Lista de Poemas
Monstro mitológico
O amor é como uma Hidra
Quando o cortamos
Brota novamente
Com mais força
Causa um reboliço
Que tira a paz
E só conseguimos
Pensar no ser amado...
E as forças movem
O universo
No qual o caos
Ora instalado
Torna-se o recomeço
Mais forte
Mais intenso
Vencendo até
Mesmo nosso
Próprio medo
Esse medo perverso
De perder
Ou de receber desprezo...
Simone Moura.
👁️ 135
DECEPÇÃO
Sensações no peito afloram
Apertam firmes agora
Por um romance torpe
Ruído, acabado...
Não há contrariedade
Nem amor
Só ansiedade
E falta de valor...
Julgas-te superior
Não és nada
És apenas mais um
Vai-te embora!
Não o quero mais
Agora...
Simone Moura
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Amor sufocante
E foi te amando imensamente
que me esqueci de mim...
Não importava o peso
era invocação sem fim...
Pouco a pouco
como areia entre os dedos
você foi escorrendo...
E meu medo,
Ah! meu medo
foi crescendo...
Insegurança intensa que a tudo destruiu
sufocou o meu peito
e você sem muito pensar...
Partiu!
que me esqueci de mim...
Não importava o peso
era invocação sem fim...
Pouco a pouco
como areia entre os dedos
você foi escorrendo...
E meu medo,
Ah! meu medo
foi crescendo...
Insegurança intensa que a tudo destruiu
sufocou o meu peito
e você sem muito pensar...
Partiu!
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Coração remendado
E o amor fez morada em mim...
o desejo de completude
movia minha vida
fiquei dependente
E isso foi o fim...
Invadida por um ciúme implacável
tirou minha paz e autonomia
e perdi tudo
porque perdi a mim...
Hoje percebo que esse sentimento
que julguei ser amor
só trouxera desgaste e dor...
Sei que o sorriso voltará
junto ao brilho dos olhos
e o coração remendado
Ah! vai amar de novo sim...
Simone Moura
o desejo de completude
movia minha vida
fiquei dependente
E isso foi o fim...
Invadida por um ciúme implacável
tirou minha paz e autonomia
e perdi tudo
porque perdi a mim...
Hoje percebo que esse sentimento
que julguei ser amor
só trouxera desgaste e dor...
Sei que o sorriso voltará
junto ao brilho dos olhos
e o coração remendado
Ah! vai amar de novo sim...
Simone Moura
👁️ 288
E era apenas um radinho
E era apenas um radinho
E era apenas um radiozinho de pilha
Ali no canto da sala
Sempre às dezoito horas
Vovô o ligava...
E era apenas um radiozinho de pilha
Que trazia notícias de fora
De todo lado de nossa história...
Os cantores da moda
Sim, as moda de viola...
E era apenas um radiozinho de pilha
Meu avô; sorria enrolando o bigode...
Viajava no pensamento
Fechava os olhos de vez em quando
Exercitando sua memória...
E era apenas um radiozinho de pilha
Tarde da noite ele o desligava
Todos íamos dormir
E no outro dia recomeçava
Ora pra chorar, ora pra sorrir...
O melhor era ouvir
Aquela voz carinhosa
Minha neta, por favor!
Liga meu radinho de pilha...
Simone Moura
E era apenas um radiozinho de pilha
Ali no canto da sala
Sempre às dezoito horas
Vovô o ligava...
E era apenas um radiozinho de pilha
Que trazia notícias de fora
De todo lado de nossa história...
Os cantores da moda
Sim, as moda de viola...
E era apenas um radiozinho de pilha
Meu avô; sorria enrolando o bigode...
Viajava no pensamento
Fechava os olhos de vez em quando
Exercitando sua memória...
E era apenas um radiozinho de pilha
Tarde da noite ele o desligava
Todos íamos dormir
E no outro dia recomeçava
Ora pra chorar, ora pra sorrir...
O melhor era ouvir
Aquela voz carinhosa
Minha neta, por favor!
Liga meu radinho de pilha...
