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Antonio Aury
Patrão
Hoje mando meu recado para você que é patrão!
Mude seus conceitos e suas convicções!
Divida os seus lucros e terá mais produção!
Honre aos trabalhadores e suas obrigações!
Não pense só em cifras e monetários valores
Se agregue ao povo e aos seus trabalhadores
Respeite e lute por todas as leis celetistas
Mostre ao mundo que não somos pessimistas
Seja contra toda as reformas e assine sempre a carteira
Aproveite e mande um recado ao pessoal da justiça
Que cumprirá sempre a Constituição Brasileira!
aury
Mude seus conceitos e suas convicções!
Divida os seus lucros e terá mais produção!
Honre aos trabalhadores e suas obrigações!
Não pense só em cifras e monetários valores
Se agregue ao povo e aos seus trabalhadores
Respeite e lute por todas as leis celetistas
Mostre ao mundo que não somos pessimistas
Seja contra toda as reformas e assine sempre a carteira
Aproveite e mande um recado ao pessoal da justiça
Que cumprirá sempre a Constituição Brasileira!
aury
196
Antonio Aury
Nerve
Cantei a pedra há muito tempo atrás!
Por conhecer do que ele é capaz
Um aloprado mentiroso que do ócio fez seu ofício
A vida de ocioso é coisa de muito tempo atrás!
Nunca fez um sacrifício
Pois o ócio é seu ofício de muito tempo atrás!
Ele engana o cidadão com sua lábia de coronel
Não precisa usar chapéu pois é valente demais
Por demais por demais por demais!
Até defende a rede de tucum
como instrumento de trabalho
Para ser o número um!
Olha a lábia minha gente!
Tem a cabeça bem quente
Mentiroroso contumaz
Quer defender aqueles que botam
Qualquer um para trás!
Por Demais, por demais
Pode acreditar em mim
Este santo ambicioso
é um tanto amoroso
com a rede de slim!
Por conhecer do que ele é capaz
Um aloprado mentiroso que do ócio fez seu ofício
A vida de ocioso é coisa de muito tempo atrás!
Nunca fez um sacrifício
Pois o ócio é seu ofício de muito tempo atrás!
Ele engana o cidadão com sua lábia de coronel
Não precisa usar chapéu pois é valente demais
Por demais por demais por demais!
Até defende a rede de tucum
como instrumento de trabalho
Para ser o número um!
Olha a lábia minha gente!
Tem a cabeça bem quente
Mentiroroso contumaz
Quer defender aqueles que botam
Qualquer um para trás!
Por Demais, por demais
Pode acreditar em mim
Este santo ambicioso
é um tanto amoroso
com a rede de slim!
244
natalia nuno
espera amor...
Perco-me no abismo do teu olhar
Morrem flores neste entardecer
Perde-se Vida num constante acenar
Mas a esperança volta sempre a florescer.
O tempo é como rapaz novo, a correr
Torna minha solidão ainda maior
Já nem o corpo me quer obedecer
Resta o tempo de lembrarmos amor.
Perco coisas que aprendi a amar
O tempo é colete de forças que me põe à prova
Que me aperta sem cessar
Mas deixa ainda no meu peito uma emoção nova.
Perco-me no abismo do teu olhar
Olhas-me de medo de me ver cair
Hesitante de palavras mas com vontade de gritar
ESPERA AMOR... a noite mansa que há-de vir!?
E assim foi sempre entre o deitar e o dormir
A nossa festa com brilho e chama
Esquecidos do tempo do porvir
É nesta hora que a gente sempre se ama.
ROSAFOGO
NATALIA NUNO
Morrem flores neste entardecer
Perde-se Vida num constante acenar
Mas a esperança volta sempre a florescer.
O tempo é como rapaz novo, a correr
Torna minha solidão ainda maior
Já nem o corpo me quer obedecer
Resta o tempo de lembrarmos amor.
Perco coisas que aprendi a amar
O tempo é colete de forças que me põe à prova
Que me aperta sem cessar
Mas deixa ainda no meu peito uma emoção nova.
