manzana
Lo muerdo,
Te devolveré
Arreglaré todas tus arrugas
Te amaré como antes
Rechazaré el rigor y la perfección,
Me arrepentiré en amor contigo,
A través de lágrimas y risas, lo prometo
en las promesas enterradas, permanecí.
643
Antonio Aury
Paraviciados!
Senhor Deus Ti peço em oração
A cura para os desafortunados
Que não têm a menor compreensão
Que a banca onde perdem seus trocados
Age como devoto de um ladrão!
Jesus Cristo mostrou a sua ira
e diante de uma grande multidão!
Quem ao templo sagrado invadira
com jogos de azar e sua maldição
Ele expulsou a quem O taíra
ao mostrou os meios de libertação!
A cura para os desafortunados
Que não têm a menor compreensão
Que a banca onde perdem seus trocados
Age como devoto de um ladrão!
Jesus Cristo mostrou a sua ira
e diante de uma grande multidão!
Quem ao templo sagrado invadira
com jogos de azar e sua maldição
Ele expulsou a quem O taíra
ao mostrou os meios de libertação!
200
natalia nuno
o último sonho...
solicito o meu quinhão de felicidade
abro o peito aos abraços
saboreio as lágrimas da saudade
crio à minha volta laços
de amizade e afeição...
separo das recordações os dias sombrios
cruzo comigo enternecida
e nego à amargura a entrada no coração
e sem saber porquê faço-me de novo à vida
cruzo com o enternecimento
poiso os olhos no papel e escrevo
com mãos de poeta e encantamento
de madrugada ergo-me do leito
os pensamentos ajeito
do travesseiro trago o último sonho
e de novo a sonhar me ponho
a aldeia está silenciosa, quieta
e a noite perfumada de luar
aqui sozinha eu e o Poeta
ouvindo apenas a os pios da aves
os murmúrios das folhagens, suaves
os soluços duma flor desfolhada
e eu devaneando no sonho, nesta hora
calada.
meu coração agita-se nas folhas de papel
o sonho é ilusão mas é amor que arde
sinto-o na pele,
e antes que seja tarde,
que o tempo tudo consome
deixo-me afagar pelo luar
deixo que nasçam na mente como flor
os versos que trato com amor...
natalia nuno
rosafogo
http://nataliacanais.blogspot.pt/
abro o peito aos abraços
saboreio as lágrimas da saudade
crio à minha volta laços
de amizade e afeição...
separo das recordações os dias sombrios
cruzo comigo enternecida
e nego à amargura a entrada no coração
e sem saber porquê faço-me de novo à vida
cruzo com o enternecimento
poiso os olhos no papel e escrevo
com mãos de poeta e encantamento
de madrugada ergo-me do leito
os pensamentos ajeito
do travesseiro trago o último sonho
e de novo a sonhar me ponho
a aldeia está silenciosa, quieta
e a noite perfumada de luar
aqui sozinha eu e o Poeta
ouvindo apenas a os pios da aves
os murmúrios das folhagens, suaves
os soluços duma flor desfolhada
e eu devaneando no sonho, nesta hora
calada.
meu coração agita-se nas folhas de papel
o sonho é ilusão mas é amor que arde
sinto-o na pele,
e antes que seja tarde,
que o tempo tudo consome
deixo-me afagar pelo luar
deixo que nasçam na mente como flor
os versos que trato com amor...
natalia nuno
rosafogo
http://nataliacanais.blogspot.pt/
344
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Açoite
A sua indolência implorei á casta sorte,
Que do pensamento não me fira a morte,
Se em dores sigo não me condene,
Deixe que me puna esta noite de amargura,
Flor do meu amor de pétalas inertes,
Consorte d'alma que definha imperiosa.
Nó corredio são meus sentimentos lúgubres,
Chicote furioso desta carne atrevida,
Lástima altiva em dissabores,
Vítima de meu próprio amor.
Em meu ânimo sangue vertido,
Cor escarlate do horizonte perdido.
Aninho-me ás sombras de minha loucura,
Sufocado pelo ar fúnebre de sua presença.
