Lista de Poemas
Crescimento
Um dia me apoiei em meus pais
E minha ignorância era compreendida,
Meus passos incertos sem direção,
A primeira palavra tosca aplaudida.
Depois acreditei em símbolos fiéis
À minha imaginação escorregadia.
Ria espontaneamente, o que hoje é raro,
Sem responsabilidade ou covardia.
Em seguida sem apoio estava,
E busquei num espelho sem reflexo
Meu corpo disforme, traído e julgado.
Hoje, me apoio num complexo
Mar envolto de crenças superficiais
Esperando o próximo eu fragmentado.
E minha ignorância era compreendida,
Meus passos incertos sem direção,
A primeira palavra tosca aplaudida.
Depois acreditei em símbolos fiéis
À minha imaginação escorregadia.
Ria espontaneamente, o que hoje é raro,
Sem responsabilidade ou covardia.
Em seguida sem apoio estava,
E busquei num espelho sem reflexo
Meu corpo disforme, traído e julgado.
Hoje, me apoio num complexo
Mar envolto de crenças superficiais
Esperando o próximo eu fragmentado.
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Limitados
Sinto falta da verdade de suas consequentes lágrimas,
assim como da realidade e do sufoco que a procede.
A experiência nada mais vale a não ser
que de modelo sirva.
O automático, o maquinado, o pegável
e o sistema te acompanham do nascer
ao pôr do sol.
E transmites a essência do capital, o consumo,
a teus herdeiros copiados.
Mantém a fronte ricta se desabar por dentro
porque teus códigos a sustentam.
Não existe objetivo, apenas complemento.
No copo cheio não há mais espaço,
e todos estão cheios.
O vazio, então, transborda pela ignorância.
Queimamos a herança divina, e não há
para onde voltar quando tudo, de fato, acabar,
pois o início e o fim são aqui.
O meio está perdido e nós estamos nele,
vagando, existindo, sem verdade, sem realidade
e sem experiência, como sempre e pra sempre.
assim como da realidade e do sufoco que a procede.
A experiência nada mais vale a não ser
que de modelo sirva.
O automático, o maquinado, o pegável
e o sistema te acompanham do nascer
ao pôr do sol.
E transmites a essência do capital, o consumo,
a teus herdeiros copiados.
Mantém a fronte ricta se desabar por dentro
porque teus códigos a sustentam.
Não existe objetivo, apenas complemento.
No copo cheio não há mais espaço,
e todos estão cheios.
O vazio, então, transborda pela ignorância.
Queimamos a herança divina, e não há
para onde voltar quando tudo, de fato, acabar,
pois o início e o fim são aqui.
O meio está perdido e nós estamos nele,
vagando, existindo, sem verdade, sem realidade
e sem experiência, como sempre e pra sempre.
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Ratice
Nós ratos vivemos ratando
Em torno dos restos de nós.
Não contentes, ratoeiras impomos
Pra certificar que estamos sós.
Vede quanta ratice te venera,
Não esperes sair do esgoto e ver o sol.
Na imundície egoísta da sociedade
Há uma montanha de lixo servindo de farol.
Avançai sobre nós impiedosa vassoura,
Através das mãos pungentes de seus escolhidos.
Se roedores de oportunidades somos,
Que continuemos então a ser inibidos.
Rato preto ou rato branco?
Quem mais sofrerá a ira do tamanco?
Aquele que deixar o queijo e usar a faca
Diante do sistema dará um solavanco.
Em torno dos restos de nós.
Não contentes, ratoeiras impomos
Pra certificar que estamos sós.
Vede quanta ratice te venera,
Não esperes sair do esgoto e ver o sol.
Na imundície egoísta da sociedade
Há uma montanha de lixo servindo de farol.
Avançai sobre nós impiedosa vassoura,
Através das mãos pungentes de seus escolhidos.
Se roedores de oportunidades somos,
Que continuemos então a ser inibidos.
Rato preto ou rato branco?
Quem mais sofrerá a ira do tamanco?
Aquele que deixar o queijo e usar a faca
Diante do sistema dará um solavanco.
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Buscas ou fugas?
O que é realidade senão uma ilusão alheia,
Cada um tem a sua, e não a vive.
Antes, procura uma que não existe,
E na grama mais verde do vizinho passeia.
Onde está o real que nos escapa
Pelos dedos da imaginação fugidia?
O que está em nossas mãos é apenas
Um presente fabricado pela correria.
Engana-se quem acha perigoso o futuro,
Quem na quimera suburbana e capitalista
Se detém diante do desejo comercialista,
E no coração ardente de sonhos há um furo.
Implacável fantasia é essa que usamos,
Que de disfarce também serve.
Mais falsos que os sentimentos humanos
São os humanos sentimentais que trocam de pele.
Cada um tem a sua, e não a vive.
Antes, procura uma que não existe,
E na grama mais verde do vizinho passeia.
Onde está o real que nos escapa
Pelos dedos da imaginação fugidia?
O que está em nossas mãos é apenas
Um presente fabricado pela correria.
Engana-se quem acha perigoso o futuro,
Quem na quimera suburbana e capitalista
Se detém diante do desejo comercialista,
E no coração ardente de sonhos há um furo.
Implacável fantasia é essa que usamos,
Que de disfarce também serve.
Mais falsos que os sentimentos humanos
São os humanos sentimentais que trocam de pele.
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Inexato
Hoje,tua imagem é mera semelhança que
Não pertence mais ao Criador,
Tu és reflexo de um espelho instável
Que te ilude até na dor.
Buscas apoio no inconstante vazio,
Sabendo que a quimera é um falso amigo
Nas horas de prazer fugidio.
Culpado não há, pois nessa balança vital
Somos um só peso e uma só medida.
Mais vale um um segundo falso
Que um minuto de sofrimento?
Desperta desse pesadelo
Disfarçado de sonho e segura firme
Em teus sentimentos, que te mostram
E te desnudam como veio ao mundo;
Sem vergonha, chorando e com fome.
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Comentários (1)
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wilson1970
2021-01-31
Leandro, tens o dom e o talento poético Parabéns.
Francisco Leandro Pedrosa Silva, 23 anos, nascido em Fortaleza Ceará no dia 14 de
dezembro de 1995. Desde pequeno sempre foi influenciado pela família adotiva a
seguir com foco e obstinação os estudos. Frequentou o Colégio Piamarta até a 7ª
série onde iniciou seu gosto preferencial pelo português e pela literatura. Ao ser
transferido para a escola pública Jenny Gomes, onde ficou até o ensino médio, sua
paixão pela leitura e escrita só aumentaram. Hoje cursa o último semestre de Letras
Português na Universidade Estadual do Ceará e leciona aulas na mesma escola em
que terminou o ensino regular. Leandro Pedrosa tem alguns textos publicadosem
sites, tais como Recanto das Letras.
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