Lista de Poemas
Soneto de um amor que acalma
Anjo em forma de amor
Caminha célere em minha direção
Linda, sorridente, exuberante
Olhos que brilham, refletem emoção
Intensidade guardada há um ano
Abraçou-me forte, olhou em minha alma
Calou minha boca, senti o perfume
No abraço silente que meu mundo acalma
Paz de um amor tranquilo e saboroso
Que não pede, não exige, mas compreende
Que nem sempre o tempo é vagaroso
Retorna ao seu mundo e deixa saudade
De vivermos cada segundo novamente
Segredos envoltos em tanta afinidade
Sorrir
Sorrir é preciso,
É preciso sorrir,
Se teus dias já não são como antes,
Se nada mais desperta interesse,
Se não há razão para viver...
Sorrir é preciso,
É preciso sorrir.
Se tudo perdeu a graça,
Se o teu amor partiu,
Se as nuvens se tornaram cinzentas,
Se você não se aguenta...
Sorrir é preciso,
É preciso sorrir.
Se não tens colegas,
Se amigos nunca existiram,
Se a mágoa é tua companheira,
Se tuas lágrimas são corredeiras...
Sorrir é preciso,
É preciso sorrir.
Se me perguntas o motivo
Para dizer que sorrir é preciso,
Eu respondo:
É preciso sorrir.
Apenas respire...
Sinta teu existir!
A uma estrela
Você, estrela esculpida por Deus e lapidada pelos anjos da beleza, ensinou o que é amar e o que é o amor. Olhar fascinante, que brilha mais do que o mais radiante dos astros, seduz... Moça alta, de rosto rosado, olhos castanhos claros, cabelos sedosos, macios, longos e pretos, como a mais rara das pérolas ou o belo reflexo em um espelho.
Bem sei que nunca poderei tê-la ao meu lado, pois não teria paz. Menina sublime que atrai tantos olhares, ainda que seu sorriso me traga a calma da brisa do mar. Intensa e de raro fascínio, encanto divino, como posso traduzir seu rosto sem jeito quando recebe o mais singelo dos elogios!?
Diga que é mentira, que nunca a vi, pois não saberei viver apenas como amigo. Sim... desejo que solte seus braços que me abraçam e deixe que flutuem pelo meu corpo, tal como minhas mãos em seu rosto. Deixe que eu me perca em suas curvas, na pele macia em que minhas mãos passeiam com a mais intensa vontade, como rio que corre para o mar... doces anseios.
Bela e sinônimo de sedução, cujo nome está guardado dentro do meu peito como, do amor, uma linda canção: melodia em corpo, letra no sorriso. Não sei se me ensinaram a viver, mas aprendi a reconhecer o amor que você exala na mais pura essência, delicada e encantadora pétala de flor.
Eu queria...
Eu queria voltar ao passado para conceder os abraços que ficaram perdidos num soluço de vaidade. Dizer "amo-te" sem medo de risadas levianas, simplesmente por nascer no coração.
Desejaria recomeçar belos momentos a fim de permitir que lágrimas de alegria escorressem pelos meus olhos sem que eu tivesse receio do que os outros poderiam pensar.
Ambicionaria regressar ao passado para silenciar a voz com um beijo ou apenas deixar a ansiedade e o desejo ardente falarem por mim. Um doce anseio de que o silêncio de um momento alegre se eternizasse no brilho do olhar de alguém.
Cobiçaria retornar ao passado só para sentir mais forte a respiração num instante sublime, em que reina a suavidade, a delicadeza, a concordância do tempo em enfeitar termos que insistem em permanecer presos na garganta teimosa que tem medo de não sei o quê, por desconhecer o que poderá acontecer.
Aliás, estranho querer estar presente em cada toque, em cada olhar, em cada gesto de uma paixão ou de um amor, seja este amigo, romântico ou materno. O que importa?
Eu só queria poder saber por que temos tanto medo de sofrer, se a vida nos proporciona infinitas oportunidades de felicidade. O sol, o mar, as estrelas, o céu. Bem, talvez pelo fato de nossos medos surgirem muitas vezes daquilo que não conhecemos ou não queremos aceitar por não ser agradável às nossas expectativas. Egoístas? Sim, somos! Sabemos que o mundo dá muitas voltas; entretanto, desejamos profundamente que ele gire em torno de nós... apenas!
Ah, como eu queria não ser notado por essa gente que passa e sequer sabe que passou. Dessa gente que sofre por ter medo de sofrer. Dessa gente que briga, dessa gente que brilha e deixa que seu brilho se perca na escuridão de seus pensamentos egocêntricos, muitas vezes ostentando – para humilhar – uma carteira ou um pedaço de papel. Dessas pessoas que carregam na pele as marcas da experiência e pensam que o mundo findou.
Por outro lado, queria um pouquinho dos meninos-senhores que sabem a hora de sorrir, entendem o amor, a vida e a paixão. Queria um pouco da calma de quem guarda experiência em décadas de alegrias e, sim, o aprendizado de momentos difíceis. Queria o colo materno, lar mais seguro e aconchegante que possa existir, diversas vezes ao segundo. Queria a luz do sorriso sincero de um bebê que amolece qualquer coração pétreo.
Queria a esperança num mundo mais justo contida nos que foram desprezados por seus filhos e um espelho que refletisse a alma destes. Queria mãos dadas na praia dos 14 aos 80 na mesma intensidade e com a mesma inocência.
Queria que todos brindassem à vida todos os dias e comemorassem cada dia como se fosse 25 de dezembro. Queria ofertar paz, amor e saúde para todos os povos, nem que fosse apenas 364 vezes ao ano. Queria o gosto de um beijo apaixonado a cada fração de minuto e ouvir "sinto a sua falta" a todo instante.
