O Sol e a flor
Meu amor é calor
Ou são flores que secam
O amor ora intenso
Ora flor que perfuma
As vezes queima minha pele
Furo o dedo no espinho
Tento me aquecer sem correr o risco de me queimar
Tento sentir o odor da flor
Sem correr o risco de ver minha mão sangrar
O amor é verão
Outrora primavera
Muitas vezes me queima
Algumas me espeta
Me perfuma algumas outras
Me aquece em todas essas .
Marllon P
Sofrendo calado
Eu fui feliz
Mas me tornei infeliz
A aura preta que está atrás de mim diz:
Você não será feliz
Acabou sua alegria
Estou aqui pra que você não sorria
Quando ele te destacou
Acabou o seu amor
A dor e a tristeza foi o que sobrou
No teu telefone deixei as fotos dele
Pra te assombrar fazer você chorar
Remoer a sua dor te levar ao horror
Te fazer achar que nunca mais vai amar .
Marllon P
Interrogação
Por que não me amas Mas também não me odeia Me deixa deixa de lado E as vezes me pega
Não me diz que não
Nao me diz que sim Me tortura com a indiferença E as vezes me ama loucamente Me machuca e depois me sara Me constrói e depois desmonta Me abraça a noite e pela manhã me manda embora Por que não me ama Mas também não me odeia Não fala que gosta e que desgosta Nem diz se sabe ou se não sabe
Não pensa em mim
Mas também não me esquece Me esclarece E me confundi Se não me amas Por que não me odeia Não me deixa de lado Não me cospe de vez Não me fala vá de vez Se não não me amas Por que não me odeia ?
Marllon P
Poema Ideal (Tragédia na Luz)
Eu sou o copo que você descartou na lixeira
Você bebeu a minha água em mim mesmo
Descontente com o sabor
Jogou fora o líquido
Metálico gosto que tinha
Cuspido escarro de sangue
Meu fluido de bílis negra não queria
Meu corpo de carne e estanque
Era seu boneco que sorria
Ventríloquo de madeira e bambu
Mas quando despertei em sã consciência dessa magia
Me fiz de carne e erros sendo humano
Me fiz de pele e ossos sendo errôneo
Que com vontade escolhe pra onde ir
E no destino que escolhe te desagrada
Se descontente momento me queres rir
Se não me agrado em minuto tu queres graça
O tempo todo me queres somente a sorrir
Na estação da luz transporta o peso
Meu corpo somente está a levar
Meus sentimentos a ti estão presos
Mas te emburras a cara lhe fecha o semblante
E em momento não gosta do que lhe falo
Quer o outro dito pelo que disse
A desculpa do dito de forma errada
A desculpa do dito somente pelo que lhe fala
E em momento não estou em agrado
Não gosta que te geras um fardo
De momentâneo pesar
E me quer o tempo inteiro solicito de dentes ora explícito
De orelha a orelha a gargalhar
E achar a graça em minha enxaqueca
Fazer o teu líquido minha dor de cabeça
Para tu beber o meu corpo que flui
De sangue metálico tu me bocejas
De cuspe e escarro diz o que sou
A sede que tem me culpa o causo
O meu ideal lhe diz desamor
Causando contenda para o seu dia
Gerando bagunça no seu eixo
Tirando a paz tua e minha
No fim de todo o dia
O mesmo que gera agonia
Vive e ama em pleno ardor
Rio
No meu peito há um Rio
Brota o leito na minha boca
Seu eu beijo outra Boca
A água suja escurece
Desce do leito pro meu peito
Deixa doente o Rio sadio
Nesse Rio de água doce
Água salgada não posso botar
Por isso se beijo outra pessoa
O Rio do meu peito vai secar
A água suja e salgada
Acaba com o manancial doce
Estraga o Rio que há em mim
Acaba em dor estopim
Marllon P
Insegurança
Eu te amo
Por isso meu medo
Não é segredo
Que eu te vigio
Se teu corpo muda eu me interrogo
Será que ele isso
Será que ele aquilo
Com a neura criada faço loucura
Invado teu espaço
Atrás da minha cura
Do mau que te fiz
Tenho medo reverso
Medo sim
De que o que eu fiz volte pra mim
Eu te amo
Por isso essas coisas
Por isso a dor da ávida briga
Por isso o rancor na minha vida
Por isso o medo de outro tomar o meu lugar na tua cama
E ir te amar
Por isso te espio e até espiono
Te mexo e reviro e não me decepciono
Por isso te peço me compreenda e não leve pra frente as loucuras do amor que vem na minha mente
Marllon P
Placebo
Fizeste meu branco Cor vibrante
Trasformaste meu amor em monte
Ao qual posso me jogar
Será o meu paraquedas
No intuito de não me matar
Segura-me pelo braço
Quando insisto em pular
Tenho medo que deslize nas terra que vem de lá
No monte do teu amor Minha barraca ei de montar
E viver ao relento sem me acalentar
No teu peito monte não há
No meu peito falta ar
No meu peito tem monte Ao qual posso me entregar
As vezes eu pulo do monte e tento me matar
Mas tu como meu paraquedas vem sempre me salvar
Marllon P
Lego
Pegou a coberta e cobriu o meu rosto
Calou minha boca parou minha fala
E os meus sentimentos disse desgosto
Me olha nos olhos Me amarra e me cala
Tentou Me mudar me disse é assim
Me disse se molde seja igual a mim
No molde exato de seu padrão perfeito
Entrei no encaixe mas continuo imperfeito
Marllon P
Borda seca
Marejo meus olhos
Brota um Rio
Ponho pra fora todo meu líquido
Me desidrato
Encho de novo
O Rio que nasce em mim transborda
Leva meu eu pra borda
Coloca no chão e manda embora
Fala que não é a hora agora
Se fecho meus olhos
Me afogo
Engulo toda a água que botei pra fora
Me encho de novo
Tento me navegar
Até o momento de outra vez secar .
Marllon P
Desconhece
Crítica tudo em mim
Me diz que eu sou errado
Nunca me diz sim
Mas diz que eu sou um fardo
Se fala que me gosta
Se ama o que eu Fasso
Não me da resposta
Mas segura meu passo
Se eu falo de amor
Me diz é mentira
Se falo de dor
Me pega e me atira
Me atira no chão
Me joga fora
Me dá um pisão
Me diz vai embora
Marllon P