Perco-me no abismo do teu olhar
Olhas-me de medo de me ver cair
Hesitante de palavras mas com vontade de gritar
ESPERA AMOR... a noite mansa que há-de vir!?
E assim foi sempre entre o deitar e o dormir
A nossa festa com brilho e chama
Esquecidos do tempo do porvir
É nesta hora que a gente sempre se ama.
ROSAFOGO
NATALIA NUNO
232
Mariano.Edimar
DIA DO TRABALHADOR
Do suor do teu rosto comerás o teu pão
Disse o Criador lá no Éden pra Adão.
Assim fica bem claro, nem carece explicar
Que se quiser comer, você precisa trabalhar.
Mas alguns engraçadinhos, parecem não entender
Que é preciso produzir, se quiser sobreviver.
Amam a vida boa, mas não põe a mão na massa
E a vida que escolhem, só os levam à desgraça.
O brasileiro rala muito, mas esse povo é gigante
Pois trabalha cinco meses, pra sustentar seus governantes.
É um povo criativo e não lhe falta habilidade
E não há crise que derrube, que tem força de vontade.
E pra finalizar, o que temos pra comemorar?
Direitos sendo retirados, cresce a fila de desempregados
E milhões de desabrigados, não tem sequer onde morar.
Mas este povo é guerreiro e jamais vai se entregar
Pois enquanto houver vida, há vontade de lutar.
741
joao2281
No meio do caos:
Estamos em guerra,
bombas explodindo, balas passando,
E nós aqui no meio desse caos,
Lutando pelo oque, meu senhor?
Eu sou apenas um simples camponês,
Perdido aqui no meio dessa tralha.
Minha mãe eu vi virar cinzas,
Meu pai nunca conheci, morreu antes de eu vim a terra.
Meu irmão, acabou de virar
Um simples cadáver abatido por rifles,
E eu sou o próximo a chegar
Cada vez mais perto do fim.
Eu não pedi essa guerra meu senhor,
Mas nela fui submetido,
Matei pessoas que nunca nem vi,
E agora minha consciência pesa.
Tudo que eu lhe peço é que tenha piedade,
Da minha humilde alma.
Talvez os filhos daquele russo cujo eu metralhei,
Estejam na frente de um terço, esperando a sua volta.
Malditos presidentes, expondo nossas vidas,
E tudo isso para que meu senhor?
Eles não tomam conta nem do território que lhes pertence por direito,
E ainda sacrificam nossas vidas para tentar expandir-lo ?!
Eu estou indignado,
Nunca imaginei tirar a vida de um homem,
Eu sei a sensação da dor,
De perder aqueles que você ama.
Espero um dia ser perdoado,
E que todos entendam que eu não fiz por querer,
Eu fiz pela ambição de um simples homem,
Que nesse momento está de terno e gravata,
Despreocupado sem ter oque perder.
A guerra será marcada como a maior da história,
Pena que eu não ficarei para fazer parte, desse mar de sangue cujo eu ajudei a construir,
E é apertando o gatilho da minha própria arma na minha boca,
Que eu venho a me despedir.
--J.P Tomé
bombas explodindo, balas passando,
E nós aqui no meio desse caos,
Lutando pelo oque, meu senhor?
Eu sou apenas um simples camponês,
Perdido aqui no meio dessa tralha.
Minha mãe eu vi virar cinzas,
Meu pai nunca conheci, morreu antes de eu vim a terra.
Meu irmão, acabou de virar
Um simples cadáver abatido por rifles,
E eu sou o próximo a chegar
Cada vez mais perto do fim.
Eu não pedi essa guerra meu senhor,
Mas nela fui submetido,
Matei pessoas que nunca nem vi,
E agora minha consciência pesa.
Tudo que eu lhe peço é que tenha piedade,
Da minha humilde alma.
Talvez os filhos daquele russo cujo eu metralhei,
Estejam na frente de um terço, esperando a sua volta.
Malditos presidentes, expondo nossas vidas,
E tudo isso para que meu senhor?
Eles não tomam conta nem do território que lhes pertence por direito,
E ainda sacrificam nossas vidas para tentar expandir-lo ?!
