Lista de Poemas
Total de poemas: 3
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Recorte de saudade nº 1
Às vezes eu sinto falta dela.
É do nada, qualquer coisinha simples me faz lembrar.
Hoje foi uma música qualquer, que nem tem nada a ver com ela, mas a sensação que eu tive ao ouvir me fez lembrar o sorriso dela e o quanto eu gostava quando o motivo era algo que eu fazia.
Eu fechei os olhos e vi tudo de novo. As pessoas ao meu redor acharam que eu tava meditando na musica, mas na verdade eu tava revendo aqueles olhos. Sorrindo involuntariamente ao ver de novo aquele sorriso.
Fazia um tempo que isso não acontecia, não que eu a tivesse esquecido, mas é que já não doía mais. Eu não tinha mais necessidade de ficar pensando nela como antes. Lembrava e me sentia mais leve, era uma boa lembrança que havia ficado para trás.
Mas na noite passada aquela melancolia havia me atacado de novo.
Era tão vívido, tão real!
Depois de quase um ano, me doeu abrir os olhos e lembrar que ela não estava ali na minha frente, com aquele sorriso que parecia me implorar para beija-la.
novembro de 2017
É do nada, qualquer coisinha simples me faz lembrar.
Hoje foi uma música qualquer, que nem tem nada a ver com ela, mas a sensação que eu tive ao ouvir me fez lembrar o sorriso dela e o quanto eu gostava quando o motivo era algo que eu fazia.
Eu fechei os olhos e vi tudo de novo. As pessoas ao meu redor acharam que eu tava meditando na musica, mas na verdade eu tava revendo aqueles olhos. Sorrindo involuntariamente ao ver de novo aquele sorriso.
Fazia um tempo que isso não acontecia, não que eu a tivesse esquecido, mas é que já não doía mais. Eu não tinha mais necessidade de ficar pensando nela como antes. Lembrava e me sentia mais leve, era uma boa lembrança que havia ficado para trás.
Mas na noite passada aquela melancolia havia me atacado de novo.
Era tão vívido, tão real!
Depois de quase um ano, me doeu abrir os olhos e lembrar que ela não estava ali na minha frente, com aquele sorriso que parecia me implorar para beija-la.
novembro de 2017
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Sem direção...
Tem dias que respirar é um sacrifício!
Me sinto histérico, em meio areia movediça, quanto mais me esforço pra sair mais afundo.
Se eu parar pra refletir não encontro motivo, mas também não consigo parar de me sentir assim.
Sem direção. Sem motivação, sem nada! É exatamente isso. Nada! Não sou nada! Não sei nada! Não quero ser nem fazer nada! Ao mesmo tempo em que quero ser e fazer tudo!
É como se todo o meu sistema entrasse em curto e o resultado é uma máquina paralisada, sem conseguir funcionar!
Me sinto cansado... de tudo. De mim, de existir, de ser e não ser, de fingir.
Parece que eu tô sempre fingindo, mas não tudo. Parte de mim é uma farsa, uma máscara tão pesada que parece me puxar para o chão!
Uma farsa! Mas qual parte? Não sei mais identificar.
Quero ficar só, mas só significa estar comigo mesmo e nem isso eu quero! Quero ignorar a minha própria existência. Como seria não me ter na minha própria cabeça? O silêncio, a calma... seria possível?
Sinto uma angústia no peito, sem razão. É um bolo que cresce e parece subir pela garganta, mas não sobe. Fica lá e quando ameaça crescer, ao invés de subir, fica entalado e dói.
Meus olhos ardem, as pálpebras querem fechar. Não é sono! Não consigo dormir.
Quero gritar... me faltam forças, coragem, vontade.
Quero sumir!
Quero arrancar, com as mãos mesmo, tudo o que me faz ser assim, e voltar a superfície, normal. Existe um normal?
As pessoas me procuram, querem respostas, quero ter as respostas, mas não quero falar. Tô cansado demais pra falar.
Quero sumir.
Lá está, o nó na garganta de novo. Não quero chorar, não tenho porque chorar, não vou chorar!
Patético!
Me sinto histérico, em meio areia movediça, quanto mais me esforço pra sair mais afundo.
Se eu parar pra refletir não encontro motivo, mas também não consigo parar de me sentir assim.
Sem direção. Sem motivação, sem nada! É exatamente isso. Nada! Não sou nada! Não sei nada! Não quero ser nem fazer nada! Ao mesmo tempo em que quero ser e fazer tudo!
É como se todo o meu sistema entrasse em curto e o resultado é uma máquina paralisada, sem conseguir funcionar!
Me sinto cansado... de tudo. De mim, de existir, de ser e não ser, de fingir.
Parece que eu tô sempre fingindo, mas não tudo. Parte de mim é uma farsa, uma máscara tão pesada que parece me puxar para o chão!
Uma farsa! Mas qual parte? Não sei mais identificar.
Quero ficar só, mas só significa estar comigo mesmo e nem isso eu quero! Quero ignorar a minha própria existência. Como seria não me ter na minha própria cabeça? O silêncio, a calma... seria possível?
Sinto uma angústia no peito, sem razão. É um bolo que cresce e parece subir pela garganta, mas não sobe. Fica lá e quando ameaça crescer, ao invés de subir, fica entalado e dói.
Meus olhos ardem, as pálpebras querem fechar. Não é sono! Não consigo dormir.
Quero gritar... me faltam forças, coragem, vontade.
Quero sumir!
Quero arrancar, com as mãos mesmo, tudo o que me faz ser assim, e voltar a superfície, normal. Existe um normal?
As pessoas me procuram, querem respostas, quero ter as respostas, mas não quero falar. Tô cansado demais pra falar.
Quero sumir.
Lá está, o nó na garganta de novo. Não quero chorar, não tenho porque chorar, não vou chorar!
Patético!
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Recorte de saudade nº 2
Já se sentiu afogado em suas próprias memórias? Aquelas que
poderiam ser felizes, mas estão carregadas de dor?
Eu me lembro dela sempre que chove. Sento na janela e a imagino sentada ao meu lado, rindo de alguma bobagem que eu disse.
Pego o violão e componho algo triste, porque logo lembro que a deixei ir sem que soubesse o quanto a amava.
Ontem sonhei com o dia em que ela foi embora, mas no meu sonho tudo ocorria de maneira diferente. Eu ia leva-la ao aeroporto, mas ao pedir mais uma vez que ela ficasse, vi lágrimas em seus olhos e a abracei.
Então finalmente tomei coragem e disse o quanto era louco por ela.
Nos beijamos. E aquela sensação que me dava sempre que estava com ela se instalou por todo o meu corpo.
Tudo parecia tão real...
poderiam ser felizes, mas estão carregadas de dor?
Eu me lembro dela sempre que chove. Sento na janela e a imagino sentada ao meu lado, rindo de alguma bobagem que eu disse.
Pego o violão e componho algo triste, porque logo lembro que a deixei ir sem que soubesse o quanto a amava.
Ontem sonhei com o dia em que ela foi embora, mas no meu sonho tudo ocorria de maneira diferente. Eu ia leva-la ao aeroporto, mas ao pedir mais uma vez que ela ficasse, vi lágrimas em seus olhos e a abracei.
Então finalmente tomei coragem e disse o quanto era louco por ela.
Nos beijamos. E aquela sensação que me dava sempre que estava com ela se instalou por todo o meu corpo.
Tudo parecia tão real...
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