Lista de Poemas
A VISÃO DO AMOR
Teu olhar,
amado amigo!
Vende-me hipnótica
desvendar teus enigmas
e escrituras enfurecidas.
Minhas dores se transmutaram depois de ti!
Cegas e intensas em falsas intenções:
não mais
apreender-te em espaços sensíveis;
em dramas metafísicos....
Tua rapines de mulheres livres,
línguas e espíritos!
És mais que Deus-menino
e eu excomungada;
anulada aos teus sentidos demoníacos,
impeço o tempo,
virar tua página.
Ao passo que o éter
me oferenda nauseosos alívios,
com outros frascos e cartelas controladas,
de letárgicos lírios.
(RODRIGO PINTO)
amado amigo!
Vende-me hipnótica
desvendar teus enigmas
e escrituras enfurecidas.
Minhas dores se transmutaram depois de ti!
Cegas e intensas em falsas intenções:
não mais
apreender-te em espaços sensíveis;
em dramas metafísicos....
Tua rapines de mulheres livres,
línguas e espíritos!
És mais que Deus-menino
e eu excomungada;
anulada aos teus sentidos demoníacos,
impeço o tempo,
virar tua página.
Ao passo que o éter
me oferenda nauseosos alívios,
com outros frascos e cartelas controladas,
de letárgicos lírios.
(RODRIGO PINTO)
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AMOR INFINITO AMOR
Arrasta-te leprosa,
ó, tez rachada às sardas taciturnas!
Açula-me, quiçá sonhar-te um dia a dizer:
-“Tua”?
Buço gasto pelo fumo.
Mancas capengada,
perdulária em muleta remendada,
teus derrames tísicos, desgraçados.
Eis que disposto em parresia,
dou-me ao teu par à hora de um dia!
Os sulcos consomem,
face esquálida...
Paixões reveladas
à dentição rebentada
em cuspes prazenteiros
e hibridas secreções versejadas.
Ora, lançado neste sentimento tão profundo,
Ensaio-te à língua e também escarro meu sangue
e cigarros pelo mundo.
Armo ainda,
penetrar tuas alcovas mais íntimas,
dilaceradas, arrefecidas.
Mesmo já vazados os teus miseráveis olhos
e os bustos hoje pequenos, murchos.
Hora intumescidos,
putrificados pelo tempo,
noutros arreb ó is sepultos.
Mesmo já mefíticas
tuas calejadas e ossificadas
gracejas gorduras;
sebáceas glândulas diminutas...
Gozaremos em cama de lírios ressequidos,
entre a poeira dos terrenos cemiterianos
e urna compensada.
Só o silêncio sofrerá
à rijeza do nosso coito mariano!
ó, tez rachada às sardas taciturnas!
Açula-me, quiçá sonhar-te um dia a dizer:
-“Tua”?
Buço gasto pelo fumo.
Mancas capengada,
perdulária em muleta remendada,
teus derrames tísicos, desgraçados.
Eis que disposto em parresia,
dou-me ao teu par à hora de um dia!
Os sulcos consomem,
face esquálida...
Paixões reveladas
à dentição rebentada
em cuspes prazenteiros
e hibridas secreções versejadas.
Ora, lançado neste sentimento tão profundo,
Ensaio-te à língua e também escarro meu sangue
e cigarros pelo mundo.
Armo ainda,
penetrar tuas alcovas mais íntimas,
dilaceradas, arrefecidas.
Mesmo já vazados os teus miseráveis olhos
e os bustos hoje pequenos, murchos.
Hora intumescidos,
putrificados pelo tempo,
noutros arreb ó is sepultos.
Mesmo já mefíticas
tuas calejadas e ossificadas
gracejas gorduras;
sebáceas glândulas diminutas...
Gozaremos em cama de lírios ressequidos,
entre a poeira dos terrenos cemiterianos
e urna compensada.
Só o silêncio sofrerá
à rijeza do nosso coito mariano!
(RODRIGO PINTO)
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O BEM DA TÍSICA
Estou tísico,
tudo bem!
Cuspir sangue é bom;
escarrar também.
Dormir sentado é cômodo.
Tossir faz bem!
tudo bem!
Cuspir sangue é bom;
escarrar também.
Dormir sentado é cômodo.
Tossir faz bem!
(RODRIGO PINTO)
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