Escritas

Lista de Poemas

Espreguicei o Olhar













Espreguicei

o meu olhar



No

sono do teu



Acordei

embevecida



Nos

braços de Morfeu.







Olhei-te

amor



Estendido

a meu lado



Saboreei

teu corpo



Na

cama deitado.







Desnudo

para mim



Desnuda

também estava



Com

ternura e carinho



Disse

que te amava.







Sorriste

com meiguice



Acariciaste

o meu cabelo



Olhei

teus olhos



E

vi como eras belo.







Num

abraço apertado



Sentimo-nos

unidos



Num

beijo não dado



Ficámos

perdidos.







De

novo espreguicei



O

meu olhar no teu



Logo

logo acordei



Com

um doce beijo teu.



Maria Antonieta Oliveira



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Confissão



 

Se um dia encontrasse alguém

Alguém que me ouvisse sem julgamento

Que compreendesse este meu sofrimento

O que fui, o que fiz, o que traí

As vidas que vivi, sem viver

As pessoas que conheci, sem conhecer

Com quem falei

Com quem andei

Quem vi e quem me viu.

 

E o meu corpo?

Quem o conhece?

A quem o mostrei?

E quem eu vi desnudo?

Quem me acariciou?

Quem me beijou?

Quem me amou, sem amar?

A quem eu amei, sem amor?

Quantas perguntas

Tantas respostas.

 

Se encontrasse alguém que me ouvisse

Desabafaria este meu tormento.

 

Maria Antonieta Oliveira

24-01-2020

 

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Não Sei Que Dia é Hoje







Não sei que dia é hoje

Já perdi a conta aos dias que passam sem ti

Já não sei quando te vi

Quando te olhei e te amei

Quando foi, amor?!



São tantos os dias, tantos!

E a saudade,

Onde fica a saudade?!

A saudade, amor

Fica nos dias perdidos, sem conta

E eu,

Já não sei que dia é hoje.



Maria Antonieta Oliveira

25-04-2018
IN - Antologia Conexões Atlânticas - In-Finita





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Anoiteceu





Já é noite,

O sol adormeceu

Dando lugar a um céu estrelado

E eu,

aqui no meu canto isolado



O meu coração fracassado,

Já cansado

Chora lágrimas de solidão

O meu corpo vergado

Ao tempo

Sobra no espaço que lhe pertence

E eu,

aqui onde meu ser fenece.



Na escuridão procuro a luz

Que me leve ao caminho da paz!



Maria Antonieta Oliveira

17-03-2017
IN - Sentires Poéticos - Edições Vieira da Silva








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Menino Jesus

MENINO JESUS Ontem, pus o sapatinho na chaminé. A noite foi longa o dia custou a amanhecer e eu, queria acordar dessa noite em que não dormi. Ainda era madrugada e eu, pé ante pé no silêncio dos meus pezitos de lã de miúda pequena fui à cozinha. Oh meu Deus! Que surpresa! O Menino Jesus tinha-me trazido, tudo o que eu lhe tinha pedido. Saltei de contente e com o barulho acordei toda a gente. Hoje o Menino Jesus foi esquecido Em seu lugar um velho de barbas brancas e de sacola às costas é o sonho das crianças. Para mim, hoje tal como ontem é o Menino Jesus que me presenteia e diz: Faz muitos anos que nasci por isso hoje há festejos porque é dia de Natal! Maria Antonieta Oliveira
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Ama-me





AMA-ME



















Abraça-me



Abraça-me

forte



Aperta

o meu corpo contra o teu



Despe-me

de tudo



Quero

sentir-te desnudo



Nesta

noite de breu



Afaga

o meu corpo



Inebriante

de desejo



Afaga,

acaricia, morde



Sim,

morde



Com

essa boca que sabe beijar



e

em mim despertar



sentimentos

proibidos



Beija-me



beija

meu corpo carente



que

anseia pelo teu



Beija-me

amor



Grita



Grita

bem alto que me amas



Que

todo o meu ser reclamas



Grita



Grita-me

ao ouvido



Grita

meu nome, querido



Deixa-me

louca



Deixa-me

louca com o sabor da tua boca



Com



a língua dos nossos segredos



Com

a doçura dos teus beijos.







Ama-me,

amor



Ama-me

sempre!



Maria Antonieta Oliveira
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Encontro-me Nas Palavras













Encontro-me

nas palavras



mesmo

que não seja eu!







Faço

delas novelinhos



Loucuras

e desatinos



Desejos

e fantasias



Tristezas

e alegrias.



Deixo-as

voar ao vento



levando

meu pensamento



e

entre nuvens pousar



e

numa estrela me encontrar



Nesse

momento me quedo



sinto

em mim tal medo



dessa

estrela ser cadente



e

o equilíbrio perder



e

a minha mente demente



transformar

para sempre



esse

sonho que era viver.







Trago-as

de volta à terra



numa

folha vão pousar



e

sem que façam guerra



logo,

logo uma a uma



começam

a desfilar.



Por

entre o sol e a bruma



entre

o lápis e o papel



faço

lençóis de espuma



e

romances de cordel.







Nas

palavras me encontro



mesmo

que não seja eu!















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