A sua ausência me dilacera lentamente,
Espasmos deprimentes em feroz castigo,
A sua indiferença me aflige todo,
Penando sem vontade de seguir.
Corrija-me em sua feminilidade,
Deixe que eu pereça em teus afetos,
Correção segura é o teu querer,
E o seu desprezar o açoite.
Que do pensamento não me fira a morte,
Se em dores sigo não me condene,
Deixe que me puna esta noite de amargura,
Flor do meu amor de pétalas inertes,
Consorte d'alma que definha imperiosa.
Nó corredio são meus sentimentos lúgubres,
Chicote furioso desta carne atrevida,
Lástima altiva em dissabores,
Vítima de meu próprio amor.
Em meu ânimo sangue vertido,
Cor escarlate do horizonte perdido.
Aninho-me ás sombras de minha loucura,
Sufocado pelo ar fúnebre de sua presença.
A sua ausência me dilacera lentamente,
Espasmos deprimentes em feroz castigo,
A sua indiferença me aflige todo,
Penando sem vontade de seguir.
Corrija-me em sua feminilidade,
Deixe que eu pereça em teus afetos,
Correção segura é o teu querer,
E o seu desprezar o açoite.
645
natalia nuno
já nada me derrota...
memórias....infância,
o pulsar do tempo alucinado
e cego de obscuridade
como o rumor de palavras que se perdem...
saudade... saudade
vôo lento duma gaivota
silêncio e nostalgia
já nada me derrota!
nem o rosto reflectido nas águas
nem a noite nem o dia
nem as mágoas
nem a morte,
nem sonhos nem pesadelos
nem o medo ou a loucura
faço de tudo aceitação
enquanto palpitar o coração
nesta avidez do tempo
dentro de mim um apagão
a memória foge como o vento
ficam só, pedaços de recordação.
natalia nuno
o pulsar do tempo alucinado
e cego de obscuridade
como o rumor de palavras que se perdem...
saudade... saudade
vôo lento duma gaivota
silêncio e nostalgia
já nada me derrota!
nem o rosto reflectido nas águas
nem a noite nem o dia
nem as mágoas
nem a morte,
nem sonhos nem pesadelos
nem o medo ou a loucura
faço de tudo aceitação
enquanto palpitar o coração
nesta avidez do tempo
dentro de mim um apagão
a memória foge como o vento
ficam só, pedaços de recordação.
natalia nuno
221
natalia nuno
pensamento...
quando me esqueceres de vez, criarei um poema de palavras apagadas, para que se não veja a última lágrima...
natalianuno
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/
natalianuno
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/
233
16alkaspoetry
AUTUNNO
AUTUNNO (OUTONO)
Pianto, segnalli in grises colori,
annuncio de autunno vento freddo
foglie morte cicatrice fatte adeso
nuova staggionne arriva porta brivido...
Paesaggio vestito da funerale
nascondere la gioia, spetacli tristezza
come se fosse qui purgatório
non terra santa de madre natura
Ma i fiori tracciato vittória
i frutteti in fiore e il campo
l `amarezza brucia gloria...
e la vita rinasce e sorge altari
il trionfo naturale di rinnovamento
vecchi e nuovi...transformazione...!
Pianto, segnalli in grises colori,
annuncio de autunno vento freddo
foglie morte cicatrice fatte adeso
nuova staggionne arriva porta brivido...
Paesaggio vestito da funerale
nascondere la gioia, spetacli tristezza
come se fosse qui purgatório
non terra santa de madre natura
Ma i fiori tracciato vittória
i frutteti in fiore e il campo
l `amarezza brucia gloria...
e la vita rinasce e sorge altari
il trionfo naturale di rinnovamento
vecchi e nuovi...transformazione...!
524
natalia nuno
a travessia...
Há uma ponte na minha lembrança
A travessia é obrigatória
Do outro lado a criança
A criança da minha história.
Vejo o rio,
Já passaram as águas
As horas foram caindo...
