Sopro...
Tempo demorado.
Despreocupação
Preservada inocência
Esperança
O início.
Passada
Injusta e desperdiçada,
Infância.
“De amantes a degradantes”
Somos uma combinação
Do caos e calmaria,
Somos duas almas perturbadas
Regidas
Instigadas.
Independentemente
Somos dependentes.
Um clássico caso do descaso
Desejando apenas se encontrar.
No fim,
Somos almas impensantes
Desnorteadas e sedentas,
Pela presença da ausência
De um desfecho duradouro.
TERAPIA
Páginas arrancadas
Folhas amassadas
Um silêncio massacrante,
Horas inerte.
Em transe.
Olhar distante
Oscilação de pensamentos
Surtos constantes
Retorno,
Registro
E,
Mais um poema sendo escrito.
Poço sem fundo.
Existem silêncios
Que não são paz.
São esforços
Para conter tormentos.
Assim como existem fugas
Que não são rodeios,
Mas,
Desesperos de qualquer permanência.
Desilusão de Quarentena
Pessoas...
Vêm e vão.
Ainda me surpreendo.
Confinamento,
Solidão
Carência,
Chamei de paixão.
Um dia esgotado
Um domingo nublado
Um café amargo.
Em pé na varanda,
Remoendo lembranças
Dissecando esperanças
De um passado
Que insiste me acompanhar.
Não são apenas traços
Raízes
Impregnadas,
Subestimadas.
Inertes
Embora pertencentes ao meu ser,
Me constituem.
Prisão incessante
Para todos,
Ela tem uma análise.
Mas,
Ao se olhar não se enxerga.
Vê-se
Uma perdida imagem,
Sem rumo.
Uma alma despedaçada.
Um ciclo baseado em crises e insanidades.
Todos os dias,
Entre o fingimento e a solidão,
Um confronto.
Um desencontro.
Um desespero.
Uma mutilação.
No fim de cada, almejando sua esperada libertação.
Gostei muito. Continue!
<3
Sim, Emilliano pode compartilhar
Obrigado a todos!