Lista de Poemas
As flexões verbais do fim do amor
Quereria eu
que tu pudesse
finalmente entender meus vícios,
para assim enxergar minhas virtudes.
"É o último, estou parando."
O que era presente, hoje é pretérito.
Engraçado usar a palavra pretérito,
porém só a uso, pois a gramática claramente
divide o passado em três tipos.
O seu modo perfeito,
para minha infelicidade,
ficou pra você.
"Eu aguentei, eu amei"
Foi o que me respondeste quando eu disse
"Aguenta mais um pouco, não me amas mais?"
Sua resposta foi curta e incisiva.
Em um período usou a mesma pessoa
conjugando dois verbos no pretérito perfeito.
Deixando claro, desta forma,
que pra você acabou.
Dissera isso, terminara comigo e partiu.
Apenas isso.
Falou o que queria e foi embora.
Terminou uma ação e iniciou outra
sem ao menos, me dar
o direito de resposta.
Foi assim, como se fugisse de uma maldita seita,
também roubou de mim,
o pretérito em sua forma mais que perfeita.
Estarrecido eu ficava
quando nossa relação,
tu romperas, pois
naquela noite, pretenderia eu,
sua mão pedir.
Mas como "pretenderia" era conjugado,
como antigamente era chamado pelos
gramáticos, um tempo verbal de futuro condicional.
E de tão incerto,
ficou por isso mesmo,
preso no futuro do pretérito.
E não contente, como que de forma inconsciente,
prendeu-me em dois tempos. Além de
Futuro do pretérito, para deixar claro
aos mais leigos, fiquei, como se fosse um bônus,
preso ao Pretérito Imperfeito.
Saiba, eu superarei a ti, junto com
minhas manias e vícios,
melhorarei daqui pra frente.
Aguardarei ansiosamente
o futuro do presente.
E tudo que prometi a você,
Vou fazer o oposto. Caminhando assim
tranquilamente, no pouco considerado,
futuro composto.
De forma subjetiva,
desejo que fique bem e
seja feliz. Pois,
talvez se o pedido
eu tivesse feito e tu aceitasse,
não fossemos felizes.
Então, desde já proponho-te.
Quando a verdadeira felicidade encontrarmos,
seja eu primeiro, ou seja tu. Digamos ao
outro, com olhos nos olhos. Para assim, como dizia
Chico em uma de suas canções,
caso seja eu o primeiro,
ver o que você faz ao perceber que sem você eu passo bem demais.
Autor: S.P.P. Vieira
que tu pudesse
finalmente entender meus vícios,
para assim enxergar minhas virtudes.
"É o último, estou parando."
O que era presente, hoje é pretérito.
Engraçado usar a palavra pretérito,
porém só a uso, pois a gramática claramente
divide o passado em três tipos.
O seu modo perfeito,
para minha infelicidade,
ficou pra você.
"Eu aguentei, eu amei"
Foi o que me respondeste quando eu disse
"Aguenta mais um pouco, não me amas mais?"
Sua resposta foi curta e incisiva.
Em um período usou a mesma pessoa
conjugando dois verbos no pretérito perfeito.
Deixando claro, desta forma,
que pra você acabou.
Dissera isso, terminara comigo e partiu.
Apenas isso.
Falou o que queria e foi embora.
Terminou uma ação e iniciou outra
sem ao menos, me dar
o direito de resposta.
Foi assim, como se fugisse de uma maldita seita,
também roubou de mim,
o pretérito em sua forma mais que perfeita.
Estarrecido eu ficava
quando nossa relação,
tu romperas, pois
naquela noite, pretenderia eu,
sua mão pedir.
Mas como "pretenderia" era conjugado,
como antigamente era chamado pelos
gramáticos, um tempo verbal de futuro condicional.
E de tão incerto,
ficou por isso mesmo,
preso no futuro do pretérito.
E não contente, como que de forma inconsciente,
prendeu-me em dois tempos. Além de
Futuro do pretérito, para deixar claro
aos mais leigos, fiquei, como se fosse um bônus,
preso ao Pretérito Imperfeito.
Saiba, eu superarei a ti, junto com
minhas manias e vícios,
melhorarei daqui pra frente.
Aguardarei ansiosamente
o futuro do presente.
