Lista de Poemas
Sinto-te
Sinto-te, mas não te penso
Ganho-te, ao te perder
Sinto-te e não te toco
E no pensar demente
Sinto-me vagamente
Num desejo insaciado
morrer....
Vibro, na alucinacão do teu Ser
Presente na ausencia de te querer
Do meu abandono a tudo
Quando nada alimenta a fome
Que tenho em te viver.
Penso-te , sem te pensar,
Vejo-te, sem te olhar,
Sinto-te...
és águia alimentando
Um ninho com pardais
Gritas na minha voz
E da minha Alma sais
E negando-te, eu arrisco
A sentir-te ainda mais.
Ganho-te, ao te perder
Sinto-te e não te toco
E no pensar demente
Sinto-me vagamente
Num desejo insaciado
morrer....
Vibro, na alucinacão do teu Ser
Presente na ausencia de te querer
Do meu abandono a tudo
Quando nada alimenta a fome
Que tenho em te viver.
Penso-te , sem te pensar,
Vejo-te, sem te olhar,
Sinto-te...
és águia alimentando
Um ninho com pardais
Gritas na minha voz
E da minha Alma sais
E negando-te, eu arrisco
A sentir-te ainda mais.
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Niil
A noite arrasta-me e confunde-me
onde estarei quando não for hoje?
Debaixo da mesma noite, porém diferente
abracada à mesma raiva, mas consciente
deste Ser que se altera e que de Mim foge.
O manto que me envolve é mais lato
sua Alma profunda já não atina
Com a mesmerice de actos e falas
Parei? Voltei`? Regresso às minhas alas
De onde parti, um dia, menina...
Entristece-me o anoitecer de Alma, esse sim
Enfurece-me o vazio que ficou do por fazer,
As palavras por dizer, a vontade de te amar,
Delirio de uma Alma que teima em voltar
E possuir-me, sem forma, na ansia de te ter
Vou ter à praia,a mesma, de seculos de espera
Onde a sombra do que foste me adormeceu
Sobre as ondas do que sinto ao te olhar
Ao te rasgar os silencios que deixaste e te dar
O tudo que te pertence e que outrora foi meu.
De Nada me edifico, niilismo nobre sobre
Um devir curvado às ansias que me vestem
Aqui fico, aterrada, nua, só, agarrada
á tua voz, à palavra inaudivel, sussurrada,
No tunel do meu peito, que ecoa e me sustem.
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Insanidade
So posso sair da minha isanidade
Quando os rio correrem pela vida como torpedos
Bebendo do mar as aguas que não suas
So poderei sair do abismo desta insanidade
Quando segredos dispersos se encontrarem
Numa so boca, num so grito
E o mundo desabar em Colinas de raiva
Entendendo-se no prado vacuo dos meus olhos
So poderei compreender a minha insanidade
Quando o folego do horizonte me abrir seus bracos
E me embalar , como a uma crianca sem segredos
E me elevar aos cumes das mais altas esferas
E lá te encontrar esperando-me
Na tua paciencia quase miraculosa
No recheio do teu amor me prostrar
So poderei mergulhar na minha insanidade
Quando os ceus te abrirem para mim
Quando os rio correrem pela vida como torpedos
Bebendo do mar as aguas que não suas
So poderei sair do abismo desta insanidade
Quando segredos dispersos se encontrarem
Numa so boca, num so grito
E o mundo desabar em Colinas de raiva
Entendendo-se no prado vacuo dos meus olhos
So poderei compreender a minha insanidade
Quando o folego do horizonte me abrir seus bracos
E me embalar , como a uma crianca sem segredos
E me elevar aos cumes das mais altas esferas
E lá te encontrar esperando-me
Na tua paciencia quase miraculosa
No recheio do teu amor me prostrar
So poderei mergulhar na minha insanidade
Quando os ceus te abrirem para mim
👁️ 564
Dedicado a Florbela Espanca
Ainda leio, Bela,
As páginas só de dor preenchidas
As magoas ondeando entontecidas
Pelo teu Livro, em Saudade plantado.
Ainda me encontro debrucada
Sobre a Oracäo nobre e incompreendida
De uma nobre Alma abandonada
Aos atritos constantes desta vida.
Livro de magoas, que em mim guardo,
Irmã Saudade, minha Irmã,
Que, nas profundezas austeras de um cardo
Guardavas os sonhos de uma castelã.
Castelã de uma tristeza imensa
Que em vida viu espelhar-se
A Hora mais tardia e mais densa
Junto ao seu túmulo ajoelhar-se.
Desfolhando ínvias torturas
Do seu pobre Destino malogrado
Lancando o broquel às penúrias
De uma outra vida, de um outro Fado.
