Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
allycia
Ombro amigo
Observei há poucos dias
que pessoas confiam em mim
Me dizem seus segredos
Seus medos
Seus sonhos e até mesmo
suas desilusões amorosas
Confiam tanto em mim
que sinto-me na obrigação
de lhes dar a mão
Os escuto com todo amor
que tenho em meu coração
Aconselho e asseguro
que tudo vai ficar bem
E eles se acalmam
como se eu estivesse
cem porcento certo disso
Eu sempre sou o melhor ombro amigo
Mas nunca tive um sequer
Meu medo de me abrir
e me expor
Faz que eu sinta esse amor em ajudar
Queria eu poder tirar a dor de todos
Mas muito mal suporto as minhas
Queria confiar em alguém
Como confiam em mim
Pra contar essas coisas
Dizer, tirar o peso das costas
Falar para alguém que eu soubesse
que seria o melhor ombro amigo
tão melhor quanto sou eu.
A.R Volta Redonda - RJ / 11/04/2019
que pessoas confiam em mim
Me dizem seus segredos
Seus medos
Seus sonhos e até mesmo
suas desilusões amorosas
Confiam tanto em mim
que sinto-me na obrigação
de lhes dar a mão
Os escuto com todo amor
que tenho em meu coração
Aconselho e asseguro
que tudo vai ficar bem
E eles se acalmam
como se eu estivesse
cem porcento certo disso
Eu sempre sou o melhor ombro amigo
Mas nunca tive um sequer
Meu medo de me abrir
e me expor
Faz que eu sinta esse amor em ajudar
Queria eu poder tirar a dor de todos
Mas muito mal suporto as minhas
Queria confiar em alguém
Como confiam em mim
Pra contar essas coisas
Dizer, tirar o peso das costas
Falar para alguém que eu soubesse
que seria o melhor ombro amigo
tão melhor quanto sou eu.
A.R Volta Redonda - RJ / 11/04/2019
1 330
Wanessa Plefka
Soneto de Ansiedade
Ser ansioso é não ter paciência
Meu mundo mental beira o caos
Na inquietação, vejo-me parte dessa demência
Pra quem tem a solitude como alento
A clausura do miserável à faz tormento
Ouça: Chamam- me ao todo!
Ser substancial é para poucos
Pois nesse habitat de ocos
Nao há o que se agregar
Haverá algo mais inútil nessa vida
Do que querer agradar?
Volta-se ao mundo interior
Por um momento de lucidez
Ou seria pela ânsia que causa
Tamanha desfaçatez?
Ser ansioso é não ter paciência
Para assistir calmamente
Essa morte em vida.
Wanessa Plefka
Meu mundo mental beira o caos
Na inquietação, vejo-me parte dessa demência
Pra quem tem a solitude como alento
A clausura do miserável à faz tormento
Ouça: Chamam- me ao todo!
Ser substancial é para poucos
Pois nesse habitat de ocos
Nao há o que se agregar
Haverá algo mais inútil nessa vida
Do que querer agradar?
Volta-se ao mundo interior
Por um momento de lucidez
Ou seria pela ânsia que causa
Tamanha desfaçatez?
Ser ansioso é não ter paciência
Para assistir calmamente
Essa morte em vida.
Wanessa Plefka
358
Sr_Pontes
E se a vida fosse uma canção?
E Se a vida fosse uma canção?
haveria muitas emoções, explicações e Paixões;
vivemos uma ventania que nos leva para diversos lugares
que transborda em Mares, que inspira tranquilidade, que envolve olhares,
uns que caminham sem rumo
uns que caminham com objetivos;
vivemos dando valor ao errado
vivemos desprezando as coisas simples; uns vivem livres
uns vivem presos
uns amam
uns sofrem;
Vivemos
a guerra Entre o Amor e a solidão,
entre Uns e Outros;
entre a ignorância e arrogância.
haveria muitas emoções, explicações e Paixões;
vivemos uma ventania que nos leva para diversos lugares
que transborda em Mares, que inspira tranquilidade, que envolve olhares,
uns que caminham sem rumo
uns que caminham com objetivos;
vivemos dando valor ao errado
vivemos desprezando as coisas simples; uns vivem livres
uns vivem presos
uns amam
uns sofrem;
Vivemos
a guerra Entre o Amor e a solidão,
entre Uns e Outros;
entre a ignorância e arrogância.
150
marcelobessa
Indiferença cósmica
Ninguém me deve absolutamente nada, libertador
Eu tenho direito ao meu objeto de desejo, conheci a dor
Nem meu pai, nem minha mãe, nem meus amigos são obrigados a me dar amor
Quando me tornei assim tão mimado?quando as fantasias entraram em mim?
Talvez seja fruto de algum ressentimento, mercenários usam como marketing
Eu olho pros que estão ao meu redor, companheiros do implacável tempo
Talvez morram em uma ilusão e a única coisa que me restará é o lamento
Eu não quero ser muito chato, por isso evito de falar de coisas importantes
A realidade é tão dura pra eles, preferiram as pedras falantes
Pessoas que eu amo, pessoas que eu respeito
Será que eles tem medo da dança de conceito?
