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Thaís Fontenele

Thaís Fontenele

Corpos breves

Tu se esquecerás de hoje
assim como se esquecerá dos olhos que tanto te amam
nesta efemeridade de sentir pouco.
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

INSANIDADE LEVIANA

Salientar o seu fascínio em um nuance minucioso,
É a necessidade que eu tenho, de expressar-lhe um aspecto sensitivo de emoções
Que eu meramente obtive quando trocávamos diálogos intensos.
Já que a sua fisionomia misteriosa e calculista fez-me despertar,
Certos tipos de curiosidades finitas

Pois tudo isso poderia ser somente uma porta de entrada ao seu coração imenso,
O qual transporta o seu amor fidedigno.

Dentro de características únicas e singulares,
Que deixa os meus dilemas estritamente cativados;
No qual as suas curvas e adeptos exteriores,
Transcreveram a percualiaridade do que ela tem a oferecer

Dentre todas as suas qualidades ocultas,
Que não são demonstradas de modo primordial.


Sendo sistematicamente diluída junto à camadas
Transformando os seus atos,
Numa definição fatídica que já se encontrava em pauta.

Através da intenção de gerar conexões únicas entre os nossos lábios,
Adequando-se apenas a uma diversão aparente do seu convívio habitual.

Talvez, a sua experiência notória como dona de si
Torna-lhe um elemento fugaz e derradeiro.

Atribuindo as suas feições, 
A fim de suprir as suas necessidades devassas

Levando os seus pretendentes a uma aparência de inferioridade.
Onde ela controla os instintos mais vorazes de seus enamorados
Domando-os numa sujeição leviana.

Creio eu, que estou sendo condicionado a essa perspicácia em forma de dama
Entretanto, condiciono-me a aproveitar estes momentos de perversidade exclusiva
Tendo a sua versão característica
Revelando-me, uma condição obtida 
Pelo olhar cirúrgico de seu rosto inexpressivo e misterioso.


Mantendo o calor do seu corpo ao meu,
Do qual os nossos beijos se tornam o fetiche mais convicto,
Atrelado a esse prazer ardente.

Sendo que omitimos os trejeitos conceituais que nos formam,
Como um complexo bastante desconexo de se resolver.

Que é unicamente solucionado,
Quando os nossos corpos entram num êxtase perfeito
De lascívia e paixão incontrolável.


São Paulo - SP
02/07/2020.
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paola_

paola_

reserva

Estou deitada
Pensando 
Em mais um dia que terminou 
E não fiz nada de útil 
A vontade de te procurar só aumenta 
Mas não posso 
Não devo
Preciso esquecer que te conheci 
Afinal de contas qual é o meu problema?
Cada vez que sinto a sua presença me falta o ar
Evito te olhar 
Dizem que os olhos são o espelho da alma 
Tenho medo que consigas perceber 
Aquilo que me esforço pra esconder
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Imtheordinaryworld

Imtheordinaryworld

Bloqueio.

Extensão, sem limitação, de bloqueio.
Bloqueada pela própria certeza de um fim não concluído e subjetivo.
Sentindo na pele as consequências da falta sem freio que tu faz em meu peito.
Bloqueio na fala, o não saber o que dizer.
Não sei o que dizer a você.
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Cedric Constance

Cedric Constance

CANSAÇO

Vivemos como se fossemos feitos de aço
Gastando os dias numa rotina dura e diária,
Sentindo na alma e no corpo o cansaço,
Duma vida monótona e tão solitária.

Seguimos em frente, com algum objetivo,
Na esperança de encontrar algum sentido,
Alguma coisa que faça a gente se sentir vivo
Algo que deixe nosso cotidiano mais colorido.

Lá fora, tudo continua do mesmo jeito,
Tragédia e alegria andam de mãos dadas,
E trancafiamos a nossa dor dentro do peito.

A injustiça e a maldade andam ao nosso redor
Fazendo sangrar as feridas mal curadas,
Que só cicatrizarão com um pouco de amor.

- Cedric Constance
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Cedric Constance

Cedric Constance

TU VENS?

Há um choro contido em minha garganta,
Um dor profunda em meu peito machucado,
Onde mora um coração ferido que hoje canta,
A amargura de um amor triste e mal fadado...

Por tua causa provei o sabor amargo da decepção,
Entreguei-me à teus lábios doces e calorosos,
Jurei-te por toda eternidade a minha paixão,
E perdi-me no negrume de teus olhos mentirosos.

Diga-me, porque te foste embora sem aviso?
Que mal te fiz para apunhalar-me o coração?
Porque roubaste minha alegria e meu riso?

Porque tu não vens bater à minha porta?
Basta-me sentir o toque suave da tua mão,
Para ressuscitar minh' alma já quase morta...

