Mudanças
Dois abajus, três janelas, doze quintais
Demasiadas moradas em face de uma perdida razão,
Mudanças na corrente de um único coração.
Não haverá presença amanhã, a ausência é iminente
Qual o sentido da despedida, se o acontecimento estava lá desde o início com o seu resplendor condizente
A verdade não mais o é, em face do brinquedo perdido, do toque cessado, e da normalidade aparente
De agora em diante, cada folha cai calculadamente.
O tempo se recusa a apagar, o vento desistiu de pairar
Pensamentos abandonados são raízes profundas de um salgueiro sombrio
Não há mais paz no mausoléu abandonado pela felicidade sútil.
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