Ainda me chora a Alma, Bela,
Ao penetrar a essência do teu sentir
Imaterialidade perfeita na cela
Do teu interior a querer fluir.
Essa melancolia desnuda na noite
Acariciando teu sonho de nacár
Desfolhando roxas violetas - e dói-te
A saudade no teu peito a palpitar.
Ai, Bela! Lembro o meu cansaco
Quando busco o Impossível...e choro
Na disilusão desta forma de aco
Que é a vida, na qual páro...e demoro...
Que lagrimas tens chorado, que riso
De alucinada floresceu na tua Alma?
Que dor te abracou o peito e que juízo
Te ignorou na turbulencia da tua calma?
Em busca da Perfeicão: já o eras!
Alma perfeita, Una e intangível.
Oh, Bela! Será a Alma que porventura deras
É esta que eu trago, magnânime e indefinivel?
As páginas só de dor preenchidas
As magoas ondeando entontecidas
Pelo teu Livro, em Saudade plantado.
Ainda me encontro debrucada
Sobre a Oracäo nobre e incompreendida
De uma nobre Alma abandonada
Aos atritos constantes desta vida.
Livro de magoas, que em mim guardo,
Irmã Saudade, minha Irmã,
Que, nas profundezas austeras de um cardo
Guardavas os sonhos de uma castelã.
Castelã de uma tristeza imensa
Que em vida viu espelhar-se
A Hora mais tardia e mais densa
Junto ao seu túmulo ajoelhar-se.
Desfolhando ínvias torturas
Do seu pobre Destino malogrado
Lancando o broquel às penúrias
De uma outra vida, de um outro Fado.
Ainda me chora a Alma, Bela,
Ao penetrar a essência do teu sentir
Imaterialidade perfeita na cela
Do teu interior a querer fluir.
Essa melancolia desnuda na noite
Acariciando teu sonho de nacár
Desfolhando roxas violetas - e dói-te
A saudade no teu peito a palpitar.
Ai, Bela! Lembro o meu cansaco
Quando busco o Impossível...e choro
Na disilusão desta forma de aco
Que é a vida, na qual páro...e demoro...
Que lagrimas tens chorado, que riso
De alucinada floresceu na tua Alma?
Que dor te abracou o peito e que juízo
Te ignorou na turbulencia da tua calma?
Em busca da Perfeicão: já o eras!
Alma perfeita, Una e intangível.
Oh, Bela! Será a Alma que porventura deras
É esta que eu trago, magnânime e indefinivel?
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Ser tua!
Queria ser teu tesouro, amor,
Tua arca de sonhos e desejos,
Tua saudade e indefinida dôr,
Teu mundo ilusorio, teus beijos.
Queria ser teu torrão de acucar,
Teu album de recordacões e anseios,
O lago de tua Alma, nenúfar,
Boiando no teu ventre, nos teus veios.
Tua Alma-gémea, tua sombra,
Presa ao teu corpo,teu lar,
O ar que respiras, penumbra,
Que te alucina e cativa,
Tua lua, teu sol, teu mar,
Tua unica vontade na vida!
Tua arca de sonhos e desejos,
Tua saudade e indefinida dôr,
Teu mundo ilusorio, teus beijos.
Queria ser teu torrão de acucar,
Teu album de recordacões e anseios,
O lago de tua Alma, nenúfar,
Boiando no teu ventre, nos teus veios.
Tua Alma-gémea, tua sombra,
Presa ao teu corpo,teu lar,
O ar que respiras, penumbra,
Que te alucina e cativa,
Tua lua, teu sol, teu mar,
Tua unica vontade na vida!
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InSensatez
Como se a noite baixasse
Sobre o meu corpo de agua
E o meu riso se tornasse
Lagrima, morte e magoa
Como se a noite derramasse
Sua dor sobre o meu corpo
E o meu olhar ficasse
Preso a um sonho morto
Como se a tua voz regressasse
á surdez dos meus sentidos
Como se o meu íntimo chorasse
Esta hora insensata, esta farsa
E tu murmurasses ao meu ouvido
Palavras que a voz do Tempo disfarca
Sobre o meu corpo de agua
E o meu riso se tornasse
Lagrima, morte e magoa
Como se a noite derramasse
Sua dor sobre o meu corpo
E o meu olhar ficasse
Preso a um sonho morto
Como se a tua voz regressasse
á surdez dos meus sentidos
Como se o meu íntimo chorasse
Esta hora insensata, esta farsa
E tu murmurasses ao meu ouvido
Palavras que a voz do Tempo disfarca
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