A verdade parece estar longe de ser intuitiva em hoje em dia
Quase tudo é o oposto, talvez eu que esteja em uma fria
As vezes desconfio que a ignorância é a forma mais avançada do saber
Daqueles que perceberam que o questionar só leva a enlouquecer
Ou será que não? Que são apenas covardes?
Que não conseguem procurar as tais verdades?
Eu tenho direito ao meu objeto de desejo, conheci a dor
Nem meu pai, nem minha mãe, nem meus amigos são obrigados a me dar amor
Quando me tornei assim tão mimado?quando as fantasias entraram em mim?
Talvez seja fruto de algum ressentimento, mercenários usam como marketing
Eu olho pros que estão ao meu redor, companheiros do implacável tempo
Talvez morram em uma ilusão e a única coisa que me restará é o lamento
Eu não quero ser muito chato, por isso evito de falar de coisas importantes
A realidade é tão dura pra eles, preferiram as pedras falantes
Pessoas que eu amo, pessoas que eu respeito
Será que eles tem medo da dança de conceito?
A verdade parece estar longe de ser intuitiva em hoje em dia
Quase tudo é o oposto, talvez eu que esteja em uma fria
As vezes desconfio que a ignorância é a forma mais avançada do saber
Daqueles que perceberam que o questionar só leva a enlouquecer
Ou será que não? Que são apenas covardes?
Que não conseguem procurar as tais verdades?
253
fernanda_xerez
AMEI, AMO E AMAREI
Fica a certeza
de que amei, amo e amarei,
não tendo este sentimento
prazo de validade...
E este amor
é para toda uma eternidade
que se chama hoje...
Pouco importa,
[embora a saudade doa], se o meu
amado está perto ou longe,
(...) afinal
foi no meu coração que
amor floresceu,
___ é meu!
de que amei, amo e amarei,
não tendo este sentimento
prazo de validade...
E este amor
é para toda uma eternidade
que se chama hoje...
Pouco importa,
[embora a saudade doa], se o meu
amado está perto ou longe,
(...) afinal
foi no meu coração que
amor floresceu,
___ é meu!
150
marcos aurelio
É hora de viver
É hora de viver
Sobre o sol de meio dia
forte, quente escaldante
derretendo o chão
que meus pés, há! de pisar.
É hora de viver
as tardesmelancólica
os sorrisos, ,as alegrias
de momento,, as dores
descontentes.
.
É hora de viver
Os tempos envelhecedor
na meia noite no silêncio.
É hora de viver
As conquistas feitas
as perdas de um sonho
nunca realizado
É hora de viver
a saúde perfeita
as doenças fraquejante
a vida medida,
pelo tempo onde
tudo passá .
É hora de viver
Marcos Aurélio
Sobre o sol de meio dia
forte, quente escaldante
derretendo o chão
que meus pés, há! de pisar.
É hora de viver
as tardesmelancólica
os sorrisos, ,as alegrias
de momento,, as dores
descontentes.
.
É hora de viver
Os tempos envelhecedor
na meia noite no silêncio.
É hora de viver
As conquistas feitas
as perdas de um sonho
nunca realizado
É hora de viver
a saúde perfeita
as doenças fraquejante
a vida medida,
pelo tempo onde
tudo passá .
É hora de viver
Marcos Aurélio
582
fernanda_xerez
PONTE PARA TERABÍTIA
Como
pode tanto amor caber dentro
_____ do peito
[tão pueril, sem defeito],
se não tiver a quem pertencer,
vai morrer?...
Quem sabe
eu atravesse a Ponte para Terabítia?
_____ e lá viverei um amor
idealizado, puro, lúdico
e imaculado!...
Ou volto
para o deserto, [meu habitat], onde
descansarei num pequeno oásis,
por mais uma porção
de tempo!...
pode tanto amor caber dentro
_____ do peito
[tão pueril, sem defeito],
se não tiver a quem pertencer,
vai morrer?...
Quem sabe
eu atravesse a Ponte para Terabítia?
_____ e lá viverei um amor
idealizado, puro, lúdico
e imaculado!...
Ou volto
para o deserto, [meu habitat], onde
descansarei num pequeno oásis,
por mais uma porção
de tempo!...
239
Rinaldo Rodrigues
Saudade
Saudade é um bicho estranho
Sangra a noite
tem fome de dia
Se alimenta da dor da gente
escorre pelos olhos
Saudade é um bicho estranho
aparece do nada
tem cheiro de paixão malacabada
de historia mal resolvida
Maltrata, consome, é atrevida a danada.
Saudade é um bicho estranho que não mata... só doí
Rinaldo Rodrigues
808
Jorge Santos (namastibet)
Botto

Filho de Botto é homem,
Sente e sabe falar,
Assim todas as criaturas e o mar,
Liberdade é sonho
Em que o céu se despenha
No azul do mar e apenas ...
Apenas pra lá ficar, junto às
Causas que sonhei em espaços
Abertos, desperto ...
Espero-te um dia, pois breve
A vida toda será sonho,
Liberdade é quando...
