Biografia
Lista de Poemas
Prisão de Algodão
Pele de algodão, aprisiona meu ser,Sufoca o grito que tenta nascer.Amor, cárcere doce, cruel ilusão,Onde a liberdade se afoga em um não.
Correntes invisíveis me prendem a ti,Em um abraço que me suprime e me aniquila.Em teus olhos, um abismo onde me perco,Um labirinto sem saída, um universo incerto.
As paredes desta prisão são de sonhos,E as grades, de suspiros e gemidos.A chave que me libertaria, se perdeu,E a esperança se esvai em um véu.
Amor, prisão de algodão, me envolves em ti,E eu me rendo a este cárcere, sem mais resistir.
Espelho Partido
Fragmentos de mim, espalhados no chão,
Reflexos quebrados, em um labirinto sem fim.
A solidão, um espelho partido em mil,
Onde a imagem se distorce, se afogando em mim.
Em cada pedaço, um grito silenciado,
Um desejo incompleto, um sonho esquecido.
A solidão, um deserto interior,
Onde a alma se perde, despedaçada e ferida.
A noite me envolve, como um manto de trevas,
E a solidão me consome, gota a gota.
Sou a sombra de mim mesma, em um mundo de sombras,
Um grito mudo, em um universo em rota.
Amor Desesperado
Em noites de cão, sob um céu de chumbo,
Teus olhos, abismos onde me afogo.
Um amor de farrapo, sujo e absurdo,
Que me consome, me devora, me obriga.
Tu és a heroína de um romance barato,
A musa de um poeta marginal.
Teus beijos, veneno doce, um trato barato,
Que me mantém vivo, à beira do abismo fatal.
Nos becos da cidade, onde a noite se esconde,
Nos bares escuros, onde a alma se perde,
Te procuro em cada rosto, em cada canto,
Um fantasma te perseguindo, um amor que se perde.
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