Lista de Poemas
ALQUIMIA DA PEDRA (SONETO)
A pedra do caminho ali fincada,
pisada por poetas e pensantes.
Quiçá filosofal, pois era amada,
na mente, feitos brilhos vislumbrantes.
A pedra foi estaca assinalada,
que no poema marcou os amantes,
passando pela vida atribulada,
foi aura dos sinais estimulantes.
Firmou também na singeleza da alma,
que tinha sensação não muito calma,
porém foi símbolo de uma bonança.
A verde, como a cor da esperança,
tal qual o tom da esmeralda brilhante,
o propulsor do encanto contagiante.
Premiado em 4º lugar no IV CONCURSO LITERÁRIO FOED CASTRO CHAMMA, da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro Sul do Paraná, em Irati/PR, em 28.07.2023.
MICROCONTO - SUFRÁGIO ELEITORAL
Trova - Beija flor
No seu voo estacionado,
o beija-flor fez cortejo.
No botão de rosa amado
pelo sabor de um beijo.
Aldravia
Café
Poema
Livre
Pensamento
Vago
Rogério Marques
Soneto ao saudoso e direto Pai
tu foste nesta vida sempre atento,
disposto e dedicado por inteiro
na casa que abrigou todo sustento.
A voz de teu conselho tão certeiro
na mansidão de certo pensamento,
que fez traçar cuidadoso roteiro
no gesto nobre do teu sentimento.
Nas lides notariais sempre presente,
lição de honestidade foi constante
e o teu exemplo de pai cativante.
Agora esta saudade que pressente
angústia do vazio preenchida
com boas lembranças de tua simples vida.
Dalisio de Sequeira Costa
* 26/03/1940
09/06/2023
Natural de São Gonçalo do Sapucaí MG. Passou por diversas cidades mineiras, encerrando seu ciclo terreno e transição em Passa Tempo MG. Foi bancário, datilografo, professor de Geografia e Educação física, escrivão, notário e registrador, ornitólogo e adestrador de cães. Deixou a esposa Nivea, quatro filhos e noras e 8 netos.
Hai cai jurídico
PÔR-DO-SOL (Soneto)
O belo que vislumbra no horizonte
transpõe centelhas sãs no firmamento.
Divaga bem por trás daquele monte
em que transcende todo encantamento.
Viris desejos sobem pela fronte,
o sol se põe, inspira o pensamento,
que vai à consciência por defronte
nutrir os sonhos de bom sentimento.
Imagem viva estampada na mente,
que surge na manhã, na tarde encerra,
a natureza vibra eternamente.
Repleta de beleza aos olhos vela,
fulgor celeste, encanto nesta terra,
esplêndido destaque em aquarela.
Rogério Marques Sequeira Costa
R. Bueno
SEXTINA - SATOR
Epigrafe: Sator arepo tenet rotas (palindromo quadrado) = O semeador mune-se do arado e dirige os trabalhos.
1 O lavrador semeia o seu arado,
2 munindo-se da força do trabalho,
3 dirige-se com bel motivação
4 e tendo a rota vai pelo sucesso,.
5 Da árvore frondosa gera fruto,
6 colhido com empenho, saber e arte.
6. Dedica com amor, promove arte.
1. Não perde tempo, cuida deste arado.
5. A fome vem saciada pelo fruto
2. obtido do suor do seu trabalho.
4. A fé, que ostenta, sustenta o sucesso,
3. que inclina a base da motivação.
3 Talento que enseja motivação,
6 vislumbra encanto, amabilissima arte,
4 que aos olhos brilham sonhado sucesso
1 semeado com desejo neste arado.
2 Insiste no que crê do seu trabalho
5 que gera dito saboroso fruto.
5 Cultiva com cautela e colhe fruto.
3 Entusiasmado faz motivação.
2 Não fica de fadiga no trabalho,
6 pois quem faz bem feito produz tal arte
1 semeia amor, cultivando no arado,
4 prepara a rota que vai ao sucesso.
4 Quem sonha vai à luta e ao sucesso,
5 sabendo recolher a renda e fruto,
1 que foi colheita acertada do arado.
3. A luz que brilha faz motivação,
6. que com fulgor estampa em toda a arte,
2. marcada com louvor pelo trabalho.
2. Não teima de lutar pelo trabalho,
4. que almeja garantir todo sucesso,
6. arquitetado com valia e arte,
5. na busca de lograr pelo seu fruto,
3. colhido vai sagrar motivação,
1. havida na seara deste arado.
1 No arado, reinam paz, amor, trabalho, 2
3 motivação, e enfim produz sucesso. 4
5 da safra que recolhe fruto e arte. 6
POESIA MEMORIALISTA
Na teia poética abarca
inspiração por completo.
Treze de dezembro marca
neste coração repleto:
- duas musas da poesia,
na figura feminina.
Adélia, o verso ilumina.
Minha querida Luzia.
(*) Publicado em Cena Poética 11, Belo Horizonte, 2025, p. 182
Rogério Marques
MANIFESTO SOCIAL (Soneto)
Entre humanos esta ufania impera,
porém, não sucumbe o esperado amor,
eis o princípio da mais remota era.
É odioso defecar terror
num tempo que se clama e que se espera
o beneplácito do Salvador,
lição sensível que ao universo gera.
Doutos senhores ditam regramento,
com seus discursos, extrai-se excremento.
No púlpito, escorgita-se fé vil
com a doutrina ignóbil e servil.
Libertam-nos com a poética aberta,
erudito e chulo, na hora certa ...
(Soneto feito a partir do poema Merda e ouro, de Psulo Leminiski)
Comentários (2)
Parabéns
Parabéns,Rogério!Ainda pequeno você já deixava fluir o gosto pela literatura,poemas escrevendo estória e poeminha.O primeiro livro que escreveu para os irmãos menores foi"O dedo de açúcar".O primeiro poema foi "Passarinho".Que tenha muito sucesso e que Deus o abençoe sempre.Bjs.
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