Não apenas o Boto,
Caminha ao luar de verdade,
Mas em tod'o lugar do mundo,
Entre céu e mar.
Filho de Boto também é homem,
Sente e sabe falar ...ler-amar,
Filho de Botto é homem, com
Letra grande.
Jorge Santos 11/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
293
cindyguerson
Vulnerabilidade é arte
Vulnerabilidade é arte.
Que faz parte...
Do que você não quer mostrar.
É para alguns, defeito.
Para mim? Qualidade.
No dicionário, diz que é sinônimo de estar sujeito a ser atacado, de ser derrotado e estar frágil.
Estar vulnerável para muitos, é sinônimo de fraqueza.
É justamente aquele seu medo de demonstrar o que sente.
É ser e estar pó, e não querer aceitar.
Somos ensinados desde pequenos a colocar máscaras ao sair de casa
Quantas vezes minha mãe já olhou pra mim e disse: - você não faz isso na frente dos outros não né?
Para ela, alguns dos meus atos eram vergonhosos. Poderiam ser desrespeitosos e passar uma imagem fora do padrão que costumávamos ser.
Tudo bem, eu aprendi. Acho que todos nós não é mesmo?
Vivemos tentando nos encaixar em um padrão que muitas vezes não é o nosso.
As vezes, somos grandes demais para lugares pequenos
E nos sentimos pequenos demais para lugares grandes.
Tentamos nos encher de prazeres e tentar resumir a nossa vida em momentos que são bons para nós, que nos fazem esquecer de quem somos.
Sim, esquecer de quem somos.
Nem sempre é bom ser a gente. Tem dia que a gente acorda ruim, que nada da certo. Que os problemas machucam mais que espinhos na carne viva. E tá tudo bem. A tristeza faz tão parte da vida quanto a alegria.
Mas é importante saber que nossa vida não se resume aos momentos passageiros que nos fazem ser felizes, há algo a mais aí.
Tentamos afogar nossas raizes em águas rasas que sabemos que não irão nos levar a nenhum lugar, mas mesmo assim insistimos.
Temos medo de mostrar quem somos e sermos machucados. Temos receio de que as pessoas não possam suprir as nossas expectativas
E elas não vão.
Expectativas precisam ser supridas por nós mesmos. Se você quer receber, seja.
Aprendi isso na marra. Como tudo na vida.
As vezes me pergunto se o problema está em mim, que sinto demais e não vejo ninguém sentir
Acho que não...
Mas de fato, consigo ver nas pessoas coisas boas que talvez nem elas saibam.
E o problema tá aí, ninguém demonstra, ninguém fala, ninguém sabe.
Como eu já dizia, vulnerabilidade é arte.
É onde eu posso te ver.
E saber...
De onde você veio, e o que te trás aqui.
É onde você deixa seu medo de lado e me diz
O por que de estar assim
É arte, que faz parte da vida e eu quero que você mostre aqui.
É o seu jardim florido no preto e branco dos seus olhos e colorido pra mim
É onde eu vejo mais beleza em ti..
Até no escuro do seu coração
Na sombra que você esconde e pretende nunca contar pra ninguém o que sentiu.
É superação, demonstração, coração, rendição ... ação.
Ação. É questão de você querer. É fazer acontecer e se permitir ser...
Vulnerável.
Que faz parte...
Do que você não quer mostrar.
É para alguns, defeito.
Para mim? Qualidade.
No dicionário, diz que é sinônimo de estar sujeito a ser atacado, de ser derrotado e estar frágil.
Estar vulnerável para muitos, é sinônimo de fraqueza.
É justamente aquele seu medo de demonstrar o que sente.
É ser e estar pó, e não querer aceitar.
Somos ensinados desde pequenos a colocar máscaras ao sair de casa
Quantas vezes minha mãe já olhou pra mim e disse: - você não faz isso na frente dos outros não né?
Para ela, alguns dos meus atos eram vergonhosos. Poderiam ser desrespeitosos e passar uma imagem fora do padrão que costumávamos ser.
Tudo bem, eu aprendi. Acho que todos nós não é mesmo?
Vivemos tentando nos encaixar em um padrão que muitas vezes não é o nosso.
As vezes, somos grandes demais para lugares pequenos
E nos sentimos pequenos demais para lugares grandes.
Tentamos nos encher de prazeres e tentar resumir a nossa vida em momentos que são bons para nós, que nos fazem esquecer de quem somos.
Sim, esquecer de quem somos.
Nem sempre é bom ser a gente. Tem dia que a gente acorda ruim, que nada da certo. Que os problemas machucam mais que espinhos na carne viva. E tá tudo bem. A tristeza faz tão parte da vida quanto a alegria.
Mas é importante saber que nossa vida não se resume aos momentos passageiros que nos fazem ser felizes, há algo a mais aí.
Tentamos afogar nossas raizes em águas rasas que sabemos que não irão nos levar a nenhum lugar, mas mesmo assim insistimos.
Temos medo de mostrar quem somos e sermos machucados. Temos receio de que as pessoas não possam suprir as nossas expectativas
E elas não vão.
Expectativas precisam ser supridas por nós mesmos. Se você quer receber, seja.