Deixei por lá minhas mágoas,
Como gotas de cacimbo.
Tudo por lá está ausente
Tudo partiu eternamente.
Nostalgia, minha terra distante
Águas ainda soam nos ouvidos
Olho a vida neste instante
Nostálgicos os meus sentidos.
Solto as velas da imaginação
Não sei já o que é real ou ilusão
O que é alegria ou tristeza
Se é deleite ou sofrimento
Mas tenho a certeza!
Que é amor o sentimento.
Amor que sinto... carente
Da criança do meu destino
Num sofrer pungente!
Alojo-a nos labirintos do coração
Presa por um fio fino,
Ao ocaso da solidão.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=184402 © Luso-Poemas
A travessia é obrigatória
Do outro lado a criança
A criança da minha história.
Vejo o rio,
Já passaram as águas
As horas foram caindo...
Deixei por lá minhas mágoas,
Como gotas de cacimbo.
Tudo por lá está ausente
Tudo partiu eternamente.
Nostalgia, minha terra distante
Águas ainda soam nos ouvidos
Olho a vida neste instante
Nostálgicos os meus sentidos.
Solto as velas da imaginação
Não sei já o que é real ou ilusão
O que é alegria ou tristeza
Se é deleite ou sofrimento
Mas tenho a certeza!
Que é amor o sentimento.
Amor que sinto... carente
Da criança do meu destino
Num sofrer pungente!
Alojo-a nos labirintos do coração
Presa por um fio fino,
Ao ocaso da solidão.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=184402 © Luso-Poemas
297
natalia nuno
instantes...trovas
Estranha é a ausência
de flores na primavera.
Esgota-se a paciência
quem espera desespera.
São hoje o nosso tema
versos de toda uma vida
são eles longo poema...
de solidão desmedida.
O amor é grande ilusão
que se mantém vida fora
é como flor em botão
que abre e morre na hora.
Já sou menina grande
senhora do meu destino
peço à vida que ande
devagar... sem desatino.
O meu olhar vibrou tanto
quando olhou o olhar teu,
virou um vitral de pranto
porque o teu o esqueceu
Neste outono tão agreste
é radiosa a nostalgia
lembrar amor que me deste
é sonho ou é magia...
Chama que se manteve
é seiva a soçobrar
mesmo a vida sendo breve
tens-me ainda pra te amar
natalia nuno
de flores na primavera.
Esgota-se a paciência
quem espera desespera.
São hoje o nosso tema
versos de toda uma vida
são eles longo poema...
de solidão desmedida.
O amor é grande ilusão
que se mantém vida fora
é como flor em botão
que abre e morre na hora.
Já sou menina grande
senhora do meu destino
peço à vida que ande
devagar... sem desatino.
O meu olhar vibrou tanto
quando olhou o olhar teu,
virou um vitral de pranto
porque o teu o esqueceu
Neste outono tão agreste
é radiosa a nostalgia
lembrar amor que me deste
é sonho ou é magia...
Chama que se manteve
é seiva a soçobrar
mesmo a vida sendo breve
tens-me ainda pra te amar
natalia nuno
269
Jorge Santos (namastibet)
Cedo serei, sou …

Por vezes não sei
Por onde ando, se no campo da batalha
Onde quem não m'lembra sou
Ou aonde crês tu ser agente secreto
Do que passa e passou - sem se mover,
Crês tu poeta ser, convence-te
Que a lembrança é passar e ver,
Convém ser o que passou pra ser,
Pra que fique do que penso o que sou
E pra que me lembres poeta, ou
Vento sendo, sou poeta, improfícuo
Eu sou, és tu meu solo infértil ou não,
Comecei cedo sendo faúlha,
Agora sou vento, bravio como convém,
Cedo serei mais além que desta vida,
Às vezes sou nem lembro o quê ou quem,
Entender-me cansa, sonhar menos,
As vezes as faúlhas queimam,
o estandarte e sujo-o de terra e hulha
Mas o vento ao passar como
Um rio, lava-me a consciência
E volto a ser criança brincando
Aos soldadinhos de chumbo,
Até rebentar outra terrível
Guerra do fogo mal apagado,
As vezes as faúlhas queimam
o estandarte e sujo-o de cinza
Eterna nos azuis montes
Por onde ando e faz frio e aí
Passo a ser eu, de novo Ivan,
Por vezes nem sei ao que vou
Preso, se à graça eterna ou apenas
Ao peso de um pedaço de carvão
E terra infértil, o artificio de um mendigo
É o instinto, em mim tão pacato
Que nem o sinto mover ou se por mim
Passou cem vezes sem duvidar que me divido,
Entre quem sou e quem nem serei ...
