Nilto Maciel

Nilto Maciel

1945–2014 · viveu 69 anos BR BR

Nilto Maciel é um nome aclamado na poesia contemporânea, celebrado pela sua capacidade ímpar de tecer versos que exploram a fragilidade humana, a beleza efêmera do mundo e a busca por sentido em meio à cotidianidade. A sua obra, marcada por uma linguagem límpida e por uma profunda introspeção, convida o leitor a revisitar as suas próprias emoções e experiências. Maciel consolidou-se como uma voz autêntica e necessária, cuja poesia ressoa com uma honestidade tocante e uma beleza singular.

n. 1945-01-30, Baturité · m. 2014-04-29, Fortaleza

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Dor

Não tenho mal nenhum, senhora minha,
como se fosse puro, imaculado,
como se fosse um anjo, um serafim,
como se fosse deus, imune à dor.

Eu nada sinto, dor nenhuma tenho,
quer na cabeça, quer no amargo peito.
Não tenho mal nenhum, senhora minha,
perfeitamente são me sinto e puro.

Se existe mal em mim, se existe dor,
é a de morrer tão cedo, a pleno sol,
envelhecer como qualquer mortal.

E a dor maior, minha senhora bela,
é dentro dalma, bem profunda e aguda,
a dor chamada angústia, a dor de ser.

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Poemas

2

Possessão

Nada é meu,

nem a vida,

que é minha.

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Dor

Não tenho mal nenhum, senhora minha,
como se fosse puro, imaculado,
como se fosse um anjo, um serafim,
como se fosse deus, imune à dor.

Eu nada sinto, dor nenhuma tenho,
quer na cabeça, quer no amargo peito.
Não tenho mal nenhum, senhora minha,
perfeitamente são me sinto e puro.

Se existe mal em mim, se existe dor,
é a de morrer tão cedo, a pleno sol,
envelhecer como qualquer mortal.

E a dor maior, minha senhora bela,
é dentro dalma, bem profunda e aguda,
a dor chamada angústia, a dor de ser.

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