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rafaelgon

rafaelgon

Você

Passou-se um dia, 24 horas 
Meu corpo precisa de carícia 
Dependente desse beijo que ronda minha cabeça de madrugada
Corpos ligados, como azulejos grudados com concreto
Dependo disso 
Olhos alegres e animados moldaram essas 
48 horas
Um dia sem ver, abstinência 
Dois? loucura 
Até esqueço minha essência 
É visível meu reflexo na frente do espelho 
Sem abraço, fico na marquise
Você retorna, e em volta do meu pescoço,
Sinto o sufoco mais confortante do mundo
Nem apertado, nem afrouxado
Um sufoco adorável e atípico
Só ali, naquele momento o tenho
Desde então também dependo disso
Dependo disso, dependo daquilo, dependo demais 
Do que eu dependo? 
Eis a resposta no nome 

-Rafael Gonçalo
461
rfurini

rfurini

DESCANSO!!

Deixa eu descansar as dores do dia, no teu abraço,
Onde encontro o silêncio que preciso, para todos 
Os meus recomeços,
Deixa eu descansar no teu abraço,
Onde a segurança, não é uma palavra, mas um estado do espírito,
Deixa eu descansar no teu abraço, para que eu possa te contar como foi meu dia,
E você me contar o seu, e então, descansaremos juntos,
E nos fortalecemos para novas jornadas,
Deixa eu descansar em teu abraço,
Deixa eu sentir teu cheiro, me recostar em teu peito,
Encontrar o teu sossego, e no bater do seu coração,
Ter então a certeza,... - Estou segura,
Estou em paz...Estou em casa!!

rfurini
abri/2020
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

SORRIA!


Deixe brotar o sorriso, que vem lá do coração.
Como se fosse lava, que brota em um vulcão.
Crie em sua vida essa história, construa esse monumento,
Deixe entreabrir os seus lábios, eternize esse momento.

As vicissitudes da vida, não podem olvidar a alegria,
Encha o peito de euforia, sufoque todo amargor.
O mal vai passar e a vida, será uma festa sem fim,
Enquanto eu sorrir pra você e você, sorrir para mim.

Ainda há tanta esperança... Veja: O amor ainda existe!
Ponha um sorriso em seu rosto, não o deixe assim tão triste.
Acredite que a vida, tenha um significado...
Pense em coisas alegres, deixe a tristeza de lado!

Levante a sua cabeça! Vá em frente, não reclame!
Pense a todo instante, em tudo que você ame.
O sol vai nascer e outro dia, vai despontar na manhã,
E sob o azul deste céu, nos veremos no amanhã...
404
Thaís Fontenele

Thaís Fontenele

Não és viajante do mundo

Não és desbravador quem nunca se aventurou
no ventre de uma mulher,
não és viajante quem nunca sentiu sede, fome e medo,
aos olhos de uma mulher,
não és navegador tu, que se afogou,
nas marés estimulantes das mentiras femininas. 
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ngm_liga

ngm_liga

Propósitos

Alinho cuidadosamente palavras 
Só para soprá-las por aí
Jamais a perder o sentido 
Que é o de encontrar a ti
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Márcio Barbosa

Márcio Barbosa

GRITO

Lute pelo que você acredita
Pelo o que a sua alma grita
Somente o poder da verdade
Trará para si a real liberdade.

Márcio Barbosa
93
Rerismar Lucena

Rerismar Lucena

Amar é...

‘Escrito na cidade de Souza – PB, em algum período do ano de 1988.
Poema de: Rerismar Lucena de Morais’
 
 
Amar é,
Ter-te em meu pensamento
Vagar com o vento
A busca de ti.
 
Procurar tesouros
Neste mundo errante
Para sua amante,
Em ouro a cobrir.
 
Vagar, só por vagar
Em sua ressequida paixão...
E ser sempre assim,
Nunca desejar o fim.
 
