Lista de Poemas
Banzo
Foi arrancado de sua terra,
levado a terras desconhecidas,
então começou sua guerra,
mas nela não encontrou guaridas;
Foi-lhe dado outro nome,
passou frio, medo e fome;
Ouviu uma língua estranha,
então sentiu o chicote nas costas,
o sangue escorrendo e a sanha,
e sua sorte e vida foram postas
com pés e mãos em grilhões,
mas havia muitos, talvez milhões;
Foi vendido e obrigado a trabalhar,
morou em uma casa sem janelas,
viu imenso canavial, começou a cortar;
Percebeu arranhões nas canelas,
começou a cansar e sentir dor,
de repente sentiu o chicote do feitor;
Não trabalhou com empenho,
mesmo sob o medo de retaliação
do feitor daquele engenho;
Trabalhou muito até a exaustão;
De sua terra sentiu saudades,
nunca tinha visto tantas maldades;
Do sofrimento e da profunda saudade
nasceu o banzo, a imensa tristeza,
assim passou a clamar à sua deidade;
Se, veria sua terra, não tinha certeza,
entendeu que este seria o seu viver,
e que nesta terra estranha iria morrer.
levado a terras desconhecidas,
então começou sua guerra,
mas nela não encontrou guaridas;
Foi-lhe dado outro nome,
passou frio, medo e fome;
Ouviu uma língua estranha,
então sentiu o chicote nas costas,
o sangue escorrendo e a sanha,
e sua sorte e vida foram postas
com pés e mãos em grilhões,
mas havia muitos, talvez milhões;
Foi vendido e obrigado a trabalhar,
morou em uma casa sem janelas,
viu imenso canavial, começou a cortar;
Percebeu arranhões nas canelas,
começou a cansar e sentir dor,
de repente sentiu o chicote do feitor;
Não trabalhou com empenho,
mesmo sob o medo de retaliação
do feitor daquele engenho;
Trabalhou muito até a exaustão;
De sua terra sentiu saudades,
nunca tinha visto tantas maldades;
Do sofrimento e da profunda saudade
nasceu o banzo, a imensa tristeza,
assim passou a clamar à sua deidade;
Se, veria sua terra, não tinha certeza,
entendeu que este seria o seu viver,
e que nesta terra estranha iria morrer.
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Velha casa
Velha casa em sonhos perdidos,
espectro de antigas sensações,
miríade de desejos incontidos
repletos de distintas reações.
Caminho por suas peças
há muito tempo familiares,
às vezes estranhas e imensas,
ou exageradamente peculiares.
Estranha como a vizinhança,
por um instante estou de volta,
atrás de alguma semelhança
implícita nas sombras em volta.
Há uma linha tênue que separa
o mundo fantasmagórico
da realidade que se depara
como algo mais categórico.
No baú das memórias
de uma juventude perdida,
vêm à tona velhas histórias
e anseios daquela vida.
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Liberdade
Há muito tempo te almejo,
não havia forças para abraçá-la;
O tempo fomenta o meu desejo
de parar de idealizá-la;
Para sair da estagnação
movimento minhas ideias;
Nas veredas da ação
livro-me das peias;
A liberdade que ansiamos
é inerente à nossa essência,
com amor a almejamos
pelo clamor da resistência;
Poder de escolha e decisão,
nesse caminho há autonomia,
se não for isso, o que mais dirão?
De sua ausência a heteronomia;
Faça você mesmo ou outros farão;
Mesmo em uma frágil democracia
lutar não será em vão.
não havia forças para abraçá-la;
O tempo fomenta o meu desejo
de parar de idealizá-la;
Para sair da estagnação
movimento minhas ideias;
Nas veredas da ação
livro-me das peias;
A liberdade que ansiamos
é inerente à nossa essência,
com amor a almejamos
pelo clamor da resistência;
Poder de escolha e decisão,
nesse caminho há autonomia,
se não for isso, o que mais dirão?
De sua ausência a heteronomia;
Faça você mesmo ou outros farão;
Mesmo em uma frágil democracia
lutar não será em vão.
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Náufrago
Lembranças de uma vida controversa,
desse saudosismo doentio e insano
há uma necessidade perversa
do sofrimento que persiste a cada ano;
Vislumbro o meu passado
de minha ilha remota e distante;
Lembro-me do impossível a ser resgatado
como um livro esquecido na estante;
À corrente das lembranças perdidas
perco-me em delírios tomados pela maré;
Levado por esperanças límpidas,
percebo que o possível é ficar de pé;
Levanto-me e alcanço a motivação,
assim construirei uma jangada;
Remarei com afã de aproveitar a moção
do percurso desta vida ilhada.
desse saudosismo doentio e insano
há uma necessidade perversa
do sofrimento que persiste a cada ano;
Vislumbro o meu passado
de minha ilha remota e distante;
Lembro-me do impossível a ser resgatado
como um livro esquecido na estante;
À corrente das lembranças perdidas
perco-me em delírios tomados pela maré;
Levado por esperanças límpidas,
percebo que o possível é ficar de pé;
Levanto-me e alcanço a motivação,
assim construirei uma jangada;
Remarei com afã de aproveitar a moção
do percurso desta vida ilhada.
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