Somos poemas
Somos canções
Somos talvez, meras imaginações
Somos momentos
Somos instantes
Somos apenas humanos incessantes
Humanos errantes
Humanos semelhantes
Humanos reais
Digo mais, humanos normais
Crescer,sem saber porque
Sobreviver sem saber viver
E um dia falecer
Falecer sem conhecer
Conhecer o amor
Vivenciar a dor
Unir ambos num fulminante ardor
Ardor que magoa, ardor que cura
Ardor que apenas predura