Lista de Poemas

Edad que habla

Tengo pelo canoso

¿Llegué a este color a esta hora?

¿Voy a salir corriendo?

¿Qué voy a hacer ahora?
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Vários Brasis

Aqui nasci, aqui vivo
Comecei nestas terras com imenso despertar
De lá a cá fazem três décadas
Sigo nessa jornada salutar

Imensidão, vários Brasis em apenas um
Aqui há chuva, frio, calor e solzão
Primavera e outono mal fazem frente
Às geadas de inverno e ao escaldante verão

O que você plantar, nasce
Terra fértil por demais
Famosos também somos pelo Carnaval
Pelo futebol estampamos as capas de jornais

Biodiversidade única, diria magnífica!
Amazônia, Pantanal, caatinga e cerrado
Vários nichos reunidos num só...
Tem como não ficar apaixonado?
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Office no Home

Mudamos do grande para o pequeno

Do local de trabalho levamos nossa estação

O trabalho, outrora longe de casa

Passou a caber na residência onde depositávamos nosso colchão

                                  

Uma nova rotina,

Um “novo normal”

Nos fez mudar hábitos

O que antes era diferente tornou o coletivo igual

 

Um acessório tornou-se parte integrante da face,

Cobrimos o rosto como forma de luta

O vírus que botou o mundo em quarentena

Levou a vida de muitos, impondo manuais de conduta 

 

As horas diárias foram se perdendo

A rotina se tornou ainda mais maluca

Trabalhando à distância, mais tempo foi dispendido

Ter de ficar à disposição e vender sua cuca

 

Estar em casa se tornou o álibi perfeito,

Para jornada com hora para começar, mas sem fim

Labores intermináveis, infindáveis tarefas

A barreira se esvaiu entre o trabalho e a mim

 


Epílogo: Agradeço ao Peter Leahy pelas resenhas e por me proporcionar essa ideia e inspiração.
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Emoções

Me perdi de mim?

Não sei

Seguir acreditando em ti?

Sonhei

 

Caminho pelo mundo procurando as respostas

De ti nada sai, dentro de ti tento encontrar

Estaria eu, em mim, perdida?

Procuro, tento essa questão sanar

 

Lidar com esse turbilhão interno

Como vou o equilíbrio encontrar?

Se de dia penso em nós

E de noite tento me reencontrar?

 

Sigo (viva?) aqui persistindo

Tentando pôr fim nessa história arrastada

De tua existência sigo sendo sombra

O que será de nós, diga-me, camarada?

 

 

 

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Fit

Resolvi me cuidar para o verão e passei a frequentar a academia. Incomodava-me o que eu via no espelho, todas minhas amigas encorpando e eu ficando na minha... Tentadores eram os rapazes, eu sempre ficando pra trás, todas mulheronas e eu na siririca, ansiando por mais...

              Botei na minha cabeça e ninguém mais tira: desse verão não vai passar! Começo agora ou nunca inicio, malho agora ou nunca mais vou malhar! Na primeira academia que passo, adentro nela logo assim: “Boa tarde, quanto tá a mensalidade?” e pago logo dois meses, vou me matar de malhar, para todos caírem de joelhos sobre mim.

              Tenho o corpo delgado, mas não sou a dita mulherão... Já tive fases melhores, mas nunca coloquei os homens no chão... Mas agora as coisas mudam, ou sei lá, devem mudar, pois vou malhar e ficar gostosa! Até disposta a dar raba? Quem sabe, posso tentar...

              Em minha primeira semana malhando, mal consegui tirar os olhos de ti... Malhava e, enquanto meu suor pingava, você gentilmente olhava e sorria para mim. Braços fortes de instrutor, pensava loucuras contigo ... Seria você, ó rapaz forte... A me enrabar e me fazer pedir mais?

              Com o tempo, confiança fomos pegando um no outro e começamos a conversar, entrosamos genuinamente, mas nada ainda a se esquentar... Começam olhares mais quentes de mim pra ti e de ti pra mim, começo a ficar molhada, ao pensar em você dentro de mim...

              Num dia muito chuvoso, pouca gente na academia apareceu... Eu fui com minha legging bem justa e doida para que você fosse meu! Esperei o último horário, onde mais gente não havia mais e rocei meus seios bicudos em ti, te provocando rocei-te por trás. Deste um riso de canto de boca, nossa! Aquilo me atiçou! Desse um sussurro abafado, fazendo juras de amor...

              Para o banheiro nós fomos, beijos houvemos de trocar... Beijos molhados e ensandecidos, você ficando duro e eu ensopada a ficar... Você me enlaça em seus braços fortes, me aperta contra a ti e sinto sua excitação, saco de ti seu pau teso e começo a acariciar-lhe com minhas mãos... Você não aguenta e me despe, põe-se a meus peitos chupar, enquanto isso eu masturbo-te, mas vagarosamente para que não venhas a gozar...

              Você, louco de tesão, me pincela e pergunta “posso,garota, te penetrar?” e eu respondo prontamente que podes vir, era isso que eu estava a esperar... Você dá uma socada sem dó, faz estrelas eu ver... Como esperei por esse momento, ser penetrado por um membro riste em prazer!

              Após socadas gostosas, o ritmo você começa a acelerar... Entretanto te saco de mim, te deito e me ponho a cavalgar! Você deleita-se com a visão e eu cavalgo tendo você como meu, teriam inveja de nós? Romeu e Julieta, Julieta e Romeu?