Joel Matos (03/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
471
ania_lepp
Canto de amor...
Ouço ao longe
Alguém a cantar...
São estrofes que murmuram
São bálsamos que acalantam
São movimentos a inebriar...
São versos cantados
Que lançam feitiços
Que anunciam segredos
Que falam em surpresas
De sonhos a realizar...
São cantos de vida
De primaveras em mim...
São notas musicais
Que sussurram docemente
E me fazem divagar...
São sons de magia
São afagos de ternura
São lindas sinfonias...
São cantigas de amor
Soltas pelo ar...
São pura poesia
Só prá me encantar...
(ania)
Alguém a cantar...
São estrofes que murmuram
São bálsamos que acalantam
São movimentos a inebriar...
São versos cantados
Que lançam feitiços
Que anunciam segredos
Que falam em surpresas
De sonhos a realizar...
São cantos de vida
De primaveras em mim...
São notas musicais
Que sussurram docemente
E me fazem divagar...
São sons de magia
São afagos de ternura
São lindas sinfonias...
São cantigas de amor
Soltas pelo ar...
São pura poesia
Só prá me encantar...
(ania)
801
natalia nuno
onda de alegria...trovas
meio dia, meio da tarde
do tempo encruzilhada
a primavera de verdade?
é saudade relembrada.
olho no areal a gaivota
ao mar não vai mais voar
Deus meu sou tão devota
fazei meu sonho voltar
guardo as minhas penas
neste tempo de nevoeiro
saudades trago do cheiro
da minha terra de açucenas
na viagem bate o coração
Deus tropecei no outono
onde deixei o verão?
Anda o coração sem dono.
nos olhos as sardinheiras
que cresciam nas janelas
trago cheiro das laranjeiras
deixei por lá as estrelas.
e nos caminhos da utopia
minha saudade fez-se beijo
e numa onda de alegria
escrevo versos feitos desejo.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245996 © Luso-Poemas
do tempo encruzilhada
a primavera de verdade?
é saudade relembrada.
olho no areal a gaivota
ao mar não vai mais voar
Deus meu sou tão devota
fazei meu sonho voltar
guardo as minhas penas
neste tempo de nevoeiro
saudades trago do cheiro
da minha terra de açucenas
na viagem bate o coração
Deus tropecei no outono
onde deixei o verão?
Anda o coração sem dono.
nos olhos as sardinheiras
que cresciam nas janelas
trago cheiro das laranjeiras
deixei por lá as estrelas.
e nos caminhos da utopia
minha saudade fez-se beijo
e numa onda de alegria
escrevo versos feitos desejo.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245996 © Luso-Poemas
271
Antonio Aury
Paraviciado(a)s
Paraviciados
Senhor Deus Ti peço em oração
A cura para os desafortunados
Que perdem a consciência e
a sua compreensão!
Que a banca onde perdem seus trocados
Age como ladra de mais falsa sedução!
Senhor Deus Ti peço em oração
A cura para os desafortunados
Que perdem a consciência e
a sua compreensão!
Que a banca onde perdem seus trocados
Age como ladra de mais falsa sedução!
340
natalia nuno
pensamento...
já foi primavera no meu jardim, já brilhou o astro-rei... agora na sua ausência uma infinita paciência, e a saudade a perfumar, o lento colapso deste caminhar...
natalia muno
natalia muno
274
Maria Antonieta Matos
A CHUVA
Há quanto tempo não via,
O toque da chuva caindo,
Ao sopro da ventania,
Que nos meus olhos batia,
E me segredava ao ouvido.