Aprendi isso na marra. Como tudo na vida.
As vezes me pergunto se o problema está em mim, que sinto demais e não vejo ninguém sentir
Acho que não...
Mas de fato, consigo ver nas pessoas coisas boas que talvez nem elas saibam.
E o problema tá aí, ninguém demonstra, ninguém fala, ninguém sabe.
Como eu já dizia, vulnerabilidade é arte.
É onde eu posso te ver.
E saber...
De onde você veio, e o que te trás aqui.
É onde você deixa seu medo de lado e me diz
O por que de estar assim
É arte, que faz parte da vida e eu quero que você mostre aqui.
É o seu jardim florido no preto e branco dos seus olhos e colorido pra mim
É onde eu vejo mais beleza em ti..
Até no escuro do seu coração
Na sombra que você esconde e pretende nunca contar pra ninguém o que sentiu.
É superação, demonstração, coração, rendição ... ação.
Ação. É questão de você querer. É fazer acontecer e se permitir ser...
Vulnerável.
284
marcos aurelio
Crepúsculo
caminhos de pedras sob dores e prantos
Das realidades e anseios, dos morros e vilarejos.
predomindos, na miséria e uma pobrezas.
estilhaçado corações alojados no peito
de tando pedir e querer.
refugiados nas promessas, sempre esquecidas.
no passado, o futuro se compadece nos desesperoos.
Diante do espelho tentamos mudar, encontrar
outras imagens em nós mesmos.
Livrando a cara distribuindo migalhas
as revoltas nascem nas mentes e nos
enleios das pessoas, restando a esperança
de encontrar, atrás das escuras nuvens
numa obsessão, de ver brilha a luz no
crepúsculo.. Marcos Aurélio
Das realidades e anseios, dos morros e vilarejos.
predomindos, na miséria e uma pobrezas.
estilhaçado corações alojados no peito
de tando pedir e querer.
refugiados nas promessas, sempre esquecidas.
no passado, o futuro se compadece nos desesperoos.
Diante do espelho tentamos mudar, encontrar
outras imagens em nós mesmos.
Livrando a cara distribuindo migalhas
as revoltas nascem nas mentes e nos
enleios das pessoas, restando a esperança
de encontrar, atrás das escuras nuvens
numa obsessão, de ver brilha a luz no
crepúsculo.. Marcos Aurélio
586
Jorge Santos (namastibet)
Cuido que não sei,

Cuido que não sei,
Sendo quem sou, descrente,
É nulo dizer algo novo,
Que não ecoe repetido,
Inteligência não é confiança,
Profissão nem é fé,
Invólucro do meu ser,
Inferno o respirar sair.
Pensar, o meu modo
De dizer, não sei,
Sei que não, emérita é a vida,
Evoco o engano como
Preenchendo o tempo,
Não o altero, tanto o sonho,
Como o visto do lado
Tornado igual, eco é o acto de
Dormir em pé, como se despertasse
Com os sentidos de fora pra dentro,
Pra me dedicar aos que duvido
Ter lá dentro, incompreendedores
Natos, repetidores absurdos
Que suam ao cheirar a minha
Vaidade inútil, a minha fé
Vencida, cuido não sei e brinco
Ao processo de me "fazer-de"
Quem nunca fui, "Rei-do-Mundo",
Preencho o tempo de sofismas,
Reduzo o espírito à atitude, não à
Consciência, a menor representação
Visível, da minha íntima descrença
Grassa ...
Joel Matos 02/2019
http://joel-matos.blogspot.com
294
catarinajoao
Margarida de Alma Inquieta
Desconfio que tenha a alma estragada.
Fui levada a crer que o prazo de validade destas coisas seria maior.
70 anos talvez… 90 a correr bem.
Não encontro a data de expiração na embalagem,
mas 30 anos parece-me aquém.
Escrevi uma carta ao fornecedor a pedir reparação.
Ou quem sabe uma substituição completa,
e fica o problema resolvido.
Uma nova vinha a calhar…
Uma que nunca tivesse sofrido,
que ainda fosse capaz de amar.
É que esta, já a sinto desbotada, sem cor.
Creio até que já tenha ganho bolor.
Fungos nos lugares mais profundos,
onde nem a felicidade momentânea,
daquela instantânea, já pronta a usar,
lhe consiga de tocar.
Tornou-se nesta coisa obsoleta,
de vontade incompleta.
Nem faz, nem deixa fazer.
Nem sente, nem deixa sentir.
E eu é que me lixo.
Que, por ter uma alma defeituosa,
quase já não existo.
Vivo neste estado apático,
num ritmo sistemático.
Sol ou chuva, dia ou noite.
Tudo é indiferente,
dentro desta concha carente.
Tento acordar,
tento cantar ou chorar,
mas não consigo,
não passo dum dispositivo,
que sofre de asfixia
e tem a bateria a chegar ao fim.
Não há excessos, excepto o excesso de ataraxia.
E a única emoção que sinto,
é ter pena de mim.
Raios com a alma.
Às vezes ainda penso:
Será que ma roubaram?
Será que lhe vendi parte e não me lembro?