              Você aumentando os gemidos, eu rebolando de prazer... Dois “meros” conhecidos se entregando ao prazer... Quando você brada que o leite está vindo, pulo e ponho-te a mamar, até que seu leite jorra todo e põe a meus seios melar...

              Saciados, cansados... Que belo dia de malhação! Você me comeu gostoso e eu pude rebolar no seu pauzão! Uma bela experiência, experiência fit eu fiquei seduzida... Quem sabe outro dia desses, não role de novo e nesse dia eu dê a raba ainda?
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Existência

Enquanto sou, acabo sendo
As folhas do calendário demonstram isso pra mim
Conforme o tempo vai passando
As coisas acabam por se definir assim

Com aquilo a que me dedico
E tudo mais que faço para me ocupar
Do raiar da primeira fagulha do sol
Até o beijo da noite, no sono a me embalar

Conforme o tempo vai passando,
Sigo minhas sementes deixando
Por onde quer que eu passe,
Tentarei boas mensagens ir plantando

Quando a ampulheta vira,
Pode ser pela última vez
Mais dia, menos dia, tudo se acerta
Vou gastando meu português...


 

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Fortaleza

De dentro de ti é que sai,
gera a vida, fecunda e vai.
O apoio masculino, ombro amigo:
pai.

 

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Será que tem volta?

Aventurei-me nas terras tupiniquins de que tanto minha mãe sempre falava... Durante o Carnaval, não me fiz de rogado e tratei de comprar a minha passagem para me inebriar do samba que rolava solto por lá, mas também de todo o clima festivo que ecoava durante este evento singular no Rio de Janeiro.
Devo confessar que o clima boêmio daqui de Madri me apetece mais, todavia o do Rio aparenta não ficar muito atrás... Desde pequeno, minha progenitora sempre me falava com nostalgia do quanto ela adorava essa época do ano em sua terra natal, onde podia aproveitar toda a festa e bonança que havia pelas “calles” do Brasil... Então resolvi tirar a prova e ver com meus próprios olhos desta vez!
Despedi-me de meus pais e, em fevereiro, fui prontamente ao aeroporto, ansiando por vivenciar tudo aquilo que era reportado para mim de longa data... Além de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e afins não me serem desconhecidos, pois desde a barriga de minha mãe sou apreciador desse ritmo que embala as minhas raízes.
Quando termino de cruzar o Atlântico, na saída do aeroporto já consigo me inebriar com os batuques que ocorriam pela rua. Busco informações de como seria a melhor forma de chegar ao sambódromo e tentar ver pelo menos um dos dias do desfile das escolas de samba.... Consigo chegar em tempo de ver a segunda escola a desfilar e só saí dali depois do sol raiar...
No segundo dia, já tinha adquirido os ingressos antecipadamente e pude usufruí-lo de camarote. Todavia, confesso não ter sido uma experiência das melhores, pois me senti muito preso e gostei mais de ontem, quando pude estar no meio da galera – onde me sinto muito melhor e mais vivo!
Como lembrança especial, levarei comigo ter conhecido uma moça muito especial... Além dela ter me oferecido informação no aeroporto, ainda me deu carona, já que estava indo com alguns amigos para o sambódromo justo naquela ocasião. Quem diria?! Pudemos usufruir do desfile juntos e pude demonstrar também o quanto eu “tinha samba no pé” (risos)...
Após o término do segundo dia de desfile, no qual não pude vê-la, voltamos a nos encontrar na Lapa – por coincidência do destino? Acabei convidando-a para dançar e pudemos conversar mais e nos aprumar. Perguntei se podia acompanhá-la até em casa porque já era tarde e naquela ocasião ela tinha ido sozinha para a Lapa... Aceitou e, beirando a porta de sua casa, um beijo rápido me tascou!
Mal notei e quarta-feira de cinzas já era, passou muito rápido durante esse turbilhão... Levo comigo muitas memórias, não volto para Madri o mesmo mais não... De tudo que minha “madre” falava, tive muito melhor impressão. Olho enternecido pela janela do avião que de volta me leva.... Levo o gosto da bela dama comigo, será que volto depois do próximo verão?



 

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Elixir da Alma

Arrancando as folhas do calendário

Seguimos aqui a procurar

O que se perdeu desde outrora?

Por que seguimos a nos inconformar?

 

Nesta eterna insatisfação

Sempre buscamos o que ao redor não há

De tudo que somos cercados

De nada estamos a regozijar

 

Basta olhar para dentro

De certo lá você encontrará a resposta

Aquele doce sorriso

Uma sutil lembrança daquilo que você gosta...

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Segunda Chance

Que histórias você conta?

Que histórias você tem para contar?

Estirado, amanhecido

Feito par de chuteiras velhas na fiação a balançar

 

Sem aquele vigor de outrora

Todavia mais experiente

Está de passagem pela vida

Nela, a cada dia mais descrente

 

Cogita se entreter no mundo vil

Os vícios seriam sua companhia

Mas será que acordaria

Para ver mais um belo dia? 

 

Olhe para trás e de tudo nefasto desiste

Decida dar mais uma oportunidade para vida

Levanta do chão, limpa seus trajes

Pega a próxima avenida

 
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