Escritas

Lista de Poemas

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Eu o vi.


Eu o vi sentado na praça,
Pés descalços, acuado...
Eu o vi! Corpo magro, doído,
Maltrapilho...maltratado...

Eu o vi caminhando nas ruas,
Sem ter aonde ir ou chegar.
Eu o vi, desamparado,
Como quem busca um lugar...

Retratos que a mente guarda,
Para nunca mais se apagarem
E ficarem em nossa memória.
Pedaços de vida perdidos,
Apenas folhas de um livro,
Que um dia formaram uma história.

Eu o vi, uma última vez
E apenas por ter me enganado...
Querendo olhar o futuro,
Sem querer, eu fui abrir
A janela do meu passado...
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A um Deus pouco divino …



Quero que nunca mais desponte o dia
Em lugar nenhum do mundo, pra que eu
Durma desperto, dividido entre o que conheço
E o que lembro e o sonho intimo, profundo,

Divino de ser tudo quanto a minha vista vê e
Reconhece como sendo o que existe, tudo quanto
Há e em mim mora, pois de Deus não sei nada,
Quero que nunca mais desponte o dia,

Enquanto eu viro outro mundo em roda na procura
Da cura pra este de que se esqueceu um Deus
Pouco divino, entre Ele e eu não há concílio
Moral ou o que afirmam ter sido, a julgar

Pla ausência de fé, nem é lei nem dá prisão,
Tudo “coisas” só, o resto são crenças entre Tu,
Nós e o mundo lá fora, já nem sei se quero partir
Ou chegar, pensar e sentir são opiniões diversas,

Nada mais que rostos de trinta mil máscaras,
Sinal que é fácil trocar palavas por ensejos,
-Gestos são oposição de polegares, expressões
Ventrículas tal como o bocejar barroco

De um retábulo não longe nem perto, em
Moscavide, é como me sinto, ignorado em
Ponto cruz, deserdado de magia na iris,
Num mundo onde salva tem gosto a malva,

Mas ainda com raiva d’fogo uso a palavra,
Uso a palavra magia quando olho
Nos olhos Teus, sendo eles azuis d’mar
Invento o uso, quando não sei de cor as cores

Do arco-íris, do vento acariciando a cevada,
O sentido e a boca me envelheceram, sim,
-De tantas palavras gastas, nem todas
Com gosto a salva e a sim, e a nada …

A um Deus pouco divino …

http://joel-matos.blogspot.com
Joel Matos (Março 2020)
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sebastiao_xirimbimbi

sebastiao_xirimbimbi

Desistência

Andei por muito tempo na estrada do amor e paixão
A procura da outra metade do meu coração

Entregando-me completamente em cada relação
Vivendo intensamente cada loucura de paixão

Suportando firmemente cada Amorosa desilusão
Que aos poucos matava os sentimentos no meu coração

Por isso Deixe de me entregar
desisti de procurar
Pela metade da minha laranja pois passei a acreditar que nunca a irei encontrar

Desisti de encontrar a minha metade
Quando descobri que não se ama pela metade
E relacionamentos não duram quando não há reciprocidade
A relação morre quando não se ama de verdade

Desisti de procurar
alguém pra amar
Pois descobri que tenho de encontrar-me primeiro
Antes de encontrar o meu amor verdadeiro

Por: Sebastião Xirimbimbi
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paola_

paola_

amparo

busco em filmes, músicas ou qualquer outra coisa 

que ajude a despertar aquela sensação de estar apaixonada

é loucura! 

acabo lembrando dos amores pretéritos 

e o que me causavam 

hoje, não me reconheço 

a fantasia está apenas nessa minha cabeça oca 

essa é a minha fuga

que só me afunda
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rosalinapoetisa

rosalinapoetisa

Hoje cedo eu chorei

Hoje cedo eu chorei
(Rosalina Lopes Pires Fialho)
Eu ainda acredito na humanidade,
Com toda esperança e humildade.
Mas diante de tantas coisas ruins,
Me sinto sem ânimo ou coisa assim.

Hoje cedo eu chorei copiosamente,
Um choro sentido por toda essa gente.
Pessoas que tinham sonhos e planos,
Que sucumbiram ao vírus e ao insano.

Não me conformo com tanta maldade,
Tento entender o porque dessa insanidade.
Pessoas por quem eu tinha certo apreço,
Destilando tanto ódio, já não as reconheço.

E quem sabe a cegueira acabe um dia,
Afinal eu ainda acredito na empatia.
Mas a cada dia que passa mais triste eu fico,
É um cenário horrendo eu já não me identifico.
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rfurini

rfurini

DESPEDIDA DE UM AMOR!