Eu estou indignado,
Nunca imaginei tirar a vida de um homem,
Eu sei a sensação da dor,
De perder aqueles que você ama.
Espero um dia ser perdoado,
E que todos entendam que eu não fiz por querer,
Eu fiz pela ambição de um simples homem,
Que nesse momento está de terno e gravata,
Despreocupado sem ter oque perder.
A guerra será marcada como a maior da história,
Pena que eu não ficarei para fazer parte, desse mar de sangue cujo eu ajudei a construir,
E é apertando o gatilho da minha própria arma na minha boca,
Que eu venho a me despedir.
--J.P Tomé
254
natalia nuno
ouvindo o coração...trovas
sinto o vento a correr
meu coração agitado
sofro eu por não te ver
logo o coração parado
por ti me deixo prender
teu olhar é minha teia
passa o vento a gemer
meu coração se incendeia
meu corpo quase voando
todo ele fogo da paixão...
com loucura vai-te amando
sem cabeça e pés no chão
natalia nuno
rosafogo
meu coração agitado
sofro eu por não te ver
logo o coração parado
por ti me deixo prender
teu olhar é minha teia
passa o vento a gemer
meu coração se incendeia
meu corpo quase voando
todo ele fogo da paixão...
com loucura vai-te amando
sem cabeça e pés no chão
natalia nuno
rosafogo
251
Antonio Aury
Samba da Consciência!
Olhai Senhor por nossa gente
que planta a semente
Com a própria mão
Olhai Senhor por toda semente
que nos represente
nesta renovação
Fazei Senhor esta renovação
banindo a escória
da nossa nação!
Fazei senhor um povo capaz
de fazer a história
como faz cantiga e canção
Trazei Senhor num samba-canção
um ser de memória
um ser cidadão
para pavimentar sua história
e com pouca demora
Pisar em seu chão!
que planta a semente
Com a própria mão
Olhai Senhor por toda semente
que nos represente
nesta renovação
Fazei Senhor esta renovação
banindo a escória
da nossa nação!
Fazei senhor um povo capaz
de fazer a história
como faz cantiga e canção
Trazei Senhor num samba-canção
um ser de memória
um ser cidadão
para pavimentar sua história
e com pouca demora
Pisar em seu chão!
254
16alkaspoetry
POBRE
Pobre não amadurece, murcha
não faz plástica, só repuxa.
Pobre não é imortal, se acaba
pobre não tem nome na placa...
Não dá nome a nenhuma praça...
Pobre não vira mesa e o escarcéu,
pobre sem paradeiro,vive ao léu,
mas quando morre,vai logo pro céu...!
811
Cedric Constance
DIGA-ME
Diga-me porque quando sonho,
Sonho apenas contigo?
Diga-me porque quando te quero,
Te quero apenas comigo?
Diga-me porque quando amo,
Amo apenas tu?
Diga-me porque quando te vejo,
É sempre a ti que desejo?
Diga-me que me amarás,
E que nada mais importa.
Diga que a meu lado estarás,
E este amor não tem volta.
Diga-me que sou teu,
Que me darás teu coração.
Diga que a paixão nasceu,
Entoando uma linda canção.
- Cedric Constance
422
natalia nuno
a ti me dou...
olha-me nos olhos firmemente
udo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim, este amor que acalento!
natalia nuno
udo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim, este amor que acalento!
natalia nuno
282
Raquel Ordones
Tomara
É, tomara mesmo que o tempo colabore
E que passe com carinho, com cuidado
Que traga você depressa e não demore
_ É que eu preciso de você aqui do lado!
Que não dê tempo à chegada da tristeza
_ É que não gosto de ficar com a solidão
Passe; traga para a minha alma a leveza
_E se possível traga flores e uma canção!
Tomara mesmo que o tempo seja senhor
Assim como já escreveu alguém um dia
_Senhor bom que me cerque de poesia!
Tomara mesmo que o tempo tenha amor
E que faça da sua ausência uma melodia
_Promete tempo? Vê se não me ludibria!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
958
natalia nuno
Irei por aí!
