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Biografia

Não é importante saber o que sou o quem sou, mas sim interessarem-se pelo que escrevo.

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As Estrelas



 


       Durante toda a minha vida, conheci inúmeras pessoas, mas nenhuma era igual. Ou pelo menos não me pareciam. Todos os dias nascem, vivem e morrem pessoas. Nós é que controlamos o mundo e só nós decidimos o que é importante para nós mesmos.

         No início da vida, somos uma simples criança, que não tem consciência de nada. Somos como as estrelas, coisas pequenas sem significado algum, mas no final acabamos por ser bastante importantes. Metem-nos simplesmente no mundo e nós nunca sabemos bem porquê. A primeira coisa que começamos por fazer é tentar falar, o que acaba por não correr assim muito bem. Mas enquanto somos crianças temos a oportunidade de fazermos tudo o que quisermos. De errar e ter sempre alguém para nos aparar a queda. Só que quando chegamos a uma certa idade pensamos que tudo pode ser feito, como se fossemos crianças e acabamos por não ter a consciência dos erros que fazemos. Por vezes para nós podem ser coisas bastante banais, mas na verdade são coisas bastante sérias. Quase todas as pessoas já erraram um vez, e quando digo errar não falo de não pôr a mesa ou beber um copo com os amigos e chegar bêbado a casa. Falo de erros, que ao início não parecem estragar nada, mas no fundo estragam a imagem da pessoa até a sua própria vida. E mudam essa pessoa para sempre. Às vezes até podem ter feito esse erro, com o objetivo de chamar à atenção para uma coisa ainda mais grave. O problema é que quando isso acontece, os adultos nunca se apercebem do que se passa. Mesmo quando é bastante óbvio.

Por exemplo, há quase um mês atrás que fui ver um filme sobre o Bullying, bastante pesado. Falava de um rapaz que era bastante gozado, até mesmo pelo professor responsável. Então, um dia os rapazes que lhe faziam bullying, embebedaram-no fazendo o rapaz afogar-se. Enfim já estou a fugir muito ao tema principal. Que é a falta de preocupação dos pais e adultos em relação a coisas extremamente difíceis de lidar, que normalmente ninguém se dá conta ou simplesmente fingem que não vêm. Há assuntos que os filhos não conseguem dizer aos pais, não por não quererem, mas por não conseguirem. Nunca se esqueçam disso.


     Neste caso poderiam existir várias reações. Podemos ter adultos relaxados, que ao lerem o que escrevi não ligarem nada. Ou podemos ter pais ou quais quer outras pessoas a ler isto e pensarem “Sim, o que esta pessoa escreveu é verdade.” e pensarem em proteger mais os seus filhos. Mas chega temos mais coisas para falar.
Agora vou contar-vos como me tenho sentido nos últimos dias. Não vou ser direta nem especifica só quero que interiorizem estas simples palavras. “É muito fácil não saber nada, às vezes. As coisas mudam e os amigos vão-se embora. Mas a vida não pára para ninguém. Eu queria rir. Ou talvez ficar zangada. Ou ainda poder esquecer tudo só por um momento e pensar no vazio. Acho que a ideia é cada pessoa viver a sua vida à sua própria maneira e decidir a quem contá-la. Não podemos simplesmente parar de fazer as coisas só porque o dia nos corre mal. Temos de nos levantar quando caímos. E pensar que há mais coisas a fazer. Também não podemos colocar a vida dos outros à frente da nossa e esperar aí sentados, como se isso fosse uma prova de amor. Simplesmente isso não funciona assim. Isso é como não querermos saber da nossa própria vida. Por isso decidi que vou fazer o que realmente quero fazer. Ou simplesmente vou ser quem tenho evitado ser, por pensar demais. E vou descobrir como é ser uma pessoa que as pessoas não esperam que seja. Por outro lado, poderíamos sentar, perguntar e sentirmo-nos mal uns pelos outros e a culpar alguém por isso. Mas eu não sei. Acho que pode haver sempre alguém para culpar. É apenas diferente. Ver as coisas noutra perspectiva. E foi sempre isso que eu quis e acho que estou a conseguir. Porque é mau tentar perceber coisas onde não estivemos. Só percebe quem lá esteve. Por isso não faz mal sentir as coisas de maneira diferente. Um dia conheci uma pessoa que não se importava com nada. Não nada de nada, mas com coisas insignificantes de adolescentes. Simplesmente importava-se com o normal de uma pessoa. Por momentos pensava que ela vivia num mundo à parte. E sentia-me triste por não conseguir fazer isso também. Porque isso é um dom que gostava muito de ter. Abstrair-me das coisas insignificantes de vez em quando.” Bem acho que isto pode ser uma ideia para muitos ou então um mero desabafo meu, quem sabe cada um interpreta da maneira que quer. Pois acho que ao mudarmos às vezes a nossa forma de ser é bom. Não? Que dizer pode ser como pode não ser. Tudo depende das nossas escolhas. À partida nós é que tomamos as decisões importantes. Para mim, pelos menos, sempre foi assim,  boa ou má é tomada pela nossa cabeça. Só nós somos os responsáveis por tudo o que acontece na nossa vida. E isso às vezes define quem somos na verdade, então quando tomamos uma decisão nas calmas, aí sim, estamos a tomar uma decisão nossa. Agora se for no calor do momento, isso é mais a personalidade de uma pessoa irritada com alguma coisa ou com alguém.