 - Cedric Constance 
 ~ (Heterônimo) Maria Cruz

Imagem por Fallandark.Alan Simas

AMOR
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Frederico de Castro

Frederico de Castro

Concílio dos silêncios



Dobrando a esquina do tempo o tempo
Reconcilia-se com a solidão tão arrogante
Extasia-se e acaricia a maresia vadia e flamejante

No concilio dos silêncio grassam orações tranquilizantes
Alicerça-se a fé congregada por emoções exorbitantes
Confinam-se tantos bramidos divagando tão dissonantes

A pairar no cadafalso do tempo enfurecido e errante
Resplandece uma luminescência quase feroz e inebriante
Toda ela aliada deste amblíope silêncio mais e mais litigante

Frederico de Castro
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puzzle

puzzle

Só Conquista Quem Luta

https://www.youtube.com/watch?v=BHbgAixdVHs


o perigo ta crescendo
igual fermento em um bolo
essa mistura de sabores que
gira em nosso entorno

então coloca esse tempero
pode encher até a boca
a panela é nossa vida
a gente chora e nem é por cebola

então eu lambo os labios
com ansiedade
sempre com os pés ligeiros
se o assunto for maldade

igual filme de terror
correndo de um serial killer
nós sempre tropeçamos
só sabe quem assiste

isso é papo de filme
obvio que nem é veridico
não tenho medo dos mortos
tenho medo é dos vivos

que são todos monstros
que brigam pelo trono
que faz um bebe lindo
que mais tarde vira outro monstro

tudo se reune a cinzas
depois de acabar a vida
só sobra a carcaça
igual ter anorexia

me da falta de apetite
ja to magro ate demais
minhas olheiras é um fato triste
nem dormir eu durmo mais

sonhando com trabalho
e dormindo trabalhando
só conquista quem luta
quem nao luta fica insosso x2

eu sou igual motoqueiro fantasma
o fogo percorre no corpo
não se deve ter sentimentos
o diabo ta sempre de olho

eu sou mestre nessa arte
faço sempre o veridico
muitos dizem ta do seu lado
mas somem quando é preciso

não olho mais da mesma forma
sou um cara diferente
eu só enxergo o certo
fico cego se o mal me reflete

esse espelho aqui ta sujo
excesso de poeira
maltratado cujo
fizemos com a vida alheia

perdi todas as certezas
nem acredito em justiça
ja acreditei em bobagem
isso que me indigna

o prazer da boa vida
nos leva ao abismo
cospem na nossa face
fazem igual masoquismo

prisioneiro abstrato
sem nem usar algema
o seu lado incuravel
preso em uma quarentena

sonhando com trabalho
e dormindo trabalhando
só conquista quem luta
quem nao luta fica insosso x2
119
Raquel Ordones

Raquel Ordones

Vagueio no trem saudade


Flores nos morros; é meu coração.
Emoção a brotar; todos os olores.
Sabores nas aragens da estação.
Vagão é coalhado em suas cores.

 
Pores de sol, apito, bel canção.
Direção: a sua. Gosto: seus licores.
Valores: seus caminhos, afeição.
Chão firme, trilho, trem, céu de calores.

 
Amores espalhados: ribeirão.
Plantação, passageiro, aves, rumores.
Corredores de mim, sua excursão.

 
Solidão? Nos seus beijos meus penhores.
Cultores da saudade nossa, então.
Vão sacro; aloja nossos despudores.

 
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
529
kennedy Araújo

kennedy Araújo

Poema para a mulher que agora espero

A mulher que agora espero,
É a mulher por quem sempre esperei...
E essa espera tão doída,
E ao mesmo tempo tão bonita,
É a espera que me quebra 
E me fascina.
É a espera que me sufoca,
Me liberta, me alucina...
É a espera que me invade,
Me conquista, me edifica...
Por ela espero a espera que for.
E mesmo que essa espera 
Faça meu peito transbordar em dor:
Eu espero, eu espero, eu espero...


Kennedy Araújo
459
kennedy Araújo

kennedy Araújo

Deixaste-me na boca o delicado sabor da pitaia

Deixaste-me na boca o delicado sabor da pitaia,
e nos olhos
a luz bonita daquela manhã de dezembro.
Nada pude contra teus feitiços de mulher
que tu me lançaste com teu choro de menina.
De ti quero apenas a certeza (sempre improvável) do amor
acariciando 
o duro cotidiano da minha tácita agonia.


Kennedy Araújo
589
Raquel Ordones

Raquel Ordones

Liga pra Deus

Fita macia, amor aqui na essência.
Dormência; é um troço e faz tão mal.
Degrau é inumano com pendência.
Latência, dor, angústia em temporal.
                                            
Gardenal ao humano em influência.
Demência; desça o seu arsenal
Anormal o sentir; dai paciência.
Ciência é precária em pantanal!