Vou por aí ... o tempo escasseia
o caminho difícil antes do fim,
vou urdindo teia a teia...
procurando horas de felicidade
ainda que o tempo fuja de mim,
e só reste um pouco de saudade.
Hei-de ir por aí mesmo cansada
este é meu caminho a percorrer
n' quero perder o fio à meada
e se um dia me hão-de ver
a seguir por outra estrada
não foi...a por mim traçada!
Vou por aí neste meu sentido,
seja ou não grande m' loucura
a vida é fantasia e pouco dura
se no caminho tiver adormecido
ou se me virem por aí caída!?
Levo amor, não levo a dor fingida!
Se a morte me quiser engolir
ainda irei por aí, pra lá de tudo,
cabe-me a mim a vida conduzir
andando neste meu passo miúdo.
Não deixarei nenhum recado
levo presente, futuro e passado
Não, não desisto de ir por aí!
Levo comigo tudo que me resta
levo as rimas que um dia escrevi
sobre alecrim, madressilva, giesta
e as outras que ao amor dediquei
gestos, afectos, o que cantei e chorei.
natalia nuno
rosafogo
233
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Singular
Os nós intrínsecos deste orbe,
Lágrimas silenciosas em seus claustros,
Embaraços do tempo,
Aurora de uma desconhecida noite,
Daquilo que não se viu,
Não sentiu e se foi,
No apressar das coisas da vida,
Do tempo sem tempo.
O céu nublou-se,
Chegou o vento,
Caiu a chuva,
Igual a vida em seus paralelos,
Insistindo que precisamos existir,
Sem sermos escravos,
Da própria liberdade que não temos,
Calabouços do ócio,
Frias armadilhas do prazer.
Tantas palavras soltas,
Tentando expressar o grito,
Do amor que desconhecemos,
Sufocado pela violência das mentes,
Entorpecidas de si mesmas,
Pela ilusão da vaidade,
Sangrando suas vítimas,
Nos enredos da estupidez.
Lágrimas silenciosas em seus claustros,
Embaraços do tempo,
Aurora de uma desconhecida noite,
Daquilo que não se viu,
Não sentiu e se foi,
No apressar das coisas da vida,
Do tempo sem tempo.
O céu nublou-se,
Chegou o vento,
Caiu a chuva,
Igual a vida em seus paralelos,
Insistindo que precisamos existir,
Sem sermos escravos,
Da própria liberdade que não temos,
Calabouços do ócio,
Frias armadilhas do prazer.
Tantas palavras soltas,
Tentando expressar o grito,
Do amor que desconhecemos,
Sufocado pela violência das mentes,
Entorpecidas de si mesmas,
Pela ilusão da vaidade,
Sangrando suas vítimas,
Nos enredos da estupidez.
376
Antonio Aury
Mourão
Eu não estou derrotado
com o lula na prisão
Eu pego touro com a mão
Deixo o touro conformado
Com os chifres pelo chão
Tiro Lula do calabouço
e do mal da solidão
Deixo o povo aliviado
e com um pequeno esforço
Boto o Mouro no morão!
com o lula na prisão
Eu pego touro com a mão
Deixo o touro conformado
Com os chifres pelo chão
Tiro Lula do calabouço
e do mal da solidão
Deixo o povo aliviado
e com um pequeno esforço
Boto o Mouro no morão!
235
Charlan Fialho
UMA POESIA DENSA
Há um mar de escuridão,
Que um dia todos irão banhar-se...
Um abismo atemporal a todos receberá,
Uma borracha de lástima que apagará cada instante,
Sem deixar sequer um rascunho de saudades.
Há um conto que não é de fadas,
Mas, sua ficção abraçará os corações,
Seus clamores se esconderão,
E as brasas queimarão a sorte,
E o destino não mais existirá...
Há uma fornalha ardente que queimará todos os desejos,
E as fantasias serão desenhos sem cores,
Onde os sonhos serão poemas solitários,
Dispersos, jogados ao vento...
Há uma poesia densa, doentia,
Onde será desfeito cada verso da vida,
Num tempo que não avisará sua despedida.
