A janela de vidro
Há beleza do lado de lá,
mesmo estando do lado de cá.
Uma barreira se ergue entre nós,
mas ainda assim, eu vejo.
Não é o vidro que me permite enxergar,
é o olhar —
porque, se os olhos forem bons,
tudo se torna beleza.
Há beleza do lado de lá,
mesmo estando do lado de cá.
Uma barreira se ergue entre nós,
mas ainda assim, eu vejo.
Não é o vidro que me permite enxergar,
é o olhar —
porque, se os olhos forem bons,
tudo se torna beleza.
Dou voz aos desencontros que habitam em mim. Às vezes me sinto pequena diante de tudo! Esse mundo dentro de mim que sente e pensa demais. Estou em constante descoberta do que me compõe — aprendendo a aceitar, a viver e a ser.
Nesse vagão, só enxergo ela — feliz.
Poucos sorrisos acompanham os dela,
como se a alegria fosse um idioma raro.
Nem todos se sentem como ela,
ou talvez seja só minha percepção,
talvez eu que não esteja bem.
Entre olhares dispersos,
assim como os meus,
tentando decifrar o que acontece…
Porque dentro dela há um mar,
e dentro de mim, um abismo.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.