Estou te perdendo,
Já não encontro em teu olhar, o amor que antes existia,
Não sei onde, nem quando, seu olhar mudou,
Não percebi,
Quando dei por mim...o brilho já não estava mais lá,
A dor é inevitável, mas preciso te deixar ir,
Meus braços agora vazios, precisam se acostumar com sua ausência,
Me despeço de você com a tranquilidade, de que tudo foi verdadeiro,
Foi intenso, enquanto demorou-se em nós,
Mas....já dizia o poeta:
...  o amor é agonia,
Vem de noite, vai de dia!
Busquemos agora, cada um o seu caminho,
Não choro,
Não lamento,
Sigo em frente,
Segue também..... tranquilo, olhando a sua frente sempre, e
Buscando novamente em outro olhar, o amor que não conseguimos sustentar,
Então.... sem lamentos, diremos adeus!

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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Versos talhados


Levo em meu peito, versos talhados,
No gume da espada, no rubro da chama!
Calor que arde e transforma em pecados
Desejos que tal como éter se inflamam.

Gravei em Minh ’alma seu nome e seu rosto,
E nem toda uma vida irá apaga-los.
Segredos da mente e do coração,
Pertencem a quem ousar em guarda-los.

Se, na beira do abismo, se vive ou se morre,
E do mal de amar, ninguém nos socorre.
Resta-me então ter o que nunca tive!

Ser a poesia, que envolve a paixão,
Ou a alforria, desta escravidão,
Pois da dor do amor, não se sobrevive...
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Nadia Celestina Bagatoli

Nadia Celestina Bagatoli

OLHAI OS LÍRIOS DOS CAMPOS


Olhai os lírios do campo;
Olhai como são belas,
Olhai as montanhas,
Os vales e os campos.

Tudo foi feito maravilhosamente;
Deus fez tudo em seu devido lugar,
Então viu que sua obra é perfeita,
Peixes, animais, monstros marinhos.

Olhai os lírios do campo;
Como estão floridos,
Em plena estação,
Veja, o campo é imenso.

Olhai! O mar, pássaros, que voam com avidez;
Completamente é tudo, a razão de tudo,
Olhai as flores e cheiros de todas as espécies,
Os olhos veem que tudo é lindo, perfeito e bom.


Dia, 10 de outubro de 2006. Quinta-feira.

(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).

Poetisa Nadia Celestina Bagatoli.

 Poetisa Nadia Celestina Bagatoli em 24/04/2020.
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Márcio Barbosa

Márcio Barbosa

POR TRÁS DA MÁSCARA

Por trás da máscara o medo
Mas também a esperança
Que tudo volte ao normal
Ou de um mundo mais igual

Por trás da máscara
O sorriso que adormeceu
O beijo que não foi dado
O perdão que se escondeu
E o SIM que ficou guardado.

Márcio Barbosa


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ania_lepp

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Te quero assim...(soneto)

Te quero assim...

Te quero assim em meu pensamento
se apossando, ocupando espaços,
senhor do meu tempo, dos meus abraços,
chegando pela brisa ou pelo vento...

Te quero assim no toque dos meus dedos,
passeando em teu corpo, em teu regaço,
desenhando, decorando teus traços,
desvendando todos os teus segredos...

Te quero assim dono do meu leito,
esparramado em minhas vontades
todas as noites, pela infinidade...

Te quero assim desse nosso jeito
só nós dois, loucos, apaixonados,
lábios unidos, corpos colados...
(ania)

(Ouvindo This Love - Sarah Brightman)
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paulosa_20

paulosa_20

Prosas Dissolutas (um desabafo instrumental-poético)

Esperam tanto dos poetas... De suas soluções alcasselcer de rimas
De suas visões arrebatadoras.
Ó leitores!... ficam mergulhados nas lãs das metáforas à cata dos significados raros e mágicos. Entretidos nessa caça, se esquecem de catar de si próprios algo.
Ó meros leitores de símbolos versificados, acordai-vos!
A marcha turca ressoa em qualquer pessoa: seja ela bororo, inglesa ou russa.

Ó leitores! Folheiam e folheiam livros de versos e belas prosas, mas e daí?
Fecham suas páginas e defloram de imediatos para suas vidas, vidas soltas de mínimo verso e para suas palavras velhacas de sentido.
Praquê, então, poesia? – perco tempo em escrevê-la?
Tenho um escrito em que coloco a curiosidade como o primeiro adjetivo de um poeta.
A curiosidade em esculpir todos os lados da verdade, a verdade que nos é ofertada, a verdade gorda e sem colesterol. A verdade do choro e do tesão. A verdade da verdade!
Praquê poesia, então! Praquê poesia se pecam pela não-besbilhotice?

Tá certo... Que alguns teóricos da rima versam pela qualidade da poesia ser um ser inútil, destituído de valor prático. Mas então, praquê poesia?
A surdez não está nas mãos do poeta, não! A poesia se desenvolve no silêncio dos ares.