Festival de desordem; negligência.
Imprudência do ser, feito rival.
Vendaval, desatino; com carência.

Vivência, você é o que, afinal?
Lacrimal estar, dentro, numa ardência.
Clemência; ligue pra Deus no ramal.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
588
jaiamiranda

jaiamiranda

Palavra é espelho


Escrevo para não esquecer-me das coisas!
Não é medo,
Escrever é um porto
No meio do
seio
De um oceano azul gigante
colossal.
 
Escrevo para lembrar
Que não há fim,
Que não se procura
A perder-se em agonia:
Onde só há imensidão
Entrega-se.
Dá.
 
Dispõe-se à vida:
Das cóleras às vésperas,
Ao que se sonha
Às ásperas esperas,
Às horas esfomeadas de gente
De mala e coragem. 
 
Por isso escrevo
Porque sei que assim
A vida não se encarcera
Não se circunscreve
Não se desaquece e passa frio
Pela ausência da flor-es(s)cência das palavras.

O que elas transportam
Em suas asas
No mar despedem.
Velejam e ancoram
 Ancoram e velejam
Na sombra e na luz 
do mar (a) mar incomensurável 
da coragem, da essência do que se conhece profundo,
do que se é. 
É o encontro da alma com a vida!

Esqueço para me lembrar
Que tenho de escrever
E não é medo!
É que eu balbucio
As ideias mais trêmulas
Que me arrancam da cama
Entregam-me à trama estonteante
da caçada pela imensidão da mulher-lida.

Escrevo quando vejo o sol,
Ele é um espelho cortinado
de sombra penetrante, raios
tocando a pele dos olhos
e a pele da pele
de tudo o que vive, tudo
 existe.
O sol é um espelho,
Seus raios são mulheres sonoras
Apelidando pássaros-pessoas.

 O sol é um espelho. `
Mágico-real.
Admirável realeza sem condecorações
Sem excessos, sem ausências. 
Minhas palavras podem dizê-lo agora.

Escrevo para guardar comigo
As labaredas solares,
Mulheres-aves de toda a química do ar.
Escrevo para lembrar-me de coisas
- Que não sei o nome –
Escrevo para guardar-me com elas
Para correr distâncias delas
E depois...

...Perto dum sangrador de águas
Debaixo de uma aroeira e um vendaval
Encontrar-nos
Veementes.
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um_-_homem_-_que_-_chora

um_-_homem_-_que_-_chora

Eu sem Você

(Não lembro o autor)
Tanto luar, tanto mar,
E essa falta de você, que insisto em disfarçar,
Persisto, resisto, faço conta que não te quero...
Saudade cortante, olhos merejados, lembranças tão minhas...
Tão nossas que dilaceram a minh'alma e sangram o meu coração.
Nua, insana, louca.
Calo na boca o grito que traz o seu nome
E, em pensamento, saio a correr pela vida em uma única busca...
VOCÊ!!
Você, que fez do meu corpo a sua morada.
Mas, agora te vejo tão longe, fora de mim,
Partiste de mim, sem me levar contigo.
Já não sei mais olhar a vida sem você.
Se me ensinaste tão bem a te amar.
Agora, te suplico:
Por favor, vem e ensina-me a te esquecer...
102
Bianca Lopes

Bianca Lopes

O Tempo

Paro e penso: o Tempo não consegue mais se decidir se passa rápido ou devagar. Também não sabe mais dizer o que é hoje, o que foi ontem, o que será amanhã. O Tempo é agora esse espectro confuso, mistura difusa, suspenso no ambiente como uma névoa espessa. Há tempos que o Tempo parou de contar.
Sentada aqui, olhando o Tempo nesse seu novo caminhar, resolvo ajudá-lo a quantificar os segundos, minutos, horas. Não tenho sucesso na minha empreitada. O Tempo olha para mim e ri. 
Com a testa franzida e os olhos apertados, o Tempo me diz:
 
— Esta tua reflexão é ridícula e mentirosa. Não sou eu quem está confuso. Quem precisa de norte é tu, que forjou em mim o transcorrer da vida, sem saber que a vida não foi feita para ser contada nos intervalos do meu tic-tac. Quem precisa de ajuda é tu, que agora vaga sem saber para onde porque te tiraram os horários marcados. A culpa desta desordem é tua. É sim, toda tua . Porque vives a correr pela hora de início e término do expediente, mas não sabes dizer a que horas nasce e se põe o Sol.
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kauanoliveira__

kauanoliveira__

Comportamento odioso.