         Amor, é outro tema bastante falado. Não só por jovens, mas também por adultos. Não existe ninguém que ainda não tenha sentido o doce ferrão do amor. Traduzindo. Todos nós já “levamos com os pés”, acho que assim percebem o que eu quero dizer. O amor tem dois lados, o amor normal, obsessão e ainda as pessoas que não amam, simplesmente não sabem o que é amor. Acreditem, que eu já assisti aos três e são bastante diferentes. Temos dentro do amor, o verdadeiro que é… Aquela pessoa que vai ficar contigo para o resto da tua vida. Não apenas nos bons momentos, em que as coisas são perfeitas, mas também quando a vida está uma porcaria e quando cometemos erros e o mundo parece desmoronar-se. Nós temos de ter a certeza de que é essa a pessoa que queremos ter, nesse momento. Esse alguém que te quer apoiar e incentivar. Que te dê tanto esforço quando tu lhe dás. Esse alguém que te quer acordar e ter o pequeno-almoço, pronto a tempo antes de dizeres que estás atrasado para o trabalho, ouvir todas as piadas estúpidas durante vinte, trinta ou cinquenta anos. Porque há coisas difíceis na vida, coisas muito difíceis e horríveis que se tornam, por vezes, prejudiciais. Mas o amor não deve ser uma dessas coisas. O amor deve ser aquele momento que se pensa: “Isto sim, é o que não me faz perder a esperança!”. O amor deve ser aquele apoio, o lugar seguro. Por isso não devemos dar as nossas melhores partes a alguém  sem temos a certeza que esse alguém seja digno de tal. Não nos devemos contentar com ninguém que olhe para nós e não tenha a certeza que quer ficar connosco. Temos de procurar e procurar, custa, claro que custa, mas se não custasse, todos eram felizes. Uma vez ouvi esta frase num filme e quis guardá-la para utilizá-la um dia mais tarde e esse dia é hoje: “Happiness can be found, even in the darkest of times, if one only remembers to turn on the light.” Traduzida: “A felicidade pode ser encontrada, mesmo nos tempos mais obscuros, apenas se alguém se lembrar de ligar a luz” (Harry Potter and the Chamber of Secrets).