É que nem o si bemol, tem que ter ouvido. Digerir letras e sílabas, sanduichando-as em palavras... E palavras saboreando-se em frases.
Pra que poesia, então?! Meu país não come, meu país não corre, meu país é mudo. Meu país é surdo, meu país não educa, meu país não surfa, Meu país não namora, meu país sofre. Meu país chora! Pra que poesia! Pra quê? Meu mundo explode, meu mundo se afoga, meu mundo afora, meu mundo feminino, meu mundo masculino, meu mundo de agora, meu mundo de tanques, meu mundo estanque. Pra que poesia!
Poesia é justamente o vocábulo que falta nos corações dicionários. É o adjetivo dos sentidos, o movimento e o estado. É o soldado que volta da guerra, o amante dos relances; O ator que retorna do palco e as crianças, do lanche. São fatos, adjetivos fartos: meu país come; meu país atleta olímpico corre; Meu país canta; meu país acontece e namora.
Pra que poesia, pra quê! A vida é simples, não carece de rimas. Rima é complicada, leva quase uma tarde. A vida não é uma tarde... é o sol que não brilha e o chuvisco que irrita. É a lua que clareia o sono...
Pra que poesia, pra quê! É pura política. É a frase dita, perfeitamente íntegra, Passível de erros, mas sinceramente dita. Meu país come mil pratos e cem estrofes. Meu país corre mil prados, meu país encanta. Meu país! Nosso, nuestro, our. É hora, isso! Poesia é o instante modificando o agora.
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tarique

tarique

Edad que habla

Tengo pelo canoso

¿Llegué a este color a esta hora?

¿Voy a salir corriendo?

¿Qué voy a hacer ahora?
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gabicarnavale

gabicarnavale

QUE GRANDE BESTEIRA TUDO ISSO

Parada no sinal vermelho da grande São Paulo
Está frio
E um garoto em farrapos
Vende doces
Enquanto morre de fome

 Às vezes, olho para o mundo e penso:
-Que grande besteira tudo isso.
Visto um escafandro
E mergulho na realidade do meu país

 O céu é cinza
Mas não é poluição
É tristeza evaporada

 Criança baleada
Enquanto chutava uma bola
Mulher abusada
Morta numa mesa clandestina

 Ligo a TV e os homens de terno dizendo:
-E daí?
Troco o canal
Um artista macaqueando gringo num inglês duvidoso
Enquanto os conterrâneos morrem de fome

Tomo meu café no carro
Imagino quantas pessoas
Mastigam indiferença
E engolem com um café simples
Que comprou na vendinha da esquina
 
Não posso mudar o mundo
Quem dirá mudar o mundo de alguém

 Dou dois reais para o menino do semáforo
Que sai pulando como se houvesse ganhado na loteria

 É, que grande besteira tudo isso.
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ania_lepp

ania_lepp

Meu sonho...(soneto)


Meu sonho em mistérios envoltos,
abismos que ao sonhar metem medo,
sem face, sem toques, só segredos,
tenuês fios que se vergam soltos...

Meu sonho não tem rosto, é esfinge
enredada em brumas e distâncias,
sem calor, sem sabor, nem fragrâncias,
mudo, vazio...sonho que só finge...

Povoa minha noite de fantasias,
insana explosão, esvaziada euforia
de quem nada recebe e muito espera...

E na madrugada que é só melancolia,
meu sonho já não é sonho, nem poesia
e na solidão dos lencóis, desespera...
(ania)
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Sedução


Mas, e essa inquietação,
da qual desconheço a razão, 
que teima em me envolver...
Acontece a todo instante,
de forma independente
do fragilizado querer.

Mas, e esse calafrio,
Esse “quase” arrepio
que toma conta de mim...
Me faz perder a calma,
mexe fundo com a minh’alma,
Em uma tortura sem fim.

Esse aroma que respiro,
Que toma conta do ar
e esparze dentro do peito...
Não adianta fugir,
Parece até me seguir,
Vou aspirar, não tem jeito.

Esse som que me domina,
E que me faz flutuar
Em uma leveza singela...
É o som mais puro do mundo
Encantamento profundo,
O doce som da voz dela.
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CORASSIS

CORASSIS

Letras



É difícil com mil letras ,
Pois nem todo afabeto  penetra
No coração desumano
Em minhas combinações de palavras inexatas ,
Frases frias do mundo ao redor ,alegria abstrata 
 
Nem cartas do  amor obsoleto
Nem a  algazarra dos dialetos ,
Nem murmurio de anjos decaídos 
Expressam em doces palavras terrestres
Confusão quando comunicam seres celestes
 