Simone Moura
👁️ 110
A outra face
A outra face
Um olhar permissivo
Oculto nas entrelinhas
De injustificados sonhos
Que às vezes desatina
Intenções pouco a pouco reveladas
Vão surgindo no emaranhado jogo da vida
A disputa é acirrada
E o vencedor tem sede de...
Talvez sangue
Talvez riso...
Talvez o prêmio
Talvez apenas vencer...
Justo ou não, o percurso flui.
Ninguém espera ninguém
Cada um mostra a outra face...
Simone Moura
Um olhar permissivo
Oculto nas entrelinhas
De injustificados sonhos
Que às vezes desatina
Intenções pouco a pouco reveladas
Vão surgindo no emaranhado jogo da vida
A disputa é acirrada
E o vencedor tem sede de...
Talvez sangue
Talvez riso...
Talvez o prêmio
Talvez apenas vencer...
Justo ou não, o percurso flui.
Ninguém espera ninguém
Cada um mostra a outra face...
Simone Moura
👁️ 76
Quando te vejo...
Quando te vejo
Meu coração dispara
Minhas mãos tremem
Aumenta meu desejo
Ah! É uma visão especial
Sempre a busco
No pensamento
Para ver se consigo realizar
No semblante tão lindo
Nos quais meus olhos repousam
Encontro equilíbrio
Que me faz tranquilo
Só assim...
E se foges de mim?
O que seria?
O fim...
Meu coração dispara
Minhas mãos tremem
Aumenta meu desejo
Ah! É uma visão especial
Sempre a busco
No pensamento
Para ver se consigo realizar
No semblante tão lindo
Nos quais meus olhos repousam
Encontro equilíbrio
Que me faz tranquilo
Só assim...
E se foges de mim?
O que seria?
O fim...
👁️ 229
Esse amor...
E o amor que desmedido
Não era possível de aferir
Explodia e enchia o espaço todo
De inefáveis desejos
Extrapolando a realidade...
O anseio de almas perdidas de amor
De desejos, devaneios...
Embebidos no cálice do desejo
Que esvaziava-se em cada encontro
E enchiam-se na ausência...
Sabendo que no passado não existiu
No presente intensamente
E no futuro, outros desavisados
Completarão os seus, baseados
Nos nossos sentimentos...
Que agora só são registros
Da intensidade incompreensível
De seres carnais que se amaram
Muito além da alma...
Simone MOURA
Não era possível de aferir
Explodia e enchia o espaço todo
De inefáveis desejos
Extrapolando a realidade...
O anseio de almas perdidas de amor
De desejos, devaneios...
Embebidos no cálice do desejo
Que esvaziava-se em cada encontro
E enchiam-se na ausência...
Sabendo que no passado não existiu
No presente intensamente
E no futuro, outros desavisados
Completarão os seus, baseados
Nos nossos sentimentos...
Que agora só são registros
Da intensidade incompreensível
De seres carnais que se amaram
Muito além da alma...
Simone MOURA
👁️ 243
SEDUÇÃO
Pernas lisas de fora
Decotes profundos agora
Vestidos colados
Lábios pintados
Sorrisos, gargalhadas
Mordidas no copo, deixadas!
Língua passando na beirada
No fim uma olhada
Fumaça de cigarro subindo
O tom de voz aumentando
Faróis de carro passando...
Não há uma sedução maior
Que uma mente preparada
Nutrida por paixão e malícia
Na madrugada!
Simone Moura
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Despedida
E o encanto se desfaz ao fechar das portas
Que se batem e não há um adeus...
Levando sonhos, momentos.
Toques de amor e desejo que se apagam
Sentimentos enclausurados no orgulho
Que desmedido transpõe retalhos
De algo que um dia foi tão único...
Simone Moura
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Sou casada, tenho três filhos, formação acadêmica em Letras e Pedagogia, pós graduação em história e cultura afro brasileira e africana,e em Linguística,publiquei quatro livros digitais, dois artesanais,um impresso e participações em Antologias,sou professora,contadora de histórias e colunista do jornal Portal Goiás total.Recebi Moção honrosa da Câmara municipal de Goianésia em 2017,e Comenda Berenice Teixeira Artiaga da Assembleia legislativa do Estado de Goiás ano 2018.
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