Lista de Poemas
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Nathália Botelho
Um poema para um poema
[VI]
Me sinto mais um vez sufocada
Por um sentimento sufocante
Ardente…
Corre em minhas veias.
Não há nada no mundo que pare.
Preciso, mais que nunca, cair em desilusão.
Me transbordar em palavras.
Ser verbo e substantivo.
Ser adjetivo e artigo.
De mim mesma
De alguém?
Desses versos, com certeza.
Nathália Botelho
Garota complexa
[XIX]
Essa garota complexa
Não precisa dizer “o que é” ou “o que quer”.
Sua complexidade não precisa de aceitação
Ela se explica, com sua liberdade
Pois, essa garota complexa,
Busca lealdade, até na mais passageira relação
Ser de verdade é algo modesto
E ela adora isso
Veio ao mundo para acontecer, para as pessoas.
E para se mensageira
De mensagens únicas
Já que, vive além da beleza
De ser, essa garota complexa, mas, antes de tudo verdadeira.
rowasouza
AMOR
Um homem novo
Que a idade quis por fim
Lembra-me que a idade
É só uma capa velha sobre mim
Tsunamidesaudade63
O sol é
AurelioAquino
Das andanças do povo
contrita
laça o peito da história
na avenida
o que lhe tange
é o favor da lida
de criar futuros
e entorná-los pela vida.
Tsunamidesaudade63
A noite chora por mim
A noite chora por mim,
porque a solidão esta no meu caminho,
a noite entristeceu juntamente comigo,
e eu preciso da noite como meu abrigo.
A noite continua a chorar por mim,
ela sabe que o amor partiu pra sempre,
os passos esses vão desaparecendo,
pela estrada do sofrimento.
E este frio faz a noite ainda mais triste
cá dentro da minha mente...
Luzern, 8 de dezembro de 2017, Joao Neves
victorsevero777
Apostasia.
Transformam nossas vidas em um inferno.
Foram sempre eles, a mando de quem.
Sabemos muito bem.
Que sempre detiveram o poder.
E não é o diabo, nisso eu posso crer.
Não é mesmo, posso apostar minha alma.
Tolos em suas trincheiras
Ladinos em suas latrinas.
Lobos famintos esperam as ovelhas preguiçosas.
Um surto de fé.
A preguiça, a má vontade.
Orem por mim, peçam por mim.
Recebam em meu nome.
A cobiça, a vaidade.
Dementes e crentes.
Cretinos em suas oficinas
Do púlpito brada um lobo nervoso.
De súbito, curou-se mais um leproso.
Adoração, combustão de enganos.
Um feche de luz banha o rebanho.
Mais um milagre precário.
Um surto de fé.
A preguiça, a má vontade.
Orem por mim, peçam por mim.
Recebam em meu nome.
A luxúria, a santidade.
À procura do lobo
Bale o ordinário.
Inquilino acorrentado no porão do sicário.
Salve-se se puder
Sem jamais perder a fé.
dionesbatista
Professor
mir4cl3
Album de poemas 1-Passáros azuis
Pequeno passáro,Voando está e pequena borboleta observando estará,pequeno céu azul refletido do mar,Passáros abriu suas asas e foi para voar,Garota sorridente,feliz e grata,criança feliz próspera é.Pois queremos o bem e queremos o mal,podemos dar o bem e podemos dar o mal,como um passáro voando ao céus livre feliz mais nunca saberemos para onde irão,pois é que nem nossas escolhas,Sempre vai voar e sempre reflitará.
JCDINARDO
FUSÃO
ERIMAR LOPES
QUANTA DESILUSÃO
Erimar Lopes.
POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA
EU ASSUMO A MINHA FÉ EM CRISTO JESUS
Não!...
Não murmuro não
Fico em cima do muro não
Eu assumo a minha fé em Cristo Jesus.
Jesus Cristo contigo faço uma aliança,
Sou tão feliz em Teus braços
Me sinto uma criança
Tão pura e com a certeza da vitória na caminhada
Despreocupada e segura em Cristo Jesus.
Não
Não murmuro não
Não
Fico em cima do muro não
Eu assumo a minha fé em Cristo Jesus
Não murmuro não...
Sei que a vida apresenta
Muitos problemas, muitos dilemas,
Mas não perco a confiança
Com Jesus a minha vida é de sacrifício
Mas no final há a Glória
Glorioso
Poderoso és Jesus.
Amo...
E como eu amo!...
O meu Senhor
Com Cristo eu vou
Com Cristo sou
Mais que vencedor.
Não... Não murmuro não!
Não... Fico em cima do muro não
Eu assumo a minha fé em Cristo Jesus.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
Nathália Botelho
Cidade velha
E se a dor da imortalidade for eterna?
Todas as cores perderiam uma graça suprema
Pois eu desejo não apenas pequenos verões.
Mas toda a graça de uma primavera.
Por mais que você seja ábsono
Lhe desejo o amarelo-outono
E um entardecer de uma cidade velha
Nathália Botelho
Só pra você saber...
A palavra que eu queria você roubou.
Mas parece que eu não precisava dela.
Nathália Botelho
Minhas regras
Nem tudo que você vê, vai ser maestro da sua vida
Nem tudo que você vê, vai interferir na sua vida
Nem tudo que eles dizem é correto
Nem tudo que eles falam é verdade concreta e imutável
Porque nem tudo que você vê, tem que discordar.