E tudo que prometi a você,
Vou fazer o oposto. Caminhando assim
tranquilamente, no pouco considerado,
futuro composto.
De forma subjetiva,
desejo que fique bem e
seja feliz. Pois,
talvez se o pedido
eu tivesse feito e tu aceitasse,
não fossemos felizes.
Então, desde já proponho-te.
Quando a verdadeira felicidade encontrarmos,
seja eu primeiro, ou seja tu. Digamos ao
outro, com olhos nos olhos. Para assim, como dizia
Chico em uma de suas canções,
caso seja eu o primeiro,
ver o que você faz ao perceber que sem você eu passo bem demais.
Autor: S.P.P. Vieira
👁️ 297
Mundinho de merda
Sua mente pequena, que se fecha em lugares pequenos e não é capaz de enxergar como o horizonte é gigante. é esse seu mundinho que me irrita.
A futilidade e a simplicidade da sua visão que afeta a minha perspectiva de tudo.
Meu mundo é grande, e minha visão pode abranger a imensidão do horizonte. Mas a sua perspectiva que me afeta e seu mundo é o que quero fazer parte. E isso faz com que meu mundo gigante, seja pequeno dentro do seu mundinho de merda.
A futilidade e a simplicidade da sua visão que afeta a minha perspectiva de tudo.
Meu mundo é grande, e minha visão pode abranger a imensidão do horizonte. Mas a sua perspectiva que me afeta e seu mundo é o que quero fazer parte. E isso faz com que meu mundo gigante, seja pequeno dentro do seu mundinho de merda.
👁️ 269
O Fim
Eu a amo.
Isso é inquestionável. Mas amor,
esse sim, é um sentimento questionável.
Um sentimento lindo, que nos faz sofrer e chorar.
Onde a reprocidade incial é de cinquenta por cento.
Pra quem ama muito, é um risco muito alto.
Amor, do amor vem a vida.
E na maioria das vezes é apenas sexo.
Eu a amo.
Ela não está comigo.
Ela está nos braços de um
cara bonito que a faz feliz.
O Amor deve estar relacionado à beleza.
Isso não tenho, então, o que eu sinto?
Eu a amo.
E o fato dela estar feliz com outro,
que não eu, me deixa feliz.
Esse deve ser o objetivo máximo do amor.
Estar feliz com a felicidade da pessoa amada
acima de tudo.
Eu a amo.
E o fato dela estar feliz, me deixa tão feliz,
que faz com que eu sinta vontade de chorar.
Eu a amo.
Do amor vem a vida.
Mas às vezes é só sexo.
Talvez o amor não seja o início e sim
O Fim
S. P. P. Vieira
Isso é inquestionável. Mas amor,
esse sim, é um sentimento questionável.
Um sentimento lindo, que nos faz sofrer e chorar.
Onde a reprocidade incial é de cinquenta por cento.
Pra quem ama muito, é um risco muito alto.
Amor, do amor vem a vida.
E na maioria das vezes é apenas sexo.
Eu a amo.
Ela não está comigo.
Ela está nos braços de um
cara bonito que a faz feliz.
O Amor deve estar relacionado à beleza.
Isso não tenho, então, o que eu sinto?
Eu a amo.
E o fato dela estar feliz com outro,
que não eu, me deixa feliz.
Esse deve ser o objetivo máximo do amor.
Estar feliz com a felicidade da pessoa amada
acima de tudo.
Eu a amo.
E o fato dela estar feliz, me deixa tão feliz,
que faz com que eu sinta vontade de chorar.
Eu a amo.
Do amor vem a vida.
Mas às vezes é só sexo.
Talvez o amor não seja o início e sim
O Fim
S. P. P. Vieira
👁️ 216
Aventura
Dentre todas as aventuras,
nenhuma será como a jornada da vida,
não importa o quão entediante ela tenha sido,
ainda sim é uma grande aventura.
Desde de a adrenalina do nascimento
Até a luta contra morte.
A Aventura da vida termina,
até que a ceifeira te derrote.
O que acontece nesse percurso,
isso é história, a bondade ou maldade,
fica na memória. O fim é o mesmo
para o melhor e a escória.
- S.P.P.V.
👁️ 155
Sua oralidade
Talvez o ornamento
Majestoso que embeleza sua boca,
Faz com que eu me perca todos os dias
No meu caminho até você.
