Escritas

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alinezz

alinezz

hope

olhar em seus olhos azuis
até me fazem esquecer 
o quanto o amor pode doer. 
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AurelioAquino

AurelioAquino

Possibilidade

inverto.

sou aquilo

que nem me conheço.
 
invento.

sou o contrário
do meu medo.
 
intento.

ouso amar-me 
como me invento.
3 208
lucas Zacarias

lucas Zacarias

QUER POUCO: TERÁS TUDO.

Quer pouco, terás tudo.
QUER POUCO: TERÁS TUDO.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos.
 
61
Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Sou um livro sem palavras

Sou um livro sem palavras,
sou a historia por contar,
sou o céu sem estrelas,
sou a noite sem luar...
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victorsevero777

victorsevero777

Gargalhada.

Estou rindo até quase perder os sentidos.
De tanta estupidez, de tamanha repetição.
Rio dos lobos com seus uivos e ganidos.
Mas tenho medo das ovelhas e seus balidos.
Gozo e suspiro com o ruído de um trovão.

Rio dos escravos vaidosos de suas tripas.
Perdidos na luz a procura de escuridão.
Arrotando vaidades após um banquete de carniças.
Empanzinados com a torpeza que alimenta a multidão.

Dos cegos que desvairados fingem o além enxergar.
Profetas de desatinos, abortos da natureza.
Dos moucos alucinados que mentem tudo escutar.
Loucos que iludem os incautos com suas falsas proezas.

E de repente na loucura incontinente.
Brota-me o choro que me afoga inclemente.
Falta-me o ar, me dá vontade de gritar.
Brutal vazio avassala minha mente.
Fruto do riso, frio, torpe e consistente.
Que eu gerei para me auto flagelar.

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victorsevero777

victorsevero777

Bon appétit.

No banquete antropofágico.
Com a carne dos liberais.
Dos ricos, soberbos boçais.
Vai ter carne para todo mundo.
Que necessite celebrar.
Carne de rico na mesa.
Banquete para a pobreza.
Sangue para se embriagar.
Um petisco para os pobres.
Carne fina, corte nobre.
De bucho cheio arrotar.

No bucho da nossa classe.
Temperadas com pistache.
A carne da realeza.
Os banqueiros, os senhores.
Os infames especuladores.
As tripas de vossa alteza.

Costelas das ricas madames.
Até seus cachorrinhos infames.
Poderão em baixo da mesa.
Comer as sobras do banquete.
Correr em volta com deleite.
No banquete da pobreza.

Vamos nos banquetear.
No almoço e no jantar
Vamos confraternizar.
Estão todos convidados.
Que venham de todos os lados.
Venham todos comungar.

Exceto os pobres vassalos
Que serviram de bom grado
Com dolo de servil gado.
Aos senhores de outrora.
Sua sorte está traçada.
E na próxima fornada.
Chegará a sua hora.

 

115
Claudio Silva

Claudio Silva

Roda Gigante

Pra se considerar ser humano,
Não precisa muito não.
De roupa a quem tem frio,
A quem tem fome de pão.

Ajude quem está cansado,
Levante o que está caido.
De remédio ao doente,
Socorra quem está ferido.

Abraçe o desprezado,
Quem tem ódio de amor.
Sempre tenha o conforto,
Para alguém que sente dor.

Pois não adianta nada,
Aqui nesse mundo viver.
Se não puder ajudar,
Quem vive aqui a sofrer.

A riqueza e o dinheiro,
Não é tudo meu irmão.
Essa vida é passageira,
Esse mundo é ilusão.

Hoje você está bem,
Amanhã pode mudar.
Quem hoje você ajudou,
Amanhã vai te ajudar.
A vida é uma roda gigante,
Que não para de girar.

 

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helderduarte

helderduarte

As Pedras

Se quereis saber das coisas antigas, às pedras perguntai. 
Já que elas, viram o começo de tudo, as pedras do tempo.
Elas estão na terra, desde, o tempo que há muito por cá vai.
As pedras duras e antigas, têm ciência, que vem do sempre.

Ouvi o seu silêncio e escutai o que elas dizem, não falando.
Eis que viram o começo de tudo, as pedras do mundo.
Aprendei com elas e ficai no silêncio com elas comunicando.
E então ouvi, a vossa alma falar, com o criador de tudo.