Há um grito de silêncio,
Sem sorrisos nas nuvens do arco-íris,
Onde o fim será a canção enternecedora,
Onde a areia assumirá o protagonismo,
Será o último suspiro, o último lamento.
Vive a morte!
-Charlan Fialho
838
Antonio Aury
O Aristocrata
Eu era da aristocracia e da Plutocracia
Pouco me importava com os atos fascistas
Estava sempre no hight society
Me falavam mas nunca dei importância
Mesmo aos atos feitos com constância
Aos mais velhos e às crianças
Eu era da Aristocracia e da Plutocracia
Vivia a frequentar cafés, cinemas
livrarias e até peças no Moulin Rouge
Ah! Eu sempre me divertia!
Trocava palavras com estrelas
Amigas de todos os dias!
Mas numa dessas manhãs
Algo mais nobre do que pensava eu ser
Profundamente a minh'alma me tocou!
Era a bela Brigitte Bardot
Que com Cláudia Cardinale
Trocavam palavras simples
Simples palavras que retratavam o amor!
Falavam com grande entusiasmo
Riam e citavam o significado do verdadeiro amor!
Quase não acreditei que os brutos também amam
quando uma das duas falou
Não sei se a Cláudia ou a Brigitte Bardot!
Me despedí do garçon
Mas sem antes perguntar:
"Ledoux, me diga discretamente,
você acredita na conversa das minhas amigas?"
Ledoux um homem de meia-idade
que sempre me serviu com simpatia
e sempre cri em sua honestidade
Respondeu com uma face de alegria
"Quando voltares a nossa cidade,
após refletir um pouco nesta sua nova viagem,
a mim não mais perguntará e sim me ensinará
o que acabas de perguntar!"
Após alguns meses passados
Voltei à nossa cidade
Sentei na mesma mesa do mesmo café!
Ledoux me serve como sempre me servia
Eu não me contenho, fico de pé e abraço o meu amigo Ledoux
e com grande ternura e alegria
e digo-lhe: "É com grande satisfação, você é um sábio irmão,
um mundo com alegria é um mundo de respeito,
respeito pela água que nós usamos,
pela terra que aramos, pelos animais e por todos os seres humanos!
Sou da aristocracia e da plutocracia
e me importo com a liberdade
Mesmo com as minhas vaidades
Após os meses passados em Casablanca
Me transformei
Não foi difícil enxergar
Que independentemente da raça e da cor
Da mesma forma que quero ser tratado
A todos devemos tratar!
Em todas minhas companhias e corporações
Instituí a total equidade dos lucros para todas as famílias
Fiz justiça e com isso todos nós lucramos
e somos felizes com a igual partilha!
Da igualdade provamos o sabor
O capital provou da prosperidade e
Que o lucro sempre vem da força do trabalho
E como patrão grito: "Viva o Trabalhador"
Mas tudo isso de deu
Tinha vinte e dois anos
Casei após linda cerimônia
Com uma jovem de minha idade
e o mesmo nome que o meu!
Casei-me sem parcimônia
Com a mais linda das beldades!
O nome dela é Antonia!
Hoje mando meu recado para você que é patrão!
Mude seus conceitos e suas convicções!
Divida os seus lucros e terá mais produção!
Honre aos trabalhadores e suas atribuições!
Não pense só em cifras e valores
Se agregue aos seus trabalhadores
Seja contra reforma e assine sempre a carteira
aury
Pouco me importava com os atos fascistas
Estava sempre no hight society
Me falavam mas nunca dei importância
Mesmo aos atos feitos com constância
Aos mais velhos e às crianças
Eu era da Aristocracia e da Plutocracia
Vivia a frequentar cafés, cinemas
livrarias e até peças no Moulin Rouge
Ah! Eu sempre me divertia!
Trocava palavras com estrelas
Amigas de todos os dias!
Mas numa dessas manhãs
Algo mais nobre do que pensava eu ser
Profundamente a minh'alma me tocou!
Era a bela Brigitte Bardot
Que com Cláudia Cardinale
Trocavam palavras simples
Simples palavras que retratavam o amor!