Vou lá em baixo ao submundo
àquele lugar moribundo,
ver se desvendo o mistério.
(Já que o meu criador
não me deu qualquer remédio)
Desejem-me sorte.
Fui levada a crer que o prazo de validade destas coisas seria maior.
70 anos talvez… 90 a correr bem.
Não encontro a data de expiração na embalagem,
mas 30 anos parece-me aquém.
Escrevi uma carta ao fornecedor a pedir reparação.
Ou quem sabe uma substituição completa,
e fica o problema resolvido.
Uma nova vinha a calhar…
Uma que nunca tivesse sofrido,
que ainda fosse capaz de amar.
É que esta, já a sinto desbotada, sem cor.
Creio até que já tenha ganho bolor.
Fungos nos lugares mais profundos,
onde nem a felicidade momentânea,
daquela instantânea, já pronta a usar,
lhe consiga de tocar.
Tornou-se nesta coisa obsoleta,
de vontade incompleta.
Nem faz, nem deixa fazer.
Nem sente, nem deixa sentir.
E eu é que me lixo.
Que, por ter uma alma defeituosa,
quase já não existo.
Vivo neste estado apático,
num ritmo sistemático.
Sol ou chuva, dia ou noite.
Tudo é indiferente,
dentro desta concha carente.
Tento acordar,
tento cantar ou chorar,
mas não consigo,
não passo dum dispositivo,
que sofre de asfixia
e tem a bateria a chegar ao fim.
Não há excessos, excepto o excesso de ataraxia.
E a única emoção que sinto,
é ter pena de mim.
Raios com a alma.
Às vezes ainda penso:
Será que ma roubaram?
Será que lhe vendi parte e não me lembro?
Vou lá em baixo ao submundo
àquele lugar moribundo,
ver se desvendo o mistério.
(Já que o meu criador
não me deu qualquer remédio)
Desejem-me sorte.
277
Carla F.
Ser poeta
Ser poeta é estar sempre alerta
Com a mente aberta
Quando o calor desperta
E quando o frio aperta
Ter a melhor companhia
A ponteira certa
Não perder nenhum momento
Nem a melhor altura
Para espelhar o sentimento
Que naquele momento
E porque apetece
Se liberta e quer sair
Ser maior e mais alto!
Ser poeta é viver
Intensamente
Saborear as palavras
Encontrá-las e reuni-las
Fazendo sentido
E sentindo-as todas
Escreve-las
A todas elas
Sendo feliz ou infeliz
Mas com emoção
Comoção
Devoção
E muita atenção
Feliz dia do poeta!
Por: Carla Fernandes em 21 março 2019
Com a mente aberta
Quando o calor desperta
E quando o frio aperta
Ter a melhor companhia
A ponteira certa
Não perder nenhum momento
Nem a melhor altura
Para espelhar o sentimento
Que naquele momento
E porque apetece
Se liberta e quer sair
Ser maior e mais alto!
Ser poeta é viver
Intensamente
Saborear as palavras
Encontrá-las e reuni-las
Fazendo sentido
E sentindo-as todas
Escreve-las
A todas elas
Sendo feliz ou infeliz
Mas com emoção
Comoção
Devoção
E muita atenção
Feliz dia do poeta!
Por: Carla Fernandes em 21 março 2019
410
Jorge Santos (namastibet)
Sei porque vejo,

The Cat (1984) – Raul Perez
Sei porque vejo,
-Luz mais bela
Aquela que não
Vejo …
Vejo quanto sei,
-Saber mais belo
Aquele que se
Nega à vista…
Seja eu onde irei,
Não indo serei
Caminho, porque ando,
Nem sei, nem sei,
Nem sei porque vejo,
Não vejo o que seja
Saber sequer, errei
Da ponta, à raiz do pelo,
Errei no cotovelo e na dor…
No artelho, erro
Porque vejo,
Não sabendo, explico
O estado de espírito,
Comparo a lago morto,
Nimbo, tédio, escuro vulto,
Fantasia de médium,
Sei porque vejo, argumento
Não decorativo, sou suspeito,
Palpo meu sonhos,
Nego a vista.
Joel Matos 02/2019
http://joel-matos.blogspot.com
349
Jorge Santos (namastibet)
Caminho, por não ter fé ...

Segundo o Endovélico, é privilégio da fé individual de cada ser, tomar um lugar sagrado como lugar religioso ou tornar um legado, religião instituída, depende da empatia pessoal e fiduciária do Xamã, mais que da energia dispensada por uma simples vela barométrica ou do binómio gozo/usufruto e não tanto do clima e da energia despendida e experimentada nesse nevrálgico e frágil ponto que pode ser ubíquo, omnipresente em qualquer parte ou domínio consciente, lugar onde nos predispomos a aceder o divino e onde não há razão para duvidar e para deixar de sentir omnipotente, o universo como peculiar ou particular em nós e exclusivamente.
Uma corrente humana não passa disso mesmo, de um mega-elo verbal e metafísico e a exposição ou predisposição pretensamente panteísta desse elo, podendo ser ortodoxo ou heterodoxo (embora tente convencer-me do contrário) pode ser balizado por argumentos não actuantes, distintos da função onde assentam os meus princípios e a missão humana que serve de orientação das minhas emoções funcionais vitais mais primárias e dominantes.
