Lista de Poemas
Eu Vejo
Eu vejo você correr atrás do que te escapa,
como se amor fosse perseguição
e não encontro.
Vejo você chamar de destino
o que é apenas desatenção repetida,
confundir ausência com desafio,
e desafio com paixão.
Eu vejo o brilho nos teus olhos
quando ele te responde depois de horas,
como se migalhas fossem privilégios
e indiferença fosse prova de valor.
E vejo também
porque eu presto atenção
o jeito distraído com que você ignora
quem te oferece presença inteira,
cuidado sem jogo,
carinho sem cálculo.
Você diz que quer intensidade.
Mas intensidade para você
é ansiedade disfarçada de amor,
é o coração acelerado
pelo medo de perder
quem nunca fez questão de ficar.
Eu vejo você defender
quem te fere.
Inventar desculpas para o desrespeito.
Diminuir o que dói
para não admitir que dói demais.
E eu fico aqui,
assistindo em silêncio,
entendendo o que você ainda não consegue enxergar:
Que você não ama o difícil.
Você só não sabe reconhecer o que é seguro.
Porque o amor que é constante
não te provoca vertigem.
Não te deixa insegura.
Não te faz competir.
E talvez seja isso que te assuste.
Eu vejo as mãos que te tratariam com delicadeza
sendo deixadas de lado
enquanto você insiste
em abraçar espinhos
e chamar os cortes de emoção.
Eu vejo.
Eu entendo.
E a parte mais dolorosa
não é você escolher errado
é perceber que,
quando finalmente entender o que perdeu,
talvez já seja tarde demais.
Porque quem ama com respeito
também aprende a se retirar.
E eu estou aprendendo...
Mesmo que você não veja.
Eu Vejo
Eu vejo você correr atrás do que te escapa,
como se amor fosse perseguição
e não encontro.
Vejo você chamar de destino
o que é apenas desatenção repetida,
confundir ausência com desafio,
e desafio com paixão.
Eu vejo o brilho nos teus olhos
quando ele te responde depois de horas,
como se migalhas fossem privilégios
e indiferença fosse prova de valor.
E vejo também
porque eu presto atenção
o jeito distraído com que você ignora
quem te oferece presença inteira,
cuidado sem jogo,
carinho sem cálculo.
Você diz que quer intensidade.
Mas intensidade para você
é ansiedade disfarçada de amor,
é o coração acelerado
pelo medo de perder
quem nunca fez questão de ficar.
Eu vejo você defender
quem te fere.
Inventar desculpas para o desrespeito.
Diminuir o que dói
para não admitir que dói demais.
E eu fico aqui,
assistindo em silêncio,
entendendo o que você ainda não consegue enxergar:
Que você não ama o difícil.
Você só não sabe reconhecer o que é seguro.
Porque o amor que é constante
não te provoca vertigem.
Não te deixa insegura.
Não te faz competir.
E talvez seja isso que te assuste.
Eu vejo as mãos que te tratariam com delicadeza
sendo deixadas de lado
enquanto você insiste
em abraçar espinhos
e chamar os cortes de emoção.
Eu vejo.
Eu entendo.
E a parte mais dolorosa
não é você escolher errado
é perceber que,
quando finalmente entender o que perdeu,
talvez já seja tarde demais.
Porque quem ama com respeito
também aprende a se retirar.
E eu estou aprendendo...
Mesmo que você não veja.
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