Falavam com grande entusiasmo
Riam e citavam o significado do verdadeiro amor!
Quase não acreditei que os brutos também amam
quando uma das duas falou
Não sei se a Cláudia ou a Brigitte Bardot!
Me despedí do garçon
Mas sem antes perguntar:
"Ledoux, me diga discretamente,
você acredita na conversa das minhas amigas?"
Ledoux um homem de meia-idade
que sempre me serviu com simpatia
e sempre cri em sua honestidade
Respondeu com uma face de alegria
"Quando voltares a nossa cidade,
após refletir um pouco nesta sua nova viagem,
a mim não mais perguntará e sim me ensinará
o que acabas de perguntar!"
Após alguns meses passados
Voltei à nossa cidade
Sentei na mesma mesa do mesmo café!
Ledoux me serve como sempre me servia
Eu não me contenho, fico de pé e abraço o meu amigo Ledoux
e com grande ternura e alegria
e digo-lhe: "É com grande satisfação, você é um sábio irmão,
um mundo com alegria é um mundo de respeito,
respeito pela água que nós usamos,
pela terra que aramos, pelos animais e por todos os seres humanos!
Sou da aristocracia e da plutocracia
e me importo com a liberdade
Mesmo com as minhas vaidades
Após os meses passados em Casablanca
Me transformei
Não foi difícil enxergar
Que independentemente da raça e da cor
Da mesma forma que quero ser tratado
A todos devemos tratar!
Em todas minhas companhias e corporações
Instituí a total equidade dos lucros para todas as famílias
Fiz justiça e com isso todos nós lucramos
e somos felizes com a igual partilha!
Da igualdade provamos o sabor
O capital provou da prosperidade e
Que o lucro sempre vem da força do trabalho
E como patrão grito: "Viva o Trabalhador"
Mas tudo isso de deu
Tinha vinte e dois anos
Casei após linda cerimônia
Com uma jovem de minha idade
e o mesmo nome que o meu!
Casei-me sem parcimônia
Com a mais linda das beldades!
O nome dela é Antonia!
Hoje mando meu recado para você que é patrão!
Mude seus conceitos e suas convicções!
Divida os seus lucros e terá mais produção!
Honre aos trabalhadores e suas atribuições!
Não pense só em cifras e valores
Se agregue aos seus trabalhadores
Seja contra reforma e assine sempre a carteira
aury
253
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Renascimento
Naufraguei,
Juro que pensei que fosse amor,
Toda promessa de nossos momentos,
Pensei que seu coração se unisse ao meu,
Que tantas vezes me disse te amo,
Com os olhos em lágrimas,
Acariciando meu rosto com ternura.
O tempo segue seu curso,
Vou com ele apaixonadamente,
Esquecendo de tudo,
Apagando sua imagem em mim,
Impressões de um engano,
Da morte e da vida,
Renascendo a cada combate,
Agora sei quem sou,
Dentro do amor de raízes profundas.
Juro que pensei que fosse amor,
Toda promessa de nossos momentos,
Pensei que seu coração se unisse ao meu,
Que tantas vezes me disse te amo,
Com os olhos em lágrimas,
Acariciando meu rosto com ternura.
O tempo segue seu curso,
Vou com ele apaixonadamente,
Esquecendo de tudo,
Apagando sua imagem em mim,
Impressões de um engano,
Da morte e da vida,
Renascendo a cada combate,
Agora sei quem sou,
Dentro do amor de raízes profundas.
381
Antonio Aury
Recado ao meu Padim
Meu primo Vicente Pinto! Há coisa que cheira mal!
Dos conterrâneos não falo! Por respeito eu me calo!
É porque eu sou assim! Mas não uso sino ou badalo!
A coisa está muito ruim!
Aqui vai o meu abraço a você que é meu padim!
Dos conterrâneos não falo! Por respeito eu me calo!
É porque eu sou assim! Mas não uso sino ou badalo!
A coisa está muito ruim!
Aqui vai o meu abraço a você que é meu padim!
217
Antonio Aury
GP
Antes do seu fechamento
Receberá igual tratamento
Por parte dos seus patrões
Não entre em desespero
Ao provar do teu tempero
Usado nas transmissões!