Essa subjacente emoção, traz consigo o que se pode considerar um selo empático, se o individuo puder explicar-se pelo pensamento e não por acções que redundam a realidade de um mal social maior, que define determinado paradigma, como amoral entre entes imorais, em que uma palavra define outra e outra, assim por diante, como um ser se define definitivamente e infinitamente como inferior ou superior, pela educação ou a irreparável falta dela, se aplicada irracionalmente, com todas as consequências.
Justifico-me plenamente pela religião, pelo que ela comporta mais que pela verdade evidente, reduzo-me até ao mínimo absurdo, mas primo pelo direito de conservação da minha racionalidade espiritual e conceitual, excluindo os outros, a partir de um certo ponto, apago-os da minha existência, da minha condição de residente nos elevados subúrbios, embora viva a simplicidade das flores no quintal que cultivo.
O que me distingue e á minha tese panteísta, é a função de esgaravatar buscando por almas humanas também elas na busca de outros desses eles, nos locais mais recônditos e isso implica abdicar de determinados conceitos estéticos, que vejo sendo abduzidos e reduzidos, a uma trama sem carácter, à qual não tenho outro remédio, senão disciplinarmente me afastar e conscientemente denunciar a coarctação de pensar -liberdade e o direito inalienável - de me conspurcar de todos os desmandos possíveis e imagináveis á luz da verdade, liberdade, excepção e bom gosto.
Sou contra quem me erguer defronte um muro, em nome da liberdade, senão contra mim que seja, e não procurar um eclectismo intelectual, talvez ilusório e teatral, revoltar-me contra mim até, se for o caso e sair deste marasmo em que me sinto tolhido e sem argumentos aumentativos, confinadamente assentes e com sentido, é este o primeiro passo para o meu progresso mental poético e argumentativo.
Sempre criei poesia de base zero, anuindo natureza a dois números primos, com a hipótese de, dentro do meu espírito, o colorido tinte uma polícroma dimensão, não digo geométrica, mas volumétrica que pode ser tocada por quem do-lado-de-fora também tenha uma designação não convencional, para as duas linhas separando os olhos, servirem de interlocutor lúcido ao queixo em baixo.
Sobra-me finalmente uma tristeza que é não ter eco de vozes incógnitas, ou quórum de querubins sem sexo, fazendo piruetas, mas porque havia de ter, sendo de única via a estrada que trilho e o tino igual à distãncia que me separa deles, externos a mim, salada em geral insone, insonsa e genericamente incomoda, que não gosto de ver nem sentir, tudo depende da minha marcada objectividade, mascarada de manufacturadas realidades, por não precisar de melhor e, deixar de escrever, não é deixar de escrever, já que o meu phatus, ou sentimento de imensa paixão não é feito de papel pardo ou faca, nem é jornal de forrar parede de caixote de lixo.
De facto não me merece respeito quem não me respeita, nem os meus sinais e até rejeita esta grainha rejeitada e a relatada redacção, é a básica matéria-prima que possuo, nesta cara fria por fora e por dentro limão, e é-me tão ou mais cara que o preço de um café, sorvido apressadamente ao balcão.
Falta-me qualquer argumento que qual, ainda não sei qual, mas dou-me por satisfeito e retiro-me com estas divagações redigidas à pressa, para que a vossa desatenção ou a atenção parcial não desbote, já que sobriedade não tenho, nem peço aos periféricos deuses por tal, pois perfeito é desumano e eu não desconsidero a aproximação ao sublime.
Adoramos o que não podemos ter, e eu ouço a respiração da natureza como um Endovélico Dom, ou um efeito alterado da percepção imaginaria, não como uma vantagem de quem mora um andar mais alto e elevado, mais que a maioria dos inquilinos desta cidade mal parida, mas que deixou de ser refúgio sacro para mim.
Os pensamentos surgem-me nas mesquitas, às esquinas, nos cotovelos presentes em mesas, cadeiras e chávenas de café quente e quando menos reparam em mim, em nós outros, passageiros das passadeiras brancas e pretas, olhando no fixo do olhar vazio dos nossos semelhantes, de quem nem vê quem lá anda, quem lá passa de manso.
Sinto uma inveja profunda da realidade e de imensas coisas que tornam monótona a contemplação do mundo exterior a mim, como uma paixão visual, manifesto-me pela escrita argumentativa e na poesia não decorativa, o que diminui ainda mais o efeito ilusório da realidade, sensação congénita em mim.
As coisas que procuro, não estão em relação a mim, quanto eu em ligação a elas; encolho os ombros e caminho devagar, por não ter cura para este mal-entendido com a realidade e retiro-me com o pressentimento de não voltar eu próprio, por via de me ter tornado outro mais puro e poroso, por fim magnânimo, ao ponto de nada ser igual ao que era, quando volto a cabeça e olho para trás, sobre o ombro...