Há quanto tempo esperava,
A fonte que alimenta a vida,
Que no campo tudo encharcava,
De mil cores se apalavrava,
De virtude enriquecida.
Hoje visitou-me apressada,
Mal aguou a terra infinda,
Cheia de sede tão gretada,
À espera de ser molhada,
Moribunda ressequida.
E não quis por cá ficar,
Apagou as nuvens do céu,
Trouxe o sol a madrugar,
E voltou a emigrar,
Ai... minha esperança morreu.
27-02-2018 Maria Antonieta Matos
O toque da chuva caindo,
Ao sopro da ventania,
Que nos meus olhos batia,
E me segredava ao ouvido.
Há quanto tempo esperava,
A fonte que alimenta a vida,
Que no campo tudo encharcava,
De mil cores se apalavrava,
De virtude enriquecida.
Hoje visitou-me apressada,
Mal aguou a terra infinda,
Cheia de sede tão gretada,
À espera de ser molhada,
Moribunda ressequida.
E não quis por cá ficar,
Apagou as nuvens do céu,
Trouxe o sol a madrugar,
E voltou a emigrar,
Ai... minha esperança morreu.
27-02-2018 Maria Antonieta Matos
746
Jonatan Carlos Reis
Noite
A noite sempre surge em forma de poesia
Como um ritual
O Whisky, o Jazz
Nunca sei o que vou escrever
Mas sei quando vou escrever
À noite
À noite as lembranças surgem, junto, os sentimentos.
Lembrança de quem sempre viveu intensamente
Amou intensamente
Apaixonou se intensamente
Sofreu intensamente
À noite
A solidão bate a porta
O vazio do coração
Também aparece
Ah! Essas noites
Quantas histórias
Quantas paixões
Quantos amores
Se fosse resumir a minha vida, resumiria em uma palavra.
Noite.
Como um ritual
O Whisky, o Jazz
Nunca sei o que vou escrever
Mas sei quando vou escrever
À noite
À noite as lembranças surgem, junto, os sentimentos.
Lembrança de quem sempre viveu intensamente
Amou intensamente
Apaixonou se intensamente
Sofreu intensamente
À noite
A solidão bate a porta
O vazio do coração
Também aparece
Ah! Essas noites
Quantas histórias
Quantas paixões
Quantos amores
Se fosse resumir a minha vida, resumiria em uma palavra.
Noite.
378
natalia nuno
palavras leva-as o vento...
Ignoro onde me levam meus passos
Devo porventura desculpar a vida?
Como recuperar se só restam traços?
Em boa verdade, me sinto perdida.
Rompo com a própria vontade
Sozinha com pensamentos a esmo
Deixo-me a rememorar com saudade
Para não me esquecer de mim mesmo.
O tempo amadureceu este sentimento
De prosseguir, de me apressar no caminho
Não vá acontecer meu desaparecimento
Numa noite breve, dar-se meu descaminho.
Já nem sei com rigor nada a meu respeito
Só sei que estou numa idade diferente!?
Se é dia ou crepúsculo, a hora a que me deito!?
Se muitos ou poucos os passos em frente.
Face ao desconhecido, a imaginação é que tece
Não é medo não, só mau pressentimento!
Mas a Vida já nem aquece nem arrefece!
"Palavras, palavras leva-as o vento".
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=168156 © Luso-Poemas
Devo porventura desculpar a vida?
Como recuperar se só restam traços?
Em boa verdade, me sinto perdida.
Rompo com a própria vontade
Sozinha com pensamentos a esmo
Deixo-me a rememorar com saudade
Para não me esquecer de mim mesmo.
O tempo amadureceu este sentimento
De prosseguir, de me apressar no caminho
Não vá acontecer meu desaparecimento
Numa noite breve, dar-se meu descaminho.
Já nem sei com rigor nada a meu respeito
Só sei que estou numa idade diferente!?