O ódio que tu exprime
Eu me protejo com meu sorriso
Tua vida tu apequena
A minha eu acrescento

Da raiz do mau
Eu não me alimento
Do vento que trás as boas
Agarro

Fujo da escuridão
E olho em direção ao sol
Vejo vários caminhos
Seguirei por qualquer um

Só não apequenarei
A vida de ninguém
Nem a sua





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Thaís Fontenele

Thaís Fontenele

A importância dos atos

A cadência em fazer-se
o ato de temperar
o ato de mastigar
o ato de nutrir
o ato de gemer.
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kennedy Araújo

kennedy Araújo

Na vastidão convexa do teu olhar

Mesmo em manhãs de abandono,
borboletas 
voarão ao teu encontro,
caso entendas, minha pequena,
que cada manhã 
é um jardim suspenso no tempo 
à espera 
do nosso impreterível encontro.

E mesmo nas tardes de vazios imensos 
e de tristezas infindas,
uma nuvem
cairá 
sobre a planície abstrata do teu dia,
e te revelará, minha amiga,
o perplexo horizonte 
da minha indelével poesia.

E mesmo nas noites mais turvas,
quando o amor se deixa exasperar,
ainda
há de haver estrelas,
amada minha,
e a perspectiva implícita do amanhã
despontando a claridade 
na vastidão convexa do teu olhar.


Kennedy Araújo
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Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

Online

Carrego junto ao bolso
O celular conectado
A um mundo em pandemias
De virus infectado

São tantas as doenças
Que nem sei mesmo os nomes
Mas que nos tiram o sono
Nos matam e nos consomem
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Raquel Ordones

Raquel Ordones

Estrago



Promoção se estiver limpo o seu nome.
Retome a vida é a sugestão.
Caminhão, casa, carro; se diplome.
Crome-se pro futuro com visão.

 
Prestação; crediário é seu: dome!
Engome sem qualquer oposição.
Instituição não aceita que a embrome.
Home, empresa, você é o seu chão.

 
Liquidação do mês seguinte: come.
Some o cliente. Um vírus contramão.
Cristão fica sem verba e tanta fome.


_Tome tudo e ainda dê nele sermão!
Coração, banco não tem: só renome.
Consome seu sonho; inda é vilão.

 
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
578
Isabel Pires

Isabel Pires

quando chegaste


quando chegaste
deixei de acreditar que a água era o melhor vestido para o meu corpo 
                                 


















Victor Ivanovski
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O Homem Morto - Niaxe Augusto

O Homem Morto - Niaxe Augusto

Quatro Estações

ॐ Amanheço Inverno sem ti ao meu lado,
Mesmo inconformado, caio no conformismo corriqueiro
Aquecendo-me à medida que o dia passa, hei-me Verão.
A luz esperançosa beira-me nos raios do meio-dia,
Novos tempos hão de contemplar minhas planícies,
Floresço vespertino em ramos límpidos
E alimento-me com meus frutos não pecaminosos, hei-me Primavera.
Porém, à medida que avanço pelo antro da noite sem ti,
Um vazio avassalador adentra em meu íntimo
Meus frutos diários apodrecem, minhas raízes perecem
E os galhos, ovantes, que revestem o peito meu secam.
Cansado bebo fluidos, em vão, nada me completa, hei-me, então, Outono.
Em fúria, minha natureza derrama tempestades madrugada adentro.
Esgotadas, minhas nuvens, cessam a gélida chuva e os trovões,
Caindo no conformismo corriqueiro.
Então, amanheço, novamente, Inverno sem ti ao meu lado. ॐ
 
Poema "Quatro Estações", por Niaxe Augusto. ॐ
175
gloriasofia

gloriasofia

No estaba destinado para mí


No estaban destinados para mí

El beso infiel del viento

Ni la sonrisa seductora del sol.


No estaba destinado para mí

El perfume de la tierra batida 

Por las lágrimas de las nubes.


No, no estaban destinados para mí

El olor a ropa recién lavada,

Las olas de las hierbas del campo

Ni el aroma del amanecer.


Sólo me estaban destinadas

Poesías confusas en esta alma de laberinto.
In Lazos de Poesía 
Gloria Sofia
189
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Memórias


Já se faz noite...
Marcam os ponteiros do relógio,
Que a saudade nunca adormece...
Porque só quem ama se importa com o tempo,
Porque só quem ama de amar não esquece.

Por onde andarás minha querida?
Por quais mares hoje navegas?
Serei hoje lembrança perdida,
Ou em teu peito ainda me carregas?

Marcam os anos o passar de uma vida.
Nos cabelos brancos raízes da história...
Dos sonhos de ontem restaram feridas,
Que não cicatrizam em minha memória...
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