Sofrerá retaliações
do Brasil e do estrangeiro
E sem credibilidade
No campo e na cidade
Sofrerá para sempre
com a falta de dinheiro!
Não terá mais o dinheiro!
Pois quem tem inteligência!
E aqueles que têm decência!
Não investe em teu esteio
Pois quem tem raciocínio
Percebe a mentira primeiro
Por falta de patrocínio
nem mesmo de laticínio
Sofrerá para sempre
com a falta de dinheiro
Receberá igual tratamento
Por parte dos seus patrões
Não entre em desespero
Ao provar do teu tempero
Usado nas transmissões!
Sofrerá retaliações
do Brasil e do estrangeiro
E sem credibilidade
No campo e na cidade
Sofrerá para sempre
com a falta de dinheiro!
Não terá mais o dinheiro!
Pois quem tem inteligência!
E aqueles que têm decência!
Não investe em teu esteio
Pois quem tem raciocínio
Percebe a mentira primeiro
Por falta de patrocínio
nem mesmo de laticínio
Sofrerá para sempre
com a falta de dinheiro
226
paulo63
Já era tarde....
Já era tarde, sem alardear abriu a porta igual ao andar macio do gato que espreita a presa. Carregava além dos olhos tristes, as mãos calejadas e um sorriso tímido. Sua barba já estava no ponto de ser aparada. A luminosidade de seu rosto contrastava com a pouca luz que invadia o ambiente. A sala era composta de paredes que guardavam lembranças empoeiradas, sobre a mesa de quatro cadeiras um lampião enfumaçado suspirava a última chama de uma paixão. No fogão, a panela ainda guardava o calor do alimento. Pela fresta da porta era possível ver o outro lado. Pouca coisa se via.
Os primeiros passos foram dados de forma quase que imperceptível. Logo ao chegar o ranger da porta o denuncia. Ela percebe o movimento e indaga sobre a hora. Ele desconversa. Andou perambulando pela cidade, organizando as ideias. Devido a pouca claridade do quarto, a luz sobre a cama era quase neon, a janela aberta e a claridade da lua com a ajuda preguiçosa do candieiro faziam o cenário sob seus olhos refletirem a beleza singular da mulher que se estendia naquela cama.
Ela se endireitou e o chamou para perto de si. Pediu que sentasse. Ela tinha o perfume enebriante e ele o suor de um dia. Permaneceu cabisbaixo. Ela ainda procurava entender o porquê da inquietação que o acompanhava. Ele guardava ainda nos olhos a paixão de outrora, mesmo com todos os percalços que o tempo moldou. Certa vez leu que o raio não tinha só beleza. Na verdade, não sabia administrar a mudança do tempo, não compreendia os sons do vento e nem o que os pingos da chuva traduziam. A segurou pela mão e a beijou na testa, saiu em direção ao banheiro. Sua visão ficou turva com o transbordar da represa de seus olhos. Por um instante levou as mãos ao rosto e sentiu o perfume dos anos.
Quando voltou, ela já adormecia, carregava dentro de si as mudanças, ele ainda transbordava suas inquietações. Na forma horizontal ela era transformada em poesia. Tudo aquilo que estava acontecendo era somente amor.
Os primeiros passos foram dados de forma quase que imperceptível. Logo ao chegar o ranger da porta o denuncia. Ela percebe o movimento e indaga sobre a hora. Ele desconversa. Andou perambulando pela cidade, organizando as ideias. Devido a pouca claridade do quarto, a luz sobre a cama era quase neon, a janela aberta e a claridade da lua com a ajuda preguiçosa do candieiro faziam o cenário sob seus olhos refletirem a beleza singular da mulher que se estendia naquela cama.