Padras! Falai com os homens e dizei-lhes as coisas antigas,
que vós vistes, com as quais cantastes, lindas cantigas.
Sim! Porque vós vistes e aprendestes as lindas ações.

Vós que sois pedras sempre mortas, aprendei a verdade,
Que das muitas pedras vivas vem a todo o vosso ser,
e sede vós pedras de sabedoria, por toda a eternidade!
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martimzanatti

martimzanatti

Ninfa dos Deuses

Encanta-me essa tua filosofia primaveril,
Esses desencontros ao sol.
Esses acentues dos rituais que são nossos. 

Eu, prazeroso pelo café e cigarro matutinos.
Tu, pitoresca na falda da cama.  
Ninfa dos Deuses. 

Este é o amor a que me agarro.
Este café que me aquece, 
E a perfeição que não existe,

Mas que existe e se espreguiça,
Sorrindo para a janela, 
Onde o fumo se vai escapulindo,
E se nos esvai o tempo. 
E os pássaros que chilreiam
Canções fúnebres. 

Este é o amor a que me agarro.
Essas vagas palavras 
Ditas e desditas nos desencontros do mundo.
E que se apegam às paredes
Que as ouvem e as devoram,
E que nos abraçam e nos protegem.

E esse Cristo,
Que já veio ou há de vir.
Trazendo um novo amor.
Esse amor que senti ser meu,
Ao ver-te nua,
Buscando as roupas nos cantos da casa.

Rindo da situação irrisória,
Pois era o vizinho que te olhava 
E a mulher que o repreendia. 

Este é o amor a que me agarro. 
Essa barbearia de sempre,
Que se encontra defronte,
Recebendo os mesmíssimos
Senhores, Doutores, 
Pacatos homens de grande fé,
Gentilíssimos homens de fé nenhuma,
Homens de má índole, 
Fanáticos de bola,
Empregados de Mesa. 

Onde se eleva a conversa palpável,
A realidade indubitável de estarmos existindo.
De sermos seres circundantes da mesma esfera linguística,
E das mesmas naturezas humanas,
Que nos encaminham a um modo de vida similar. 

É neste momento que desço, 
Cumprimento o senhor da barbearia, 
E oiço, com um certo regozijo sensitivo,
Que a conversa paira sobre o porcalhão, 
Que havia olhado para aquela que me é.

A conversa pára abruptamente,
Os vários Senhores, Doutores,
Homens de tanta e tão pouca coisa,
Ficam estáticos, constrangidos.

Como se a realidade tivesse modos de se evitar.
Sendo ela tão própria de si própria,
E nós tão cheios do real. 

Tu desces, dás-me um beijo,
E os nossos caminhos bifurcam-se.
Até que se complete o dia, 
E nos encontremos defronte da barbearia.         

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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

JÁ FAZ TEMPO

Já faz tempo que o sabor acabou
Goma de mascar sem gosto
Já faz tempo que o calor esfriou
O fogo foi tirado de onde foi posto.

Já faz tempo que não sinto nada
Tal qual um membro anestesiado
Já não levanto mais a guarda
Para em breve ser nocauteado.

Já faz tempo que não mais importo
É como se eu fosse um estranho
Tanto tempo que nem me reporto
Dos dias em que perco ou ganho.

Já faz tempo, e o tempo leva tudo
Juntando o passado num embrulho
Já é tempo de apagar sobretudo
As marcas dos golpes sem orgulho.

Erimar  Lopes.
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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

SONETO DA LIVRE UNIÃO

Estar feliz e alegre por fora
Todavia há tristeza por dentro
Saudoso da vida de outrora
Paz e liberdade eram o centro.

Estar feliz e alegre por fora
Com paz e liberdade ao centro
O bom do futuro seria o agora
Contudo há tristeza por dentro.

Mistura-se tudo em reflexão
Presente e passado em atitude
Ambíguos causam dissensão.

Quando livre recorre-se à união
Buscando se livrar da solitude
Mas Junto se prende à tribulação.

