Sou uma metamorfose;
Não ascendi de lagarta à borboleta
Ao invés, perdi minhas asas e cores
Não consigo mais voar, só rastejar
Não espalho flores, nem tenho amores.
Minha metamorfose foi deixar de amar;
Quem me via, não vê mais
E se nem eu consigo me reconhecer
Por que alguém iria me entender?
Sim, eu me transformei quando deixei de amar;
Porém não sei quando, nem como
Não acho que alguém saiba precisamente
O momento em que deixou de amar
Mas acho que tal qual a natureza da lagarta
A natureza humana é de metamorfose.
A diferença é que:
Para a lagarta,
é uma bênção.
Para o homem,
uma maldição.