Convida-me a explorar aos divinos corpos de África
As curvas escultuosas das eternas mães do além
Madres das profecias esquecidas na história
A dança vai começar
O xigubo do Zé Cravo está a rebentar
Em passos largamente lentos e envolventes
Bailam os vetres que aos filhos reflectem
Uivam as kizumbas da minha terra
Numa e simples frescura das noites da África
Livres corpos, doces rostos, maternos bailares
Livram-se dos xipocos sofridos
Os filhos que espelham o futuro do Makhala
Oh! Mulheres da minha terra, negras do além