              Por outro lado, temos o amor falso. Que é simplesmente quando as pessoas estão uma com a outra por algo. Por exemplo um rapaz rico tem uma namorada e essa só está com ele pelo dinheiro. Mas ele ama-a. Então o que acham disto? Para mim não é justo, pois um está a sentir o verdadeiro amor enquanto a rapariga simplesmente não sabe o que é isso. É a única desvantagem de pessoas assim. Nunca aprendem o que realmente é o amor. Pois se soubessem o que é não existiam casos desses e o mundo até poderia ser um pouco melhor. O chamado amor falso, não passa do simples facto das pessoas não saberem amar. O amor é uma sensação estranha que normalmente ninguém compreende. Pode ser difícil, como também pode ser fácil. O amor está ligado a diversos assuntos os quais podem ser. A felicidade, que depende muito do amor, pelo facto de, quando nos corre bem estarmos felizes e quando corre mal estamos chateados. Nunca percebi as nossas emoções são um pouco estranhas. Já consegui estar feliz e triste ao mesmo tempo e não percebi como isso foi possível.  Também me apercebi à pouco tempo que é difícil, mas é possível aceitar que nunca iremos significar nada para algumas pessoas. Mas o que é trágico é como não podemos significar nada para as mesmas pessoas que quisemos dar o mundo. Só falta falar da obsessão. É uma emoção muito difícil de se controlar. É um sentimento que se adquire, por não conseguir-mos ter o rapaz ou a rapariga que queremos, e como o que sentimos por essa pessoa é tão forte torna-se numa obsessão tê-la. Ao longo do tempo, todas as pessoas têm uma pequena obsessão por alguém. Não há escapatória é simplesmente natural.
Acho que para último tema quero que seja as amizades entre pessoas. As amizades também tem muitos lados, mas só vou falar das coisas gerais, mais importantes. 

           Já alguma vez vos aconteceu ter um amigo que quase se parece como um irmão ou irmã? A mim já e digo-vos que é a melhor coisa que alguma vez vos poderá acontecer. Eu nunca fui de chamar melhor amigo ou melhor amiga, sabem porquê. Uma vez perguntaram-me “Como é que são melhores amigas? São tão diferentes e como descreves a tua melhor amiga?” A primeira é simples. Os melhores amigos não tem de ter personalidades iguais, no meu caso somos bem diferentes. Mas sempre ouvi dizer que os opostos atraem-se. (não da maneira mais íntima, como é óbvio). Ou que as qualidades e defeitos de um complementam o outro. Já a segunda explica o facto de eu não ser de chamar as pessoas de melhor amigo ou melhor amiga. Acho que um amigo verdadeiro é quando nós o queremos descrever e não conseguimos, pois ele é tão especial que é impossível descrevê-lo. É difícil encontrar um amigo assim. É preciso errar muito e muito, nas amizades, para conseguir ter alguém assim. De todas os que já tive, quase todos me espetaram uma faca pelas costas, pois não pensem que os amigos são todos leais. Digo-vos que isso são só balelas. Algumas amizades fazem-nos errar bastante, mas é assim que aprendemos e conseguimos construir o nosso “próprio mundo”. Sempre comparei a amizade às estrelas, porque todos os dias quando era pequena olhava, e ainda olho, para o céu e vejo uma única estrela que nunca saí de lá. Foi uma estrela que eu marquei. As outras estão sempre a mudar como os amigos, mas aquela estrela faz lembrar o amigo ou a amiga que nunca irá sair da nossa vida. Um grande obrigada às pessoas que são assim.

        Termino dizendo, que a vida não passa de decisões tomadas por nós desde o primeiro dia em que vimos a luz do sol até ao nosso último raio de luz. Por isso, aconselho todos a viver como se não houvesse amanhã. Aproveitem cada momento como se fosse o último e aproveitem o que a vida vos dá. Mas não vivam como se o mundo fosse acabar, só façam tudo o que mais querem quando tiverem oportunidade e dê tempo ao tempo. Aí sim estão a aproveitar o mundo e a vossa vida. 
Quase me esquecia:“To infinite and beyond” Tradução:“Para o infinito e mais além” (Toy Story).
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