Erimar Lopes.
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rowasouza

rowasouza

FELICIDADE

Felicidade vá embora
Não me venhas iludir
Com tuas falsas esperanças
Que carregas ao partir.

Nunca fica muito tempo
Não te importas à companhia
Deixa na porta o desgosto
Seja noite, seja dia.

Sem nenhuma despedida
Escancara o portão
Por ele entra apressada
Tua amiga depressão.

A senhora é egoísta
Sem nenhuma comoção
Ainda manda na ausência
Tua prima solidão.
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Teka Castro

Teka Castro

Florestas no Mundo, pedem socorro.

Florestas no Mundo, pedem socorro.



                                                                            


Os aborígenes, na Austrália, Lamentam a selva atingida.
Vidas que só lá se acham, coalas, e outros, sendo devastados pelo fogo.
Logo ali, acima, no norte, a América, devastada,
Choram os pequenos seres,
Que já foram relatados em vários desenhos, não só em Sing, ou a Vida Secreta dos Bichos, ou na construção de ser malandro, que procura comida no Santuário, do Parque de Nova Yorque ,
E, aqui.
Choram jabutis, onças, tamanduás, tatus, antas, e outros,
Répteis de toda espécie.
Incendiados, para colocarem nos altos amazônicos,
As chamas invadem ocas,
Invadem e as lágrimas caem.
Mas, penso eu aqui,
Paulistana, chorando, gritando pela Amazônia, bacana.
Mas, se eu ao comer qualquer coisa, deixo nas ruas, nas praias as marcas de lixo,
Sem o compromisso de reduzir, reutilizar, reciclar, reaproveitar, repensar meus atos, como de fato posso lutar com a geração de indígenas que estão lá a sofrerem com tudo?
Se eu paulista, jogo, embalagem da camisinha que uso, e dos pinos de drogas, nas calçadas ou deixo nas raízes de árvores, da calçada de um Hospital Público, milhares de bitucas de cigarro, como eu posso lutar pela Floresta incendiada?
Se nas sextas feiras saio com a turma, me encho de álcool, vícios, consumo, como posso despertar nos políticos meu ser ambientalista?
Sim, as Florestas em chamas, e uma juventude que grita, mas, que atinge a própria vida com dejetos que ruinam a si próprios. E, eu aqui, no meu olhar de espanto, a gerir imagens, que somam a minha escrita, pedido a minha escrita, pedido ao Papa Francisco, e aos poderosos do mundo, me unindo a Greta, a Miguel Carqueija, a Adilson Mikami, a Jonathas Vieira, a Gaya, a Terra, ao espaço criado por Deus, para que possamos, lembrar que a Vida é um ciclo, que tudo que plantamos, colhemos, e em cima disso, me posiono como uma pessoa que luta, não só pela Amazônia, Austrália, Estados Unidos, mas pelas minas de diamantes de sangue, que hoje, se transformam em minérios para os celulares mais potentes, e enquanto isso, minha gente, crianças ali morrem, vítimas do descaso, e do consumo exagerado de nós humanos.
Cuidem do Planeta Terra, leiam a carta de 2070, escutem de Guilherme Arantes, Planeta Água!!!
E, peçamos a Deus perdão de todo coração.

Manuscrito em 2 de outubro de 2020.
Para todos nós do Planeta Terra, que destruímos ao máximo nosso Planeta, temos que tentar mudar a postura de nossas atitudes.
Está calor, quente, temperaturas de deserto, 40 graus Celsius, 104 graus Fahrenheit, em São Paulo, isso por que estamos no início da Primavera aqui no Brasil.
Pensemos o que poderá ocorrer no verão?
Plante árvores urgente, precisamos.
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro

https://www.youtube.com/watch?v=oPwnAq2xMUg

https://www.youtube.com/watch?v=akoh_PdZ-L8
548
Carol Ortiz

Carol Ortiz

BUSCAS

Brincaram de amar
e quando acabaram
se entrelaçaram,
deitados,
olhando nos olhos do outro
com o desejo ardente
de obter respostas 
na busca insana
de suas próprias identidades...