Mas também, nem tudo, você tem que concordar
Por que você pode escolher suas guerras.
Você pode escolher ganhar as batalhas corretas.
Você pode nem precisar participar delas
Basta escolher....
yuri petrilli
o tempo e as coisas
e logo vinte anos de eu menino a teimar:
"deixa eu jogar!" (à noite), e minha mãe: "não teime!".
e ainda haverá o meu irmão para teimar.
fará trinta anos o filme que via há tanto,
filme que via sabendo que ia me assustar.
fará trinta anos! cinquenta, cem... e, no entanto,
ainda haverá o meu amigo para se assustar.
fará seis anos o momento que passei,
lembrança compartilhada a reverberar.
momento que se distancia no que sei.
e ainda haverá a minha irmã para o lembrar.
depois não serei. o que fui vai se acabar.
e ainda haverá algo meu no tempo e coisas, no ar.
valdemar_41
Professor
Claudio Silva
Solidão
Aumenta a minha solidão.
Quando bate no telhado,
Sinto a dor no coração.
Eu sinto que essa chuva,
Quer o meu sono tirar.
Me faz lembrar seu amor,
Que estou sempre a esperar.
Agora que ela passou,
O sol voltou a brilhar,
Sinto que o céu chorou por mim,
Que amo quem não quer me amar.
dionesbatista
A censura impediu que eu publicasse O romance de amor que escrevi
Mergulhados na fonte dos desejos
Duas bocas sedentas pelos beijos
Aquecidos no clima de verão
Uma história de amor com duração
Bem maior que as novelas que já vi
Achei linda a história quando li
E o mundo sorria se escutasse
A censura impediu que eu publicasse
O romance de amor que escrevi
Nilma Souza
Tsunamidesaudade63
eu, a lua e tu
as estrelas,
a lua,
uma vela ilumina,
quatro paredes,
um copo de vinho,
um cigarro,
um pensamento
uma noite
um sonho,
Tu...
victorsevero777
Persona non grata.
No abismo, ignotos.
Vacilantes, malfadados.
Maltrapilhos, derrotados.
Espasmos de fome, regurgitos de ódio.
Distopia, pandemônio, profusão de tristeza.
Difamação, ameaça, ojeriza à pobreza.
Os infames emplumados, ascetas devassos
Os demônios sem chifres ou rabos.
Com fardas, togas e ternos bem cortados.
Arautos de deus, escravos do diabo.
Reis de todos os dissabores.
Mestres e senhores.
De servos exilados.
De toda a paz, de toda a beleza.
Sem nenhuma honra.
Parasitas infames.
Jazem agora e para sempre
Livres de toda a riqueza.
Abortos da natureza.
ERIMAR LOPES
AMOR INCONDICIONAL
Caminhando por aí
Vendo com os meus olhos
Os filhos meus
Galhos robustos da minha árvore
De onde geram os brotos e botões
As flores e o cheiro de perfumes suaves
Força minha e herança minha
Sangue do meu sangue
Carne da minha carne
E ossos dos meus ossos
Senhor não permita jamais
Perder o amor dos meus filhos
Matar-me-ia em vida
Como são maravilhosos
Seus abraços sinceros
E quando me dizem: Pai
Eu te amo
Senhor perdoa-me
Por tudo que não os pude dar
Por causa das minhas humildes condições
Mas abençoa-os pelos valores morais
Que os pude compartilhar
Neste mundo tão voraz
Já andam sozinhos
E sabem entrar e sair com prudência
Quanta gratidão por seus caracteres
Ademais, sou eu neles
E eles em mim
Amor incondicional.
Erimar Lopes.
ERIMAR LOPES
À BOCA ABERTA
São os dentes que mordem a língua e fazem sangrar toda a boca, é a mosca medonha folgada, voando zumbindo, caindo, que faz estragar toda a sopa. O mau alfaiate faz estragar boa roupa. A boca sangrando não se importa com a mosca na sopa, pois o mau alfaiate não costurou a boca da língua louca. Um pedaço da língua, a mosca, e a sopa no ventre. A mosca já morreu, a língua se perdeu, e a sopa não apeteceu a boca aberta que a comeu. O mau alfaiate foi o único que não se proveu da sopa com a mosca, porque a sua própria língua coseu e também a sua boca.
Erimar Lopes.
yuri petrilli
a cidade revisitada
e tem ainda casas e ruas e labirintos
e alicerces
que, revistos,
encarnam as cores de todos os olhos
que espiam incrédulos.
mas ainda existem – e por muito existirão –
pés deslizando bruscos pelas calçadas
e calcanhares e pernas apressadas
de homens e mulheres
trespassando o mormaço
a serviço,
ou tornando da vida
à noite
para um cigarro, talvez, ou dois, ou três.
há infinitos pisoteada e existindo,
a cidade é o palco
dos sapateados involuntários,
da pantomima de alguns,
dos monólogos de tantos,
dos silêncios de inúmeros.
é o teatro onde as cortinas só se cerram
sob a terra ignorada,
onde não se alegra com as flores dadas por conveniência
ao fim do espetáculo.
e ainda existe porque a arte vaga de existir
em tudo se imprime ainda
no que não existe, e se projeta no tangível.
a cidade ainda existe.
“que venha logo a escura noite,
com seu intervalo e seu álcool”,
clamam as almas
que em seus estômagos sabem
do ato vindouro e sem ensaio.
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