                                     Rerismar Lucena
620
Frederico de Castro

Frederico de Castro

Vestígios do silêncio



Emaranhada nas teias do silêncio a solidão
Deixa escoar um gomo de luz tão afável
Mascara a manhã com um volúvel eco imutável

Paira no tempo um silêncio carente e versátil
Pesa quase uma tonelada esta solidão além asilada
Emoldura cada lágrima caprichosamente dissimulada

Derramada sobre um espesso silêncio a solidão
Jaz esmagada, inútil e definitivamente embriagada
Pudesse eu preencher todas a lacunas da tristeza fustigada

Frederico de Castro
265
Rerismar Lucena

Rerismar Lucena

Teus olhos

‘Escrito na cidade de Uiraúna – PB, em 28 de julho de 1988,
às 11hs30’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
 
Teus olhos têm a incandescência do sol
O brilho do farol
A beleza do luar.
 
               São refletores fluorescentes
               Que tão docemente
               Nos convidam para amar.
 
São sonhos e fantasias
Tão belos que nos traziam
Os mistérios profundos do mar.
 
               E como louco os seus amantes
               A procura de diamantes
               Para teus olhos ofertar.
 
Viviam nessa magia
Com toda nostalgia,
Queriam o mundo te contemplar.
 
               E viviam a vida assim
               Eternos amantes de ti
               Querendo teus olhos ganhar.

                                Rerismar Lucena
 
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poetamateussantana

poetamateussantana

elemento que guia

Não sou fogo
para você me apagar
e do nada voltar
e me acender
estou tão magoado
por dentro quanto você.
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sebastiao_xirimbimbi

sebastiao_xirimbimbi

Querida mãe

Tu estás sempre por perto até mesmo quando estás distante
Tu és uma rainha, mesmo não usando coroas de ouro nem de diamante


Meu objectivo é por um sorriso no teu rosto
Sim, fazer-te feliz é suposto


Tu mereces todo meu amor, carinho e atenção
Não tenho ouro nem prata, mas te dou o meu coração


O que fizeste e tens feito por mim, nenhuma outra mulher faria
Estás aqui pra mim, na tristeza e na alegria
Na saúde e na doença, de noite e de dia


Se eu não fosse teu filho de mais ninguém seria
Se tu não me amasses, mais ninguém me amaria
Tu és mais do que uma mãe, és professora e amiga


Hoje me carregas no coração e na mente 
Ontem me carregaste cuidadosamente no teu ventre 


Deste-me vida, ensinaste-me a andar, comer e falar
Ensinaste-me a transmitir confiança e a saber confiar
Sei que contigo posso sempre contar


Quero encher o teu coração de orgulho
Carregar os teus ensinamentos em cada mergulho


Tu és linda e rara como a palanca
E eu gosto da tua forma negra de seres “Branca”


És a minha mãe querida
A mulher que eu tanto amo, a mulher da minha vida.


Por: Sebastião Xirimbimbi
586
Thaís Fontenele

Thaís Fontenele

Pulsos

Sinto um rio correndo na veia,
não há como mergulha-lo,
só há como senti-lo,
no meu pulso, há correntes fortes e leves,
como corrente de rio.
349
Luciana Souza

Luciana Souza

Alimento


Para servir alguém especial,
Doce ou salgado,
Quente ou gelado,
Não importa, afinal,

Se há carinho e afeto,
É só dar de bandeja,
Fazer feliz a quem se preza
Com toda a certeza.

Se amar é doce,
Amar docemente é
A melhor sobremesa,
Substância além da mesa.

É o que é do homem,
É sua essência,
É aquilo que o eleva
A sua própria grandeza.
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natalia nuno

natalia nuno

a ti mãe...

Como é possível tudo ter passado?!
Não sei nada dessa viagem que fizeste sem querer
Lá nesse céu palidamente iluminado.
Revoltei-me com a dureza da partida
Que mais podia fazer?
Se eras minha mãe querida.