2020
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Bianca Lopes

Bianca Lopes

O Amor

O amor muda tudo no mundo. Quer dizer, o amor muda tudo no nosso mundo. A ordem de importância das coisas vira do avesso. A gente descobre que nosso orgulho, nossa soberba, nossa vaidade e mais um montão de outras coisas são pequenas demais para ter lugar à mesa. A gente redescobre o próprio valor da vida. Sente vontade de viver mais para estar ao lado da pessoa amada. Sente vontade de não viver quando está longe. A gente redescobre o significado do tempo. E deseja inutilmente que tempo não passe ou que os minutos do relógio sejam infinitos só para que seja interminável o amor. A gente redescobre o significado do desejo. Quer não possuir, mas se fundir à pessoa amada. Quer sentir cada pedaço do corpo. Tocar cada traço de pele. Sentir o hálito quente próximo à boca. E amar o amor da carne. E quer amar o intocável através do sexo. Quer descobrir o sagrado da alma no sagrado dos homens, na linha dos lábios e no desmanche dos cabelos. O amor muda tudo no mundo. Muda o bom dia ao porteiro e o cafezinho no intervalo do trabalho. Muda o sabor da água e o trago do cigarro depois do almoço. O amor muda o som das notícias do dia e até a gravidade da inflação. É impossível não amar o amor. O amor muda tudo no nosso mundo.
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Claudio Silva

Claudio Silva

Sonho Impossível




Eu sonhei com você esta noite,
Foi um sonho tão lindo de amor.
Nele você me beijava,
E me abraçava com calor.

E no meu sonho inposível,
Eu sorria de felicidade.
E no brilho dos teus olhos,
Vi um grande amor de verdade.

Imenso maior que o universso,
Me atirei nos teu braços.
E como um prisioneiro livre,
Eu me senti no espaço.

Te beijei, te abraçei e te amei,
De tanto amor me senti flutuando,
No espaço infinito da felicidade.
Mas a noite foi passando,
E o meu sonho impossível,
O relogio acabou despertando.
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_tuliodias

_tuliodias

*

Em cada encontro eu me desencontro, me desencontrando em encontros.
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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

QUANDO VIEREM ME VISITAR

Quando vierem me visitar
Não me tragam presentes
Estejam limpas as vossas consciências
Apenas os gestos são sabidos.

Erimar Lopes.
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MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Os sertões de todos os nós


Os sertões de todos os “nós”

Quando os portugueses chegaram no Brasil 
eles não descobriram nada.
Os espanhois já haviam estado por aqui,
mas o verbo descobrir foi posto à prova por uns e outros.
No continente africano e em outros continentes o fato se repetiu.
Como explicar um ato inaugural em civilizações tão avançadas como a dos Incas, Aztecas e Maias ? 
Eles estavam lá com suas tecnologias e sua história! 
Melhor dizendo: estavam cá!
Aqui no sul, o nosso norte, como bem propôs o artista uruguayo Joaquin Torres García.
Podemos falar de encontros de outros
que deu origem a uma certa invenção dos sertões. 
Sobre isso leio, leio, leio a perder de vista,
e quando estou quase a entender adormeço exaurida.
No dia seguinte retomo a minha bendita saga.
Sertam está lá na Carta de Caminha, 
refere-se o escrivão aos interiores.
E nós, pessoas comuns fomos nomeando esses nossos interiores 
com ações e sonhos ao infinito.
Temos sertão até dentro de nós,
a extravasar a nossa alma,
a secar os nossos rios de lágrimas.
A contar nossa epopeia.
A nos fazer sonhar com um paraíso
aonde jorraria leite e mel, à moda de Dom Sebastião 
Sertão de dentro
Sertão de fora
Como dizia Capistrano de Abreu
Um dia ainda seremos um imenso Portugal
Idealiza Chico Buarque, o compositor.
Mas, enquanto as idealizações não se concretizam
morremos de toda espécie de violência, e muitas vezes de tristeza.
Há suicídio indígena nas aldeias e nas beiras de rodovia
Com seus olhares impotentes mirando as suas terras originárias.
Isso, quando a morte não nos chega de improviso
como ocorreu com Macabea personagem de Clarice Lispector
Estória que imita a vida de nordestinas,
presas ao seu destino? 
Destino como afirmam alguns sobre Édipo-rei na tragédia grega?
Suicídio indígena é destino? 
Eles ocorrem em demasia.
Será destino ?
Aniquilados estão os indígenas com o seu manifesto contra o agronegócio
Mas não esqueçamos da Necropolítica de todo dia, 
da Transamazônica à Belo Monte
Nem da dizimação de crianças e jovens negras nas periferias.
Na cinelândia
No aterro do flamengo 
na Candelária (....)
Tudo isso é validado do alto da nossa insana filosofia terraplanista.
Digo nossa porque envolve alguns
Da minha parte acredito na existência de um analfabetismo político
em registro ao que nos legou Bertold Brecht
E os sertões? 
Melhor interpretá-lo antes que se transforme em desertos verdes.
Em imensos canteiros do agro pop
com seus fertilizantes artificiais, agrotóxicos e colheitadeiras gigantes.
Parafraseando o dramaturgo ateniense Sófocles
o Brasil clama aos brasileiros: decifra-me ou vos devoro!

