Wendel Jacinto

Wendel Jacinto

n. 1983 BR BR

Poeta, escritor e pesquisador de Linguística Aplicada.

n. 1983-03-01, Rio de Janeiro

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Ofício poético

Poeta é descrever a vida,  
Trazendo-a em versos,
Costurando sentimentos,  
N’uma colcha retalhada.

Discreta descrição da alma;
Por vezes não tão discreta;
Más desenhada em versos;
Pulsando em rima sob rima.

Poeta é um psicólogo, um pintor...
É um tecelão da alma humana,
Unificando cada retalho fio a fio;
Em rima; por vezes gritos.

Civilizações e gerações ...
Por vezes tão diferentes.
Mas tudo: diferenças e semelhanças,
Descritas na narração poética,

Porém a arte tem seus ônus,
Tem intangíveis anseios...
Ser solitário na multidão,
Em sua clausura infinita.

Escritor da descrição socioemocional,
Suporta o peso do seu ofício e...
Debulhando cenários de corações,
O poeta imortaliza a alma de sua sociedade.

Por Wendel Jacinto
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Poemas

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Ofício poético

Poeta é descrever a vida,  
Trazendo-a em versos,
Costurando sentimentos,  
N’uma colcha retalhada.

Discreta descrição da alma;
Por vezes não tão discreta;
Más desenhada em versos;
Pulsando em rima sob rima.

Poeta é um psicólogo, um pintor...
É um tecelão da alma humana,
Unificando cada retalho fio a fio;
Em rima; por vezes gritos.

Civilizações e gerações ...
Por vezes tão diferentes.
Mas tudo: diferenças e semelhanças,
Descritas na narração poética,

Porém a arte tem seus ônus,
Tem intangíveis anseios...
Ser solitário na multidão,
Em sua clausura infinita.

Escritor da descrição socioemocional,
Suporta o peso do seu ofício e...
Debulhando cenários de corações,
O poeta imortaliza a alma de sua sociedade.

Por Wendel Jacinto
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Cancioneiro da noite

Lembrando Caetano e Leonardo,
Lendas do cancioneiro brasileiro,
Cada um cantando a seu tempo
O silêncio da noite sendo narrado.

Levante os olhos e deslumbre
Em negrume cortina pontilhada
Faz-se a bela noite estrelada 
Aguardando ter seu vislumbre.

Vislumbre da cortina noturna
Onde cada vida se envolve
Sonhando acordado a vida.

Em meio a noite encontrar fé
Hoje não será o ontem sem vida
Mas, encontrará um novo arcode.
43

Outra noite

Outra noite sem visita.
Mente viaja sem lógica,
Em si mesma perdida.
Folhas ao vento  está.
Outra noite sem visita.
O sono perdido no labirinto,
Em paredes de arbustos,
Fantasmas encrustado...
Outra noite sem visita.
Incógnita da mente ligada
Lâmpadas nos arbustos...
Fraca, singela, apenas, em
Outra noite sem visita.
Desistente em adentrar, e
Atravessar com sua lamparina
Enfrentando seu  pior medo!
Outra noite sem visita.
Sem visita do humano
Sem presença duma vida
Seu medo de seu fantasma, em
Outra noite sem visita
Que fantasma que duela
Uma vida frígida e outra ardente,
Um duelo de dois guerreiros, e
Outra noite sem visita.
Em retalhos cosida,
Pedaços de história,
Manta de fragmentos.
Outra noite sem visita.
Soprando vazia,
Dores de retalhos,
Histórias inacabadas,
Sem somestesia, em
Outra noite sem visita.
Devaneios no labirinto,
Perdido em seus becos,
O sono esqueceu-se... e
Outra noite sem visita.








 
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Não somos latinos

Quem nós somos?
Somos latino-americanos? 
O que é ser latino-americano?
Habitantes de um continente à parte?
Então por que três Américas?!
Bastariam duas: anglo-saxônica e latina.
Mas... O que é ser latino-americano?
Porventura somos latino-americanos?
Marcados por um preconceito mundial e,
Especialmente preconceito anglicano?
Da fronteira anglo-saxônica a Patagônia,
Somos todos iguais e mesmas origens?
Uma marca falsa de língua ibérica,
Como se na península Ibérica fossem iguais?
Sán León,  Són Catalans, son galegos, galiziarrak dira, son españoles e são portugueses.


Como excluir americanos e canadenses e demais serem latinos?
E os diversos povos que foram unidos em uma nação desde o México a Argentina?
Mas, se o México aceita a alcunha de latino
Ainda que com 60 línguas no país.


A Guiné que fala francês,
E a Guiné britânica o seu inglês
Com sua irmã Ilhas Maldivas;
Suriname com o holandês e,
As ilhas caribenhas com tudo que é idioma menos as latinas.


O Brasil não é latino,
Parece o galego misturado com árabe e outros idiomas;
Brasil respira o italiano
Junto ao pomerano, e
Também o espanhol com seu  portunhol!
Ainda tem nas veias seu tupi com o guarani
E nas entranhas um bocado de africanas!


O Brasil é quase um novo continente,
Abraçado a meios- irmãos no sul da América
Que olha para os dois perdidos do norte,
E grita: vocês não são daqui
Estão perdidos sem saber quem são
Criam um muro ao Sul que não isola aqui
Mas sim encarcera aí,
Por que aqui sabe quem é
Vários povos, tribos e nações de mãos dadas 
Vivendo o hoje caminhando juntos 
Pela verdadeira carta de alforria 
Carta que não vem de lá, más  vem de cá.

Wendel Jacinto
Poeta e escritor
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