Ela se endireitou e o chamou para perto de si. Pediu que sentasse. Ela tinha o perfume enebriante e ele o suor de um dia. Permaneceu cabisbaixo. Ela ainda procurava entender o porquê da inquietação que o acompanhava. Ele guardava ainda nos olhos a paixão de outrora, mesmo com todos os percalços que o tempo moldou. Certa vez leu que o raio não tinha só beleza. Na verdade, não sabia administrar a mudança do tempo, não compreendia os sons do vento e nem o que os pingos da chuva traduziam. A segurou pela mão e a beijou na testa, saiu em direção ao banheiro. Sua visão ficou turva com o transbordar da represa de seus olhos. Por um instante levou as mãos ao rosto e sentiu o perfume dos anos.
Quando voltou, ela já adormecia, carregava dentro de si as mudanças, ele ainda transbordava suas inquietações. Na forma horizontal ela era transformada em poesia. Tudo aquilo que estava acontecendo era somente amor.
242
Alex Jr
Despedida para a flor
Então foi assim
Te encontrei, a flor mais linda do jardim.
A escuridão da noite não te consumia.
E ao seu redor nenhuma outra à fazia companhia.
Era o destaque dos campos coberto de orvalho.
Mais bela que as cores do arco íris.
Mais a flor se foi...
O vento do oriente à levou embora.
Seu perfume não se podia mais sentir.
E da janela não se via suas pétalas abrir.
Jamais a verei, ó minha bela flor.
Tudo que restou agora foram lágrimas amargas e lapsos de dor.
No meu jardim seu lugar esta guardado.
Para que um dia volte e conforte meu coração machucado.
Minhas noites com você ficaram mais felizes.
Meus dias mais coloridos...
Pena que não foi como eu queria.
E agora que está indo...
Minha vontade é de prender a mim.
E em nossa história jamais ouvir a palavra "fim"
(Alex Jr)
Te encontrei, a flor mais linda do jardim.
A escuridão da noite não te consumia.
E ao seu redor nenhuma outra à fazia companhia.
Era o destaque dos campos coberto de orvalho.
Mais bela que as cores do arco íris.
Mais a flor se foi...
O vento do oriente à levou embora.
Seu perfume não se podia mais sentir.
E da janela não se via suas pétalas abrir.
Jamais a verei, ó minha bela flor.
Tudo que restou agora foram lágrimas amargas e lapsos de dor.
No meu jardim seu lugar esta guardado.
Para que um dia volte e conforte meu coração machucado.
Minhas noites com você ficaram mais felizes.
Meus dias mais coloridos...
Pena que não foi como eu queria.
E agora que está indo...
Minha vontade é de prender a mim.
E em nossa história jamais ouvir a palavra "fim"
(Alex Jr)
401
natalia nuno
a sorte e o norte...
tanta ternura adiada
como se tempo tivesse
quando o tempo é
pouco mais que nada!
depressa ou devagar
sempre o destino a traçar
a sorte e o norte
a teia perfeita
e um lento desabar...
natalia nuno
como se tempo tivesse
quando o tempo é
pouco mais que nada!
depressa ou devagar
sempre o destino a traçar
a sorte e o norte
a teia perfeita
e um lento desabar...
natalia nuno
335
Cedric Constance
GRANDE AMORE
Cada momento a teu lado,
Vai eternizando este amor,
Que me deixa inebriado,
Te amarei por onde for.
Somos dois amantes loucos,
Mergulhados nessa paixão.
Que foi nascendo aos poucos,
E tomou conta do coração.
Eu sou todo teu,
Você é completamente meu.
E ninguém nos impedirá.
Sei que o mundo é imperfeito,
Nele há o preconceito,
Mas nosso amor, resistirá.
- Cedric Constance
378
Cedric Constance
VOCÊ
Você não é o amor que foi.
Você é o amor que sempre será.
O veneno mais doce que provei,
A bebida mais forte que me embriaguei.
A mentira mais sincera que acreditei.
Você foi a saudade que eu gosto de sentir.
Você nunca foi fim,
Pois ainda vive dentro de mim.
Você foi o maior erro,
Que eu cometeria de novo sem pensar.
Você foi o amor mais lindo
Que eu poderia amar.
Você foi o abismo profundo,
Que eu me jogaria sem pensar.
Um amor que escolheu ser impossível,
Mas será sempre inesquecível.
- Cedric Constance
882
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