Escritas

Biografia

Pedro Henrique Panza, autor do livro “Visão além da Tinta”. Foi revelado com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em 2017. As artes visuais se ampliam a partir de 2019. Ele retratar a visão do seu passado de uma forma que possa dialogar com seu presente, em busca do verdadeiro eu. A crítica envolvente de obras criar um desconforto, e um protesto de ensinamentos e perguntas que podem refletir sobre a ação de um ser humano sobre a vida em que foi inserida. Não sabe onde e quando isso terminará as ações do homem, porém ele tenta retratar a arte de uma forma simbolista com traços específicos de crítica.

Lista de Poemas

Total de poemas: 9 Página 1 de 1

O Pássaro sem cor!

Era uma vez um pássaro sem cor.
Sem amor.
Vivendo atrás de galhos.
Se perguntando;
Por que das asas?
Se não pode voar,
Se não pode viver.
O momento em que as toca, ele não as sente.
O verdadeiro questionamento?
Ou o fato de não voar?
Tentando entender o que é viver.
Tempos e tempos sem viver
Tempos em tempos sem pensar
Só olhando para o passado
Que não irar mais voltar!

 

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O Poço

Olhando ao fundo do poço.
Olho para o que já fomos um dia
Erguendo as mãos para uma memória
Fecho esse tabu .
Mas como fechar um poço de sentimentos
Com fantasmas reprimidos?
Penso no dia que os vejo;
Olho para o demônio.
Que se forma em seu semblante;
 No espelho.
Pergunto pelo meu nome.
Ainda tentando pertencer a um padrão;
Mas o padrão me consome.
E para você , não se lembrar da angústia?
Você coloca uma máscara.
Posso estar feliz, por fora.
Mas o poço ainda está lá !
E o fantasma?
Sim o fantasma, ainda está lá. 
Se fomentando do que já fui um dia 
até meu último respiro.
O sorriso de angústia fomentado
 Em mais um poço .
Porém, ainda luto.

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Esquina

Passando pela esquina
Buscando entender
Caminhando
Em busca de um rumo
Que um dia deus me deu
Conflitos de um humano comum
Que a sociedade cada vez mas descrente
Abomina amor
E valoriza a dor
Uma maldição?
Ou apenas uma ilusão?
Mas a meta é essa.
Descrença abundante.
Com a perda do significado pessoa.
Tratamos os outros como outros;
E não como o próximo;
Calamidade em um paradoxo
Em que poucos são de gentileza.
e a maioria?
A maioria de arrogância.
Buscando entender
No final tem fim?
Ou só mas uma esquina?

 

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Ciclo Temporal

Ouço passos!
Sem rumo
de alguém inseguro.
Que a vida levou um rumo
Nesse mar de poeira, reverbero o pensamento.
O pensamento que somos a poeira, da poeira.
E quando olhamos a vida já passou.
Representando que o tempo é  cruel.
Sem desnorteio, só rumores
Que a vida é um ciclo.
Ciclo esse, que não acaba.
 

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Céu?

Caminhos que um anjo levou.
Sem face ele mostrou.
Como confiar em um ser divino?
Se o próprio, traiu?
Como saberás do próximo?
Em uma igreja vazia?
Sem poder
Com fé?
Sem Fé.
Olhando por olhos.
Sem olhos.
Que os próprios os condenou.
Vivemos em um paraíso
Que paraíso?
Falsos paraísos, denominados Céu existe?
O fato.
É que nem mesmo o lugar mais perfeito haja paz?
Sem paz
Em um fundo de ilusão 
chamado
Paraiso
 

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A Passagem

Olhando para fora de um trem.
Em meio a tarde e a brisa, reconfortante.
Uma luz que se apaga, ao fechar dos meus olhos.
Vejo e revejo.
Um caminho reconfortante, ao viajar pelo passado.
Em um caminho abundante de volta para casa.
Mas será que aproveitei o momento?
Hoje a passagem de ida!
E amanhã de volta?
Num ciclo sem fim?
Mais que fim trás?
Se no fim é apenas uma passagem de ida.
Os barulhos reconfortantes de uma tarde simbólica.
Simbólica ao passear pelos 4 estados da vida.
Ambulante e desordenada;
Como a perfeição que o maestro não adaptaria
em forma de som, mas sim de emoção.
Uma lembrança de fim da primavera, com um ar de incerteza
Que talvez, talvez nos encontraremos na próxima estação.

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Memória Finitas

Memórias Finitas
Essas que os via
Sem lacrar, sem esconder
Só pura agonia
De um mal que prevalecia
Essa que os via
Um passado que apagou
Como uma borracha
Expandindo e sentimentos
Apagados
Felizes, tristes
E sem entender nada 
Estou aqui
Lembranças recentes se apagando
E no fim da idade só 
Eu
Quem sou eu?

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A Conversa!

— Me diz Rógerio, o que você faz aqui?
— Doutor, percebo que errei!
— O que você errou?
— Tudo, meus sonhos destruídos, por aqueles que me influenciaram.
— Influenciaram?
— Sim!!!!
— Rógerio, você hoje é um cara brilhante e bem renomado.
— Por que você está assim?
— Erros do passado que não irão voltar!
— Estou pior que antes, doutor!
— Como posso te ajudar?
— Cante aquela cantiga que nós ouvíamos!
— Sim, posso cantar, mas isso te ajudará? Pois isso, no fim é só um tranquilizante para seus problemas.
— Entendo, doutor, mas o que adianta ter uma mente tão perturbada sem um relaxante?
— A vida não é fácil, Rógerio, e nós dois sabemos muito bem disso.
— Eu sei, doutor, essa cantiga influencia tanto quanto nossa mãe estava aqui!
— Eu sei muito bem, Rógerio, você ultimamente está tendo uma válvula de escape.
— Botando seus erros em outros responsáveis, mas não no verdadeiro autor deles.
— Como assim, doutor?
— Você, bebê, fuma, e no fim da noite faz besteira!
— Como assim, doutor?
— Final você sabe muito bem, Rógerio!
— No final, você está sozinho com suas mágoas.
— Doutor, não me abandone!
A conversa terminou naquela noite na frente do espelho com o qual ele conversava!

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Cavalinho de Madeira

Brinquedos e memórias.
Ó doce infância!
Épocas de brincadeiras, nas ruas.
Perambulando pelo bairro.
Pipa, gangorra e um cavalinho de madeira.
Tentando achar no pique esconde.
Ou no pula pula. 
Mas a verdade!
Ó doce verdade, é  que o tempo levou.
Levou, levou e levou.
Não existe mais brinquedos como era.
Ou brincadeiras que se dissiparam com o tempo.
O cavalinho apodreceu na chuva.
Em que um dia o tempo fez seu trabalho.
Em que um dia foi cuidado.
Ó pequeno cavalinho de madeira.
O que adianta ter brinquedos hoje se a infância.
Ó doce infância, virou lembrança.
Ao longo do tempo, 
Está sendo retirada.
O relógio tocando e o cavalinho.
No final se moldando pelo resquício que um dia foi lembrança.
 

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