E se me oferecessem o mundo aos pés em troca de tudo isso... desejaria que você respondesse por mim!
Quantas vezes
Quantas vezes me sinto perdido ao sair pela noite,
Em passos silentes e aflitos, numa rua modesta,
Fantasiando te pedir que me abrace forte,
Juntar nossos corpos, tomar tuas mãos,
Deitar no teu colo e dizer bem baixinho:
— Distinta beleza, morro de amor por ti!
Quisera ser teu por séculos infindáveis,
Moça dos anjos que habita minh'alma.
Ah, amada, se soubesses
Que as horas não se ausentam
Quando a saudade, cruelmente,
Disfarça meu sorriso e faz reclame de você.
Espera sem fim
De novo sonhei com você.
Peguei o telefone e resolvi te chamar.
Combinei um cantinho só nosso,
Longe de tudo, para te amar.
No meu rosto, um nervoso,
Um desejo ardente que não dá para explicar.
Está na cara, no toque, no olhar,
Que hoje você não vai escapar.
No caminho para os seus braços,
O telefone toca, não dá para ignorar.
Vejo o seu nome e, depressa,
Digo: "Estou indo, já vou chegar."
Mas, em poucos segundos,
Você diz que hoje não vai me encontrar,
Porque algo aconteceu
E o amor terá que esperar.
Coloca mel na minha boca,
Mas, na hora H,
Inventa mil desculpas
E diz que não dá.
Inventa mil desculpas,
Mas desta vez eu digo: chega,
Não dá mais para esperar.
Agora é minha vez,
Não dá para te esperar.
Ei...
Ei, psiu...
Sim, é com você que eu quero falar
E dizer que sinto falta dos abraços,
Daquele sorriso falante,
Dos olhos radiantes
Que me deixaram mudo
Em fração de segundo.
Ei, você...
Foi sublime sentir teu calor,
Teu toque, carinho, suspiro,
Que, acobertados pela brisa,
Transformaram breve instante em eternidade.
Ei, saudades...
De tuas mãos deslizando em minhas costas,
Da respiração quente em meu pescoço,
Dos corações em compasso perfeito,
Que fizeram nascer felicidade em minha alma.
Ei, meu anjo...
Diga-me se és real
Ou apenas ilusão,
Nos diálogos intermináveis do silêncio,
Em meio à emoção duradoura.
Ei, como eu queria...
Agradecer-te por existires,
Por tua companhia, força e palavras,
Que jamais deixaste de oferecer
E sempre me alegraram.
Ei, não vá...
Vem a mim e desperta
O desejo de permanecer,
De parar o tempo em teus braços,
Acordado, não mais sonhando.
Ei, não chores...
Pois, por pior que seja tua dor,
Afirmo que não é maior
Que a solidão da tua ausência,
Que me dilacera sem piedade.
Ei, desnecessário é...
Dizer meu nome.
Mas, se quiseres, podes chamar-me
De pétala, orvalho, céu, oceano,
Ou, simplesmente, de amor.
Palavras
Hoje venho, por estas palavras,
Demonstrar o pranto do meu coração,
Que, por vezes, foi amado e concebeu
Eternamente, aos amores, amar.
Hoje venho, por estas palavras,
Ao recordar juras de amor eterno,
Belas primaveras, hoje solitário inverno,
Derramar lágrimas da minha alma.
Hoje venho, por estas palavras,
Lamentar o que restou do amor,
Ao som de um tom menor que sou,
Fruto do passado, penar da mágoa.
Hoje venho, por estas palavras,
Que transbordavam de alegria meu ser.
Quando lembro da nossa semente a nascer,
Esqueço o sofrer, renasce a vida.
Hoje venho, por estas palavras,
Celebrar o nascimento de amor novo,
Repleto de encanto e fervor,
Nascente chama do amor de outrora.
Por quê?
Por que esconder-se de meus olhos,
quando sabes que não consegue teu corpo
omitir o ardente desejo em teu olhar,
dizendo palavras que teu suor não pode negar?
Por que não desprezar o medo que te despreza
e beijar minha boca, entregar-se nua,
saciar quimera que não mais em vão
se equipara à minha, mulher dos nãos?
Por que não libertar
seus escondidos sonhos
de prazeres contidos
por tantos anos?
Vem, debruça-se sobre mim sem temor
e, então, não mais esquecerás,
ao ouvir o silêncio que no ninho reinará:
você e eu encontrando o amor.
Promessas
Já prometi a mim mesmo
não mais tentar explicar, ao menos,
os motivos que a levaram a não entender
o quanto tenho guardado dentro de mim:
sentimento dilacerante por tal sonho,
de pessoa que o destino traçou distante,
por ironia, quem sabe desprezo,
ou por vontade de Deus...
Já prometi a mim mesmo
esquecer das falsas juras amorosas
que permeavam suas cartas,
palavras que o vento levou...
Já prometi a mim mesmo
esquecer da sua presença
nos dias chuvosos ou ensolarados,
contigo cantando ao luar
músicas de amor sem fim,
momentos eternos de um lindo passado,
fonte de amor, enfim...
Já prometi a mim mesmo
secar cada lágrima dos olhos meus,
ao lembrar que a vida é mais do que penar
por alguém que não me merece,
e que nunca soube o significado
do verdadeiro e puro amar.
Comentários (0)
NoComments
Sou feito de música e poesia, de viagens reais e imaginárias, de palavras que buscam traduzir sentimentos e silêncios. Carrego a Cidade Maravilhosa no olhar, entre mar e montanha, e deixo que a arte seja meu refúgio e meu convite ao mundo. Sou intensidade e curiosidade, fragmentos de tudo um pouco, sempre em busca de laços que floresçam em empatia e beleza. Um aprendiz...
Português
English
Español