lucaslopes
Um ser pequeno e que busca as auroras das manhãs, enquanto vive uma vida que apesar das dificuldades, é maravilhosa quanto a sua magnitude de possibilidades.
n. 1999-09-08, Ceará
Poemas
15O velho e seu banco
abandonado pelas licenças do dia a dia, o banco tão concreto que talvez se encontrasse
a paz mais poetica, mais lúcida e, a mais significativa para o velho.
Entre me e o desejo de ser
Não mentiram os poetas que se indiganaram com a mundança do presente,
Não seria melhor viver na escrita? Por que pensar que existe uma mudança é a melhor solução?
Perguntas que o poeta fizera para si.
O velho e seu banco
talvez o recinto que o velho procurava
A paz tão poetica, tão lúcida, tão raso de instrumentos frágeis.
Lagrimas sensíveis
Abraçar quando puder ouvir os sussuros,
A dor se tornou inevitavél, mas as lagrimas fora sensivel...comigo.
A tristeza fora romantizada pelas dores...das lagrimas sensiveis
Quem dera aquela beijo ainda fizesse parte da cura para a dor, lagrima sensivel.
Tudo o que se perdera, foram lagrimas sensiveis, ainda que eu pudesse encontra-la nos cortejos dos bares.
Tudo fora lagrimas sensiveis.
Sem memória
Negaram minha ancestralidade,
dividiram minhas histórias
Ocultaram minhas memórias, e porque?
Digo o porquê, porque falharam em redefinir minhas memórias,
Falharam em negar a real história,
Falharam ao apagar os caminhos que me trouxeram aqui,
Todos os caminhos foram e são a minha história, digo sem a memória, mas com a memória de que todo o suor, todo o brilho de minha árdua e ressecada pele, do suor derramado pelo o sol .
Digo que a minha memória é a sem memória de pessoas que perderam suas identidades nesses fins e vastos anos, memórias que foram apagadas, mas revivida na memoria de quem realmente tinha memória.
Revoltas das águas
Moro nas revoltas das águas, pois elas descem nas manhas, algazarra nas tardes e adormece nas noites. Nobre são suas intenções.
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