Lista de Poemas
NUM SÓ MOVIMENTO
Perco-me nas encruzilhadas do teu corpo
Nas tuas suaves mas perigosas curvas
Deslizo pelos teus cabelos estrelados
Pela carnes húmidas de teus lábios
Em teus quadris sedosos
Numa saborosa degustação
E detenho-me no calor dessa tentação
No encontro do teu centro de deleite
Tacteio-oBeijas-me o pescoço
Ouve-se um gemido
Tua língua pelo ouvido
Teu corpo em colisão com meu
Num repentino e possante movimento
Pele na pele
De poros protuberantes
Enrolas as pernas
No meu corpo
Entro em ti
Tu por mim
As gotas do suor quente
Escorregam entre nós
Copulados somos um
Uma só forma
Num só movimento
Miguel Carvalhais Gama
Nas tuas suaves mas perigosas curvas
Deslizo pelos teus cabelos estrelados
Pela carnes húmidas de teus lábios
Em teus quadris sedosos
Numa saborosa degustação
E detenho-me no calor dessa tentação
No encontro do teu centro de deleite
Tacteio-oBeijas-me o pescoço
Ouve-se um gemido
Tua língua pelo ouvido
Teu corpo em colisão com meu
Num repentino e possante movimento
Pele na pele
De poros protuberantes
Enrolas as pernas
No meu corpo
Entro em ti
Tu por mim
As gotas do suor quente
Escorregam entre nós
Copulados somos um
Uma só forma
Num só movimento
Miguel Carvalhais Gama
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SUBLIME DETALHE
Já mergulhaste nas palavras?
Eu por vezes atiro-me no mergulho
Parece que me afogo
Na sua imensidão
As palavras podem ser muito fortes para transmitir algo
Ou demasiado suaves
Tento usá-las com cuidado
Fazem-me lembrar a fina porcelana
Do antigo serviço de chá da minha Avó
Ah como delicio-me a beber as suas prosas e versos
E saborear as estrofes polvilhadas de canela
Linhas de códigos relativos num doce imaginário
Tenho sonhos escritos na alma
No mais profundo do meu ser
Ideais utópicos desenhados
No pensamento irracional
Mas muito raramente
Comunico simplesmente
Num sublime detalhe
De um Olhar
Miguel Carvalhais Gama
Eu por vezes atiro-me no mergulho
Parece que me afogo
Na sua imensidão
As palavras podem ser muito fortes para transmitir algo
Ou demasiado suaves
Tento usá-las com cuidado
Fazem-me lembrar a fina porcelana
Do antigo serviço de chá da minha Avó
Ah como delicio-me a beber as suas prosas e versos
E saborear as estrofes polvilhadas de canela
Linhas de códigos relativos num doce imaginário
Tenho sonhos escritos na alma
No mais profundo do meu ser
Ideais utópicos desenhados
No pensamento irracional
Mas muito raramente
Comunico simplesmente
Num sublime detalhe
De um Olhar
Miguel Carvalhais Gama
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DESLARGAR
A estrada dos anos de fome cessou!
Soltaram-se as grilhetas do presente
Abrem-se as pétalas da esperança
A sede de conquistar o desconhecido e o impossível
De tudo abraçar
O poder de concretizarmos a mudança
Vindo da era do conhecimento e da partilha
Chega a paixão de desbravar o futuro
O desejo de voar
Procurar um sentido, a existência
Caminhar no limiar do horizonte
Abrir a terra para a possibilidade
Regá-la de sonho
E colher realidade
Miguel Carvalhais Gama
Soltaram-se as grilhetas do presente
Abrem-se as pétalas da esperança
A sede de conquistar o desconhecido e o impossível
De tudo abraçar
O poder de concretizarmos a mudança
Vindo da era do conhecimento e da partilha
Chega a paixão de desbravar o futuro
O desejo de voar
Procurar um sentido, a existência
Caminhar no limiar do horizonte
Abrir a terra para a possibilidade
Regá-la de sonho
E colher realidade
Miguel Carvalhais Gama
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E DO AMOR
Pensei no Amor
E disse-me que podia acreditar
Então peguei nele e cuidei-o
Tantas vezes me arrastei
Na lúxuria suave e no calor
Outras tantas arrastou-me
na pedra rugosa e fria
Venerei com a loucura
Entreguei-me como um todo
Quando sofri na racionalidade
Despedaçou-me
Agarrei-me com o corpo
Largaram-me a mão
De quando em vez pergunto-me se será tudo...
Não sei dizer
Como a folha de Inverno
Apenas espero que me leve na sua rajada impetuosa
Miguel Carvalhais Gama
E disse-me que podia acreditar
Então peguei nele e cuidei-o
Tantas vezes me arrastei
Na lúxuria suave e no calor
Outras tantas arrastou-me
na pedra rugosa e fria
Venerei com a loucura
Entreguei-me como um todo
Quando sofri na racionalidade
Despedaçou-me
Agarrei-me com o corpo
Largaram-me a mão
De quando em vez pergunto-me se será tudo...
Não sei dizer
Como a folha de Inverno
Apenas espero que me leve na sua rajada impetuosa
Miguel Carvalhais Gama
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