Em sua forma esplendida
É como o por-do-sol que
Morre atrás da serra e
Só pra renascer no outro dia.
O céu da tu boca não me mostra
O caminho certo, o que faz de
Mim, alguém que escolhe estar
Perdido.
Não existe céu mais limpo,
Não existe constelações,
Não existe grama macia e
Nem outro lugar que eu queira estar.
No abismo que a maciez da sua
Língua me guia, faz com que eu queira praticar um genocídio,
Deixando todos caírem por sua garganta.
Uma trilha perigosa, na qual quero quero sempre estar.
Um abismo entre que levou a vida de muitos que iam de vir.
Não sei se fui o primeiro a explorar estes caminhos,
não sei se com essa vantagem você faz de mim o fantoche ou o assassino.
Talvez nem crime seja.
Mas de baixo do céu de sua boca,
Após os ornamentos majestosos,
No caminho macio da sua língua.
Sempre vou me perder e sempre farei milhares morrer.
Majestoso que embeleza sua boca,
Faz com que eu me perca todos os dias
No meu caminho até você.
Em sua forma esplendida
É como o por-do-sol que
Morre atrás da serra e
Só pra renascer no outro dia.
O céu da tu boca não me mostra
O caminho certo, o que faz de
Mim, alguém que escolhe estar
Perdido.
Não existe céu mais limpo,
Não existe constelações,
Não existe grama macia e
Nem outro lugar que eu queira estar.
No abismo que a maciez da sua
Língua me guia, faz com que eu queira praticar um genocídio,
Deixando todos caírem por sua garganta.
Uma trilha perigosa, na qual quero quero sempre estar.
Um abismo entre que levou a vida de muitos que iam de vir.
Não sei se fui o primeiro a explorar estes caminhos,
não sei se com essa vantagem você faz de mim o fantoche ou o assassino.
Talvez nem crime seja.
Mas de baixo do céu de sua boca,
Após os ornamentos majestosos,
No caminho macio da sua língua.
Sempre vou me perder e sempre farei milhares morrer.
👁️ 177
Fumaça
Quando olho em seus olhos frios
Aquele olhar distante, que não distingue
amor ou ódio,
Penso em tudo o que você foi pra mim.
Já me olhou com admiração,
já vi esses mesmos olhos seus,
brilharem ao som de uma linda canção de Chico.
Chorarem por problemas e questões da adolescência
e sorrirem por um presente estúpido que lhe dei.
Eu conversei com você,
Suas dúvidas e questões,
Sempre que pude tirei.
E deste jeito, roubou para si
um lugar tão pequeno quanto o Maracanã
em meu coração, me fezendo cantar
Várias e várias vezes a mesma canção.
Hoje, olho nos seus olhos frios
Perdidos num distante vazio.
Um vácuo de escuridão e ódio,
Por sentimentos arredios.
Quebro minhas regras
e ignoro meu orgulho,
Engulo seco o meu ego
E volto a te procurar
E assim percebo,
Que o encanto, amor e a dor
Que aquela imensidão em meu coração
É só um vazio
Talvez o que foi feito,
Não se desfaça.
E o vazio que deixaste em meu peito,
Hoje preencho com fumaça.
Aquele olhar distante, que não distingue
amor ou ódio,
Penso em tudo o que você foi pra mim.
Já me olhou com admiração,
já vi esses mesmos olhos seus,
brilharem ao som de uma linda canção de Chico.
Chorarem por problemas e questões da adolescência
e sorrirem por um presente estúpido que lhe dei.
Eu conversei com você,
Suas dúvidas e questões,
Sempre que pude tirei.
E deste jeito, roubou para si
um lugar tão pequeno quanto o Maracanã
em meu coração, me fezendo cantar
Várias e várias vezes a mesma canção.
Hoje, olho nos seus olhos frios
Perdidos num distante vazio.
Um vácuo de escuridão e ódio,
Por sentimentos arredios.
Quebro minhas regras
e ignoro meu orgulho,
Engulo seco o meu ego
E volto a te procurar
E assim percebo,
Que o encanto, amor e a dor
Que aquela imensidão em meu coração
É só um vazio
Talvez o que foi feito,
Não se desfaça.
E o vazio que deixaste em meu peito,
Hoje preencho com fumaça.
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