Ninguém manda no coração
A noite chega, e o astral silente fala alto mais uma vez,
Carregando consigo uma mensagem incongruente à minha mente;
Se descodificando e falando que meu peito cansou da solidez,
Causando o atrito da mente tentando evitar o que o coração sente.
E a maior confusão se dá no atrito racional e irracional,
Trazendo desordens em quem vive tentando possuir o controle do que não dá;
Dilacerando o peito daquele que tenta tornar tudo unidirecional
E mostrando o verdadeiro amor, àquele o qual achava que era incapaz de um dia novamente amar.
A razão nesses casos pesa, e possuir o controle sobre tudo nos deixam cansados de viver;
Inutiliza a ideia de semelhança entre afeto e emoção;
Impede de nós próprios nossas histórias escrever.
Enquanto amar nos ensina a viver, aflorar toda nossa emoção, pois afinal de contas ninguém manda no coração...
O divino e a natureza
Hoje acordei alegre, é um domingo de primavera,
me pego pensativo sobre tudo aquilo que nos cerca.
Tá sendo atípico, tudo muito paradoxal e distante,
ignoro essa doidera pois da vida eu sou um grande amante.
Aprecio a beleza a natureza, aves gorjeando, marcando sua presença,
vendo isso fica cada vez mais difícil crer que essa beleza toda tenha sido apenas obra da ciência.
Agora entendo o sentido da vida, é tudo tão distante pois nela a realidade não nos basta,
e eu de besta achando que a ciência era a precurssora de tudo aquilo que nos cercava.
Meu amor de uma noite
Fosse durante uma longa e fervente noite o meu grande amor,
lamento profundamente que o fim dessa noite chegou.
Enquanto estávamos colados um no outro sentia teu coração palpitar,
como um menino bobo achava eu que tudo aquilo nunca iria acabar.
Mas a triste hora chegou, cada um de nós dois seguimos caminhos diferentes,
e eu fui embora guardando teu cheiro no corpo, na alma e na mente.
O reamor
Em meio a manhãs neblinosas e tranquilas
Te idealizo ultrajada assumindo o papel de amor da minha vida
Causando desejos e dilatando minhas pupilas
Provocando os anseios mais profundos e reabrindo minhas feridas...
Amor e o ódio
Sentia afeto, carinho e talvez amor
passam-se dias da nossa briga, hoje sinto dor
Dor no coração, como uma ferida, mas se lembre, mulher
que as feridas se curam e as cicatrizes podem sumir ou encolher
Transformando-se em ódio, aquele ódio que só os mais abomiváveis seres sofrem
Desejo nunca mais te ver, não olhes mais para mim pois nossas almas se diferem.
A espera
Em dias frios e tempestosos há um desejo,
te ter em meus braços é meu anseio.
Sei, mulher, que há problemáticas impeditivas,
as quais evitam nossa junção efetiva.
Porém, não há tempo, ou circunstâncias que sejam capazes de proibir o anseio de nós dois;
com toda cautela espero no tempo nosso amadurecimento intelectual sem deixar nossos sentimentos para depois.
Aguardo-te, para te fazer entender a pedagogia dos sentimentos mais profundos;
dando-te a visão de que não há chão para quem sente, pois nessa vida habitam vários mundos.
Desamores
Não havia amor, não havia apreço. Porém, havia a busca incessante pela satisfação de desejos.
Âmago espiritual
Abraçando minha alma no silêncio da noite
percebo que nunca estou só, pois o astral silente que habita em mim
costuma dizer mais do que as vozes mundanas.
Desejos
Te ouvir falar,
Preenchendo minha alma de alegria,
Tornando tudo tão nítido em matéria de amar
Desejo teu corpo junto ao meu,
Amar-te em cada detalhe anatômico do seu corpo e alma,
Aliviar o fogo que sabes que existe quando toco o corpo teu
Que não esqueças jamais,
meu toque e cheiro,
para que nas noites mais silentes lembres disso e muito mais...
Quero o som da melodia dos teus suspiros,
transfixando minha alma,
e com tais desejos essa poesia expiro.