Lista de Poemas
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Perdeu-se
O amor que se perdeu
Num dia, numa noite, há muito,
Perdeu-se e não mais foi encontrado
E não mais voltou,
O coração no qual ele morava
Ficou triste com o vazio deixado por ele,
Mas a tristeza e a saudade foram levadas pelo tempo
Atrás do amor que se perdeu
E, longe, muito longe,
Também se perderam e não mais voltaram;
O coração no qual ele morava,
Habitado por ele que a amava,
Mas ela se foi e o amor foi atrás dela,
Ela tinha o dom de voar e o amor só o de sonhar.
Sonhando e ela voando para longe
É que ele se perdeu num sonho sonhado por ele,
Enquanto ele sonhava com o amor dela
E indo atrás dela,
Ela e ele se foram.
Num dia, numa noite, há muito,
Perdeu-se e não mais foi encontrado
E não mais voltou,
O coração no qual ele morava
Ficou triste com o vazio deixado por ele,
Mas a tristeza e a saudade foram levadas pelo tempo
Atrás do amor que se perdeu
E, longe, muito longe,
Também se perderam e não mais voltaram;
O coração no qual ele morava,
Habitado por ele que a amava,
Mas ela se foi e o amor foi atrás dela,
Ela tinha o dom de voar e o amor só o de sonhar.
Sonhando e ela voando para longe
É que ele se perdeu num sonho sonhado por ele,
Enquanto ele sonhava com o amor dela
E indo atrás dela,
Ela e ele se foram.
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Quando Lídia Helena deixou-me
Era sábado e estava chovendo. Eu estava realmente irrequieto preso em casa, sem poder sair na rua. Meu pai passou mais uma noite fora de casa, no jogo de cartas, provavelmente, e ainda não chegou, com aquela cara de criança que fez algo de errado, como toda vez que ele fazia isto. Mas o que mais me afetava era o trauma que ele deixava na família e ele estava com o carro, o único carro de casa; sem acesso a ele eu não tinha coragem de ir até a casa dela, por mais que eu a amasse, pois certamente ela quereria ir a algum lugar e, sem carro, isto seria impossível; mas, pelo sim pelo não, eu telefonei para ela, mas foi a mãe dela quem atendeu:
– Há, é o Paulo? A Lídia Helena, espera que eu vou chamá-la.
Passou alguns minutos, que me pareceram horas, uma eternidade, ela nunca demorou tanto, finalmente ela atendeu,
– Vamos para São Paulo, assistir a uma peça de teatro?
Eu disse, acreditando que ela diria sim e torcendo para que meu pai chegasse a tempo,
– Hoje não, estou indisposta, não vou sair de casa..
Ela me disse.
Foi uma tromba d’água que desabou sobre o meu ansioso coração, quase o afogando. Não consegui dormir naquela noite, só pensando nela, que estava indo embora para longe de mim. Eu tinha aguardado ansiosamente a semana inteira por um sim. Mas um colega disse-me, no dia seguinte, que a viu em São Paulo na noite anterior e, o pior para mim, acompanhada por um cara; pronto, foi o suficiente para que meu mundo colapsasse-se. O dia já estava ruim, ela não quis sair comigo e meu pai não entrava em casa, só ficava no quintal e ficou pior ainda, foi um resto de domingo torturante. Mas na segunda cedo, eu estava no portão e ela, no carro de um outro que o estava dirigindo, parou em frente à minha casa, desceu, veio em direção a mim, parou olhando-me nos olhos e me disse para não a procurar mais, foi o desfecho final e intranquilo de uma paixão tremenda; que vontade de chorar que eu senti, o punhal do adeus dela penetrou fundo no meu coração, que a amava monstruosamente. Foi difícil para mim não a ver mais, justo eu que estava dominado pela imagem dela desde que a conheci, tanto é que eu perdi um ano de faculdade porque eu só pensava nela, a minha vida era ela, mas ela se foi com outro, acabou. Ela já dava sinais de que isto aconteceria, ela começou a constranger-me, sentar-se à mesa distante de mim; quando estava comigo fazia questão de ir no carro de outros, eu é que não via estes sinais e os não percebia, pois eu estava enamorado dela e meus sentidos estavam anestesiados pelo amor..
Mas eu sobrevivi, a punhalada no meu peito, desferido por ela, não foi fatal e a profunda ferida que ela deixou cicatrizou com o tempo, mas eu tenho saudade de Lídia Helena.
– Há, é o Paulo? A Lídia Helena, espera que eu vou chamá-la.
Passou alguns minutos, que me pareceram horas, uma eternidade, ela nunca demorou tanto, finalmente ela atendeu,
– Vamos para São Paulo, assistir a uma peça de teatro?
Eu disse, acreditando que ela diria sim e torcendo para que meu pai chegasse a tempo,
– Hoje não, estou indisposta, não vou sair de casa..
Ela me disse.
Foi uma tromba d’água que desabou sobre o meu ansioso coração, quase o afogando. Não consegui dormir naquela noite, só pensando nela, que estava indo embora para longe de mim. Eu tinha aguardado ansiosamente a semana inteira por um sim. Mas um colega disse-me, no dia seguinte, que a viu em São Paulo na noite anterior e, o pior para mim, acompanhada por um cara; pronto, foi o suficiente para que meu mundo colapsasse-se. O dia já estava ruim, ela não quis sair comigo e meu pai não entrava em casa, só ficava no quintal e ficou pior ainda, foi um resto de domingo torturante. Mas na segunda cedo, eu estava no portão e ela, no carro de um outro que o estava dirigindo, parou em frente à minha casa, desceu, veio em direção a mim, parou olhando-me nos olhos e me disse para não a procurar mais, foi o desfecho final e intranquilo de uma paixão tremenda; que vontade de chorar que eu senti, o punhal do adeus dela penetrou fundo no meu coração, que a amava monstruosamente. Foi difícil para mim não a ver mais, justo eu que estava dominado pela imagem dela desde que a conheci, tanto é que eu perdi um ano de faculdade porque eu só pensava nela, a minha vida era ela, mas ela se foi com outro, acabou. Ela já dava sinais de que isto aconteceria, ela começou a constranger-me, sentar-se à mesa distante de mim; quando estava comigo fazia questão de ir no carro de outros, eu é que não via estes sinais e os não percebia, pois eu estava enamorado dela e meus sentidos estavam anestesiados pelo amor..
Mas eu sobrevivi, a punhalada no meu peito, desferido por ela, não foi fatal e a profunda ferida que ela deixou cicatrizou com o tempo, mas eu tenho saudade de Lídia Helena.
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