Fátima Rodrigues – em 04 de outubro de 2020.

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123megaman

123megaman

Escrevo sobre algo que não sei.

Não sei se meu intelecto,já escassso.
Voltou a esvair-se continuamente.
Ou se meu espírito nada mais sente.
Há algo que me atiça,e este poema faço.

Algo que não sei,mas isso não importa.
Se minha mente não puder me conceber
Alguma poesia,escrevo sobre não saber.
Triste desta poesia que me conforta!

Estes versos que anseiam por sentido.
Esta poesia,a quem tenho ofendido.
Martelam fervorosamente a minha cabeça.

Quando escrevo,me falta desejo.
Mas quando eu quero,nunca vejo.
Uma única poesia que me obedeça!
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paola_

paola_

voluntariedade

ir é uma escolha
ficar também 
ainda numa transição 
acho que estou numa missão 
comigo mesma 
às vezes me sinto uma lesma
por demorar a entender 
aquilo que não posso resolver 
tentar segurar
quem não quer ficar 
e inevitavelmente me pôr a chorar
e assim ficar fora do ar
mas enxuguei as lágrimas 
estou aceitando aquilo que me atrapalha
e quem sabe assim diminuir algumas falhas
preciso deixar voar 
e assim sobrevoar 
356
ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

UM HOMEM TEM QUE SER FORTE

Um homem tem que ser forte
Decidido, firme, e convicto
Não pode ficar voltando atrás
Tem que confiar em seu veredito
Um homem ergue a cabeça
Tem determinação
Mas ao decidir é sensato
Não pode se dá por vencido
Derrotado por si mesmo
Um homem é responsável
Pelos seus atos
Um homem tem fraquezas no corpo
Mas seu espírito tem de estar
Sempre pronto
Um homem não pode
Permanecer caído
Tem que buscar forças para levantar-se
Um homem não anda
Se firmando com pernas alheias
Antes escolhe
Seu reto caminho.

Erimar Lopes.
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Cedric Constance

Cedric Constance

DECADÊNCIA

A humanidade segue rumo à sua decadência,
Esse mundo em que vivo vai de mal a pior,
Por cada canto se alastra a dor e a violência,
Os humanos já não sabem mais o que é amor.

Quem dera se eu voltasse a ser uma criança,
E pudesse ver as coisas com olhos de pureza
Não seria um homem perdido, sem esperança
Incapaz de vislumbrar na vida alguma beleza.

Sigo solitário em meio às trevas do caminho,
Ando com a alma quebrada e o coração ferido,
Mas escondo minha dor, prefiro sofrer sozinho.

À noite percorro os becos escuros da cidade,
Onde vagam pobres seres tristes e desiludidos
Esquecidos por Deus e nossa cruel sociedade.

- Cedric Constance

goth

Imagem por: Nanfeart
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Claudio Silveira

Claudio Silveira

Incondicional.


INCONDICIONAL.
Claudio Silveira

Incondicional, foi assim que o teu amor
me arrebatou dos sentimentos da morte
abraçou-me com perfeição
colocou-me no coração.

incondicional, assim foi teu sacrifício
quando da beira do abismo
pulou em meu lugar.

Incondicional, sem condições te amei.
dos teus olhos senti toda profundidade
dos teus sentimentos.
me amou incondicionalmente.
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