Cedo ao desejo constante de ao teu colo voltar
Não havendo nada que eu mais quisesse agora
Sensação única, autêntica que vou guardar
Assim comno a manhã serena em que foste embora.

Ontem lembrei o teu xaile negro
Aquele onde me protegias do frio e do vento
Onde convivíamos ambas em segredo
Enquanto teu olhar me envolvia sem cansaço nem
lamento.

A saudade às vezes me traz uma dor maior
Mas não quero o passado fechado
Quero lembrar-te com todo o meu amor
Sonhando sempre ter-te a meu lado.
A lembrança te leva ao meu eu mais profundo
E é lá que te vejo, minha mãe

A melhor mãe do mundo
E é lá que te vejo.

natalia nuno
213
Thaís Fontenele

Thaís Fontenele

O eco da saudade

A saudade ocupa essa vaga no peito, 
um buraco que queima pouco a pouco,
esse espaço preenchido pela saudade, 
é matéria de poesia. 

A saudade faz-me sentir o eco, 
tapeia-me o peito, amarga o doce, 
segura meu coração e aperta, 
espera ele sangrar e lentamente para. 

Essa dor faz quarar a alma, 
- me aplumo ao senti-la -
me comove, me aperta e me custa noites. 

Essa dor que me atrofia o coração, 
é delicada, como linha de algodão, 
essa saudade repousa e me faz vagar em outros corações.  
 
405
Cris Campos

Cris Campos

há de ser...


há de ser profundamente acolhido o riso
imerso outrora no abandono

há de ser que o tempo líquido
escorrido sobre fissuras
repare as desordens inscritas
a ferro e fogo na malha da realidade

tão intenso quanto inexplicável será
o sol que nasce e não aquece
o lugar das coisas que não mais existem 

tão bonito quanto triste será
o voo alçado no espelho
o bolso pesado de dores.
962
ania_lepp

ania_lepp

Pudesse eu...(soneto)


Ah, pudesse eu separar-me de mim,
sair  bem de mansinho corpo afora,
pisando leve, flutuando ir embora
como plumas ao vento, livre assim...

Liberta de tudo, sorrindo enfim,
dançando na chuva a qualquer hora,
sem compromissos, de mim senhora,
cantarolando, feliz pelos jardins...

Ah, pudesse eu esquecer o cansaço,
o tormento de viver por viver,
empurrando os dias mesmo sem poder...

Pudesse eu soltar esses elos de aço
num repente, todos grilhões romper
e a centelha dos sonhos reacender...
(ania)
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Daniel Faria, excerto “Do que era certo”




Excerto “Do que era certo”