Jorge Santos, aliás Joel Matos
8 Abril 2019
303
Jorge Santos (namastibet)
Inté'que poema se chame de Eu ...

Inté’que o poema me chame-seu,
Me chame plo meu nome cão,
Me chame por ele ou não, mas
Não me chame poeta antes de
Me chamar eu-ele … não me
Chame de gente, porque real
Não sou, não vivo espaç’entre,
O espaço eu sou, não vivo no
Tempo como outra gente, o
Tempo é meu, mesmo não
Sabendo quanto tempo tenho
Pla frente, pra continuar ser eu,
Até que poema me chame eu,
A não ser me chame eu nada,
Coisa alguma, “niente” vento
Sem destino, “nem-sei-quem”,
Ou “o-não-sei-das-quantas”,
O meu nome é coisa nenhuma,
Cão-com-pulgas, sarnoso, sarnento
Vitupério sem valor de confiança,
Inté’que o poema me chame “de-seu” …
Joel matos 01/2019
http://joel-matos.blogspot.com
314
Yulle
Amor é isso
Amor não é sobre carência, não é ter quem o/a leve para sair, que dê presentes, que ocupe os espaços vazios na cama, no sofá, no banho, não é sobre ter quem beijar ou quem suprir as necessidades do corpo. Amor é na verdade sobre complementar, é levar ao outro carinho, mas entendendo que é ele por si só é inteiro e completo, é sobre aceitar as qualidades e também os defeitos, é fazer companhia, ter cuidado e zelo, é suprir as necessidades da alma com compreensão, respeito e honestidade, amor é aquilo que não é palpável ou visível aos olhos, mas que toca o coração.
Yulle Santtos
Yulle Santtos
228
Jorge Santos (namastibet)
Pax pristina

Deus é de lata e nata e o homem doença incurável, ser que mata por matar e se mata, eu acredito no silencio do mato e no amor quando posso, pois que, na posse não há amor, nem silencio, impor é pro amor como o azeite para a água ou o vinho na comunhão das almas puras, falso e vicioso o som que faz no altar ao levantar o cálice um frade sacristão, se o vaso é apenas vaso e a água apenas água e fraude.
Cresce mais alto em mim o que digo, do que o que penso, o coração faz peso para um lado, maldigo-me embora procure o equilíbrio, desabafo e desabo na sátira de mim próprio, será na poesia o caminho errado e as minhas palavras abrasem sem queimar, sem nada impor, o que não foi por mim dito em voz alta não terá contradição, nem eu sou de jesuíta servo, nem ajuízo as minhas sensações, embora veja nítido, oculto por vezes o som do que penso, não passo de uma especulação ao vivo, sem fundo, brilho ou realidade e a propósito de nada, faço da minha vida o que a ciência ainda não provou possível, deduzo nos tolos sorrisos as silabas que cobrirão mil dos meus "hocus-pocus" livros, é tão difícil explicar a um demónio a dor da chama viva e o que pensa e sente um santo em forma de diva e mula dos infernos ou um "Semper fidelis" crente perante a morte eminente na pira do Santo Ofício e a orgia de sentimentos que o poeta sente quando escreve e sabe que se está condenando em vida ao purgatório, pelo que diz sem que importe, ele escreve com a expressão no rosto do demónio que tem dentro e que doi numa dor de noite permanente, do desterro de ser gente, tão difícil de explicar por números, muito embora as opiniões nunca fizessem florir uma amendoeira mas na minha cabeça, o centro fica em flor como que por encanto quando penso. Da dor, opinião não tenho, nem tento dar opinião,nem tento, acredito no silencio e no amor quando posso, pois que na posse não há amor nem silencio, impor é pro amor como o azeite para a água ou o vinho na comunhão das almas impuras, falso e vicioso o som que faz um padre se o vaso é apenas vaso e a água apenas água. Sorrio por outros motivos além de não gostar de estar sério, não ter inimigos nem senhorios nem presídios, mesmo que esotéricos e imaginados por espíritas malignos dos infernos, a alegoria não é um sentimento, sonhar não é uma anátema nem uma oferenda, é sonhador quem sonha por si, não por ver sonhar outro, com a alegria passa-se o mesmo, é como no luto, no opróbrio, no desalento e em mim próprio embora cresça quando dito ao sonho, o ingrediente fatal que deveria conter o que não foi dito mas pensado, a eternidade é falsa, Deus é de lata, implorar um vício, fraude quem idolatra os mortos ...
JS/JM
311
danieldocas
O humano
Sorrateiramente eu ouvia os sussurros
Eram palavras que pareciam grandes murros
Para muitos não é nada, mas tudo para poucos.
Essa dor deveria ser universal, deveria ser algo que todos entendem.
Só que o mundo me mostra que nem todos conseguem ver e nem todos sentem.
Vai falar de um mundo melhor de coisas mais belas para esses poucos, mas eles mentem.
E esses poucos vão ouvindo os sussurros que não se calam em vida, somente em sua morte.
Destruir o outro e a si mesmo vem como um processo para se salvar, não é um corte.
Acreditem em mim, essas pessoas que destroem o mundo tem um pouco de sorte.
Seu desespero é brando, seu medo oculto e sua carência gradativa.
