Thamires Aragão

Thamires Aragão

n. 1994 BR BR

Sou Thamires Aragão. Desde cedo fui rata de biblioteca. Gosto de histórias, da consistência das coisas pequenas. Sou apaixonada por literatura, louca por poesia, me arrisco na escrita. Estudei Letras e trabalhei em um sebo empoeirado.

n. 1994-08-27, Porto Alegre

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Poema Mudo

Eu não sabia o que dizer
quando subi naquele banco
e me segurei na sua maca
e decorei algumas falas

Eu não sabia o que dizer
já que os pássaros cantavam
e as sirenes seguiam
e toda gente dizia
o que eu não precisava dizer

Porque tudo é nó na garganta
e uma hora atrofia
e a fala resseca

Eu me deitei na sua caixa
eu me aninhei no seu peito
e decorei as suas falas
caso você não pudesse dizer
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Poemas

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Poema Mudo

Eu não sabia o que dizer
quando subi naquele banco
e me segurei na sua maca
e decorei algumas falas

Eu não sabia o que dizer
já que os pássaros cantavam
e as sirenes seguiam
e toda gente dizia
o que eu não precisava dizer

Porque tudo é nó na garganta
e uma hora atrofia
e a fala resseca

Eu me deitei na sua caixa
eu me aninhei no seu peito
e decorei as suas falas
caso você não pudesse dizer
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Quarentena

Você toca bossa nova
nós dois sabemos o quanto é triste

Na casa ao lado, todos sofrem de solidão
no jornal: o vírus matou mais um

O elefante de Drummond caminha  pela cidade
transporta o peso do mundo

O lixo de Gullar transborda do poema
nós dois sabemos o quanto é triste

Sozinhos, dançamos a nossa bossa nova
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Comentários (3)

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Denise
Denise

Muito lindo, meus olhos se encheram de lagrimas!!

Alessandra
Alessandra

<3*

Alessandra
Alessandra

Te amo ?