I

Nesta adiantada etapa ou quartel da minha vida, não deveria acreditar já, nem “por’í-além” em coincidências, mas por lado contrário ainda aumentam e em muito, as minhas expectativas mundanas acerca dos acontecimentos que não conseguia nem consigo, plácida e pacificamente explicar, o método e o conteúdo exótico dos mesmos.
O dia terminava quente e na ligeira aragem fresca que se fazia sentir no rosto e na pele dos ombros nus, um remédio que cura e que ao mesmo tempo me saudava os sentidos como numa saudação cósmica benigna e universal, tal o poder que sentia em mim vindo e direccionado da natureza, um auspicioso bem estar oriundo e inscrito no espaço envolvente e sentido em uníssono com a mente e o corpo. A caminho da serra sentia-se cheiro a pinheiro bravo e aquele perfume a flores silvestres contagiante e inseparável da pele, de uma fragância libertadora, como uma bênção extraída da natureza comunicando aos poros o aval, a permissão de viver que todos os dias necessitava tal como um afrodisíaco, para voltar a dar vida à vida e poder eu continuar correndo e andando pelos trilhos da montanha aberta.
Como é próprio da minha delicada e dedicada imaginação construo apocalipses e maremotos em chávenas de café mais ou menos morno, a falta de explicação de certos fenómenos iliba-me de os comprovar (excepto no generoso aroma do café) e não contesto, jamais contesto o meu voluntarioso espírito acerca da veracidade crua e volátil dos factos, trato de os preservar como num cadinho para, no futuro (digo sempre “no futuro”) os desencantar num outro universo paralelo em que façam mais sentido e encaixem magicamente, como se fossem peças de um grande puzzle.
Daniel Faria era para mim um nome mágico, pertencia a um jovem e raro poeta, monge noviço, falecido pouco tempo antes e de uma forma misteriosa, para não dizer suspeitosa e pouco esclarecida, no claustro de um convento escondido ao norte do país, Singeverg, em S. Martinho de Cucujães, uma ancestral e secreta congregação Beneditina, este sempre me tinha fascinado e não só pela escrita poética, mas não imaginava eu que, nas minha deambulações reais e com os pés e cóccix bem assentes sobre as pernas cruzadas, num chão de terra batida, o seu nome fosse pronunciado de uma forma tão real, esclarecida e clara embora com voz rouca de um sem abrigo ou eremita com que me fui acostumando a conviver na serra, ao longo de dias e meses de conversas interessantes e inteligentes acerca do tudo e do nada das coisas da vida e naturalmente da morte.
Não resisti, dificilmente resisto a partilhar perante todos e o mundo, além das minhas fontes, (verdadeiras ou falsas) o inicio e o móbil dos meus romances, tal como desta vez. Daniel Faria morreu auspiciosamente no dia do meu aniversário, o trigésimo terceiro, a pretensa idade de Cristo ao morrer e daí talvez, eu sentir uma atração compulsiva, assim por exemplo como pelo irmão Jorge S. de Fernando Pessoa, ou por Ernest Hemingway que se suicidou no mesmo dia e aparentemente à mesma hora (tratei de averiguar) em que dei o primeiro berro, a minha primeira madrugada a quatro, cinco ou talvez a dez dimensões, o Big-Bang.
Mas continuando, acerca de Daniel Faria e das revelações que dia a dia me iam sendo anunciadas por D. Bernardo de Roriz, de quem somente e ao fim de meses de restrita relação de humildade de confessionário e comunhão chegaria a saber o nome e o cargo do cónego principal do convento onde faleceu o poeta aos 27 anos de idade, segundo o qual “o olhar dos anjos tanto perturbava”.
Decidi naquele dia em que o conhecera, fazer um trajecto menos comum na montanha e percorrer esse antigo caminho que se desviava pela esquerda do principal e ficado sempre e sempre por realizar, desolado e muito abandonado, tapado por erva abundante e alta, embora tivesse já servido de via de comunicação entre algumas capelas solitárias e semi desmoronadas era um mundo mítico e aparte, coberto das memorias no musgo e dos fetos da altura de um homem, um mundo organicamente puro, sub-humano e deslocado, de tranquilidade inominável, aparentemente fora desta dimensão.

II

Numa sinceridade quase catedrática e omnisciente em que a proporcionalidade de estímulo da minha parte não excedia a determinação daquela vontade benigna e franciscana em revelar conjuras e conspirações diletantes, minhas pupilas aumentavam e diminuíam, na medida que sentia presente o som das passadas pelos claustros da basílica e as orações dos padres, estranhamente repercutidas nos arcos das ogivas centenárias. Austero nas palavras mas impetuoso, o frade congregava a minha atenção como se fosse uma novela em várias temporadas e todo o tempo do mundo fosse pouco para que terminasse o enredo, nem eu o desejava. Não faltava ao encontro, sempre e religiosamente à mesma hora, levava-lhe um pão, vinho e alguns alimentos que ele colocava de lado e num cerimonial, dir-se-ia japónico, transladava da memoria um Daniel com detalhes vividos em contornos de vitral, como só eclesiásticos sabem transmitir.
Em primeiro lugar confessou-me o facto de Daniel não ter morrido acidentalmente e não poder levar esse segredo com ele até à sepultura, visto ser a única testemunha dum homicídio perpetuado hediondamente por membros da mesma congregação religiosa e monástica que dirigira abnegadamente durante décadas.

