Escritas

Lista de Poemas

As vezes

Há uma luz no fim de alguns túneis.
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Não saber


Eu não sei quem é você, por isso eu não sinto que devo sentir algo se não só também uma confusão em minha cabeça por não saber se você realmente sente algo, nem que seja não querer algo comigo... 
Diz! Quem é você? Não precisa dizer depressa nem duma vez. Diz o minimo...
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Sigo


Sigo deixando velhos olhares e ganhando novos ou somando uns e outros.
Sigo olhando muito pouco para trás.
Sigo com alguma experiência, com alguma expectiva, e não acho que devo dizer quais.
Sigo em corpo, presença e futuro.
Sigo deixando que o estado de indecisão alheia não confunda a minha decisão.
Sigo fazendo a minha vez.
Sigo na minha intenção.
Sigo protagonizando Eu.
Sigo hora alegria hora tristeza.
Sigo errático.
Sigo voltando atrás.
Sigo
Sigo alguns minutos aqui outros alí.
Sigo falando ou em silêncio.
Sigo dando atenção.
Sigo sem (dar) atenção.
Sigo semeando.
Sigo colhendo.
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Voltar atrás


As vezes é preciso voltar aquela velha máxima de: Não faça com os outros aquilo que você não gostaria que fizessem com você.
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Interpelações

Me acomodo sob o divã...
A psicanálista pergunta: Quem é você?
Não respondo.
Sigo sem pressa para saber.
Não creio ser possível tambem saber-me tão depressa e completamente.
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No limiar do silêncio e da fala


Sofro sem medida pelo o que falo e pelo o que calo. 
É desde muito cedo que sou refém do meu enredo e do meu silêncio.
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O valor dos gestos pequenos

Não é preciso gestos grandes para demonstrar o amor que alguém possa sentir por alguém.
Para que eu soubesse disso, foi preciso um instante entre a hora do táxi chegar e pegar algumas malas, colocar no carro,
e eu dá um abraço de despedida, um até logo, precisamente.
É preciso saber que há várias formas de amar sem possuir nem machucar.
O amor não poda as nossas asas, pelo contrário, o amor cultiva às para os voos que daremos na vida...
O amor está para além de só dizer: Eu te amo. Não mora apenas nas palavras. Está no almoço feito todos os dias...
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Não têm mas... e nem mais


Não há maiores ou melhores explicações, não há a ponta de nada que possa escrever quando não há o desejo que faz conta de mais novas páginas para (r)escrever.
Há apenas tinta no bico da caneta o suficiente para tracejar um ponto final.
Há paginas no fogo.
Há novas palavras.
Há outros afetos.
Há outra cama.
Há outro olhar.
Há outro acordo.
Há outras adaptações.
Há algo aparentemente novo, de novo.
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A(r)mar-se


Eu, que antes desbravava o mundo sem armaduras, hoje me vejo precisando algumas vezes usar couraças.
Um pouco de autocuidado? Não faz mal! Ainda mais na displicência que pode ocorrer em alguns encontros afetivos.
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Coragem

É preciso ter a coragem para receber um não: eu não te amo mais; eu não gosto mais de vocÊ.
É preciso, ainda, ter a coragem para receber aquele olhar insatisfeito quase sempre sem amor e compreensão.
É preciso coragem para receber as adversidades afetivas.
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