O amor que sinto por minha deusa menina  ,
Porém o mundo só me prega tese libertina 
Mas com apenas quatro letras distintas ,sinceras ....
Consigo amar  por infindas eras 
AMOR = 4
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rfurini

rfurini

SOLIDÃO


Contigo aprendi a me entregar,
Contigo esqueci o medo,
Contigo, meus abraços ganharam sentido
Voltei a vida,
Não havia mais espaços para disputas,
Éramos eu e vc...
Éramos NÓS
Não haviam reservas,
Não haviam segredos,
Somente entrega!
Não precisavam palavras,
Nosso silêncio,  prenchia-nos ,
Saia do teu abraço completa,
Inteira!
Havia amor em nossos dias,
Havia amor em nossas vidas!
Hoje...um vazio
Frio,
Solidão!!

rfurini
Abril/2010
 


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poetamateussantana

poetamateussantana

Realidade

A gente se desgasta tanto
querendo agradar
que quando finalmente agrada
já não tem mais nada pra dar.
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CORASSIS

CORASSIS

DOR



Dor peregrina

A mesma sinceridade nefasta
Levará a cabo ,a sete palmos ,
Dor aparecida
A mesma que se vinga com singularidade absoluta.
Dor adulta
E mesmo na maioridade excomunga a
Luz prateada
As tentativas de alegria.
Dor sinistra ,
Decorre de grandeza desesperada
Na estrada  que me encontro.
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rfurini

rfurini

ME ENCONTRE AQUI!!

Me encontre aqui,

No meio do caminho,

Onde minha vontade,

Não se sobressai a sua,

Me encontre aqui,

No meio do caminho,

Onde nossos egos,

Não tem vez, nem voz,

Me encontre aqui,

No meio do caminho,

Onde o que menos importa,

É quem tem razão,

Me encontre aqui,

No meio do caminho,

Onde nossas batalhas se unem,

Me encontre aqui,

No meio do caminho

Onde o NÓS,  é mais forte que o nosso EU!

Me encontre aqui,

No meio do caminho!!

rfurini
março/2020
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felixa

felixa

não senti, só vi

hoje vi flores
vi sabores
esperei por você.
hoje vi mãos dadas
abraços demorados
imaginei gente.
hoje vi mais sorrisos ao olhar as telas dos celulares
vi também mais sorrisos pessoais.
ouvi mais conversas
imaginei sua ligação
vi as pessoas mais produzidas em seu interior
o trânsito mais garrado
vi o ser humano vivendo outra vez
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ania_lepp

ania_lepp

Infinita espera...(soneto)


A brisa morna, soprando em espirais
agita na janela a cortina rendada,
a lua lá fora, passeia prateada,
na vitrola tangos envolventes, sensuais...

Rosas vermelhas em vasos de cristais
a casa com incensos perfumada,
sobre a mesa, toalha branca bordada
copos e vinhos, velas em castiçais...

Na pele a fremir, o prazer desabrochou
o corpo vestido de estrelas e luar
e a boca inquieta, por beijos a esperar...

O tempo em longas horas se arrastou,
inimigo feroz a me torturar,
na noite que se finda, não te vi chegar...
(ania)

(Ouvindo Assassin's Tango - John Powell)
https://www.youtube.com/watch?v=64HLXWjbJxE

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CORASSIS

CORASSIS

Cacos




Cacos de telha,pois a casa veio abaixo.

Cacos de vidro,das taças com sangue.
Cacos de vida mesmo...
Cacos de pedra na mão,
A criança suja da guerra com um caco de pedra ,desenha na rua,
Uma pomba como esperança.
Cacos de dente, que não degustam o
Caco de pão, ou seria um pedaço?
Há de ser recolher todos os cacos...
E de muitos cacos... 
Fazer uma nação.
Relatos de potências mundias que
Renasceram de ruinas, e que não aprendenderam a lição
Para depois ,transformar em cacos de deserto
Outros paises sem direção.
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Nadia Celestina Bagatoli

Nadia Celestina Bagatoli

O OUTONO


Trilha de folhas caídas,
Pelo Outono vencidas,
Acolhem os meus pensamentos…
São os caminhos de agora,
Sem as delícias de outrora,
Onde eu sigo os passos lentos.

Na trilha de folhas mortas,
Minha alma bate ás portas,
Da crença da esperança…
Agarra-se agonizante,
Ao desejo de um instante,
De ter o fim que avança.

Na trilha das ilusões,
Despedacei corações,
Mas perdi muitos também…
Ficou a melancolia,
Que invade a inebria,
Esse fatal vai-e-vem.

Ilusões de folhas caídas,
Chances válidas que formam perdidas,
Portas que foram fechadas por preconceitos…
Apelos da mocidade,
As lembranças de andarilhos,
Vão pisando pelas trilhas de folhas secas.

Da inevitável saudade!
Feliz DIA DO OUTONO…
Estação fresca e boa…


Presidente Getúlio, 16-março-1994_Quarta-feira.
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98)
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