(continuará)
327
CORASSIS

CORASSIS

Convergência

                                                  





Ponto de convergência


 

O amor, doravante será um ponto de convergência

Aliado a atmosfera benevolente para apenas amar.

Quem se comportar de forma diferente terá que se amoldar,

A benevolência que o próprio Deus supremo mandou praticar.

Felizes os convidados que praticam o amor!

 

 
285
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Porto da solidão.


E me senti tão sozinho, como uma embarcação,
Que lançou suas amarras, no porto da solidão.
Águas que não fazem ondas, rios que não correm pro mar,
Dias que não trazem desejos, dores que não se pode dar.

E me senti só, neste mundo! Olhando para o universo!
Todos caminham em frente, eu ando no sentido inverso...
Algo tenho a buscar... Sonhos que ficaram para trás!
Tempos que restaram perdidos, e que não voltam jamais...

Às vezes a vida diz não e maltrata a ilusão,
Ferindo de morte o amor, que se tem no coração.
A insídia é uma espada afiada, que corta bem fundo no peito,
Que crava em nossa alma e viver depois, não tem jeito...

As flores da estrada murcham, e dobram suas hastes ao chão,
As horas passam sombrias, os dias, sem emoção.
O amor é um passarinho e assim precisa voar,
Precisa cortar os céus, precisa sentir-se no ar.

Precisa da brisa no corpo, precisa o calor do dia,
Precisa da liberdade, precisa da alegria.
Não pode ser prisioneiro e nem suas asas cortar,
Não pode se sentir mudo, precisa sempre cantar...

 

 

 

 

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devoto

devoto

DESTINO

Estou sentindo de verdade
Dor,desgraça
Um sentimento que ultrapassa 
Vejo um povo chorando
Será pela fome?
Pelo desamor?
Ou pelas mãos não estendidas?
Aqueles que já se foram
Diziam que o sofrimento 
Que nos mortifica
É o de viver de tristeza.
E muitos morreram
Sem um sonho alcançar
Talvez
Não foram concedidos caminhos.
Ó senhor 
Quel será nosso destino?
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laertgoulart

laertgoulart

Em Confissão.

Em confissão,
me confessas 
a tua versão...
Uma versão 
repleta de emoção !
Proferes 
palavra-por-palavra,
descreve em detalhes
cada situação,
cada coisa 
com a sua indicação...
Confiaste em mim !
Serei como um sacerdote,
que escuta 
mas não guarda,
porque palavras
ditas em confissão
devem ser perdidas 
após o perdão...
A melhor forma 
de guardar um segredo 
é esquecer !
Ouvir,
como quem presta atenção,
mas não escutar 
o que não poderá dizer !
Apenas apagar cada palavra 
que irá ressoar
pelos calabouços penitentes…
Depois de alguns instantes,
já nem me lembro 
o que tinha que esquecer...
Nem diante da inquisição 
confesso 
o que me confessastes
em confissão !

Petropolis 31/03/2020 
416
devoto

devoto

TRAJETÓRIA

Minha vida 
Todas as vidas 
Uma trajetória de amor 
Se a vida 
É sonho ou não ?
Eu não quero acodar 
E que nesta trajetória 
Ó meu Deus
Eu possa sempre amar.
1 236
yuri petrilli

yuri petrilli

as nossas canções

não.
as nossas canções não tocam
nos bares
nem nas ruas
nem nas festas
nem nos carnavais.

e entanto
nas ruas
nos carnavais
nos bares
e nas festas
as nossas canções tocam em mim.

e eu nunca estou 
nos carnavais
nem nas festas
nem nas ruas
nem nos bares.
não.

estou sempre nos lugares imateriais
aos quais me remetem
as nossas canções.
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