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Centopéia

Centopéia

Uma ilustração visualmente sugestiva que captura a essência do poema "Centopéia". A obra de arte explora temas de crescimento pessoal, dualidades entre luz e sombra, a conexão entre terra e espírito, e momentos de generosidade e compaixão. Também aborda a representação simbólica de vitória e monotonia, o papel da arte como bússola, e a dança dinâmica de uma centopéia. A imagem global encapsula o rico tecido de emoções e reflexões tecidas ao longo do poema.


Cada um tem sua própria terapia
Eu criei a minha, eu costumo muito dizer sobre o que se passa
É mais ou menos isso que ta acontecendo


A minha sombra almejando a luz
Seduz o contraste com meu vínculo
Ainda sou "início"
Como a terra une o espírito
A noite eu oferecendo água para um faminto

Mudar onde que se esconde no quando sorrimos
O quanto contamos histórias, quase não dormimos.
O mundo nós dá, por isso devolvemos
Sendo além de "se entender".
Porque sim, só nós sentimos

Medindo os centímetros do poço,
Esses são os minutos do meu "posso"
Já faz melodias em que eu peço que acorde
Hoje eu cheguei a acreditar no meu oposto

Ai imagina se a matéria arte é bússola,
Para quem só busca o Google é um oráculo contemporâneo
Avanço é pra quem medita não quem medusa

Hoje decidi ler ao invés de reclamar
Consegui lembrar antes de anoitecer
Aprendi que preciso começar a ensinar
Plantar antes que comece a chover
Parei pra ver antes de enxergar
Suei o que não consegui dizer
Amei antes de começar a falar
E antes de querer aprendi ser


Tudo começa em cansar de afirmar
Gerar afinidade com seu fundamentos
Resolva sua pendência, veja os fundadores
Lá nos bastidores do arrependimento

Tudo termina em cálculo,
Quem vencer é o mais esperto
Eu acho a vitória um tédio
A perfeição beira a morte,
Todo sonho morre satisfeito
Porquê não existe o certo

Distraído venceremos,
Me percebo cego,
Entardeço cedo,
Quando me entendo cético

Meu externo, cerne
A doença, médica
Acaso técnico
Promessa e término

Arquitetamos desertos
Minha fala prolixa
Meu olhar eloquência
E prometo dessa vez me amar primeiro,
Nem que eu morra vítima da própria indiferença

Uma vontade colombiana
Um trago na lembrança de alguém que não me ama
A gula faz você almoçar sua janta,
São muitos milênios para poucas semanas
O porquê da mão que tira a tampa,

Mas jamais se pergunte como a Centopéia dança
Só dance junto com a banda
É involuntário conforme isso se choca,
Como isso te toca.
O destino é artilheiro de um jogo que você nunca deu bola

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Comentários (2)

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Thiago Santos
2024-02-25

Aprecio teu comentario :D

Inusitado Poema!