Lista de Poemas

espelhos turvos

Sinto ondas emergindo em meus cabelos;

Perco minha perspectiva corpórea;

Estes falsos sentidos, estes falsos duelos...


É uma matematica existencial;

Caminhos não percorridos, sensaçoes contorcidas;

Conjuntos, formas, o cardial...


Notando, trago as mais perfumadas essências, trago o singelo;

Nos espelhos turvos meu reflexo incomunicável;

Encarar de olhos, apreciando o mais belo...
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espiralar

Espaços relutantes e incompreensões verbais; o despercebido;
vazios. Percebo o agravamento de não pertencer;
quando a porta começa a espiralar, o significado é temido;
assim me esvazio e sobressaio no entardecer.

Oh! formas e não formas, contrastes de luz e sombra;
cores quentes e frias, nuas e tenras;
espaços, buracos, acoplamento de vértebras.

Entendo as causalidades de existir;
conectar o 'isto' ao 'aquilo' no percorrer natural;
que agora eu demonstre o toque e os confrontos de emergir;
sei que sua nuancia de exatidão é torrencial.

O meu Interior dançante se manifesta nas turbulencias inóspitas;
no imaginário, no subconsciente;
tudo tem levezas de sentido, mesmo se árduas;

E meus caminhos de expressões são refluxos de pensamentos insolucionados;
o pouco se da para se libertarem;
tudo acaba se dissolvendo e se desprende de agonias; 
cabendo seus própios dilúvios a se ramificarem...
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não identificado...

Mistério encoberto, relutam-se em seus suspiros emancipados e sentem no não-sentido;
Se desse optariam, sem hesitar, ao irreversível, manipulando fios pela urdidura, no começo do tecer,
no caminho não percorrido.


(grito) o não-saber, desacelero o pensar, me mantenho em segredo, transito no inimaginável;
Oh! inútil desejar a incompreensão;
Nos olhares perdidos há o amável;
Nos mares aflituosos do "ser" há a imensidão;


Silêncio da penunbra, caminhando em sua leveza;
é a liquidez individual permeando entre transfiguras;
Olhar, parar, suspirar, a incerteza...
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