Escritas

Lista de Poemas

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A poesia

Não esgotei as palavras.

A poesia não tem essa função.

Preponderantemente adquire vida a palavra na poesia.

Movimento apoiado na rima, na irreverência do poeta!

 

Não é fugaz quando traça um quadro da miséria.

É uma aresta da pessoa apaixonada, desesperada. 

Exaure-se na embriaguez dos desajustados, nessa entrega.

Esfacela-se, improfícua, nos desesperançados, dissonantes.

 

É um quadro natural ou será surrealista?

De um poeta sensibilizado, usando as palavras como tinta

ou usando a caneta como pincel, essa poesia!

São tantos os temas desse quadro, nessas palavras.

 

Introduz-se na poesia novas e velhas palavras!

Novos e velhos poetas não a deixam morrer.

Defloram a poesia em torturantes recônditos, esses poetas,

manipulando as palavras nesses deleites transbordantes.

 

Palavras a esmo, desses poetas loucos, incansáveis.

Presenteando doces palavras nesses versos errantes!

Esses poetas enraizados nessas profundas cicatrizes,

disseminando amor, dor, sonhos nessas poesias desatinadas!

JTNery
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Vida

A vida nos ensina, semeando tristezas!

Às vezes, nos dá esperança, pulsando nessa labuta.

Em cascatas transborda nossos sonhos,

envolvendo-nos nessa forma de sentir, nos sussurra!

 

A vida caminha ligeira, a galope.

Extravasando paixões, nessas saudades.

Ditando ritmo inflexível, essa vida!

Às vezes, nos surpreende, corroendo sentimentos...

 

Tantos amores perdidos nessa vida, 

tantas perguntas pendentes, sem respostas!

Encontros e desencontros nessa vida,

de sonhos perdidos com o tempo.

 

Nos espaços vazios, nessa vida, a solidão,

dominando nossos dias, nessas buscas!

Nessa vida de encontros e desencontros,

esperanças em cada canto dessa vida!

 

 

Na imensidão dos tempos passados,

nas reflexões refletindo amores desfeitos, 

um pouco dessa vida ensimesmada.

Diluindo sonhos nessa ausência, 

desfazendo-nos nesses amores findos...

 

A vida é o que nos resta, nessa busca! 

JTNery
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Abandono tortuoso

Somos cúmplices de algo que não entendo!

Às vezes é sentimento intenso, 

noutras, frieza de replicantes, 

penumbra indevassável, sem fluxo, eterna.

 

Olho-me no espelho, penso!

Vejo os musgos, estrelas, nos meus sonhos.

Lentamente desprezo minha vontade de lutar,

nessa inconstância permanente.

 

Impele-me o moinho visionário,

Desprezo o que não posso entender, conquistar.

Soturno, olho a foto abandonado, 

Fotos relembrando sua partida, tão repentina.

 

Tortuoso, sigo esse caminho,

que me afasta de você sempre, nessa falta de cumplicidade.

... já não sou nada, na falta desse abrigo,

Sem os afagos de suas mãos, sinto-me prisioneiro desse abandono.

JTNery
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