Se é dia ou crepúsculo, a hora a que me deito!?
Se muitos ou poucos os passos em frente.
Face ao desconhecido, a imaginação é que tece
Não é medo não, só mau pressentimento!
Mas a Vida já nem aquece nem arrefece!
"Palavras, palavras leva-as o vento".
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=168156 © Luso-Poemas
429
simone_moura3
Vãos soluços
Mercenário do amor eu sou
Troco sentimentos por mercadorias
Busco o desejo dos outros
E não minhas fantasias
Espero que a noite chegue
E em vão ela se vai
Vazio continuo sempre
E duvido de que haja paz!
Um dia frio estarei
O amor não verei
E tudo o que não vivi
Arrependerei
O sol nascerá
E tudo fará sentido
Terei um dia apenas sofrido
Pelo amor deixado,
Arrependido...
Simone Moura
362
RicardoC
AQUELA MOÇA
Quem era aquela moça que beijei
No sonho que sonhei em pleno dia?
Desconheço-lhe tudo, mas sabia
Ser ela alguém que ainda encontrarei.
Como posso lembrar do que não sei?
Como não pode haver quem só eu via?
Em meus lábios seus lábios eu sentia
N'outro tempo insubmisso a qualquer lei:
Sem passado ou futuro no presente,
Súbito amor alhures se pressente,
Pois presença na ausência presumida.
Ela... Jamais a vi e nunca esqueço!
Reencontro aquela qu'eu tão-só conheço
Do sonho que sonhei por toda a vida...
Betim - 25 03 2018
No sonho que sonhei em pleno dia?
Desconheço-lhe tudo, mas sabia
Ser ela alguém que ainda encontrarei.
Como posso lembrar do que não sei?
Como não pode haver quem só eu via?
Em meus lábios seus lábios eu sentia
N'outro tempo insubmisso a qualquer lei:
Sem passado ou futuro no presente,
Súbito amor alhures se pressente,
Pois presença na ausência presumida.
Ela... Jamais a vi e nunca esqueço!
Reencontro aquela qu'eu tão-só conheço
Do sonho que sonhei por toda a vida...
Betim - 25 03 2018
375
natalia nuno
pensamento...
no balancear dos loureiros deixei a minha infância, hoje as memórias me chegam na corrente da brisa, num murmúrio de nostalgia...
nataliarosafogo
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/6/
nataliarosafogo
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/6/
272
natalia nuno
uma nova vontade...
Uma nova força me invade, não cansa
Até a Vida me parece mais companheira
Tenho saudade, mas nasce uma esperança
Transfiguram-se sentimentos
E a vontade fica cimeira!
Nos meus pensamentos?
É como se a luz voltasse a estar acesa
Esqueço o vazio d'outras horas
E é também na amizade, concerteza
Que eu agarro novas auroras.
Sinto-me como flor silvestre
Aguardando o esplendor do azul celeste
E quando tudo parece soçobrar
Esqueço rugas e canseiras
Ainda que presentes e verdadeiras
E deixo-me assim... a sonhar!
Bate-me no rosto o vento
E a chuva teima em cair
Mas eu hoje estou calma!?
A força de vontade não vai extinguir,
Hoje sinto-me um corpo só alma
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=110145 © Luso-Poemas
Até a Vida me parece mais companheira
Tenho saudade, mas nasce uma esperança
Transfiguram-se sentimentos
E a vontade fica cimeira!
Nos meus pensamentos?
É como se a luz voltasse a estar acesa
Esqueço o vazio d'outras horas
E é também na amizade, concerteza
Que eu agarro novas auroras.
Sinto-me como flor silvestre
Aguardando o esplendor do azul celeste
E quando tudo parece soçobrar
Esqueço rugas e canseiras
Ainda que presentes e verdadeiras
E deixo-me assim... a sonhar!
Bate-me no rosto o vento
E a chuva teima em cair
Mas eu hoje estou calma!?
A força de vontade não vai extinguir,
Hoje sinto-me um corpo só alma
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=110145 © Luso-Poemas
248
Português
English
Español