Só que existe esses outros que destruir não é justificativa.
Em meio a tanta solidão para não destruir a dor cativa.
Só que em meio a tantas mentiras
Perceberá que esta nas ruínas
E esse é o fim destas vidas
--Danilu Ducasar
352
Jorge Santos (namastibet)
Despido de tudo quanto sou...

Andei distraído procurando o que não via
Nem vejo, visto que sou pequeno,
Viro o rosto pra de onde venho
E não pra onde fui posto,
Vejo nas estrelas o rosto,
Não da morte mas do oposto, da vida
Pra'lém do percurso que fui, fiz nesta Terra
Outrora bela, soberba ...
Outrora viva,
Andei por aí buscando o repouso,
Não via nem vejo, a fonte do limo,
O álamo esguio,
O negrume do teixo, da terra preta o apelo,
Das folhas mortas,
Abdiquei de ser rei,
Pra ser jardineiro "por conta própria",
Sem reino nem terreno pra arar,
Podei as rosas dos quintais dos outros
E observei pardais nos ninhos,
Nas sombras os olivais dir-se-iam deuses mortais,
Não contei quantos, mas muitos, muitos.
Há muito que desejo desertar,
Mas as pernas na beira da estrada,
Estão sempre fora de mim e o meu coração ... lento,
Lento não dá pra fugir por aí de rastos
Admito não ter dormido todo o tempo do mundo,
Mas mesmo assim penso como se fosse madrugada
E domingo, cada vez que me levanto
Sem vida e me mudo pro outro lado da cama,
Na mesma fronha que uso desde que vim ao mundo,
Sinto um ritual de vencedor num corpo derrotado,
O que muda são apenas os sonhos que persegui
Sem sucesso ao longo do tempo
E ainda sonho sonhos que não sigo,
Acatei a derrota,
Sinto um ritual de vencedor nas asas
E nas pernas o símbolo das coisas
Que me pegam ao chão terreno,
"Rocket-man", visto que
O meu território é de ar,
Balouço-me na fronteira do tudo e do nada,
Qualquer um desses reinos me conforma,
A memória passa sem se ver, sem se dar
Sonhar é não estar presente em nenhum Destes países
Pra sempre,
Duvidar é dar liberdade ao voo ...
O plano é adormecer descrente,
Desnudo de tudo o que sei,
Despido de tudo quanto sou.
Jorge Santos 11/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
356
Jorge Santos (namastibet)
O poema d'hoje não é diferente ...

O poema d'hoje não é diferente,
O poema de hoje,
Lembra-me uma nova canção
Da rádio, que tod'agente canta,
Mas acabará por esquecer,
É a mesma que eu esqueci já,
O poema de hoje é,
Como qualquer dia mau,
Em que não me topo, nem me conforto,
Como um qualquer Deus grego,
Dos "vesgos" que vive
Perguntando se o caminho
É a direito e plano ou suave e de que tamanho,
Oval quanto um coração ou em losango,
O poema de hoje, traz ao léu
O escurecer, o céu triste, azul/breu
Eterno, eternos Zaratustra, Kusturica,
Acabarão por esquecer, no entanto
O poema d'hoje é acerca da esperança
Que dentro de mim cultivo e celebro,
Afastando os mitos de monstros
Funcionais por castigo, sem bondade
Nem justiça, essa é a canção que lembra
Outra tão antiga, quanto a retórica
Que matou na liça tanta gente,
Tanto o crente, quanta crença ...
O poema de hoje não é diferente.
Jorge Santos 11/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com
297
natalia nuno
GOTAS DE ORVALHO
Gotas de orvalho pousam na folhagem
Despontam os primeiros rebentos
Vem à memória a imagem
Da primavera doutros tempos.
A primavera da minha infância
essa que nunca esqueci
nem sei se de lá parti.
O céu azul, o rio corria
O cheiro da terra, o cheiro do pão
Os pássaros cantando terna melodia
E eu ali, raio de sol no meu chão.
Rouba-me o sono esta lembrança
Chega a doer esta visão
De me sentir vivamente criança
De arco na mão
Ali na minha terra quente
Onde aprendi a ser gente.
A sombra sobre mim cai...
E a vida já se esvai...
natalia nuno
rosafogo
169
maurosouza
TAL COMO PORTA
Dias atormentados
Braços combalidos
Os pés agrilhoados
Axiomas indecisos
De repente a porta
Uno o sem ao nada
Vazio que importa
Como porta calada
A astúcia mundana
Diz: “surda e muda”
Porta de choupana
Frágil, mas sisuda.
Algo tenho a dizer
Ninguém pra ouvir
Porta sem querer,
Sangrar, ou sentir.
mauro
Braços combalidos
Os pés agrilhoados
Axiomas indecisos
De repente a porta
Uno o sem ao nada
Vazio que importa
Como porta calada
A astúcia mundana
Diz: “surda e muda”
Porta de choupana
Frágil, mas sisuda.
Algo tenho a dizer
Ninguém pra ouvir
Porta sem querer,
Sangrar, ou sentir.
mauro
288
Português
English
Español